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	<title>tato &#187; Colunas</title>
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	<description>um sentido para o feminino</description>
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		<title>Tomboy, sexo, identidade e cultura genderless</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2012/02/03/tomboy-sexo-identidade-e-cultura-genderless/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 16:41:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O filme Tomboy nos faz imaginar como seria um mundo em que o sexo deixa de ser determinante das expectativas sociais sobre nossas escolhas estéticas, profissionais e afetivas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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<p><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/02/tomboy_post.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1653" title="tomboy_post" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/02/tomboy_post.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a><em>Por Thays Prado</em><br />
<em>Imagem: Divulgação</p>
<p></em>O que faz de uma mulher, uma mulher? E o que faz de um homem, um homem? <strong>Como podem os órgãos genitais com que nascemos determinar a maneira como seremos vistos pela sociedade e o tipo de expectativas que terão a nosso respeito?</strong> Se pudéssemos isolar um ser humano de qualquer contexto cultural e histórico e das influências do inconsciente coletivo &#8211; tarefa impossível, mas vamos imaginar -, será que esse ser agiria de forma diferente dependendo do sexo com o qual nasceu? E se agisse, o que exatamente seria o determinante dessas variações? A anatomia? Os hormônios? Por que será que algumas pessoas nascem com um corpo, mas sentem que deveriam ter nascido com outro órgão genital? O que será que essas pessoas buscam? Uma experiência sexual diferente? Ou seria uma vivência corporal diferente? Ou ainda um desejo de serem vistas de outra maneira, de ocuparem outro lugar no contexto social?</p>
<p>Essas perguntas sempre me rondaram e voltaram com força total recentemente, quando fui assistir ao filme <strong>Tomboy</strong>. A trama conta a história de Laure, uma garota francesa de 10 anos que se muda com os pais e a irmã Jeanne, de 6, para outro bairro e precisa fazer novos amigos. Seu cabelo curto, suas roupas e seu jeito de se comportar a fizeram ser confundida com um garoto e ela decide bancar essa nova identidade, sendo Mikael para a turma. Inclusive para Lisa, uma menina de sua idade que acaba se interessando por esse vizinho que parece tão diferente dos outros garotos: mais quieto, mais atencioso com ela e que topa fazer parte de todas as suas brincadeiras.</p>
<p>Laure tem ganhos ao se apresentar como Mikael. Conquistou um lugar no grupo e uma sensação de pertencimento, que talvez jamais atingisse como menina, justamente nessa fase pré-adolescente e complicada da vida. No entanto, seu segredo não poderia ser mantido para sempre e seria impossível revelá-lo sem sofrimento, especialmente diante do olhar reprovador dos amigos, que se sentiram traídos.</p>
<p>Em uma das sinopses que li sobre o filme &#8211; e que não era a oficial &#8211; estava escrito: &#8220;Laure é uma menina de 10 anos, mas ela sempre se sentiu um moleque&#8221;. Será? Me perguntei. Ou será que Laure apenas se sentia como ela realmente era? Não como uma garota ou como um garoto, mas como ela mesma, com suas características próprias?</p>
<p><strong>Se a imagem dos personagens do filme (e da maioria de nós, na vida real) sobre o que é ser menino e o que é ser menina não fosse demasiadamente engessada</strong>, talvez as crianças não tivessem achado, de forma tão definitiva, que Laure era um menino.</p>
<p><strong>E se o fato de ser um menino ou uma menina não determinasse tanto o olhar do outro</strong> e as possibilidades ou negações de acesso a certas brincadeiras e situações, quem sabe Laure teria desfeito o mal entendido logo no primeiro momento sem sofrer preconceito por conta de sua imagem e seu jeito de ser? <strong>E se ser um garoto ou uma garota não fosse tão importante para a maioria das culturas</strong>, é possível que a revolta dos amigos diante da revelação de Laure também não fosse tão expressiva.</p>
<p>E Lisa, se interessou por um garoto ou por uma garota? Me arriscaria a dizer que ela se apaixonou pela criança que conheceu e pelo que viveram juntas. Será que depois de descobrir que Mikael, na verdade, é Laure, ela deixaria de sentir tudo o que estava sentindo até então? E se não deixasse, isso a transformaria em homo ou bissexual?</p>
<p>Quem seria capaz de responder a essas perguntas? Uma espécie de &#8220;conselho representativo&#8221; da sociedade que resolveu dividir, artificialmente e por interesse de alguns grupos, as características humanas entre o que cabe melhor aos homens e o que é mais adequado às mulheres? Não creio que seria muito inteligente.</p>
<p>Também recentemente, em uma entrevista que demos sobre a Tato ao blog Negócio de Mulher*, nos foi perguntado o que achávamos sobre a cultura <em>genderless</em>. No site Habla*, da Editora Abril, eis a seguinte definição para esse movimento: &#8220;as diferenças sociais, visuais e atitudinais se fundem na medida em que ambos os sexos ocupam papéis igualmente relevantes no mercado de trabalho e na sociedade. As mulheres assumem características mais viris e agressivas, os homens se tornam mais afetivos e menos preocupados com o escudo do macho alfa. Na busca natural por igualdade, os dois gêneros aparecem como protagonistas na gestão da casa e também assumem a mesma postura no trabalho e no dia a dia. É natural que se tornem física e atitudinalmente mais semelhantes&#8221;.</p>
<p>Você pode conferir nossa resposta detalhada <strong><a href="http://negociodemulher.com.br/blog/2012/01/entrevista-com-a-tato-parte-ii/" target="_blank">aqui</a></strong>, mas o fato é que eu realmente acredito que <strong>haverá um dia em que o sexo com o qual nascemos, ou escolhemos ter, deixará de ser, do ponto de vista social, algo tão determinante de nossas escolhas estéticas, profissionais e afetivas.</strong></p>
<p>Nesse mundo, que talvez eu mesma não presencie, não haverá expectativas de que alguém se comporte de certa maneira, se vista de um jeito específico, construa ou não uma família segundo alguns moldes, realize um determinado trabalho, seja mais agressivo ou mais sensível, em função do sexo que possui. E <strong>cada pessoa, independente do sexo, vai ter que aprender a lidar com todas as suas características humanas, sem negar ou excluir uma parte de si</strong>.</p>
<p>Dividir o mundo entre &#8220;ser homem&#8221; e &#8220;ser mulher&#8221; é enxergar a vida de uma maneira muito limitada. Eu sonho, sim, com o dia em que o sexo será visto apenas como mais uma das inúmeras características humanas que compõem cada um de nós. E que diante de nossos olhos e de nossos corações, não vejamos um homem ou uma mulher, um menino ou uma menina, alguém que mudou de sexo, alguém que se relaciona com alguém do mesmo sexo ou prefere se relacionar com o sexo oposto, mas que nos reconheçamos como seres únicos, que merecem ser respeitados em sua singularidade e incluídos com suas semelhanças e diferenças.</p>
<p>*<a href="http://habla.abril.com.br/materia/genderless" target="_blank">Habla &#8211; Ed. Abril</a><br />
* <a href="http://negociodemulher.com.br/blog/" target="_blank">Negócio de Mulher</a></p>

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		<title>Um novo circo de horrores</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2011/09/14/fotos-modelos-mirins-circo-de-horrores/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Sep 2011 14:03:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
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		<category><![CDATA[vogue]]></category>

