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	<title>tato &#187; Elemento terra</title>
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	<description>um sentido para o feminino</description>
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		<title>De tempo e de encenação</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 09:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Elemento terra]]></category>
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		<description><![CDATA[Outro dia meu homeopata me disse que quem acha que a vida passa rápido é quem fica mais tempo morto, em vez de viver. Um dia, a gente percebe que o tempo avançou, que já estamos no segundo mês do ano e...o que aconteceu no primeiro mesmo?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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<p><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/02/tempoencena_post.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1667" title="tempoencena_post" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/02/tempoencena_post.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</p>
<p>Imagem: <a href="http://www.be.net/vanessasiqueira">Vanessa Siqueira</a> + <a href="http-//smileintothechaos----quotes.xanga.com/">smileintothechaos</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outro dia meu homeopata me disse que quem acha que a vida passa rápido é quem fica mais tempo morto, em vez de viver. Aí a vida passa (por nós), as coisas acontecem e a gente nem fica sabendo. Ou até fica, depois que já passou e não há muito o que ser feito. Um dia, a gente percebe que o tempo avançou, que já estamos no segundo mês do ano e&#8230;o que aconteceu no primeiro mesmo? Mais de 30 dias se passaram e você nem percebeu. <strong>O que você estava fazendo?</strong></p>
<p>Não é que a vida passe rápido. Passa igualzinho para todo mundo e em todas as idades, desde o primeiro dia de vida. Cronologicamente, é igual. Não tem essa conversa de que &#8220;depois dos 20 tudo passa rápido&#8221;, &#8220;depois dos 30, é ladeira abaixo&#8221;.  Há teorias que dizem o contrário, que pregam um aumento de velocidade no correr do relógio. Mas sendo  boazinha com os físicos e supondo que eles estejam certos, a gente reconta e vê que talvez estejamos perdendo alguns segundinhos ou uns minutinhos. Segundinhos? Não é disso que estamos falando! Quando falamos que o tempo passa rápido, não se trata de  olhar o relógio e se surpreender porque os ponteiros marcam não 15h20 e, sim, 15h40.</p>
<p>A questão talvez seja que passamos tempo demais preparando o palco, o figurino, a maquiagem, ensaiando as falas, as caras e bocas, em vez de ir logo para a peça e fazer acontecer. <strong>É investir tempo demais compondo o cenário, o roteiro e na hora de ir para o palco para valer, bem, a Terra continuou girando, não é mesmo?</strong></p>
<p>Pergunte a alguém quem seria o homem ou a mulher mais desejável que existe. Em seguida, questione se seria de sua vontade dormir com essa pessoa se, e somente se, isso fosse um segredo, um fato que não pode ser falado, cochichado, postado, <em>twittado</em> nem nada disso. Não me surpreenderia se a resposta fosse negativa. Se não for para aparecer, fazer carnaval, contar vantagem, colocar uma frase de efeito no Twitter ou uma foto no Facebook, não precisa nem acontecer. É quase uma tortura não poder lançar mão desses exibicionismos.</p>
<p>E enquanto nós estamos aí nos esforçando para mostrar para os outros como nós somos antenados, alegres, inteligentes, fotogênicos, competentes, glamourosos, (histéricos?), trabalhadores, fortes, empenhados e <strong>fazendo todo um movimento para fora, a gente vive o quê? Pois é. O tempo passa rápido mesmo.</strong></p>
<p>É claro que tem quem não perca (tanto) tempo com nada disso e ainda assim tenha essa sensação injusta de que o tempo voa. E não estou falando só da dinâmica digital do mundo de hoje. Mais importante do que isso, na minha opinião, é o fato de que, durante o dia, fazemos várias coisas que nos enchem do mais profundo tédio, especialmente no trabalho. E não dá para parar de trabalhar. Eu sei. Mas dá para nos encontrarmos em algum momento, colocarmos um pouquinho de nós, encontrarmos pontos de fuga em qualquer contexto. Dá para fazermos um movimento real, por nós, alguma coisa que faça sentido ainda que seja numa reunião chatésima<strong>. </strong></p>
<p>Ou, um passo adiante, dá para tentar conseguir, talvez um emprego que te traga realização ou que te renda recursos suficientes para você fazer mil coisas depois ou que seja o primeiro passo para você alcançar o que quer num segundo momento, enfim, desde que faça real sentido para você (não para sua mãe, para o seu marido, para a vizinha) estar ali, é um movimento seu<strong>. </strong>Penso que é isso que nos preenche e nos dá uma sensação mais real de vida. <strong>Aí quando colocamos a cabeça no travesseiro e tentamos lembrar o que fizemos, não precisamos fazer esforço para lembrar das coisas vazias e sem importância do dia a dia.</strong> As coisas que nos nutrem e preenchem o coração estão ali, do jeito delas, marcando presença.<strong></strong></p>
<p>O que não podemos é ir almoçar na casa da sogra só para agradar ao namorado, ir numa festa em dia de desânimo para não chatear a amiga, deixar o bichinho de estimação sujo da sua irmã se esfregar em você para não criar climão, fazer Medicina para agradar aos pais, fingir que concorda com tudo para não desagradar aos colegas. O namorado, a amiga, a mãe, o irmão, a equipe, o pai, a namorada, a irmã, o cachorro, a madrinha, o chefe estão ditando os movimentos da sua vida<strong>, muitas vezes, sem intenção. </strong>Essas negociações não são fáceis, mas são possíveis e podem ser feitas com muita delicadeza e maturidade, caso sejam necessárias.<strong> </strong></p>
<p><strong>Existem alguns guias internos que nos mostram o caminho. Alguns elementos que, se estiverem ali, bastam para dar sentido e fazer de qualquer movimento algo meu. Vamos descobrindo isso aos poucos. No trabalho, por exemplo, sei que meu movimento se pauta em duas coisas: educação e inspiração. Se faltar, o movimento perde o sentido para mim. O que dá sentido às suas escolhas? Conte para a gente!<br />
</strong></p>

