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	<title>tato &#187; Eu-tu</title>
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	<description>um sentido para o feminino</description>
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		<title>O problema dos triângulos</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 11:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu-tu]]></category>
		<category><![CDATA[perseguidor]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[salvador]]></category>
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		<category><![CDATA[vitima]]></category>

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		<description><![CDATA[Fazemos triangulações o tempo todo. Da próxima vez em que se vir em uma situação assim, lembre-se de que você pode escolher entre repetir velhas histórias ou começar a criar uma nova realidade a partir de novas atitudes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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<p><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/12/triangulos_post.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1546" title="triangulos_post" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/12/triangulos_post.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a></p>
<p><em>Por Thays Prado</em></p>
<p><em>Imagem Vanessa + <a href="http://http-//abduzeedo.com/50-awesome-examples-triangles-design">abduzeedo</a> + <a href="http-//www.flickr.com/photos/cloudberryterrier/2944683279/sizes/z/in/photostream/ ">cloudberryterrier</a> + </em><a href="http-//www.shopspanishmoss.com/blog/?paged=3">shopspanishmoss</a></p>
<p>Provavelmente, esta cena lhe é familiar:</p>
<p>O sujeito A tem um problema qualquer com o sujeito B. Em vez de ir até B e dizer o que pensa e sente em relação àquele ponto, A começa com uma conversa mental que pode variar entre &#8220;se eu disser isso, B vai me achar muito infantil&#8221;, &#8220;vou parecer egoísta&#8221;, &#8220;ele não vai entender&#8221;, &#8220;ela vai ficar chateada&#8221;, &#8220;ele vai se ofender&#8221;, &#8220;ela vai ficar brava&#8221;, &#8220;eles vão pensar isso ou aquilo e não é nem isso e nem aquilo&#8221;.</p>
<p>Mas A está se sentindo magoado, triste, chateado, não compreendido, com raiva, com ódio ou sabe-se lá com o que &#8211; e isso é real. Esbarra com C na rua sem querer, manda uma mensagem no Facebook ou liga no meio da noite e fala sobre o problema que tem com B. E fala mal de B, muito mal, e desenha a figura de B como o pior vilão que poderia existir e como ele poderia fazer isso comigo e como ela teve coragem de ser assim e coitado de mim.</p>
<p>E C, que não é uma pessoa qualquer, mas muito bem escolhida por A, possivelmente vai concordar com todas as acusações e lamentos feitos durante a conversa. Afinal, amigos são pra essas coisas.</p>
<p>Pronto. Está formada uma triangulação, ou Triângulo do Drama, como descreveu o terapeuta Stephen Karpman . Nesse momento, cada uma das pessoas assume um dos três papéis: A é a vítima, B é o perseguidor (ou algoz) e C é o salvador.</p>
<p>A vítima se mantém na posição de quem nada pode fazer para mudar uma situação e usa dessa suposta  falta de poder para mobilizar os outros a apoiá-la ou mesmo a agir por ela. O perseguidor usa de estratégias como intimidação ou invalidação para manter a vítima sob seu controle e obter dela o que deseja. Enquanto o salvador, na tentativa de ajudar a vítima indefesa, apenas a mantém nessa posição, de modo que ela continua submetida ao perseguidor.</p>
<p>Pode ser que, ao longo dessa relação entre as três figuras, os papéis se invertam. Vez ou outra, o salvador pode se transformar no algoz do próprio perseguidor, por condená-lo. O perseguidor também pode manipular e se passar por vítima da própria vítima. O salvador também pode tentar fazer algo de diferente para alertar a vítima sobre o drama que está fazendo e a vítima pode transformá-lo no mais novo perseguidor injusto e esse antigo salvador se sente muito ofendido com isso e assume o papel de vítima.</p>
<p>Confuso? Agora imagine que cada um de nós, seres humanos, pouco confortáveis ou habituados com a verdade e a transparência em nossas relações sociais, de trabalho, familiares e mesmo íntimas, vamos criando uma série de triângulos e assumindo um dos três papéis em cada um deles.</p>
<p>O problema é que, nesses casos, a energia das relações não se renova. O perseguidor sempre vai retirar energia da vítima, o salvador vai pegar a energia do perseguidor e devolver para a vítima, que mais uma vez vai perder a energia para o perseguidor.</p>
<p>Assim, os sentimentos desse triângulo são, predominantemente, de culpa por ter retirado a energia de outro e de ressentimento por ter perdido a energia para alguém. E uma constante sensação de que falta algo, que faz com que a dinâmica se perpetue, como um velho conto de fadas em que todos já sabem o final.</p>
<p>Da próxima vez em que se vir em uma situação de triangulação, especialmente se for a vítima, procure ficar presente e não entrar no drama ou na representação desse papel. Em vez de levar o problema a uma terceira pessoa, experimente encontrar a maneira mais fácil de dizer diretamente a quem lhe magoou o que está acontecendo com você. E ainda que isso não seja possível, olhe para si mesma como um ser íntegro, completo, que tem poder sobre a própria vida e pode escolher entre repetir velhas histórias ou começar a criar uma nova realidade a partir de novas atitudes.</p>