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		<description><![CDATA[E indústria da moda ataca novamente. E, novamente, as crianças, que passam pela adultização, pelos excessos (de penteado, de maquilagem) e chegam, finalmente, à bizarrice]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/09/horrores_post.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1509" title="horrores_post" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/09/horrores_post.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p>Outro dia, algumas pessoas estavam reclamando de que estamos conscientes de que precisamos criar um futuro melhor para os nossos filhos, mas estamos longe de criar filhos melhores para o mundo. De fato, apesar de eu ainda achar que a prática ainda está muito distante do discurso da economia verde, sustentabilidade já é um assunto do dia a dia das empresas, do governo e de muitas esferas da educação. Já a questão de fazer das futuras gerações pessoas melhores para interagir com essa nova realidade que respeita o meio ambiente e o outro é um tema que <strong>existe apenas nos devaneios de algumas pessoas que já provaram o gosto amargo do atrevimento de crianças sintonizadas com o freak show criado pelos adultos.</strong></p>
<p>O exemplo mais clássico são aquelas crianças que acham que podem falar o que e como quiserem com o professor, com o vendedor, com a recepcionista e com quem quer que seja “porque estão pagando”. Pronto! Dinheiro compra tudo até mesmo paga falta de respeito. Quem ensinou isso a elas? Ou alguém disse ou deu o exemplo. A criançada aprende por imitação e ensinamento, não acorda e decide uma coisa dessas nem que tenha herdado os piores genes de grosseria dos pais. E não venha me dizer que a internet, a mídia e blábláblá. Sinta-se à vontade para demonizar todos os computadores juntos e todas as modalidades de propaganda, mas não acredito que isso, isoladamente, seja capaz de tirar a referência de respeito, humanidade e educação que os pais, os familiares e os professores transmitiram ou representaram. Mas e quando os adultos surtam?</p>
<p><strong>Permitam-se dizer que os pais têm uma tendência natural de perder a noção quando se trata dos filhos.</strong> Permitam-me dizer também que as pessoas tendem a perder a noção quando o assunto é fama e dinheiro. Juntando tudo isso, ou seja, pais de crianças famosas ou rumo à fama, a coisa fica feia e feia demais.</p>
<p>Já escrevi aqui sobre <a href="http://www.maistato.com.br/2011/04/09/fashion-kids-reflexao-moda/" target="_blank">as declarações pra lá de infelizes das mães de algumas modelos mirins cujas filhas não usam Renner nem para dormir</a> e agora a polêmica são as fotos de moda feitas com crianças, em especial com meninas. Para ficar em um exemplo que resume tudo, vou citar a francesa Thylane Lena-Rose Blondeau que protagonizou um ensaio fotográfico para <em>Vogue</em> e causou polêmica por exibir poses sensuais, muita maquilagem e penteados exóticos. O alvoroço foi tamanho que pipocaram críticas em jornais, programas de tevê e sites em vários lugares do mundo e a mãe da garota de apenas 10 anos veio a público restringir o acesso à fanpage da modelo sob o argumento de que “pessoas más” estavam falando mal das fotografias e o barulho poderia respingar no Facebook, enquanto Thylane estava (e deveria continuar) completamente alheia ao burburinho. <strong>Esse é o conceito de proteção dessa mãe. Expor a filha como ela permitiu, eu não sei o que é.</strong> (<a href="http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/lifestyle/2011/08/04/281296-modelo-de-apenas-10-anos-causa-polemica-no-mundo-fashion-com-fotos-inapropriadas" target="_blank">Destaque para a foto dela sem blusa na cama com um garoto</a>).</p>
<p>Depois vem a sociedade do alto da sua hipocrisia falar de pedofilia, de erotização precoce, da miditiazação da infância e outras coisas que ela mesmo cria e vende e depois vem se fazer de desentendida e falar que é a internet. Poupe-me! O ensaio da <em>Vogue</em>, para muita gente, é um conceito estético, para mim, é só mais uma bizarrice.</p>

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		<title>Minha semana positiva</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2011/08/20/minha-semana-positiva/</link>
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		<pubDate>Sat, 20 Aug 2011 18:01:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dia, eu cansei de teorias e resolvi colocar em prática o que, dizem, transforma nossa vida para melhor. Durante uma semana, mudei o jeito de falar e pensar. Sabe o que mudou?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/08/semana_post.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1496" title="semana_post" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/08/semana_post.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p>Imagem Vanessa Siqueira + <a href="http://mypoisonheart.tumblr.com">mypoisonheart</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um dia, eu cansei de teorias. As que dizem que você atrai o que está no seu entorno, que o Universo não entende palavras negativas, que nós materializamos aquilo em que acreditamos. Com tantas possibilidades fica até difícil saber o que procede, até que ponto funciona e como colocar isso em prática. Pensando assim, resolvi começar pela que pareceu mais simples: parar de usar palavras negativas.</p>
<p><strong>É dito que o Universo não entende palavras, como “não”, “nunca”, “jamais” “nenhum” etc.</strong> Ou seja, se você pensa: “Não estou correndo perigo andando aqui a essa hora da noite”, o Cosmos vai entender: “Estou correndo perigo andando aqui a essa hora da noite” porque o “não” não é lido, visto, é como se não existisse e você acaba emanando essa energia de perigo.</p>
<p>Seguindo essa teoria, propus a mim não usar palavras negativas na fala nem em pensamentos a partir de segunda-feira. Comecei bem. Num jogo comigo mesma, estava pensando apenas no positivo e falando apenas na afirmativa, quando comecei a realizar uma atividade muito chata no trabalho e pensei: “Trabalhinho de corno esse aqui”. Não eram nem 10 da manhã. “Ops! Quebrei o ritmo da semana positiva!”, pensei desanimada. Logo depois, voltei atrás. <strong>“’Corno’ é negativo? Não, não é&#8230;ou pelo menos não é a negação de nada. Mas não é o tipo de expressão que combina com uma semana que proclamei positiva”.</strong></p>
<p>Ligeiramente confusa, dei andamento à minha proposta, torcendo para que a dificuldade de trocar “impossível” por “desafiador” e “nem em um milhão de anos” por “improvável” fosse amainando até domingo, quando decidi que voltaria ao normal. <strong>Mas ao contrário das minhas expectativas, o vício de usar o negativo até para falar de coisas boas era incomodamente constante. “Não tem importância”, “não preocupa não”, “não tem problema”, “não tem pressa”, “não vou me estressar com isso”&#8230;.como pode?</strong></p>
<p>Apesar de reformular minhas frases várias vezes, ainda que mentalmente, ainda não me dei por satisfeita: havia várias outras palavras e expressões ruins que estavam no meu vocabulário “difícil”, “tenso”, “cansada”, “tédio”, “mala”&#8230;.de que adiantava eliminar algumas palavras e manter outras que o Universo até lê com facilidade, mas que não atraem, em teoria (mais uma vez, em teoria!) nada de bom?</p>
<p>Achei que meu jogo estava ficando complicado demais, mas continuei até domingo para verificar os resultados que, claro, viria postar aqui. Minhas conclusões foram as seguintes:</p>
<p>1- Minha semana não foi melhor porque eu tentei alterar meu jeito de falar e de pensar</p>
<p>2- Isso provavelmente aconteceu porque em apenas uma semana é difícil nos reprogramarmos e colocarmos em prática qualquer coisa que faça diferença efetiva</p>
<p>3- Não adianta muito parar de falar palavras negativas se a carga negativa continua lá. Não sei qual é a diferença de trocar “Esse trabalho não ficou bom” por “Esse trabalho está um lixo”</p>
<p>4- Foi um superexercício de autoconhecimento. A gente usa as negativas o tempo to-di-nho!</p>
<p>5- Em uma semana não dá para concluir muita coisa. Por isso sugiro, de verdade, que você faça o meu jogo consigo. Eu vou continuar tentando, mas dessa vez, para a vida. Quem sabe assim as teorias mostrem a que vieram?</p>
<p><strong>Leia também:</strong></p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/2010/11/18/sobre-como-o-universo-deixou-de-acreditar-em-mim/" target="_blank">Sobre como o Universo deixou de acreditarm em mim</a></p>