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		<title>Um novo circo de horrores</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2011/09/14/fotos-modelos-mirins-circo-de-horrores/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Sep 2011 14:03:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
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		<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[Thylane Lena-Rose Blondeau]]></category>
		<category><![CDATA[vogue]]></category>

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		<description><![CDATA[E indústria da moda ataca novamente. E, novamente, as crianças, que passam pela adultização, pelos excessos (de penteado, de maquilagem) e chegam, finalmente, à bizarrice]]></description>
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			</a>
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/09/horrores_post.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1509" title="horrores_post" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/09/horrores_post.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p>Outro dia, algumas pessoas estavam reclamando de que estamos conscientes de que precisamos criar um futuro melhor para os nossos filhos, mas estamos longe de criar filhos melhores para o mundo. De fato, apesar de eu ainda achar que a prática ainda está muito distante do discurso da economia verde, sustentabilidade já é um assunto do dia a dia das empresas, do governo e de muitas esferas da educação. Já a questão de fazer das futuras gerações pessoas melhores para interagir com essa nova realidade que respeita o meio ambiente e o outro é um tema que <strong>existe apenas nos devaneios de algumas pessoas que já provaram o gosto amargo do atrevimento de crianças sintonizadas com o freak show criado pelos adultos.</strong></p>
<p>O exemplo mais clássico são aquelas crianças que acham que podem falar o que e como quiserem com o professor, com o vendedor, com a recepcionista e com quem quer que seja “porque estão pagando”. Pronto! Dinheiro compra tudo até mesmo paga falta de respeito. Quem ensinou isso a elas? Ou alguém disse ou deu o exemplo. A criançada aprende por imitação e ensinamento, não acorda e decide uma coisa dessas nem que tenha herdado os piores genes de grosseria dos pais. E não venha me dizer que a internet, a mídia e blábláblá. Sinta-se à vontade para demonizar todos os computadores juntos e todas as modalidades de propaganda, mas não acredito que isso, isoladamente, seja capaz de tirar a referência de respeito, humanidade e educação que os pais, os familiares e os professores transmitiram ou representaram. Mas e quando os adultos surtam?</p>
<p><strong>Permitam-se dizer que os pais têm uma tendência natural de perder a noção quando se trata dos filhos.</strong> Permitam-me dizer também que as pessoas tendem a perder a noção quando o assunto é fama e dinheiro. Juntando tudo isso, ou seja, pais de crianças famosas ou rumo à fama, a coisa fica feia e feia demais.</p>
<p>Já escrevi aqui sobre <a href="http://www.maistato.com.br/2011/04/09/fashion-kids-reflexao-moda/" target="_blank">as declarações pra lá de infelizes das mães de algumas modelos mirins cujas filhas não usam Renner nem para dormir</a> e agora a polêmica são as fotos de moda feitas com crianças, em especial com meninas. Para ficar em um exemplo que resume tudo, vou citar a francesa Thylane Lena-Rose Blondeau que protagonizou um ensaio fotográfico para <em>Vogue</em> e causou polêmica por exibir poses sensuais, muita maquilagem e penteados exóticos. O alvoroço foi tamanho que pipocaram críticas em jornais, programas de tevê e sites em vários lugares do mundo e a mãe da garota de apenas 10 anos veio a público restringir o acesso à fanpage da modelo sob o argumento de que “pessoas más” estavam falando mal das fotografias e o barulho poderia respingar no Facebook, enquanto Thylane estava (e deveria continuar) completamente alheia ao burburinho. <strong>Esse é o conceito de proteção dessa mãe. Expor a filha como ela permitiu, eu não sei o que é.</strong> (<a href="http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/lifestyle/2011/08/04/281296-modelo-de-apenas-10-anos-causa-polemica-no-mundo-fashion-com-fotos-inapropriadas" target="_blank">Destaque para a foto dela sem blusa na cama com um garoto</a>).</p>
<p>Depois vem a sociedade do alto da sua hipocrisia falar de pedofilia, de erotização precoce, da miditiazação da infância e outras coisas que ela mesmo cria e vende e depois vem se fazer de desentendida e falar que é a internet. Poupe-me! O ensaio da <em>Vogue</em>, para muita gente, é um conceito estético, para mim, é só mais uma bizarrice.</p>

