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Inspiração: Femina – Festival Internacional de Cinema Feminino

imagem: divulgação

 

Você já parou para pensar na maneira como as mulheres são mostradas no cinema? De que forma seus comportamentos, sentimentos, pensamentos, escolhas e atitudes são interpretados e traduzidos por roteiristas, diretores, fotógrafos, atores e como chegam ao público? Você sabia que a maior parte dessa representação do universo das mulheres é feita por homens?

No Censo 2000, todas as ocupações da área da Comunicação, carreiras importantes para a formação da opinião pública e para a formatação da realidade por meio de fatos e imagens, apresentavam um percentual maior de homens.

De 2001 a 2010, do total de longas-metragens brasileiros produzidos, apenas 15,37% foram dirigidos por mulheres. Sendo que, desses filmes, só 9,99% foram produzidos exclusivamente por mulheres; 6,48% tinham uma mulher como roteirista e 1,13% tinham sua fotografia assinada apenas por mulheres. Não por acaso, somente 17,16% dos longas feitos no Brasil na primeira década do século 21 tiveram como protagonista uma personagem do sexo feminino.

Esses dados são apresentados pelo Femina, o Festival Internacional de Cinema Feminino, que chega à sua 9a edição e reúne, entre os dias 2 e 8 de julho, cineastas e amantes da 7a arte na cidade do Rio de Janeiro.

Seu objetivo é contribuir para uma mudança radical desse cenário, estimulando, cada vez mais, a participação das mulheres no mercado audiovisual  e a produção de filmes com temática feminina, e sensibilizando os profissionais de mídia, os estudantes da área e o público em geral para as questões de gênero tratadas em belíssimos longas, médias e curtas que abordam as inúmeras nuances do tema e retratam imagens positivas de mulheres e meninas, sem estereótipos.

Este ano, o festival abre com o filme “Histórias que só existem quando lembradas”, da diretora Júlia Murat, que vai contra as estatísticas e é a produção brasileira mais premiada internacionalmente nos últimos dez anos. A personalidade feminina a ser homenageada nesta edição é Zezé Motta, a primeira protagonista negra do cinema nacional com o filme Xica da Silva, de Cacá Diegues.

Além da exibição de 90 obras, de 24 países, aberta ao público, ainda consta na programação do Femina um Seminário (gratuito, mediante inscrição prévia) composto por três mesas que vão debater a identidade feminina, o feminismo e a sexualidade contemporânea.

*Visite o site do Femina.

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