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		<item>
		<title>Quando não sabemos o que queremos</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2011/08/08/quando-nao-sabemos-o-que-queremos/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Aug 2011 00:01:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comigo]]></category>
		<category><![CDATA[Daqui de dentro]]></category>
		<category><![CDATA[desconhecido]]></category>
		<category><![CDATA[presente]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>

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		<description><![CDATA[Em uma sociedade em que sempre é preciso saber, o desconhecido pode se revelar uma peça fundamental para o próximo passo]]></description>
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			</a>
		</div>
<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/08/queremos_post1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1483" title="queremos_post" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/08/queremos_post1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Thays Prado</em></p>
<p><em></em>Imagem <a href="http://lenawolff.com/">Lena Wolff</a> + Vanessa Siqueira</p>
<p>&nbsp;<br />
Vivemos em uma sociedade em que <strong>sempre é preciso saber</strong>. Saber o que queremos da vida, saber o que estamos fazendo, saber para onde estamos indo, saber o que sentimos, saber onde cada ação nossa vai dar. Não saber gera uma angústia tanto em quem diz que não sabe quanto em que ouve um comentário tão desconcertante quanto esse.</p>
<p>Me lembro que a primeira vez que passei por uma situação de não saber foi entre os 16 e os 17 anos, na época do vestibular. Eu folheava guias e mais guias de profissão, de A a Z, e nada me agradava. Parecia que a minha profissão ainda não tinha sido inventada e eu não fazia a menor ideia de como ela poderia ser ou com que outra profissão poderia se parecer.</p>
<p>E sempre que, em uma tentativa disfarçada de pedir ajuda, eu comentava isso com professores, colegas ou com a minha família, me deparava com olhares e respirações que só faziam me sentir ainda mais sozinha. Como a menina que tinha as notas mais altas do colégio não sabia o que queria ser? Como ela não queria ser médica? Como ela não queria nenhuma profissão? Como aquela garota que &#8220;sabia tudo&#8221;, de repente, não sabia de mais nada? E eu me via como a única pessoa desse mundo que não tinha ideia do que veio fazer por aqui.</p>
<p>Às vésperas de completar 26, me vejo quase tão perdida quanto a adolescente de dez anos atrás. E nesse meio tempo, essa sensação angustiante me acompanhou por muitos e muitos momentos. Isso não significa que minha vida ficou parada. Fui seguindo com minhas escolhas, ora guiada pela intuição, ora pelo medo, ora pela imitação, ora pela rebeldia, ora pela coragem, ora pelo cansaço. E não ousaria reclamar de minha trajetória, afinal, foi o melhor que pude fazer até aqui. Mas, volta e meia, esse não saber me desespera: &#8220;e aí, vai ser assim pra sempre? Você nunca vai estar 100% feliz na sua profissão? Você nunca vai se sentir totalmente &#8220;em casa&#8221; em nenhuma situação? Você nunca vai ter certeza do rumo que está tomando?&#8221;</p>
<p>Mas <strong>um lado meu sabe que, superexigências à parte, cada passo que dei em minha vida me levou ao próximo, </strong>cada situação, por mais estranha e pouco planejada que tenha sido, me ensinou algo que se tornou fundamental dias, meses ou anos mais tarde, e que diversos acontecimentos aparentemente sem sentido se encaixam perfeitamente no grande quebra-cabeça da vida, quando olho pra trás.</p>
<p>Nessa semana, li um artigo da psicóloga e escritora Lynn Zavaro, no blog Tiny Buddha, cujo título era: <strong>5 questões quando você não tem certeza do que quer na vida</strong>. Para mim, funcionou como uma espécie de lembrete para que esse meu lado mais sábio e menos afobado se sobressaia mais vezes e acalme minha ansiedade de, finalmente, saber o que eu quero da vida e como consegui-lo.</p>
<p>No texto, a autora conta que quando se formou em Psicologia, percebeu que não queria atuar como terapeuta, seu sonho era ser escritora. No entanto, ela não tinha ideia do que gostaria de escrever. E passou um ano ajudando o marido em seus negócios, na área da moda, até que sofreu um acidente e precisou ficar três meses de cama. Nesse tempo de repouso, um dia, sentada na mesa da cozinha, lhe veio a ideia para o seu primeiro livro que está agora publicado.</p>
<p>&#8220;<strong>Esses lugares onde somos convidadas a estar e experimentar o desconhecido são tão importantes para nossa jornada quanto os momentos em que estamos certas de algo</strong>. Uma tela vazia em branco permite que o imprevisto e inesperado apareçam&#8221;, diz Zavaro.</p>
<p>Ela compara esse movimento da vida ao de um trapezista, que depois de deixar uma barra, se mantém suspenso no ar até que a outra barra venha em sua direção. &#8220;Esse espaço é o catalizador que criativamente nos faz nascer para novas maneiras de existir&#8221;.</p>
<p>Então, a autora sugere que nos façamos 5 perguntas-chaves para esses momentos de não saber:</p>
<p><strong>1. E se eu não tivesse que procurar ou saber o que eu quero agora?</strong><br />
Zavaro diz que, em muitos momentos, o vazio é sensação que melhor irá nos servir. Para ela, quando algo estiver maduro o suficiente dentro de nós, isso vai emergir, como um insight, como se viesse de um lugar acima do simples exercício mental, acompanhado de um claro e simples &#8220;Sim&#8221; interior.</p>
<p>Ela diz que no esforço de tentar encontrar esse algo que não sabemos, apenas nos projetamos no futuro, sem perceber que é no momento presente que encontraremos nossas respostas.</p>
<p><strong>2. E se eu não tivesse que forçar uma mudança a acontecer?</strong><br />
Segundo a autora, não podemos forçar uma transformação, mas podemos direcionar nossas intenções para os projetos que temos. Ela conta que dez anos antes de publicar seu primeiro livro, já tinha a intenção de ser escritora, e que nesse período, é como se todas as peças tivessem se apresentado a ela, o que incluía não apenas o conteúdo da publicação, mas a experiência pessoal e crescimento interior necessários para a realização desse projeto.</p>
<p><strong>3. E se meu foco fosse: como posso ajudar outras pessoas?</strong><br />
Mesmo quando não sabemos exatamente o que queremos, é possível começar ajudando outras pessoas em algo que faça sentido para nós e observar aonde isso nos leva. Quando combinamos o que amamos fazer e o desejo de ajudar os outros, esses dois componentes entram em ignição e fazem surgir algo valioso.</p>
<p><strong>4. E seu pudesse simplesmente deixar ir embora a necessidade de saber?</strong><br />
Isso não significa desistir de um sonho, mas se dar um espaço para respirar. Então, nos tornamos mais livres para explorar, para ser inventivos, para criar pelo puro prazer de criar, sem estarmos apegados à obrigação de fazer um sonho que precisa ganhar forma. Com essa expansão, nos sentimos mais relaxados e mais aptos a ficar no momento presente e curtir o processo, e não apenas o resultado final.</p>
<p><strong>5. E se eu pudesse me sentir segura no desconhecido?</strong><br />
Se pensarmos bem, todos nós estamos sempre no desconhecido, por mais que criemos falsas sensações de certeza e segurança à nossa volta. Nos momentos de incerteza, a dica de Zavaro é focar nas pequenas coisas, nas questões que estão bem diante de nós e precisam ser resolvidas, como decidir o que comer agora, responder ao e-mail pendente ou terminar um trabalho. O velho &#8220;um passo de cada vez&#8221;.</p>
<p>Mesmo que você não saiba o que fazer da sua vida, qual o seu grande objetivo por aqui, o momento atual está cheio de pequenos presentes a serem desfrutados. Que tal confiar na sabedoria do desconhecido?</p>
<p>Conheça o Blog <strong><a href="http://tinybuddha.com/blog/5-questions-when-you-arent-sure-what-you-want-in-life/" target="_blank">Tiny Buddha</a></strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>