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		<title>Minha semana positiva</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2011/08/20/minha-semana-positiva/</link>
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		<pubDate>Sat, 20 Aug 2011 18:01:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
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		<category><![CDATA[vibração]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dia, eu cansei de teorias e resolvi colocar em prática o que, dizem, transforma nossa vida para melhor. Durante uma semana, mudei o jeito de falar e pensar. Sabe o que mudou?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/08/semana_post.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1496" title="semana_post" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/08/semana_post.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p>Imagem Vanessa Siqueira + <a href="http://mypoisonheart.tumblr.com">mypoisonheart</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um dia, eu cansei de teorias. As que dizem que você atrai o que está no seu entorno, que o Universo não entende palavras negativas, que nós materializamos aquilo em que acreditamos. Com tantas possibilidades fica até difícil saber o que procede, até que ponto funciona e como colocar isso em prática. Pensando assim, resolvi começar pela que pareceu mais simples: parar de usar palavras negativas.</p>
<p><strong>É dito que o Universo não entende palavras, como “não”, “nunca”, “jamais” “nenhum” etc.</strong> Ou seja, se você pensa: “Não estou correndo perigo andando aqui a essa hora da noite”, o Cosmos vai entender: “Estou correndo perigo andando aqui a essa hora da noite” porque o “não” não é lido, visto, é como se não existisse e você acaba emanando essa energia de perigo.</p>
<p>Seguindo essa teoria, propus a mim não usar palavras negativas na fala nem em pensamentos a partir de segunda-feira. Comecei bem. Num jogo comigo mesma, estava pensando apenas no positivo e falando apenas na afirmativa, quando comecei a realizar uma atividade muito chata no trabalho e pensei: “Trabalhinho de corno esse aqui”. Não eram nem 10 da manhã. “Ops! Quebrei o ritmo da semana positiva!”, pensei desanimada. Logo depois, voltei atrás. <strong>“’Corno’ é negativo? Não, não é&#8230;ou pelo menos não é a negação de nada. Mas não é o tipo de expressão que combina com uma semana que proclamei positiva”.</strong></p>
<p>Ligeiramente confusa, dei andamento à minha proposta, torcendo para que a dificuldade de trocar “impossível” por “desafiador” e “nem em um milhão de anos” por “improvável” fosse amainando até domingo, quando decidi que voltaria ao normal. <strong>Mas ao contrário das minhas expectativas, o vício de usar o negativo até para falar de coisas boas era incomodamente constante. “Não tem importância”, “não preocupa não”, “não tem problema”, “não tem pressa”, “não vou me estressar com isso”&#8230;.como pode?</strong></p>
<p>Apesar de reformular minhas frases várias vezes, ainda que mentalmente, ainda não me dei por satisfeita: havia várias outras palavras e expressões ruins que estavam no meu vocabulário “difícil”, “tenso”, “cansada”, “tédio”, “mala”&#8230;.de que adiantava eliminar algumas palavras e manter outras que o Universo até lê com facilidade, mas que não atraem, em teoria (mais uma vez, em teoria!) nada de bom?</p>
<p>Achei que meu jogo estava ficando complicado demais, mas continuei até domingo para verificar os resultados que, claro, viria postar aqui. Minhas conclusões foram as seguintes:</p>
<p>1- Minha semana não foi melhor porque eu tentei alterar meu jeito de falar e de pensar</p>
<p>2- Isso provavelmente aconteceu porque em apenas uma semana é difícil nos reprogramarmos e colocarmos em prática qualquer coisa que faça diferença efetiva</p>
<p>3- Não adianta muito parar de falar palavras negativas se a carga negativa continua lá. Não sei qual é a diferença de trocar “Esse trabalho não ficou bom” por “Esse trabalho está um lixo”</p>
<p>4- Foi um superexercício de autoconhecimento. A gente usa as negativas o tempo to-di-nho!</p>
<p>5- Em uma semana não dá para concluir muita coisa. Por isso sugiro, de verdade, que você faça o meu jogo consigo. Eu vou continuar tentando, mas dessa vez, para a vida. Quem sabe assim as teorias mostrem a que vieram?</p>
<p><strong>Leia também:</strong></p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/2010/11/18/sobre-como-o-universo-deixou-de-acreditar-em-mim/" target="_blank">Sobre como o Universo deixou de acreditarm em mim</a></p>

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		<item>
		<title>Síndrome de domingo</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2011/07/19/sindrome-de-domingo/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Jul 2011 00:27:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comigo]]></category>
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		<category><![CDATA[domingueira]]></category>
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		<category><![CDATA[tristeza]]></category>

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		<description><![CDATA[Não me convenço de que o problema deste dia seja anteceder a temida segunda-feira. O silêncio de domingo traz mais do que a preguiça do início da semana]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/07/domingo_post.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1468" title="domingo_post" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/07/domingo_post.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</p>
<p>Imagem: Vanessa Siqueira + <a href="http://mars-argus.tumblr.com/">Th3 City Lights</a> + <a href="http://www.orkut.com.br/Main#AlbumZoom?gwt=1&amp;uid=5285956698532669425&amp;aid=1262161673&amp;pid=1305247317616">Rooh B. Bear </a></p>
<p>Desde que me entendo por gente, ouço as pessoas falarem mal de domingo. Se for domingo à noite, piorou. Tem quem comece a se coçar só de ouvir aquela musiquinha do Fantástico (e a gente ouve. Nem que seja da televisão alta do vizinho). Não me convenço de que o problema desse dia seja anteceder a segunda-feira. Igualmente, desde que sei qual é a diferença entre os dias da semana, sei que depois de domingo vem segunda, portanto, não faz sentido sofrer com um evento semanal. Ficar mal por rotina não é muito esperto, né?</p>
<p>Se continuarmos desse jeito, daqui a pouco tempo vamos detestar sábado à noite porque ele vem antes de domingo, aquele dia terrível, e vamos acabar detestando os únicos dois dias que compõem o nosso final de semana. <strong>É a nossa mania de sofrer por antecedência.</strong></p>
<p>Domingo é um dia de comércio fechado, de menos movimento na rua, de pouco barulho e de programação horrorosa na tevê. É dia de silêncio e eis aí a origem real do problema. A gente para. Não tem chefe, não tem trabalho, não tem trânsito, não tem nada para encher a nossa cabeça e somos obrigados a nos voltar para dentro de nós. <strong>Domingo acaba sendo dia de faxina mental.</strong></p>
<p>Ainda que a gente insista em ligar a tevê e ver qualquer coisa que não exige muito do nosso intelecto, não estamos sintonizados com aquilo. Não é bem esse ou aquele programa que vai prender nossa atenção. É nessas horas que vamos rever conceitos, as relações amorosas, repensar o emprego, como (não) temos cuidado do corpo, conversado com quem realmente gostaríamos, achado divertido viver, planejar o futuro.</p>
<p>Bate um incômodo que só conseguimos sentir quando paramos de fato. <strong>Na correria do dia a dia, entre buzinas dos carros, não dá para ouvir, não para sentir, mal dá para ser quem realmente somos.</strong>  É preciso formalizar, cumprimentar, sorrir, não se exaltar, <a href="http://www.maistato.com.br/2011/01/25/drummond-poema-necessidade/" target="_blank">é preciso, é preciso, é preciso, já diria Drummond.</a></p>
<p>Se você faz parte do time de quem acha domingo uma lástima, aqui vai minha confissão: eu entendo. <strong>Faxina mental é para os fortes.</strong> Quando a gente se olha de frente, olha para a vida de fora e lembra que o tempo está passando, surge algo próximo a angústia. A notícia boa é que são esses pequenos sinais que vão nos guiar de volta para o eixo, como <a href="http://www.maistato.com.br/2011/06/14/linguagem-seu-corpo/" target="_blank">uma dor de cabeça que indica que algo no seu corpo está errado.</a> Os pensamentos de domingo, a dorzinha no fundo do peito não são nenhuma ameaça ou motivo de tristeza, mas apenas cochichos de que algo precisa ser revisto. Reveja.</p>

