Deixe seu bebê mamar
Por Thays Prado
De 1 a 7 de agosto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) comemora a Semana Mundial de Aleitamento Materno em mais de 170 países. A orientação do órgão é que o bebê comece a mamar no peito logo após o nascimento, tenha o leite materno como seu alimento exclusivo até os seis meses de idade e continue a ser amamentado até os dois anos, recebendo também alimentos sólidos. Isso porque uma nutrição adequada nos primeiros dois anos de vida de uma criança é particularmente importante para evitar a mortalidade, reduzir o risco de doenças crônicas e melhorar seu desenvolvimento geral.
Amamentar é muito saudável tanto para o bebê quanto para a mãe. A própria OMS diz que o leite materno poderia evitar, anualmente, a morte de 1 milhão e meio de crianças de até 5 anos de idade, pois contém todos os nutrientes de que elas precisam e os antibióticos naturais que protegem o recém-nascido de infecções, alergias, pneumonia e diarreia – a subnutrição infantil pode ser a causa de 35% das doenças que acometem os pequenos. Nas mamães, a amamentação ajuda a combater diabetes tipo 2 e pressão alta e previne câncer de mama e de ovário.
Ainda assim, apenas 35% dos bebês que nascem hoje, no mundo, são amamentados exclusivamente no peito até os seis meses. Por isso, a OMS e o Unicef têm os “Dez passos para uma amamentação bem sucedida” que já são utilizados em maternidades de mais de 150 países e incluem:
- Ter uma política de aleitamento escrita que seja comunicada a todo os profissionais de saúde;
- Treinar todos os funcionários para implementar essa política;
- Informar todas as mulheres grávidas sobre os benefícios e o processo de amamentação;
- Ajudar as mães a iniciar o aleitamento dentro de até meia hora após o nascimento;
- Mostrar às mães como amamentar e como manter a produção de leite mesmo se forem separadas de seus bebês;
- Não dar alimento ou bebida ao recém-nascido que não seja o leite materno, a menos que haja indicação médica para isso;
- Permitir que mães e bebês permaneçam juntos 24 horas por dia;
- Encorajar a amamentação sempre que o bebê estiver com fome;
- Não oferecer bicos artificiais ou chupetas para os lactentes;
- Promover a criação de grupos de apoio à amamentação e encaminhar as mães a eles após a alta do hospital ou da clínica.
Mesmo sob circunstâncias críticas, o aleitamento é, quase sempre, a opção mais recomendada para alimentar as crianças – ainda que elas estejam sob os cuidados de assistência social ou mesmo que suas mães possuam deficiências físicas e mentais, estejam na prisão, tenham abusado de álcool e drogas ou sejam portadoras de HIV. Com as intervenções de drogas antiretrovirais em mães soropositivas e em seus bebês, o risco de transmissão do vírus para os pequenos pelo leite materno é de 1% a 2%, e pode ser muito inferior ao risco de mortalidade pela falta de amamentação.
Amamente seu bebê, esse é um direito seu e dele. E defenda essa causa.


Olá blogueiro,
Dê ao seu filho o que há de melhor. Amamente!
Quando uma mulher fica grávida, ela e todos que estão à sua volta devem se preparar pra oferecer o que há de melhor para o bebê: o leite materno.
O leite materno é o único alimento que o bebê precisa, até os seis meses. Só depois se deve começar a variar a alimentação.
A amamentação pode durar até os dois anos ou mais.
Caso se interesse na divulgação de materiais e informações sobre esse tema, entre em contato com comunicacao@saude.gov.br
Obrigado pela colaboração!
Ministério da Saúde
Bacana o texto. Você teve este privilégio.Beijão