Meu coração não manda nada
Por Manoella Oliveira
No último encontro do Círculo de Mulheres que frequento, o tema era “ouvir o coração para escolher o melhor caminho”. É o tipo de coisa que arrepia de tão clichê, eu sei, mas eu, que desde sempre me divido entre jornalismo e balé e adoro Economia – assim como modern jazz, canto, terapias alternativas e bateria (!) – achei que, apesar da banalização do tema, existia uma possibilidade de ser uma reunião interessante. E foi.
O processo foi um pouco diferente. Além da meditação e da conexão com o Círculo, nós dançamos bastante e conversamos sobre os recentes estudos de Neurocardiologia que mostram a importância do coração, até então considerado só uma bomba, como um órgão muito mais complexo e com uma inteligência própria. O coitado é tão negligenciado que nem naqueles filmes e livros sobre “pensar positivo para atrair coisas boas”, a famosa Lei da Atração, ele aparece. Lá vem o pensar de novo. E o sentir?
Muitas mulheres se emocionaram, choraram e ficaram surpresas com o resultado das atividades. Eu fiquei no meu canto, chocada com o quanto meu coração está mudo. Acho que cansou de se fazer ouvir. Eu me perguntava, seguindo as orientações da facilitadora, e sem pressa:
- se sou capaz de olhar, simplesmente, sem julgar ou estabelecer hierarquias;
- como eu escolhi o melhor caminho na hora de decisões importantes como emprego, vestibular, moradia;
- o que me emociona
- e se essas duas últimas respostas eram coerentes. Constatação seguida de alarme interno: fui guiando minha vida raciocinando, fazendo contas, escrevendo em papel, fazendo listinhas, metodicamente.
É evidente que o cérebro ajuda a fazer discernimentos e isso é essencial, mas processar toda a informação só por ali resolve? Tenho minhas dúvidas e até então não tinha me dado conta de que eu sou tão racional. Está na hora de domar um pouquinho essa necessidade de colocar a razão acima de qualquer coisa e de treinar meu olhar.
Vou começar pela pergunta mais fácil: O que me emociona? Essa música (abaixo) certamente me emociona, não importa quantas vezes eu ouça. Parece sempre a primeira vez. E a você?



É muito interessante que só usamos algumas de nossas funcionalidades como humanos. Ultimamente – algumas centenas de anos, rs – temos posto o foco no mental, mentalizamos tudo.
É muito bom ver e saber desses trabalhamos que vêm trazendo à tona não só a beleza de se saber mulher, como também puxando para a superfície todas as emoções enforcadas e embotadas.
Adorei o post! sucesso!
Muito linda!
É evidente que o cérebro ajuda a fazer discernimentos, mas o coração tambem manda.
oi manu
eu acho q tem q ter sempre um equilibrio entre as decisoes racionais e metodicas..
e as emotivas e impulsivas.
penso que viver so de excel, fazendo tabelinhas e controlando tudo nao é legal todo o tempo… mas tb viver so de photoshop e tudo-muito-ludico nao rola.
bom, é dificil, é cliche…mas, o q pega mesmo é ter equilibrio em tudo
saudades!