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		<title>Pelo direito de usar batom vermelho</title>
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		<pubDate>Sat, 07 May 2011 01:22:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
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		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
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		<description><![CDATA[São as mulheres que dão motivo para ouvir cantadas rua afora ou a saia curta, o salto e vários outros elementos são só...elementos?]]></description>
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/05/vermelho_POST.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1385" title="vermelho_POST" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/05/vermelho_POST.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p><em>Imagem: Vanessa Siqueira + <a href="http://adelaandtessie.blogspot.com/2011/05/no-eye-contact.html">Adele and Tessie</a></em></p>
<p>Embora eu goste bastante de maquiagem, batom não é algo que eu use. Aliás, nunca tinha comprado um até que, neste ano, resolvi experimentar. Já que o objetivo é colorir a boca, optei logo por um vermelho. Passei o batom e achei meio exagerado, mas me disseram que é uma questão de costume, então, resolvi “iniciar os trabalhos” e estreá-lo em um coquetel. Blusa e botas pretas, jeans escuro e boca vermelha. Nada extravagante.</p>
<p>Com alguns minutos de evento, passou um cara me encarando com um sorriso largo. Eu, péssima fisionomista, me perguntei se o conhecia e, mais que isso, perguntei à minha amiga e colega de trabalho se ela já havia visto a figura. Nada. Era um desconhecido mesmo.</p>
<p>O tempo passa, o lugar fica mais cheio e as pessoas, por se tratar de uma exposição de fotos, se fotografam loucamente. Eu corro de todas as câmeras e eis, então, que um senhor com idade para ser meu avô se aproxima e diz: “Uma pena você não querer aparecer! Uma mulher tão bonita! Queria te fotografar”. Oi? Comecei a achar bem estranha aquela movimentação, somada aos olhares de outros homens que passaram por ali e só tive certeza de que havia algo errado quando um outro senhor, dessa vez com idade pra ser meu pai, entregou um papel para uma amiga minha com o nome e telefone dele e pediu que me desse. Ele veio correndo atrás da gente para entregar o bilhete antes que entrássemos no táxi. Ok. O que estava acontecendo? Eu não sou nenhuma Gisele Bündchen, não passo nem perto, e havia várias outras mulheres nos arredores, ou seja, a explicação para os olhares nada discretos só podia ser, claro, o batom.</p>
<p>Não eram olhares de admiração, paquera, nada disso. Era um atrevimento mesmo, como se eu estivesse ali à disposição de todos. Como se o batom comunicasse algo como “não precisa trocar nem uma palavra nem um olhar comigo. Corra atrás do táxi e escreva seu telefone num papel que existem grandes chances de eu te ligar”. Em bom português, era como se o batom vermelho guardasse um código de safadeza. Um desses códigos que deve estar na mesma gaveta de “homem que passeia com cachorro pequeno é gay” e “mulher de saia curta tem que aceitar cantada calada porque fez por merecer”.</p>
<p>São essas bobagens que falam mais alto na hora de guiar o comportamento e a impressão de desconhecidos. Não vem muito ao caso o comportamento, o código fala mais alto. É incrível como os valores mudam, o idioma evolui, as pessoas envelhecem e os códigos são os mesmos. Ninguém é obrigado a gostar de homem de cabelo comprido ou mulher de cabelo curto, mas a postura precisa ser mais relevante na hora de definir como você vai se comportar em relação a isso – e isso não te dá o direito de agir desrespeitosamente. As pessoas já têm uma dificuldade incrível de interpretar texto, imagina código!</p>
<p>Então, só para não deixar dúvidas, é assim que funciona: batom vermelho, saia curta etc usa quem quer e ninguém tem que inferir nada por conta disso, apenas. Mas se eu usar um batom vermelho, sair rebolante, mordendo os lábios, distribuindo piscadelas, falando aos berros e jogando o cabelo, pode me chamar de gostosa em alto e bom som, correr até o táxi e me entregar bilhetinho brega porque minha postura comunicou outra coisa. E aí, tanto faz a cor do batom, né?</p>
<p><strong>Leia também:</strong></p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/2010/04/09/enciclopedia-mulher-manual-comportament/">A enciclopédia da mulher</a></p>

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		<title>Corre corre corre</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2011/03/20/correria-pressa/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 21:41:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
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		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[correria]]></category>
		<category><![CDATA[Páscoa]]></category>
		<category><![CDATA[pressa]]></category>

