O lado zen do Metallica
Quem enxerga a banda norte-americana Metallica como um quarteto vestido de preto que toca rock pesado com cara de mau está se contentando com um perfil raso e ultrapassado do grupo. É preciso mais flexibilidade para ir além do que muitos chamam de barulheira e entender o que o guitarrista Kirk Hammett quer dizer ao declarar que o Metallica está “espiritualmente melhor”. Budista e vegetariano, Hammett é um veterano do metal que gosta do silêncio, pratica meditação e acredita que a harmonia se instala nos grupos quando aprendemos a lidar com o ego.
É o que a banda vem tentando fazer desde a produção do álbum St. Anger, lançado em 2003, época em que a banda quase se desmanchou por uma simples questão de falta de tato entre os integrantes. Hoje, Hammett, James Hetfield (voz e guitarra), Lars Ulrich (bateria) e Robert Trujillo (baixo), membro do Metallica desde 2003, parecem estar bastante confortáveis entre si e se divertirem um bocado no palco. Death Magnetic, último disco da banda, aliás, foi concebido para tornar um trabalho inspirador a cada execução e, para a apresentação ser realmente de dentro para fora, não existe set list repetido. “Escolhemos as músicas de acordo com o que sentimos no dia. Se tocarmos a mesma música várias vezes, o som começa a sair automático e não é isso que queremos”, explicou Ulrich durante a breve passagem da banda pelo Brasil, entre 28 e 31 de janeiro.
Na ocasião, “paixão” e “energia” foram palavras recorrentes na coletiva de imprensa e no palco. O frontman, Hetfield, por várias vezes disse sentir a vibração da plateia e chegou a dizer que a banda só quer retribuir o carinho da “família Metallica” e fazer os fãs se sentirem bem. Palavrão? Nenhum. Deve vir acompanhado de carga negativa, né?
Mesmo antes de toda a confusão do St. Anger, os artistas sempre tiveram algo a dizer. As letras esbanjam sensibilidade, ainda que disfarçadas por pesados arranjos musicais. Quem conhece Wasting my Hate, Low Man’s Lyric e Nothing Else Matters sabe. Até mesmo Blackend, do raivoso And Justice for All, tem sua pegada. A música é alvo de eterna discussão entre os fãs. O tema principal seria o fim do planeta (chamado de “mãe Terra”), após uma guerra nuclear ou causado pelo caos provocado pela interação destrutiva do homem com a natureza?
É claro que o objetivo do Metallica não é ser lembrado como uma banda feminina, mas é interessante observar como os elementos pulsam mesmo nos lugares mais inesperados. Eis a beleza da integração.
Nothing Else Matters, um dos clássicos do Metallica, foi feito por Hetfield para uma ex-namorada. Nesta versão, foi tocada com a Orquestra de São Francisco.
Fotos: Marcelo Rossi



Menina, adorei seu blog! Tão da paz! Aqui, cê continua apaixonada pelo Kirk? hahahahaha
Beijos
[...] canta “Adocica”? By Gabriel Conversando sobre como foi o show do Metallica, esse vídeo foi citado e simplesmente encheu nossos corações de alegria. Quem pensou nisso e [...]
nothing else matters e uma musica tão marcante em minha vida.
Coletiva perfeita essa… de frente pro metallica e logo atrás de uma jornalista maravilhosa. \o/ \o/ Vida longa ao Metallica ! Dia 25 tem mais !