Para quem não tem namorado
Por Thays Prado
O Dia dos Namorados está aí e desde que as campanhas publicitárias para a data começaram, ouço algumas amigas – sim, é horrível admitir, mas são, principalmente, as mulheres – reclamarem de que vão passar o dia 12 de junho (mais um) sem namorado(a). Conheço quem não ligue a TV nesta data, para não se deparar com filmes e programas dedicados aos apaixonados, e até mesmo quem evite locais públicos na tentativa de não presenciar uma felicidade de que não compartilha.
É também em torno dessa época que mais chovem os comentários que levam os homens a duvidar da verdadeira amizade feminina: como aquela gorda (ou feia, pobre, metida, chata, sem graça) tem namorado(a) e eu não?
Um momento, minhas queridas! É fato que a data serve para alimentar o comércio – mais ou menos entre a safra do Dia das Mães, o Dia dos Pais e as férias escolares – e, provavelmente, não por acaso, seja véspera do Dia de Santo Antônio, o casamenteiro. Mas essa informação marquetológica não é novidade para ninguém e tem ajudado poucas pessoas a não se sentirem tão mal na ocasião. A verdade é que tem muita gente por aí louca para “arrumar alguém”. E é para isso que devemos olhar.
Talvez um bom ponto de partida seja fazer perguntas para si mesma: Para que eu quero um(a) namorado(a)? O que é que eu não tenho e que uma outra pessoa poderá me trazer? Que tipo de problema eu espero que seja resolvido pelo fato de eu namorar? Para quem eu desejo mostrar que estou namorando? O que eu ganho se essas pessoas me virem com alguém? Como eu vou me sentir ao mudar meu status de “solteira” para “namorando” nas redes sociais?
Preste atenção às respostas que surgem em seu coração. Elas podem dar algumas dicas sobre o que está acontecendo dentro de você. No momento em que a energia que chega ao planeta é a de interdependência, que nos convida a perceber que somos seres inteiros, completos, e que, ainda assim, desejamos compartilhar experiências com outros seres - também inteiros e completos – e construir algo juntos, boa parte de nós ainda está buscando tapar, com algo que vem de fora, os vácuos interiores.
Como seres sociais e amorosos que somos, é muito natural nosso desejo de nos relacionarmos intimamente com outras pessoas, mas está na hora de darmos um salto de qualidade no tipo de relacionamento que escolhemos para nossas vidas.
Mais uma vez, um outro grupo de perguntas pode nos ajudar: O que eu tenho de bom que quero muito compartilhar com alguém? Quais ideias e projetos meus eu desejo concretizar em parceria? Quais os sentimentos quero que façam parte da minha rotina? O que eu gostaria de aprender em uma relação amorosa? O que eu gostaria de ensinar? Quais os sonhos eu quero realizar com a pessoa que eu escolher?
Guarde as sensações dessas novas respostas. Observe como seu corpo reage a elas, como seu coração bate e quais as emoções surgem. Sempre que se pegar lamentando por não “ter alguém”, traga-as à tona. Pelo menos ficará bem claro para o universo o que você busca naquele momento. A chance de ele lhe devolver exatamente o que você deseja é muito grande. Esteja pronta para receber o que pediu!
Por aqui, eu continuo seguindo com o meu velho “novo sonho de cerquinha branca“.
Tendo namorada(o) ou não, que o seu 12 de junho seja um dia bem feliz.



apesar do lado comercial, aprecio o dia dos namorados: ele pode ser uma data bonitinha/especial pra ficar junto. afinal, qual outra data namorados têm estabelecida? natal tem família, aniversário tem família e amigos. pelo menos fica uma coisa “oficial de casal”, me entende? não que o casal não possa fazer, em qualquer outro dia do ano, as mesmas coisas que faz no dia 12 de junho, mas sei lá. acho interessante, especialmente para namorados adultos. porque essa coisa de programinhas e presentinhos todo aniversário mensal de namoro é coisa de adolescente e, com a maturidade, esses mimos podem ir sumindo mesmo que o sentimento de um pelo outro continue intacto. muito interessante o texto. especialmente as partes das perguntas. é um jogo revelador fazer perguntas para si.