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		<description><![CDATA[Para quem está sempre na correria e pensa que o ano está voando, uma dica: o barulho do carnaval estava logo ali, mas a Páscoa já chegou.]]></description>
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/03/corre_post.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1302" title="corre_post" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/03/corre_post.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira<br />
Imagem Vanessa Siqueira + <a title="Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/amandajas/4922211419/">aaaamandaaaa</a> </em></p>
<p>Quando o último bloco de carnaval aliviou o batuque, as pessoas começaram a voltar às suas vidas normais. Lembraram que cerveja não é café da manhã, que precisam lavar roupa, fazer compras e têm horário para tomar remédio. Não que eu estivesse me acabando no samba por aí – não mesmo – mas minha rotina, como a de todo mundo que mora no Rio de Janeiro, se desorganizou e, no último dia de bagunça, quando os blocos ainda agitavam os foliões, resolvi ir ao supermercado.</p>
<p>Quase tive um chilique!</p>
<p>A essa altura do campeonato, já tinha visto gente vestida de tudo quanto é jeito, cantando tudo quanto é coisa e falando todo tipo de besteira. Achei que estivesse anestesiada, mas quando vi aqueles ovos de Páscoa, pendurados logo acima da cabeça dos clientes que, aliás, ainda exibiam adornos carnavalescos, mudei de cor. A indústria e o comércio têm um plano para me enlouquecer?! Acaba um período conturbado e vem mais uma campanha para lotar supermercado, mandar consumir e te mostrar que a Páscoa já chegou, que o ano está voando, que você está velho e que a vida passa depressa? <strong>Como a Páscoa havia chegado se o barulho do carnaval estava logo ali do lado de fora da loja?</strong></p>
<p>Imagino que todos que passaram por ali devem ter pensado que “2011 está voando!”. Assim como pensaram que 2010 estava, 2009 também e 2008 não foi diferente. Nunca entendi porque todo mundo “está na correria”, de mau humor, e a vida, bem, a vida é isso que você está vendo aí: as pessoas não se veem direito porque não têm tempo. Reclamam que quando têm dinheiro, não tem tempo para fazer o que querem e quando têm tempo, é porque não estão trabalhando tanto, portanto, não têm dinheiro para fazer o que querem. Não vejo a recompensa de tanto esforço na qualidade de vida nem no tal “bem comum”. Não ouvi dizer que nenhum país esteja muito mais feliz, igualitário ou melhor para se viver nem com tanta gente trabalhando, comprando e correndo tanto. Então, pra quê?</p>
<p>A culpa é dos baixos salários, do mercado de trabalho, da condição do país. A culpa é da velocidade da informação, da mídia, do bombardeio de notícias, da quantidade de gente falando enquanto temos pouca gente disposta a ouvir. A culpa é do seu emprego ou da sua instituição de ensino, que transformaram a vida numa correria e numa lista interminável de demandas. A culpa é da sua namorada que pede atenção o tempo todo ou do seu namorado que pensa que você tem que estar totalmente à disposição a hora que ele quer. Ou a culpa é da sua mãe, né? Não é delas a culpa sempre?</p>
<p>Eu não faço a menor ideia de quem é a culpa, mas uma coisa é fato: essa é a dinâmica de hoje. A internet não vai deixar existir, as pessoas não vão deixar de ser carentes e sempre vai ter uma pessoa achando que você não tem nada para fazer além de atender as necessidades dela. O dia não vai ter mais de 24 horas e as empresas não vão explorar menos as pessoas. Não vão. Não vão. E só para ficar claro: não vão.</p>
<p>Independente da minha vontade, os ovos de Páscoa estão aí. Então vamos abolir o discurso da “correria” e do “ano que está voando” porque você não está na correria, o mundo é que se tornou uma correria e não há previsão de mudar. De novo: é a dinâmica das coisas. Resta saber o que você vai fazer com isso: ter uma crise nervosa a cada ovo de Páscoa (daqui a pouco é rosa para as mães!) ou internalizar e vivenciar o que é realmente importante para você no “pouco tempo” que sente que tem. <strong>O tempo é pouco mesmo. Não adianta brigar contra isso – e muito menos brigar com você para usar o seu tempo para atender o outro.</strong> Feliz Páscoa!</p>