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		<title>Síndrome de domingo</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2011/07/19/sindrome-de-domingo/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Jul 2011 00:27:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comigo]]></category>
		<category><![CDATA[Elemento terra]]></category>
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		<category><![CDATA[faxina mental]]></category>
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		<category><![CDATA[tristeza]]></category>

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		<description><![CDATA[Não me convenço de que o problema deste dia seja anteceder a temida segunda-feira. O silêncio de domingo traz mais do que a preguiça do início da semana]]></description>
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<p>Imagem: Vanessa Siqueira + <a href="http://mars-argus.tumblr.com/">Th3 City Lights</a> + <a href="http://www.orkut.com.br/Main#AlbumZoom?gwt=1&amp;uid=5285956698532669425&amp;aid=1262161673&amp;pid=1305247317616">Rooh B. Bear </a></p>
<p>Desde que me entendo por gente, ouço as pessoas falarem mal de domingo. Se for domingo à noite, piorou. Tem quem comece a se coçar só de ouvir aquela musiquinha do Fantástico (e a gente ouve. Nem que seja da televisão alta do vizinho). Não me convenço de que o problema desse dia seja anteceder a segunda-feira. Igualmente, desde que sei qual é a diferença entre os dias da semana, sei que depois de domingo vem segunda, portanto, não faz sentido sofrer com um evento semanal. Ficar mal por rotina não é muito esperto, né?</p>
<p>Se continuarmos desse jeito, daqui a pouco tempo vamos detestar sábado à noite porque ele vem antes de domingo, aquele dia terrível, e vamos acabar detestando os únicos dois dias que compõem o nosso final de semana. <strong>É a nossa mania de sofrer por antecedência.</strong></p>
<p>Domingo é um dia de comércio fechado, de menos movimento na rua, de pouco barulho e de programação horrorosa na tevê. É dia de silêncio e eis aí a origem real do problema. A gente para. Não tem chefe, não tem trabalho, não tem trânsito, não tem nada para encher a nossa cabeça e somos obrigados a nos voltar para dentro de nós. <strong>Domingo acaba sendo dia de faxina mental.</strong></p>
<p>Ainda que a gente insista em ligar a tevê e ver qualquer coisa que não exige muito do nosso intelecto, não estamos sintonizados com aquilo. Não é bem esse ou aquele programa que vai prender nossa atenção. É nessas horas que vamos rever conceitos, as relações amorosas, repensar o emprego, como (não) temos cuidado do corpo, conversado com quem realmente gostaríamos, achado divertido viver, planejar o futuro.</p>
<p>Bate um incômodo que só conseguimos sentir quando paramos de fato. <strong>Na correria do dia a dia, entre buzinas dos carros, não dá para ouvir, não para sentir, mal dá para ser quem realmente somos.</strong>  É preciso formalizar, cumprimentar, sorrir, não se exaltar, <a href="http://www.maistato.com.br/2011/01/25/drummond-poema-necessidade/" target="_blank">é preciso, é preciso, é preciso, já diria Drummond.</a></p>
<p>Se você faz parte do time de quem acha domingo uma lástima, aqui vai minha confissão: eu entendo. <strong>Faxina mental é para os fortes.</strong> Quando a gente se olha de frente, olha para a vida de fora e lembra que o tempo está passando, surge algo próximo a angústia. A notícia boa é que são esses pequenos sinais que vão nos guiar de volta para o eixo, como <a href="http://www.maistato.com.br/2011/06/14/linguagem-seu-corpo/" target="_blank">uma dor de cabeça que indica que algo no seu corpo está errado.</a> Os pensamentos de domingo, a dorzinha no fundo do peito não são nenhuma ameaça ou motivo de tristeza, mas apenas cochichos de que algo precisa ser revisto. Reveja.</p>

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		<title>Criadores de nossa própria vida</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2011/07/05/criadores-de-nossa-propria-vida/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Jul 2011 00:31:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Daqui de dentro]]></category>
		<category><![CDATA[Essências]]></category>
		<category><![CDATA[poder pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[vitima]]></category>

