O que esperar de 2012



O que esperar de 2012

Por Manoella Oliveira

Imagem Vanessa Siqueira + (desconhecido)

 

Não é de hoje que estamos ouvindo falar de fim do mundo. Antigamente, onde houvesse um fanático e uma praça, haveria também uma plaquinha anunciando tragédias, com uma porção de curiosos em volta.  De 2011 pra cá, os rumores têm ganhado força, não se limitam mais a sujeitos excêntricos, mas viraram tema de filmes, livros, entrevistas e, claro, previsões. A maior parte deles está associada ao calendário Maia que, dizem, marcava para dezembro de 2012, o fim dos tempos.

Embora o “boato” tenha repercutido no mundo todo, algumas pessoas já vieram a público dizer que a história não é bem assim (inclusive antropólogos) e que existem outras previsões bastante diferentes do que foi interpretado como a crença dos Maias. As vozes dissonantes, no entanto, concordam que alguma coisa vai acontecer. A astróloga mais pop do mundo, Susan Miller, não gosta dessa ansiedade coletiva e desnecessária em relação a 2012 e acredita que a transição será para algo muito melhor. Em entrevista concedida à Folha, a americana revelou que prevê uma grande transformação no jeito de pensar e de se relacionar das pessoas, uma era de mais luz para a Humanidade. E não está sozinha.

Catherine Wilkings, fundadora do Instituto de Fractologia, na Austrália, também pensa que a mudança será muito positiva. Para a estudiosa, 2012, aguardado durante muito tempo por diferentes civilizações, será o “ano do total desapego”. Isso significa que, no solstício de dezembro, a energia de codependência irá embora do planeta e, assim, seremos capazes de ser quem realmente somos. O passado deixará de ser nossa referência e nossa essência nos guiará. Tudo que não faz parte de quem realmente somos, que nos atrasa, nos deixa em dúvida, alimenta apenas o ego e não contribui para a nossa evolução irá embora.

Pensando em “caminhada terrena”, nada poderia ser melhor, mas pode ser que pessoas a quem somos apegados (e na verdade, não nos fazem tão bem) irão sair da nossa vida, assim como zonas de conforto, relacionamentos estagnados, empregos que não nos acrescentam aprendizado real e várias outras coisas. É uma faxina mais do que bem-vinda, mas ninguém prometeu que o processo será rápido e muito menos indolor. “Não é o fim do mundo, mas o nascimento do novo”, diz.

Para Nereida Fontes Vilela, fundadora do Núcleo de Terapia Corporal, em Belo Horizonte (MG), trata-se de um período em que estaremos em “reformatação” e a melhor maneira de passarmos por esse processo é bebendo muita água, sempre aos pouquinhos. Além disso, no entendimento da Leitura Corporal, a espécie humana é a que mais profundamente desenvolveu a capacidade de demonstrar afeto e essa dádiva será nosso maior instrumento para os novos tempos. É hora de validar os afetos e representá-los, seja com palavras, olhares, gestos e, se faltar coragem, pode ser reafirmando para si mesmo baixinho enquanto toma banho. Ah, sim! A lição de casa mais importante: pratique a vida, a tarefa de existir, estando consigo de verdade.

Com tantas teorias e especulações, o melhor a fazer é esperar 2012 e ver o que, de fato, acontece. Mas independente de qualquer previsão ou do fim do mundo, esperamos que este novo ano nos traga tudo o que melhor puder trazer. E ainda que ele não nos traga nada de especial, que a gente saiba ir buscar, fazer acontecer. Que a nossa vontade de estar conectados, em harmonia e alegres seja maior do que qualquer movimento do Universo.

Que venha 2012!



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