Deborah Colker: inspiração
Quem já assistiu a uma montagem da coreógrafa e bailarina carioca, Deborah Colker, sabe que ali tem coração, tem alma. Não é à toa que ela foi a primeira mulher e brasileira a ser convidada a criar um show do Cirque du Soleil. Batizado de Ovo, o espetáculo que tem como tema a vida dos insetos estreou em abril do ano passado, no Canadá, e deve rodar o mundo pelos próximos 15 anos.
No último dia 5, ela foi entrevistada pelo Blog Fatos e Dados, da Petrobras, que selecionou dez perguntas de leitores – inclusive uma minha. O que mais nos encanta é a paixão com que Deborah conduz todas as suas criações. Para ela, tudo se torna inspiração: a maneira como acordamos, como dormimos, o que comemos, o que sentimos, como nos divertimos e até a própria respiração são instrumentos de trabalho. “A arte é uma conexão com a vida, com a vida que a gente faz todo dia”. E o que poderia soar como a mesmice do cotidiano se transforma em experiências únicas no palco, compartilhadas com o público.
Mesmo com toda a sua experiência e sucesso, a coreógrafa confessa que, como todo mundo, a cada novo desafio, ela se depara com medo, insegurança e ansiedade. “Todos os trabalhos foram difíceis, intensos, apaixonados, sofridos. Cada vez que eu começo um processo de criação, parece que eu esqueci tudo o que eu fiz. Parece que eu não sei aonde é, como é, de que maneira fazer. É sempre difícil, e talvez cada vez até mais difícil, porque a gente não quer se repetir, a gente quer ser cada vez melhor, mais perfeito, mais harmônico, mais sensível, mais emocionado, mais delicado. Cada vez eu tenho mais palavras, e mais pensamentos e mais exigências”.
Ufa! Somos todas mais parecidas do que imaginamos…
Veja abaixo trechos da entrevista com Deborah Colker:
Você pode assistir à entrevista na íntegra do Blog Fatos e Dados.