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		<description><![CDATA[Se a teoria da responsabilidade total é mesmo verdadeira, o que será que nos leva a criar um cenário tão ruim para nós mesmos e como poderíamos criar algo diferente?]]></description>
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/07/criadores_post.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1457" title="criadores_post" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/07/criadores_post.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Thays Prado</em></p>
<p><em>Imagem Vanessa Siqueira + <a href="http://www.flickr.com/photos/organictreeecodoll">Maddie Joyce</a></em></p>
<p>São inúmeras as correntes espiritualistas que não se cansam de nos alertar que somos 100% responsáveis por nossas vidas e por tudo, absolutamente tudo, o que se passa conosco. E que, portanto, nenhum de nós é vítima do que quer que seja que nos tenha acontecido.</p>
<p>Conheço muitas pessoas que não acreditam nisso e acham um absurdo serem responsabilizadas pelos males e dificuldades que enfrentam. Não é justo, me dizem.</p>
<p>Eu, como uma incansável otimista, gostei muito da ideia desde a primeira vez em que a ouvi. Afinal, se cada um tem o poder de transformar completamente sua vida, estamos todos salvos! No entanto, quando olhamos a nossa volta, nos deparamos com sofrimentos de todos os tipos. <strong>Se a teoria da responsabilidade total é mesmo verdadeira, o que será que nos leva a criar um cenário tão ruim para nós mesmos e como poderíamos criar algo diferente?</strong></p>
<p>Nas últimas semanas, andei experimentando criar uma vida bem ruim para mim mesma. Obviamente, não foi de propósito. Mas me ajudou a entender um mecanismo que, suspeito, é comum a muita gente. Aconteceu alguma coisa que me chateou &#8211; nem me lembro mais qual foi a primeira de uma infinidade delas &#8211; e eu reclamei, fiquei brava e talvez tenha guardado alguma mágoa. E meu lado meio vítima deve ter pensado: por que isso sempre acontece comigo? Enquanto eu estava nessa vibe meio reclamona e indignada, mais um desafio bateu à minha porta e eu, me sentindo injustiçada, esbravejei: será que ninguém vê que tudo já anda difícil o suficiente por aqui? Tinha que acontecer mais isso? Batata! Lá veio mais uma dificuldade e eu chorei e esperneei. E daí outro momento pesado, que eu já encarei como um grande tapa da vida. Quando olhei em volta, estava dentro de uma grande bola de neve, me sentindo engolida e atropelada por tantos acontecimentos difíceis. Estava ficando insuportável e eu sentia cada vez mais vontade de brigar com o mundo, tentando descontar nos possíveis culpados toda a raiva que estava por aqui.</p>
<p>É mais ou menos com esse tipo de pensamento por perto, que você descobre que um pequeno vazamento na descarga do seu banheiro vai exigir quebrar a parede inteira e quase que o seu bolso junto. São sentimentos desse tipo que atraem um assaltante justamente no dia em que você reclamou que o dinheiro não ia dar pra nada. É assim que a gente se organiza para perder o ônibus ou pegar o metrô para o lado errado bem na hora em que estávamos mais atrasados para um compromisso superimportante. É nessa vibração que seu chefe te comunica que você vai ter que trabalhar por três por tempo indeterminado sem ganhar nada a mais por isso. E que seu melhor amigo não pode te atender naquela hora ruim. E sua irmã briga com você por qualquer bobagem exatamente no momento em que tudo o que você precisava era de um colo.</p>
<p><strong>Por mais que eu soubesse que meditação, respiração e bons pensamentos poderiam transformar qualquer situação em algo melhor, não fiz nada disso, por falta de tempo e de vontade.</strong> E reclamei também de não poder parar um pouco para me nutrir internamente.</p>
<p>Assim, <strong>entrei num circuito em que cada problema gerava um estado em que só poderia atrair um problema ainda maior,</strong> porque energética e psiquicamente eu estava compatível com esse tipo de situação. O mais triste é que, quanto mais nos permitimos mergulhar nisso, mais motivos temos para continuar assim e mais difícil se torna para achar a saída. Isso só reforça ainda mais nossas crenças de que o mundo é injusto, de que tudo dá errado, de que ninguém é digno de confiança, de que nada está tão ruim que não possa piorar e por aí vai&#8230;</p>
<p>Até que ontem, chorando, eu quase gritei: &#8220;Está dando tudo errado, tudo, tudo está errado!&#8221; Foi quando minha namorada olhou pra mim e disse: &#8220;Não fala isso, você sabe&#8230;&#8221;. Justo eu que sempre disse a ela que nossas palavras e pensamentos atraem a realidade que vivemos, estava ali, completamente inconsciente, dizendo um monte de bobagens. Ela não precisou terminar a frase para que eu sentisse o recado do universo: &#8220;Ei, você sabe o segredo, porque insiste em sofrer?&#8221;.</p>
<p>E então ela me mostrou um vídeo, que compartilho no final desse post, e que fala, mais uma vez, sobre o poder que temos de transformar nossas vidas e o que acontece à nossa volta.</p>
<p>Me lembrei também de um dos ensinamentos que recebi do monge budista Yasuhiko Genku Kimura, com quem tive a honra de conviver durante um ano. Ele dizia: <strong>mesmo que você não acredite que o que acontece em sua vida é responsabilidade sua, tome isso como uma espécie de pressuposto, uma verdade incontestável, e comece a agir a partir disso.</strong></p>
<p>Diante do que acontece comigo, que tipo de atitude, pensamento, sentimento, emoção e vibração energética eu escolho ter? Se estivermos atentos o tempo todo, escolhendo conscientemente o que fazer com os fatos que surgem, finalmente, assumiremos o poder que temos sobre nossas vidas e poderemos criar exatamente o que nossa essência deseja e precisa experimentar, em toda a sua plenitude. Mas se estamos baseados no passado, dando poder a pessoas e fatores externos, nossos pensamentos, sentimentos e emoções serão sempre velhos e viciados. <strong>É uma questão de decidir parar e mudar a chave, mesmo sem nenhum motivo aparente, a não ser seu próprio bem-estar.</strong></p>
<p>Mesmo tendo passado um dia bem melhor, depois de me lembrar, novamente, do meu poder, sei que minhas inúmeras responsabilidades profissionais me esperam, sei que meus conflitos pessoais continuam por aqui, entendo que muitas dores não vão passar tão rápido, que ninguém vai salvar minha conta bancária e que, agora, meu banheiro tem azulejos de dois tipos misturados e nada a ver. Mas posso encontrar, dentro de mim, um lugar de amor, paz e serenidade para lidar com tudo isso. A boa notícia é que <strong>se o problema é todo meu, a solução também será</strong>.</p>
<p>E você, o que vai escolher para hoje?</p>
<p><iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/gxLfcqtr3M8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>

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		<title>Pelo direito de usar batom vermelho</title>
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		<pubDate>Sat, 07 May 2011 01:22:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cantada]]></category>
		<category><![CDATA[código]]></category>
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		<description><![CDATA[São as mulheres que dão motivo para ouvir cantadas rua afora ou a saia curta, o salto e vários outros elementos são só...elementos?]]></description>
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/05/vermelho_POST.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1385" title="vermelho_POST" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/05/vermelho_POST.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p><em>Imagem: Vanessa Siqueira + <a href="http://adelaandtessie.blogspot.com/2011/05/no-eye-contact.html">Adele and Tessie</a></em></p>
<p>Embora eu goste bastante de maquiagem, batom não é algo que eu use. Aliás, nunca tinha comprado um até que, neste ano, resolvi experimentar. Já que o objetivo é colorir a boca, optei logo por um vermelho. Passei o batom e achei meio exagerado, mas me disseram que é uma questão de costume, então, resolvi “iniciar os trabalhos” e estreá-lo em um coquetel. Blusa e botas pretas, jeans escuro e boca vermelha. Nada extravagante.</p>
<p>Com alguns minutos de evento, passou um cara me encarando com um sorriso largo. Eu, péssima fisionomista, me perguntei se o conhecia e, mais que isso, perguntei à minha amiga e colega de trabalho se ela já havia visto a figura. Nada. Era um desconhecido mesmo.</p>
<p>O tempo passa, o lugar fica mais cheio e as pessoas, por se tratar de uma exposição de fotos, se fotografam loucamente. Eu corro de todas as câmeras e eis, então, que um senhor com idade para ser meu avô se aproxima e diz: “Uma pena você não querer aparecer! Uma mulher tão bonita! Queria te fotografar”. Oi? Comecei a achar bem estranha aquela movimentação, somada aos olhares de outros homens que passaram por ali e só tive certeza de que havia algo errado quando um outro senhor, dessa vez com idade pra ser meu pai, entregou um papel para uma amiga minha com o nome e telefone dele e pediu que me desse. Ele veio correndo atrás da gente para entregar o bilhete antes que entrássemos no táxi. Ok. O que estava acontecendo? Eu não sou nenhuma Gisele Bündchen, não passo nem perto, e havia várias outras mulheres nos arredores, ou seja, a explicação para os olhares nada discretos só podia ser, claro, o batom.</p>
<p>Não eram olhares de admiração, paquera, nada disso. Era um atrevimento mesmo, como se eu estivesse ali à disposição de todos. Como se o batom comunicasse algo como “não precisa trocar nem uma palavra nem um olhar comigo. Corra atrás do táxi e escreva seu telefone num papel que existem grandes chances de eu te ligar”. Em bom português, era como se o batom vermelho guardasse um código de safadeza. Um desses códigos que deve estar na mesma gaveta de “homem que passeia com cachorro pequeno é gay” e “mulher de saia curta tem que aceitar cantada calada porque fez por merecer”.</p>
<p>São essas bobagens que falam mais alto na hora de guiar o comportamento e a impressão de desconhecidos. Não vem muito ao caso o comportamento, o código fala mais alto. É incrível como os valores mudam, o idioma evolui, as pessoas envelhecem e os códigos são os mesmos. Ninguém é obrigado a gostar de homem de cabelo comprido ou mulher de cabelo curto, mas a postura precisa ser mais relevante na hora de definir como você vai se comportar em relação a isso – e isso não te dá o direito de agir desrespeitosamente. As pessoas já têm uma dificuldade incrível de interpretar texto, imagina código!</p>
<p>Então, só para não deixar dúvidas, é assim que funciona: batom vermelho, saia curta etc usa quem quer e ninguém tem que inferir nada por conta disso, apenas. Mas se eu usar um batom vermelho, sair rebolante, mordendo os lábios, distribuindo piscadelas, falando aos berros e jogando o cabelo, pode me chamar de gostosa em alto e bom som, correr até o táxi e me entregar bilhetinho brega porque minha postura comunicou outra coisa. E aí, tanto faz a cor do batom, né?</p>
<p><strong>Leia também:</strong></p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/2010/04/09/enciclopedia-mulher-manual-comportament/">A enciclopédia da mulher</a></p>

