A História dos Cosméticos
Depois de A História das Coisas e A História da Água Engarrafada, The Story of Stuff Project (o Projeto da História das Coisas, numa tradução livre) traz mais uma produção muito interessante. A animação fala de um assunto extenso que começa no banheiro de qualquer casa e chega à mentalidade da indústria de cosméticos que, segundo Annie Leonard, é a mesma de 1950 – quando a ideia de usar química no dia-a-dia era trazer praticidade, mas sem a preocupação de saber quais impactos isso traria para a saúde.
Criados para facilitar a vida, a higiene pessoal e o bem-estar , esses produtos também causam asma, dificuldade de aprendizagem, câncer e problemas reprodutivos nos homens. Todos aqueles nomes complicados inscritos nas embalagens que para a maioria dos consumidores não significam nada foram entregues a cientistas capazes de ler, compreender e traduzir os compostos e, assim, dizer o que acontece com o corpo que entra em contato com isso, diariamente. O resultado é que nem os produtos destinados aos bebês estão livres de substâncias agressivas.
Segundo a autora, menos de 20% dos químicos usados na fabricação de xampus, protetores solares e cremes, entre outros, passam por testes de segurança, o que significa que não sabemos quais danos eles podem trazer. A indústria justifica dizendo que o chumbo dos batons, por exemplo, está presente em tão pouca e insignificante quantidade que não irá afetar o organismo. Será que uma mulher que usa (e retoca) batom todos os dias está livre dos problemas que esse ingrediente pode causar? Estatísticas mostram que uma norte-americana usa, por dia, 12 produtos e um homem, seis. Será o suficente para acumular toxinas?
O problema começa na nomenclatura. Não existe definição legal que conceitue “herbal”, “orgânico” e “natural”. Ou seja, qualquer produto pode colocar essas palavrinhas atraentes em seus rótulos porque, legalmente, elas não dizem nada.
Annie acredita que a solução está nas leis. Já existe pressão da sociedade para fazer o Congresso norte-americano aprovar uma nova lei que dê força ao FDA (Food and Drug Administration), órgão regulador dos Estados Unidos, para garantir que o que está nas prateleiras é realmente seguro. Na Europa, a mudança veio mais cedo: os governantes proibiram vários componentes tóxicos e os fabricantes acataram.
Desde que foi lançada, a campanha Safe Cosmetics está recebendo apoio de muitas organizações e consumidores. O vídeo, com áudio e legendas, conta a história e o site, como participar. Vale a pena peder 8 minutinhos e saber mais sobre o assunto.



O vídeo é excelente, assim como “A História das coisas”.
Você tem uma versão dublada?
Gostaria de trabalhar com estudantes.
Grata.
Olá, Rita. Infelizmente não encontrei nenhuma versão dublada, acredito que as facilitadoras nesse caso são as legendas mesmo. Mas o vídeo é razoavelmente tranquilo de entender se houver uma contextualização antes ou se os estudantes receberem a transcrição do texto em português, não acha? Tb sinto falta de que esses materiais sejam mais acessíveis a nós, brasileiros. Boa sorte com os estudantes! O papel dos educadores/multiplicadores é sempre fundamental. Abraços e obrigada pela visita.
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