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		<title>Meu dia de Cisne Branco</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2011/03/02/ballet-dia-cisne-branco/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Mar 2011 01:20:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Elemento terra]]></category>
		<category><![CDATA[balé]]></category>
		<category><![CDATA[Black Swan]]></category>
		<category><![CDATA[Nina Sayers]]></category>
		<category><![CDATA[perfeccionismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu depoimento sobre o dia em que me senti como a Nina Sayers é recomendado a quem já viu Black Swan (Cisne Negro). Depois não digam que tem spoiler e eu não avisei, hein?]]></description>
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/03/cisne1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1266" title="cisne1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/03/cisne1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p><em>Imagem: Vanessa Siqueira</em></p>
<p><em></em>Depois de dois meses e meio sem fazer um <em>plié</em>, voltei para a aula de balé. Estava contando os dias para tirar minhas sapatilhas da gaveta e, por impulso, até poderia dizer que eu “era pura animação”. Mas seria mentira e se você viu Cisne Negro, sabe que era. Tinha tensão também e ela era só um pouco menor que a animação. Balé clássico não é nada fácil e ficar mais de dois meses parada complica tudo.</p>
<p>Li o <a href="http://www.maistato.com.br/2011/02/25/o-mal-do-perfeccionismo/" target="_blank">post da Thays sobre perfeccionismo</a>, tentei lembrar que, para uma jornalista, até que eu danço direitinho e que perfeição é a melhor meta para quem quer surtar. Cheguei à escola me sentindo exatamente uma jornalista no meio das bailarinas, totalmente fora do meu espaço. Fazia tempos que eu não pisava ali e eram muitos rostos diferentes, horário alterados e um certo incômodo. Fiquei tão incomodada que me inscrevi para apenas uma aula, avulsa, sob a justificativa de que não sabia se queria mesmo ficar. Ao contrário de mim, a maioria dos meus colegas não parou. Em vez disso, treinaram nas férias, fizeram cursos ou, na pior das hipóteses, voltaram há um mês e fazem aula diariamente. Ok, então, eu estava lá, mas já estava bastante atrasada.</p>
<p>Assim que vesti o <em>collant</em>, senti que meu corpo estava brasileiro demais perto do físico de russa da maioria das meninas. Lembrei que a Natalie Portman perdeu 10kg para interpretar a bailarina Nina Sayers em Black Swan. Pensei então que “o mínimo que eu poderia fazer seria perder uns 4kg”. Depois de muita coragem, resolvi fazer a aula sem blusa, só de collant e short, mostrando os braços, apesar de estarem mais fortes do que eu gostaria. Mérito do calor do Rio de Janeiro. Se dependesse de mim, faria aula enrolada num lençol. Preto.</p>
<p>Fiquei horas arrumando meu cabelo. Queria meu coque perfeito. Fui para a sala reparando no quanto a turma havia aumentado e, como é típico do universo do balé clássico, pouca gente me deu alguma confiança ou foi me cumprimentar, assim como ninguém dá mesmo confiança a ninguém. É um mundo meio blasé regado a uns momentos de euforia meio histéricos. É o mundo da arte, afinal.</p>
<p>Não tive tempo de me aquecer e nos primeiros exercícios da aula, constatei o óbvio: meu alongamento tinha piorado nesses dois meses. <strong>Era óbvio, mas lamentei mesmo assim.</strong> Meu nariz passou longe do meu joelho no <em>cambré en avant</em> &#8211; grosso modo, seria como aquele exercício de esticar as duas pernas, juntar os pés e tentar encostar a mão no chão. E bailarinos dignos encostam o narizinho no joelho.</p>
<p>Enquanto não era a vez do meu grupo dançar, evitei olhar para os colegas, preferi me alongar para tentar recuperar o tempo perdido. As poucas vezes que olhei foram suficientes para me lembrar que os meninos da minha sala são incríveis. Dançam muito bem. Algumas meninas chegam a me deixar emocionada pela leveza de executar um movimento que eu bem sei como é difícil. É mágica a capacidade de controle sobre o corpo.</p>
<p>Minhas posições de pés não estavam bem encaixadas, minha perna esquerda não estava subindo à metade do que eu gostaria e minhas coxas estavam pesadas &#8211; ou talvez eu estivesse delirando tal qual Nina Sayers. A cada final de exercício eu pensava “horrível”, mas no fundo, achava que minha aula poderia ter sido bem pior. Na verdade, em vários momentos vi várias pessoas cometendo muitos erros também e fiquei me perguntando se elas queriam se matar a cada vez que titubeavam, como faço, ou se sou eu que me cobro demais.</p>
<p>Minhas articulações já estavam doloridas quando, enfim, chegou o momento da aula que eu mais temia: os giros. <strong>Experimente ficar sem dançar muito tempo, alterar o peso do seu corpo e depois encontrar seu equilíbrio de novo girando num pé só.</strong> Quando fiz as primeiras sequências, achei ruins, como sempre acho, e como eu já sabia que seriam ruins mesmo, relaxei.</p>
<p>Foi assim que fiz uma sequência de giros que nem pude acreditar. Boa como fiz poucas vezes NA VIDA. Mesmo. E como eram muitas meninas bonitas na sala (tecnicamente falando) e tinha gente demais lá dentro, meu professor nem viu, aliás, acho que ninguém reparou. Nem por isso minha alegria diminuiu. Pelo contrário. Foi como se eu tivesse sussurrado em segredo que meus giros foram bons, especialmente considerando que era meu primeiro dia depois de longa data. O professor só foi olhar para mim na repetição pela esquerda, que foi trágica como inevitavelmente deveria ser. Esquerda, né? Nem liguei.</p>
<p>Lembrei de um professor da Royal Academy of Dance que nos disse que olhamos para o público enquanto dançamos para fingir que tudo aquilo é para eles. Não é. Na verdade, como ele mesmo disse, dançamos para nós mesmos. E só nos damos conta disso quando sentimos no corpo <strong>o que é estar feliz consigo independente de qualquer olhar exterior, mesmo aquele que você admira ou espera. Algumas coisas que fazemos na vida dizem respeito unicamente a nós mesmos </strong>e, nesses momentos, estamos nos presenteando, por isso, não cabe esse sofrimento a cada detalhe.</p>
<p>Técnica sempre será o mais importante para mim porque é por meio dela que eu me expresso com precisão, porque não tem como dançar sem ela (e porque eu sou perfeccionista mesmo!), mas por ser um presente que me dou e por ser o exercício da minha vontade real (quantas vezes por dia fazemos o que realmente queremos?), deve ser um momento fundamentalmente agradável. Os muitos giros bem equilibrados são meus, são pitadinhas de alegria e surpresas que eu me dou de vez em quando. A técnica só vai me ajudar a aumentar a frequência &#8211; e ninguém precisa morrer por causa disso, viu, Nina Sayers?</p>
<p><strong>Leia também:</strong></p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/2010/12/04/sentimento-culpa-merecimento/" target="_blank">Por que eu mereço</a></p>

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		<item>
		<title>E se 2011 acabasse hoje?</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2011/01/31/promessas-reveillon-2011/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Jan 2011 11:17:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
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		<category><![CDATA[2011]]></category>
		<category><![CDATA[ano novo]]></category>
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		<category><![CDATA[réveillon]]></category>