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		<item>
		<title>Completando comunicações</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2011/04/05/completando-comunicacoes/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Apr 2011 00:39:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
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		<category><![CDATA[orientação sexual]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre que comunicamos algo, enviamos um pouco de nossa energia para a pessoa que pretendemos alcançar com nosso recado e ficamos conectados até que ela envie de volta algum sinal de que fomos bem compreendidos. Imagine quanto de nossa energia anda agarrada por aí.]]></description>
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<p>Imagem: Vanessa Siqueira + <a href="http://www.flickr.com/photos/soulmyst/3542124858/">Nico Van Der Merwe</a> + <a href="http://linusnystrom.tumblr.com/page/2">Linus Nystrõm</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="font-weight: normal; font-size: 13px;">Da última vez que meu pai veio me visitar em São Paulo, ele se sentou ao meu lado e disse que precisava me explicar algo que havia dito, quase dois anos antes.</span></h1>
<p>Em 2009, contei aos meus pais que estava namorando uma moça &#8211; e não um cara, como eles poderiam esperar. Dei algumas explicações que achei necessárias para evitar qualquer mal entendido e meu pai respondeu: &#8220;Você deve saber o que está fazendo. E continua sendo minha filha do mesmo jeito&#8221;.</p>
<p>Para muita gente, essa resposta poderia soar como um alívio, já que o preconceito em relação a orientação sexual ainda rola solto por aí e acaba destruindo relações familiares. Minha terapeuta mesmo achou &#8220;uma gracinha&#8221; a atitude dele, dado que se tratava de uma notícia inesperada para um homem de mais de 50 anos, criado segundo os valores da tradicional família mineira e católica, na zona rural de um município que, hoje, não tem mais do que 10 mil habitantes.</p>
<p>Mas, para mim, que não estava lá com a guarda muito baixa, o &#8220;você continua sendo minha filha&#8221; tinha a seguinte resposta mental: &#8220;óbvio que continuo, isso não está em discussão&#8221;. <strong>Não gostei mesmo do que ouvi, mas também não disse nada.</strong></p>
<p>O tempo passou e meus pais foram se mostrando cada vez menos desconfortáveis com o fato e eu, cada vez mais feliz por poder ser totalmente autêntica com eles. Atualmente, em momentos de crise em meu relacionamento, é para eles que ligo para pedir conselhos ou desabafar e sou sempre acolhida com muito carinho.</p>
<p>No entanto, aquela frase do meu pai ainda me gerava uma certa tensão. Sempre que me lembrava dela, ficava em dúvida sobre a real importância do assunto para ele. Será que o fato de eu ter uma namorada o incomodava muito e ele apenas disfarçava para não me constranger?</p>
<p><strong>Mas ali, na sala da minha casa, sem que eu perguntasse nada, ele esclareceu tudo</strong> dizendo: &#8220;Filha, eu queria te falar isso há muito tempo e ainda não tinha tido oportunidade. Quando você me contou sobre sua opção sexual (sic), eu disse que você continuava sendo minha filha, se lembra? O que eu quis dizer é que, <strong>como minha filha, o que mais importa é a sua felicidade, o resto é detalhe e não faz a menor diferença</strong>&#8220;.</p>
<p>Nossa&#8230; acho que ele não faz ideia do alívio que aquela fala me gerou. Senti que uma tensão interna se desfez no mesmo instante e nunca mais voltei a pensar no assunto.</p>
<p>Estou compartilhando essa história aqui porque vivi na prática algo que já havia aprendido na teoria, em meu curso de Fractologia:<strong> a importância de se completar comunicações</strong>.</p>
<p><strong>Sempre que comunicamos algo, seja verbalmente, por meio de gestos ou mesmo pela escrita, enviamos um pouco de nossa energia para a pessoa que pretendemos alcançar com nosso recado.</strong> Dessa maneira, segundo meus estudos, ficamos conectados a essas pessoas até que elas completem a comunicação, ou seja, enviem de volta uma palavra, um gesto, algum sinal de que fomos bem compreendidos. Antes que isso aconteça, permanecemos com parte de nossa energia presa a isso e não podemos utilizá-la para nada mais. Perguntas sem respostas, mal entendidos, promessas que não se cumprem nunca ou a sensação de não ter sido ouvida por alguém são sinais de que alguma comunicação não foi completada. <strong>Imagine quanto de nossa energia anda agarrada por aí, conectada a tanta gente com as quais sequer desejamos contato.</strong></p>
<p>O exemplo mais simples para entender  uma comunicação incompleta é quando você acena para um conhecido do outro lado da rua e ele não acena de volta. Embora você saiba, racionalmente, que o mais provável é que ele não tenha te visto, pode ser que venham sentimentos de rejeição, tristeza ou, no mínimo, uma sensação de ficar sem graça. Talvez você até se pergunte se o tal fulano está com raiva, com vergonha de te cumprimentar naquela situação ou mesmo fingiu não te conhecer. Na próxima vez em que vocês se encontrarem, é grande a chance de que os mesmos sentimentos ou a imagem da cena lhe voltem à cabeça e você já o trate de um jeito diferente. Mas, se contar a ele que acenou em determinada ocasião e perguntar por que ele não acenou de volta, é praticamente certo que vai ouvir: &#8220;Puxa, desculpe, eu não vi você, estava com a cabeça em outro lugar&#8221;. Se isso for realmente verdade, é possível que, involuntariamente, você respire mais fundo de alívio e aquela questão acabe por ali.</p>
<p><strong>Sabemos que uma comunicação está completa quando deixamos aquele assunto ir embora,</strong> nem pensamos mais nele e não há nenhuma sensação de questão pendente. Para isso acontecer, não é preciso que você concorde com o que está sendo dito, ou fale algo para que a pessoa se sinta bem. <strong>Basta dizer a <em>sua</em> verdade.</strong> &#8220;Eu estou te ouvindo&#8221;, &#8220;Eu entendo o que você diz&#8221;, &#8220;Compreendo seu ponto de vista, mas não penso do mesmo jeito&#8221;, &#8220;Obrigada por compartilhar sua opinião&#8221; são frases que podem ajudar.</p>
<p>Minha tutora Catherine Wilkins sugere que comecemos a completar nossas comunicações a partir de uma lista dividida entre as diferentes áreas da vida. Divido com vocês o que aprendi com ela:</p>
<p><strong>Físico:</strong><br />
- Livros e demais objetos emprestados e que não estão mais sendo utilizados precisam ser devolvidos. Se ainda estiverem em uso, é preciso fazer um acordo claro sobre a necessidade de se continuar com eles mais um tempo ou mesmo marcar uma data para a devolução.<br />
- Seus pertences que tiverem sido emprestados a outra pessoa também precisam ser recuperados ou substituídos.<br />
- É importante cumprir qualquer promessa feita a seu corpo ou estabelecer um acordo de quando elas serão cumpridas. Férias há muito tempo programadas, promessas de lugares a serem visitados, de se começar uma academia ou mesmo de comprar algo para si precisam ser colocadas em prática.<br />
- Perda de saúde física ou diminuição do bem-estar são sinais de que há incompletudes nesse campo.</p>
<p><strong>Financeiro:</strong><br />
- Todo dinheiro que se tenha pegado emprestado precisa ser pago e todo dinheiro que se tenha emprestado precisa ser recuperado. Estabeleça prazos e quantias semanais ou mensais a serem pagas para que isso aconteça.<br />
- Promessas de dar dinheiro a outras pessoas ou mesmo de guardar uma quantia na poupança precisam ser cumpridas.<br />
- Qualquer desejo não realizado de movimentação na carreira ou mesmo movimentações realizadas, mas que tenham gerado arrependimento, precisam ser completadas.<br />
- Situações de instabilidade financeira são indicadoras de incompletudes nessa área.</p>
<p><strong>Relacionamentos:</strong><br />
- Qualquer coisa não dita ou não feita em relações anteriores precisa ser completada.<br />
- Assim como quaisquer acordos feitos que não tenham sido concluídos ou resolvidos.<br />
- É necessário devolver objetos e questões que sejam do outro e ainda esteja com você e recuperar o que é seu e ainda está com o outro. Caso algo tenha se perdido, é importante que seja substituído.<br />
- As promessas feitas um ao outro devem ser cumpridas.<br />
- Qualquer comunicação feita que não tenha tido resposta deve ser completada.<br />
- Rigidez, dificuldades de lidar com alguma coisa em um relacionamento, falta de vontade de se comunicar ou dificuldade em deixar a energia fluir livremente entre os parceiros são indicadores de que há algo que precisa ser completado.</p>
<p><strong>Emocional:</strong><br />
- As emoções incompletas ressurgem mesmo que não haja uma razão presente num dado momento. É importante se permitir reconhecer e expressar essas emoções em todos os níveis, inclusive no físico, até que ela se complete.<br />
- Eventos do passado que ainda causem emoções negativas precisarão ser completados. O ressentimento é revelador de que algo ainda precisa ser finalizado.</p>
<p><strong>Mental:</strong><br />
- Acesse tudo aquilo que você quis aprender e ainda não aprendeu, ou qualquer informação que você precise para completar um projeto seu.<br />
- Qualquer vida passada que não esteja completa vai continuar sendo recriada nesta vida e também é necessário completá-la.<br />
- Pensamentos repetitivos ou mesmo obsessivos são sinais de comunicações mentais incompletas.</p>
<p><strong>Espiritual:</strong><br />
- Cumpra as promessas que tenha feito a si mesma ou faça um firme acordo consigo de que vai cumpri-las. Isso inclui até mesmo a missão que sua alma determinou cumprir nesta vida. Se você não sabe do que se trata, considere que descobrir essa missão é o primeiro passo para finalizar essa incompletude.<br />
- Qualquer acordo que tenha sido feito com outras pessoas também precisa ser concluído. Caso você não deseje mais manter esse acordo, será necessário resolver essa questão, como se fosse uma quebra de contrato, que normalmente tem suas cláusulas específicas.<br />
- Também é importante devolver toda energia que se tenha pegado de alguém e completar qualquer troca energética. Energias turbulentas, caóticas ou impactantes são boas indicações de incompletudes nesse campo.</p>
<p>Faça uma lista de suas comunicações incompletas e comece a trabalhar nela, item por item. <strong>Não importa quanto tempo vai levar até que ela seja concluída e, sim, o fato de que, a cada dia, você estará mais completa do que no dia anterior. </strong>Faça bom uso da energia que for sendo liberada.</p>

