Inevitáveis escolhas

escolhas-fractologia-POSTPor Thays Prado
Imagem: Ariana Perez

Nos últimos meses, a vida vem me convidando, com frequência, a fazer escolhas significativas. 

Escolhas determinantes sobre trabalho, profissão, dinheiro, família, amor, paixão, corpo, moradia e conexão espiritual – para citar apenas os aspectos mais evidentes.

Não que as escolhas não existam diariamente na vida de qualquer pessoa. Mas talvez por eu estar em um momento de encerramento do meu primeiro ciclo numerológico, ou bem no meio do meu Retorno de Saturno, ou simplesmente por serem muitas escolhas ao mesmo tempo, tenho convivido com a sensação de que a cada escolha mudo, para sempre, o rumo da minha história. Ela nunca mais será como antes e jamais poderá ser a mesma história que se desenrolaria se eu tivesse feito outra escolha.

Parece óbvio do ponto de vista teórico e até banal do ponto de vista da eternidade. Mas do ponto de vista da finitude que sou eu neste momento, uma mulher de 28 anos que, com sorte, vai envelhecer antes de morrer um dia, a experiência das escolhas é muito importante. Do ponto de vista físico, material e humano, a minha história é tudo o que eu tenho, é a minha experiência neste planeta, é a expressão única da minha existência. E eu não posso permitir que ela seja óbvia ou banal.

Também não é o caso de colocar sobre cada “sim” ou “não” um peso excessivo e nem de cultivar arrependimentos ou colecionar um monte de “e se?”. Para mim, tem sido uma experiência muito rica olhar para cada escolha como uma oportunidade de criar, de verdade, a minha vida, de ser autora e protagonista da minha história.

Não que seja fácil. Fazer escolhas pode implicar perdas importantes, sacrifícios imediatos em nome de algo no futuro, insatisfações alheias ou de alguma parte que nos compõe. No entanto, escolher é algo inevitável – a própria não-escolha já é uma escolha em si. E toda escolha tem uma consequência.

Para a fractologista Catherine Wilkins, muitos de nós tendem a adotar um “pensamento mágico”, acreditando que certas escolhas não vão, na realidade, gerar suas consequências naturais. “É como se acreditássemos que podemos ser rudes com alguém e que aquela pessoa vai continuar gostando de nós. Ou que podemos não trabalhar em uma tarefa e, mesmo assim, ser bem sucedidos nela. Esse é um pensamento muito infantil, como se pudéssemos comer todos os doces que temos agora e, ainda assim, achar que haverá doces para mais tarde.”, diz Catherine em sua publicação “As sete chaves do poder autêntico”.

Catherine é categórica em afirmar que a única maneira de alcançarmos um objetivo é fazer as escolhas que tenham exatamente esse objetivo como consequência. Ela tem um processo bastante simples (e bem desafiador), composto por três passos, para fazer escolhas:

1. Liste suas opções ou escolhas diante de uma questão específica.

E aqui é importante que haja, pelo menos, três opções reais. Afinal, se você tem apenas uma opção, na realidade, você não tem escolha. Se você só consegue ver duas opções, isso pode acabar a deixando em um dilema e o seu foco será desviado para ele. Para garantir que haja, pelo menos, três opções, uma delas sempre pode ser: não fazer nada.

2. Liste as consequências de cada escolha.
Nem sempre é fácil ter clareza sobre quais são as consequências de cada opção, mas Catherine diz que é uma questão de prática para que você comece a identificar.

3. Escolha a partir das consequências.
Aqui mora o maior desafio. Em geral, fazemos as escolhas focadas nas opções que temos, sem nos aprofundarmos nas consequências de cada uma dessas opões. Mas apenas avaliando as consequências será possível saber qual escolha terá como resultado o que você deseja manifestar em sua vida.

E aqui, segundo a fractologista, é que entra a responsabilidade pessoal de aceitar o que é preciso ser feito, ainda que não seja algo que nos agrade a curto prazo, para que alcancemos os resultados desejados.

Pode não ser fácil virar uma noite em claro, mas e se a consequência é estar preparada o suficiente para a entrevista que pode lhe garantir uma bolsa fora do país? Pode parecer assustador você abrir mão de um emprego estável, mas e se a consequência for abrir espaço para viver da sua arte? Pode parecer loucura fazer uma viagem cara para o outro lado do mundo em uma semana, mas e se a consequência for uma experiência que você queria viver há muito tempo? Pode parecer chato pensar em nunca mais acompanhar seus amigos a um churrasco, mas e se a consequência de você se tornar vegetariana for o seu corpo se sentir com uma energia bem mais agradável todos os dias? Pode ser estranho se mudar de uma cidade para a outra e voltar logo depois, mas e se a consequência for assistir ao nascimento do seu primeiro sobrinho? Pode ser muito doído ficar longe de quem você ama por um longo período de tempo, mas e se a consequência for a conquista do seu verdadeiro lugar no mundo?

Escolher é uma forma de expressar o seu próprio poder. Como você vai exercer o seu hoje?

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3 Comentários

    Ai Thays. Escolher é doloroso, assim como crescer.

  • Amei o texto, muito inspirador!
    Bom, vou ali fazer minhas listas…

    Até mais, bons ventos!

    Muito agradecida,

    Natalia.

  • Pode ser muito doído ficar longe de quem você ama por um longo período de tempo, mas e se a consequência for a conquista do seu verdadeiro lugar no mundo?

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