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		<description><![CDATA[Já se passou um mês inteiro do "ano novo" e aquela lista de coisas (ainda que mental) a serem realizadas já estão encaminhadas? Defina seu 2011 com uma palavra!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/01/acabasse1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1186" title="acabasse1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/01/acabasse1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p>E se hoje fosse 31 de dezembro em vez de 31 de janeiro? Terminou 2011! E, como todos os anos, você faria um balanço do que fez, do que gostaria de ter realizado e, claro, do que vai virar promessa para o ano seguinte. Se hoje fosse mesmo o último dia do ano, você diria que seu 2011 foi&#8230;.como previsto? Surpreendente? Perfeito? Igual 2010? <strong>Já se passou um mês inteiro do &#8220;ano novo&#8221; e aquela lista de coisas (ainda que mental) a serem realizadas já estão encaminhadas?</strong> Ou será que você caiu no automático de novo? Alguma meta já foi cumprida?</p>
<p>Ok. A energia do ano muda, a vontade coletiva de que seja diferente pesa e sua esperança renovada dá um empurrãozinho, mas 2011 só vai ser diferente quando você pensar e agir diferente. Nós demos todas as dicas, hein? <a href="http://www.maistato.com.br/2011/01/05/recomecos/" target="_blank">Mandamos boas energias</a>, ensinamos <a href="http://www.maistato.com.br/2010/12/23/um-ritual-para-receber-2011-2/" target="_blank">ritual </a>e demos a <a href="http://www.maistato.com.br/2011/01/12/energia-atitude-iniciativa/" target="_blank">dica da atitude</a>! E para mudar não é preciso, necessariamente, fazer uma revolução. Baixe as armas e vamos com calma. Um dos meus objetivos neste ano era comprar um batom. Pois é, nunca tinha comprado! Comprei, usei, me acostumei com a cor, a destacar minha boca e a chamar a atenção. Acostumei também aos olhares de pessoas que não tem nada a ver com a cor da minha boca, mas que gostam de palpitar, criticar ou reprovar minha nova postura. Era só um batom, mas já me proporcionou algumas situações diferentes que me deram uma impressão de novo mesmo, de algo que não sei bem o que era, mas não era 2010!</p>
<p>Meu 2011 ainda tem muito de 2010, mas comprei o batom e baixei músicas de bandas diferentes e meu ano novo tem outro som. Parece uma bobagem, né? talvez até seja, mas se hoje fosse 31 de dezembro, eu diria que meu 2011 (que não volta mais!) foi essencial para eu me sentir mais livre, independente e mulher. O que você diria do seu? Comente!</p>
<p>Imagem: <a href="http://www.polyvore.com/cgi/profile?id=1196128" target="_blank">polyvore</a></p>

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		</item>
		<item>
		<title>Está faltando atitude?</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2011/01/12/energia-atitude-iniciativa/</link>
		<comments>http://www.maistato.com.br/2011/01/12/energia-atitude-iniciativa/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 12 Jan 2011 16:22:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Essências]]></category>
		<category><![CDATA[atitude]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[iniciativa]]></category>
		<category><![CDATA[intenção]]></category>
		<category><![CDATA[objetivo]]></category>

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		<description><![CDATA[Toda a energia das intenções do Réveillon está aí para ajudar você a concretizar tudo que pediu, mas, para fluir, é preciso ter uma boa dose de iniciativa]]></description>
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/01/atitude1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1153" title="atitude1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/01/atitude1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p>Fiz tudo como manda a tradição: roupas novas, branco, espumante, doze uvas, pedidos e organização da casa. Intencionei, rezei, energizei &#8211; mal não ia fazer. De fato, só me fez bem. Os anjos “disseram amém” e eu senti uma leveza incrível, acreditei que meu pedido maior, o de atrair as pessoas certas nos momentos certos, iria tornar minha jornada mais fácil, rica, feliz. Aproveitei a <a href="http://www.maistato.com.br/2010/12/23/um-ritual-para-receber-2011-2/" target="_blank">energia reforçada do dia 31</a> e me preparei para receber um novo ciclo, me concentrando nesse ponto, em especial.</p>
<p>É claro que ninguém se transforma da noite para o dia e nem o mundo acorda de cabeça para baixo porque a gente pediu, mas, sutilmente, existe mudança. É como se o Universo (Deus? Iemanjá, depois de tantas flores? Cosmos? Alguém maior, digamos) desse uma mãozinha, inspirasse alguns sentimentos e criasse certas situações que proporcionassem o que você precisa naquele momento. Não parece justo que, se temos mesmo algum objetivo a cumprir aqui, os ventos nos empurrem na direção certa?</p>
<p>Pois bem. A situação veio, sempre vem. Era o lugar certo, muitas pessoas, a ausência de chuva e o clima de festa. De todas as milhares de pessoas na praia, apenas uma delas parecia mais convidativa a uma conversa. Sozinho a noite inteira, por perto, de vez em quando ensaiava uns olhares na minha direção. Parada eu estava, parada fiquei. Andava e andava e esbarrava na mesma figura, no meio daquela multidão. Coincidência? Seria o início da fase “pessoas certas nos momentos certos” e eu estava ali sem concluir os 10% do trabalho que haviam feito por mim, por causa da timidez?</p>
<p>Houve, sim, uma dificuldade monstruosa de interagir e, no final, a sensação era apenas a de que havia dado tudo errado. E se ele fosse meu futuro marido? Meu futuro empregador? O amigo gay mais divertido que eu teria na vida? Um gringo que me hospedaria na Europa e diminuiria meus gastos consideravelmente nas férias? Fiquei profundamente chateada, mas não era por ninguém e nem por ter começado o ano com uma sensação ruim, pensando “e se&#8230;?”. Intencionar e pedir funciona, mas sempre terá uma parte que depende de ação e minha chateação era por não fazer a parte que cabia a mim.</p>
<p>Pedir namorado e não sair de casa, pedir emprego e não mandar currículo, pedir para emagrecer e não fazer exercícios não adianta. <strong>Disponibilizar-se para a mudança, existir uma energia de transformação e uma situação favorável resolve 90%, mas alguém tem que agir. No caso, você. </strong></p>
<p>Horas e horas de reflexão depois, cheguei à conclusão mais óbvia do mundo: o tal “sozinho na noite” era a pessoa mais insignificante do mun-do! Quando algumas pessoas devem pertencer ao nosso caminho, elas não se vão tão facilmente – lembra que existe uma influência para te dar uma ajudinha?  Aquele cara foi um recado claro dos Céus de que os 10% da meta são de minha responsabilidade e que quando for “a pessoa certa no momento certo”, eu não posso vacilar. Ele era só um instrumento de um recado. O Universo fala o tempo todo, manda sinais, basta saber ler. UFA!</p>
<p><em>Imagem: Vanessa + <a href="http://www.latelierdunefee.fr/?p=253">Violett Tannebaum</a> + <a href="http://karianneokkenhaug.blogg.no/">Karianne Okkenhaug</a> + <a href="http://denizyazicioglu.tumblr.com/">Postcards from far away</a> + <a href="http://www.comments-hi5.com/2007/10/have-nice-day.html">graphics comment</a></em></p>