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		<title>Corre corre corre</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 21:41:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Elemento terra]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[correria]]></category>
		<category><![CDATA[Páscoa]]></category>
		<category><![CDATA[pressa]]></category>

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		<description><![CDATA[Para quem está sempre na correria e pensa que o ano está voando, uma dica: o barulho do carnaval estava logo ali, mas a Páscoa já chegou.]]></description>
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/03/corre_post.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1302" title="corre_post" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/03/corre_post.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira<br />
Imagem Vanessa Siqueira + <a title="Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/amandajas/4922211419/">aaaamandaaaa</a> </em></p>
<p>Quando o último bloco de carnaval aliviou o batuque, as pessoas começaram a voltar às suas vidas normais. Lembraram que cerveja não é café da manhã, que precisam lavar roupa, fazer compras e têm horário para tomar remédio. Não que eu estivesse me acabando no samba por aí – não mesmo – mas minha rotina, como a de todo mundo que mora no Rio de Janeiro, se desorganizou e, no último dia de bagunça, quando os blocos ainda agitavam os foliões, resolvi ir ao supermercado.</p>
<p>Quase tive um chilique!</p>
<p>A essa altura do campeonato, já tinha visto gente vestida de tudo quanto é jeito, cantando tudo quanto é coisa e falando todo tipo de besteira. Achei que estivesse anestesiada, mas quando vi aqueles ovos de Páscoa, pendurados logo acima da cabeça dos clientes que, aliás, ainda exibiam adornos carnavalescos, mudei de cor. A indústria e o comércio têm um plano para me enlouquecer?! Acaba um período conturbado e vem mais uma campanha para lotar supermercado, mandar consumir e te mostrar que a Páscoa já chegou, que o ano está voando, que você está velho e que a vida passa depressa? <strong>Como a Páscoa havia chegado se o barulho do carnaval estava logo ali do lado de fora da loja?</strong></p>
<p>Imagino que todos que passaram por ali devem ter pensado que “2011 está voando!”. Assim como pensaram que 2010 estava, 2009 também e 2008 não foi diferente. Nunca entendi porque todo mundo “está na correria”, de mau humor, e a vida, bem, a vida é isso que você está vendo aí: as pessoas não se veem direito porque não têm tempo. Reclamam que quando têm dinheiro, não tem tempo para fazer o que querem e quando têm tempo, é porque não estão trabalhando tanto, portanto, não têm dinheiro para fazer o que querem. Não vejo a recompensa de tanto esforço na qualidade de vida nem no tal “bem comum”. Não ouvi dizer que nenhum país esteja muito mais feliz, igualitário ou melhor para se viver nem com tanta gente trabalhando, comprando e correndo tanto. Então, pra quê?</p>
<p>A culpa é dos baixos salários, do mercado de trabalho, da condição do país. A culpa é da velocidade da informação, da mídia, do bombardeio de notícias, da quantidade de gente falando enquanto temos pouca gente disposta a ouvir. A culpa é do seu emprego ou da sua instituição de ensino, que transformaram a vida numa correria e numa lista interminável de demandas. A culpa é da sua namorada que pede atenção o tempo todo ou do seu namorado que pensa que você tem que estar totalmente à disposição a hora que ele quer. Ou a culpa é da sua mãe, né? Não é delas a culpa sempre?</p>
<p>Eu não faço a menor ideia de quem é a culpa, mas uma coisa é fato: essa é a dinâmica de hoje. A internet não vai deixar existir, as pessoas não vão deixar de ser carentes e sempre vai ter uma pessoa achando que você não tem nada para fazer além de atender as necessidades dela. O dia não vai ter mais de 24 horas e as empresas não vão explorar menos as pessoas. Não vão. Não vão. E só para ficar claro: não vão.</p>
<p>Independente da minha vontade, os ovos de Páscoa estão aí. Então vamos abolir o discurso da “correria” e do “ano que está voando” porque você não está na correria, o mundo é que se tornou uma correria e não há previsão de mudar. De novo: é a dinâmica das coisas. Resta saber o que você vai fazer com isso: ter uma crise nervosa a cada ovo de Páscoa (daqui a pouco é rosa para as mães!) ou internalizar e vivenciar o que é realmente importante para você no “pouco tempo” que sente que tem. <strong>O tempo é pouco mesmo. Não adianta brigar contra isso – e muito menos brigar com você para usar o seu tempo para atender o outro.</strong> Feliz Páscoa!</p>

