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Cuide bem do seu Cardíaco

Por Manoella Oliveira

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Os corações estão por toda parte: nos cartões decorados, nos acessórios femininos, no formato dos balões e das almofadas, nas mensagens trocadas no Facebook, nas pichações de colégio, nas roupas de cama, nas embalagens de presente, nas homenagens à pessoa amada e, aproveitando gancho, nas lojas, às vésperas do Dia dos Namorados. Mas, sejamos sinceros, a presença do símbolo não reflete nosso nível de conexão com o coração (aquele de verdade) e com os sentimentos a ele associados, como amor-próprio, amorosidade e benevolência.

Na verdade, nós quase não lembramos de que temos coração a não ser em uma data romântica ou quando ele se quebra em algumas partes e precisamos pensar no assunto, numa tentativa de remendar os pedacinhos – aí, além de aparecer como elemento gráfico, ele pode se tornar tema de músicas cafonas que funcionam como um desabafo pronto para alguém que está magoado. Nosso desprezo talvez se sustente nos séculos de pensamento racionalista que fizeram com que olhemos para dentro de nós com desconfiança. Sempre parece mais seguro anotar tudo num papel, julgar prós e contras e fazer umas continhas, formular uma estratégia. Justificativas à parte, permitam-me dizer que se trata de um comportamento “pobre”, de uma sintonia fraca.

Vou poupá-los de repetir o que os médicos, as revistas de saúde e as campanhas na tevê dizem sobre doenças cardíacas, alimentação, colesterol, exames preventivos e exercícios físicos porque, apesar de ser importante, isso vocês já sabem. Pensando de uma maneira menos física e indo um pouco além, podemos tentar cuidar das nossas emoções olhando para o nosso Chakra Cardíaco, que não por acaso, está localizado no meio do peito, um pouco mais para a esquerda, na altura da sexta vértebra toráxica.

Os chakras, na visão da leitura corporal – que estuda a influência das emoções no corpo físico -  são centros de força localizados em um local responsável por integrar e fazer interagir matéria e energia. Segundo a definição de Nereida Vilela, fundadora do Núcleo de Terapia Corporal, são sete chakras espalhados pelo corpo, que têm como função nos auxiliar a desenvolver consciência e aumentar a compreensão das emoções e das vivências.

Cada chakra tem uma função e a do Cardíaco é o desenvolvimento e a harmonização das relações humanas e da relação do ser humano com outras formas de vida (eu gosto de entender essa parte como “sustentabilidade”), além de viver o exercício da amorosidade. Seu mantra de ativação e harmonização é o YAM que deve ser entoado na nota musical “fá”. Nereida ensina também que as cores do cardíaco são rosa e verde e que seu elemento é o ar, o que me lembra um exercício interessante ensinado pela terapeuta energética Luisa Haraguchi.

Ela diz que devemos inspirar como se fôssemos levar o ar ao Cardíaco e depois expirar pela boca. É um bom exercício para fazer diariamente ou quando estamos prestes a fazer uma grosseria com alguém. Quando levamos essa intenção para perto do coração, é de lá que a resposta vem, e ela vem diferente.

Alguns exemplos das emoções e sentimentos desse chakra são amar e dificuldade de amar, confiança e desconfiança, realização e frustração, aceitação e rejeição, convívio e solidão, entre outros. Para que tudo isso esteja em ordem, cuide das suas emoções, dê atenção aos seus sentimentos, se expresse com muito tato. Em caso de desequilíbrio e se precisar de uma ajudinha extra, vista uma blusa rosa ou verde, entoe o mantra, respire direitinho e tenha um quartzo rosa à mão, ele atrai energias que fazem muito bem para o coração.

Outro bom conselho, e esse é por minha conta, é tentar descobrir o que te nutre e colocar isso em prática, diariamente. Eu adotei um caderninho, muito bonitinho, que ganhei de uma grande amiga, como um lembrete oficial das coisas que me fazem bem. Escrevo nele, todo dia, uma atitude que vai fazer bem ao meu Cardíaco e me deixar mais leve. Não é uma obrigação, é apenas um lembrete, um segredinho, um respiro que pode alterar sua vibração energética de tal forma que você vai atrair cada vez mais pessoas que estejam na mesma frequência.

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1 Comentário

    Adorei a dica do exercício! Obrigado, Manu :)

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