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		<title>Por que eu mereço</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Dec 2010 20:28:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Elemento terra]]></category>
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		<category><![CDATA[merecimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Não, não é nenhuma propaganda. É uma boa explicação de como eu, que não sei lidar com minhas próprias conquistas, jogo tudo pelo ralo. Será o seu caso?]]></description>
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/12/mereco11.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1085" title="mereco1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/12/mereco11.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p><em>Imagem: Vanessa Siqueira</em></p>
<p>Lembro bem do dia em que a professora nos enfileirou para escolher quem seria a solista do balé e distribuir, na coreografia, os lugares das cerca de 40 alunas. Quem não gostaria de ganhar o destaque e dançar na parte mais bonita da música? Todas, inclusive eu. De repente, ela me chamou e me colocou na primeira fila, atrás de ninguém, de cara com o público. Fiquei feliz e, em seguida, triste, culpada. Fui andando para o tal lugar sem olhar para ninguém. Não conseguia. Achava que as minhas colegas iriam me odiar até a morte porque eu, afinal, ocupei aquele lugar e não elas &#8211; e elas queriam tanto quanto eu.</p>
<p>Por outro lado, embora não tenha passado pela minha cabeça à época, sei que se eu não conseguisse a primeira fila, ia me conceder um atestado de incompetência eterna e repetir para mim mil vezes que eu não dançava nada. Era uma briga cruel entre a culpa de ter tirado o lugar das outras 39 meninas contra o sentimento de fracasso de estar em alguma fila tampada por uma fulana em sapatilhas. Ah, sim, acabei sendo escolhida como uma das quatro solistas também.</p>
<p>Corta. Passam-se mais de dez anos e vamos à cena em que fui dançar Dom Quixote pela última vez. Ganhei, novamente, um destaque, nada demais, mas o suficiente para despertar, claramente, a raiva de quem mais uma vez queria aquele papel. Foi rápido e direto: “Manoella, ali na frente”. E lá fui eu, cabeça baixa, cara de pedido de desculpa. Um dos colegas chegou a me perguntar por que fui com o pesar de quem estava indo para a forca. “Fiquei sem graça”, respondi ainda mais sem graça com a idiotice que tinha acabado de dizer.</p>
<p>É a mesma cara de quando eu passo perto dos moradores de rua comendo alguma coisa supérflua, como sorvete. É a mesma de quando alguém fala que meu pé é lindo, a mesma de quando dizem que vão me dar um aumento ou quando um cara lindo pede meu telefone! Eu não sei se é justo, não sei se alguém merecia mais do que eu, se eu sou mesmo a pessoa certa para ocupar aquele papel e fico me boicotando, talvez para mostrar que consegui, mas eu não sou e nem me acho melhor do que ninguém. Como a gente é idiota, não?</p>
<p>Às vezes, nem percebemos, mas conquistamos coisas e ficamos sem saber como lidar com elas. Num nível mais profundo, corremos o risco de não “ganharmos” mais essas chances porque a oportunidade vem e causa um desconforto tão grande que ela é completamente desperdiçada. Quantas vezes eu joguei tudo pela janela por não querer me mostrar melhor do que ninguém!<strong> E quem vai dar destaque a quem não sabe ser destaque?</strong></p>
<p>Quer saber? Parei com essa bobagem hoje, por vários motivos:</p>
<p><strong>O &#8220;espiritual&#8221;:</strong> se a oportunidade é minha, ela é minha por direito. Não tomei nem roubei de ninguém, portanto, é inquestionavelmente minha, merecida, e preciso acolher o que o &#8220;universo&#8221; me oferece.</p>
<p><strong>O racional:</strong> se me colocaram ali é porque eu devo ocupar aquele lugar sem polemizar. Isso desgasta a relação com quem te colocou ali.</p>
<p><strong>O simples:</strong> porque todos nós devemos bancar as nossas escolhas e, acima de tudo, quem somos. É o mínimo.</p>
<p>Cuidar de si, acolher, receber são características marcantes do feminino e para não ficar nessa explicação tão mental, racional, masculina <a href="http://www.maistato.com.br/sobre/" target="_blank">(entenda como a Tato enxerga esses dois universos)</a> , e incorporar a nova postura de vez resolvi que vou internalizar que eu mereço muitas coisas. A primeira atitude que vou ter é largar de ser tão pão-dura. Eu realmente preciso comprar a sapatilha mais barata? E se eu merecer aquela um pouco mais cara porque eu trabalho e posso me agradar? A questão de &#8220;merecer&#8221; é fundamental, tem a ver com amor, mas para sair do mental e chegar ao coração, é preciso colocar em prática, ou seja, saber receber. Esse será meu segundo esforço: receber elogios, presentes, agrados. Contarei os resultados em um post futuro. Até lá, aceito sugestões e dicas. Vamos compartilhar?</p>

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