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		<title>Meu dia de Cisne Branco</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Mar 2011 01:20:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Elemento terra]]></category>
		<category><![CDATA[balé]]></category>
		<category><![CDATA[Black Swan]]></category>
		<category><![CDATA[Nina Sayers]]></category>
		<category><![CDATA[perfeccionismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu depoimento sobre o dia em que me senti como a Nina Sayers é recomendado a quem já viu Black Swan (Cisne Negro). Depois não digam que tem spoiler e eu não avisei, hein?]]></description>
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/03/cisne1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1266" title="cisne1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/03/cisne1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p><em>Imagem: Vanessa Siqueira</em></p>
<p><em></em>Depois de dois meses e meio sem fazer um <em>plié</em>, voltei para a aula de balé. Estava contando os dias para tirar minhas sapatilhas da gaveta e, por impulso, até poderia dizer que eu “era pura animação”. Mas seria mentira e se você viu Cisne Negro, sabe que era. Tinha tensão também e ela era só um pouco menor que a animação. Balé clássico não é nada fácil e ficar mais de dois meses parada complica tudo.</p>
<p>Li o <a href="http://www.maistato.com.br/2011/02/25/o-mal-do-perfeccionismo/" target="_blank">post da Thays sobre perfeccionismo</a>, tentei lembrar que, para uma jornalista, até que eu danço direitinho e que perfeição é a melhor meta para quem quer surtar. Cheguei à escola me sentindo exatamente uma jornalista no meio das bailarinas, totalmente fora do meu espaço. Fazia tempos que eu não pisava ali e eram muitos rostos diferentes, horário alterados e um certo incômodo. Fiquei tão incomodada que me inscrevi para apenas uma aula, avulsa, sob a justificativa de que não sabia se queria mesmo ficar. Ao contrário de mim, a maioria dos meus colegas não parou. Em vez disso, treinaram nas férias, fizeram cursos ou, na pior das hipóteses, voltaram há um mês e fazem aula diariamente. Ok, então, eu estava lá, mas já estava bastante atrasada.</p>
<p>Assim que vesti o <em>collant</em>, senti que meu corpo estava brasileiro demais perto do físico de russa da maioria das meninas. Lembrei que a Natalie Portman perdeu 10kg para interpretar a bailarina Nina Sayers em Black Swan. Pensei então que “o mínimo que eu poderia fazer seria perder uns 4kg”. Depois de muita coragem, resolvi fazer a aula sem blusa, só de collant e short, mostrando os braços, apesar de estarem mais fortes do que eu gostaria. Mérito do calor do Rio de Janeiro. Se dependesse de mim, faria aula enrolada num lençol. Preto.</p>
<p>Fiquei horas arrumando meu cabelo. Queria meu coque perfeito. Fui para a sala reparando no quanto a turma havia aumentado e, como é típico do universo do balé clássico, pouca gente me deu alguma confiança ou foi me cumprimentar, assim como ninguém dá mesmo confiança a ninguém. É um mundo meio blasé regado a uns momentos de euforia meio histéricos. É o mundo da arte, afinal.</p>
<p>Não tive tempo de me aquecer e nos primeiros exercícios da aula, constatei o óbvio: meu alongamento tinha piorado nesses dois meses. <strong>Era óbvio, mas lamentei mesmo assim.</strong> Meu nariz passou longe do meu joelho no <em>cambré en avant</em> &#8211; grosso modo, seria como aquele exercício de esticar as duas pernas, juntar os pés e tentar encostar a mão no chão. E bailarinos dignos encostam o narizinho no joelho.</p>
<p>Enquanto não era a vez do meu grupo dançar, evitei olhar para os colegas, preferi me alongar para tentar recuperar o tempo perdido. As poucas vezes que olhei foram suficientes para me lembrar que os meninos da minha sala são incríveis. Dançam muito bem. Algumas meninas chegam a me deixar emocionada pela leveza de executar um movimento que eu bem sei como é difícil. É mágica a capacidade de controle sobre o corpo.</p>
<p>Minhas posições de pés não estavam bem encaixadas, minha perna esquerda não estava subindo à metade do que eu gostaria e minhas coxas estavam pesadas &#8211; ou talvez eu estivesse delirando tal qual Nina Sayers. A cada final de exercício eu pensava “horrível”, mas no fundo, achava que minha aula poderia ter sido bem pior. Na verdade, em vários momentos vi várias pessoas cometendo muitos erros também e fiquei me perguntando se elas queriam se matar a cada vez que titubeavam, como faço, ou se sou eu que me cobro demais.</p>
<p>Minhas articulações já estavam doloridas quando, enfim, chegou o momento da aula que eu mais temia: os giros. <strong>Experimente ficar sem dançar muito tempo, alterar o peso do seu corpo e depois encontrar seu equilíbrio de novo girando num pé só.</strong> Quando fiz as primeiras sequências, achei ruins, como sempre acho, e como eu já sabia que seriam ruins mesmo, relaxei.</p>
<p>Foi assim que fiz uma sequência de giros que nem pude acreditar. Boa como fiz poucas vezes NA VIDA. Mesmo. E como eram muitas meninas bonitas na sala (tecnicamente falando) e tinha gente demais lá dentro, meu professor nem viu, aliás, acho que ninguém reparou. Nem por isso minha alegria diminuiu. Pelo contrário. Foi como se eu tivesse sussurrado em segredo que meus giros foram bons, especialmente considerando que era meu primeiro dia depois de longa data. O professor só foi olhar para mim na repetição pela esquerda, que foi trágica como inevitavelmente deveria ser. Esquerda, né? Nem liguei.</p>
<p>Lembrei de um professor da Royal Academy of Dance que nos disse que olhamos para o público enquanto dançamos para fingir que tudo aquilo é para eles. Não é. Na verdade, como ele mesmo disse, dançamos para nós mesmos. E só nos damos conta disso quando sentimos no corpo <strong>o que é estar feliz consigo independente de qualquer olhar exterior, mesmo aquele que você admira ou espera. Algumas coisas que fazemos na vida dizem respeito unicamente a nós mesmos </strong>e, nesses momentos, estamos nos presenteando, por isso, não cabe esse sofrimento a cada detalhe.</p>
<p>Técnica sempre será o mais importante para mim porque é por meio dela que eu me expresso com precisão, porque não tem como dançar sem ela (e porque eu sou perfeccionista mesmo!), mas por ser um presente que me dou e por ser o exercício da minha vontade real (quantas vezes por dia fazemos o que realmente queremos?), deve ser um momento fundamentalmente agradável. Os muitos giros bem equilibrados são meus, são pitadinhas de alegria e surpresas que eu me dou de vez em quando. A técnica só vai me ajudar a aumentar a frequência &#8211; e ninguém precisa morrer por causa disso, viu, Nina Sayers?</p>
<p><strong>Leia também:</strong></p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/2010/12/04/sentimento-culpa-merecimento/" target="_blank">Por que eu mereço</a></p>

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