<p>Aos poucos, comece a olhar para os diversos triângulos que já estão instalados em sua vida e reflita sobre a melhor maneira de desfazê-los, renovando a energia dessas relações, trazendo mais qualidade para os envolvimentos e se tornando mais autêntica consigo e com o mundo.</p>
<p>Conte pra gente como você se sentiu!</p>

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		<title>A cozinha do amor</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2011/10/21/a-cozinha-do-amor/</link>
		<comments>http://www.maistato.com.br/2011/10/21/a-cozinha-do-amor/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 21 Oct 2011 16:43:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu-tu]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[codependencia]]></category>
		<category><![CDATA[cozinha magica]]></category>
		<category><![CDATA[don miguel ruiz]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia tolteca]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo a filosofia tolteca, temos, internamente, uma cozinha mágica onde somos capazes de produzir todos os sentimentos e sensações que desejamos experimentar. Sem dependências amorosas.]]></description>
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/10/cozinha_post.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1536" title="cozinha_post" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/10/cozinha_post.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Thays Prado</em></p>
<p>Imagem <em>autor desconhecido</em></p>
<p>Imagine que você está faminta e se sente incapaz de fazer qualquer coisa para saciar sua fome. Não tem dinheiro e nem alimentos para preparar. Então, alguém lhe chega com um pedaço de pizza. Provavelmente, você se sentirá muito feliz e agradecida por poder, finalmente, acalmar seu estômago.</p>
<p>Então, imagine que, daqui em diante, todos os dias, essa mesma pessoa lhe traga um novo pedaço de pizza para salvar sua vida. É quase certo que, <strong>em muito pouco tempo, você passará a considerá-la como algo vital para o seu bem-estar e a sua felicidade, sem a qual seria impossível continuar existindo</strong>. E pensará sentir por ela o maior amor do mundo, ao mesmo tempo em que também aumentam o seu apego e o medo de que ela simplesmente deixe de vir lhe visitar um dia.</p>
<p>Ao menor sinal de que, talvez, ela queira dar esse pedaço de pizza a outra pessoa faminta, você se sentirá indignada, insegura, ciumenta, possessiva. E fará uma série de cobranças a esse suposto ser amado, na tentativa de garantir que ele continue por perto. Nessas condições, <strong>essa pessoa salvadora também pode lhe pedir qualquer coisa, até mesmo que passe por cima de algo que é muito importante para você.</strong> E você terá que se submeter, afinal, é a sua sobrevivência e o tal pedaço de pizza diário que estão em jogo.</p>
<p>Agora <strong>imagine que você tem à sua disposição uma cozinha mágica</strong>, com todos os ingredientes em quantidades ilimitadas para as receitas mais variadas e deliciosas do planeta e uma criatividade infinita que lhe mostra como preparar todas elas. A que você quiser, na hora em que quiser.</p>
<p>Se nessa nova condição alguém bate à sua porta com um pedaço de pizza e lhe pede que deixe de ser você mesma em troca daquele alimento, você simplesmente lhe dirá: &#8220;Obrigada, eu não preciso desse pedaço de pizza, tenho aqui uma cozinha mágica e sou capaz de me oferecer um verdadeiro banquete&#8221;.</p>
<p>É essa a metáfora que o xamã da filosofia tolteca, <strong>Don Miguel Ruiz</strong>, usa para descrever as relações amorosas que vivemos atualmente, em seu livro <strong>O Domínio do Amor</strong>. Segundo ele, nos esquecemos de que <strong>cada um de nós possui, internamente, essa capacidade inata de fazer alquimias incríveis e nos proporcionar todos os sentimentos e sensações que gostaríamos de experimentar</strong>.</p>
<p>Desse modo, não precisamos ser dependentes de ninguém para sentir amor ou para nos sentirmos amadas. Não precisamos permanecer em relações que nos fazem mal, apenas por medo de não conseguir sentir algo tão grande e bonito como parece ser nosso atual sentimento. Ora, mesmo um pedaço de pizza amanhecido pode nos parecer o melhor alimento do mundo quando desconhecemos as outras possibilidades.</p>
<p>Não precisamos deixar de ser quem verdadeiramente somos apenas para que alguém fique ao nosso lado e, teoricamente, continue a nos amar. Não precisamos temer que ela dê o seu amor a outros. Não precisamos implorar para que essa pessoa fique em nossa vida, mesmo quando deseja ir embora.</p>
<p>Porque o amor está dentro de cada um de nós. No entanto, precisamos aprender a acessá-lo. Quando nos damos conta de que podemos fazer por nós tudo o que esperamos que os outros façam, começamos a descobrir esses ingredientes internos. E com um pouco de paciência, boa vontade ou mesmo de animação, os pratos que começam a surgir em nossa cozinha podem ser surpreendentes.</p>
<p>Não importa se você está sozinha há algum tempo, se está terminando um relacionamento agora, se está começando um namoro novo, se está casada com alguém. <strong>Sempre é possível começar a por a mão na massa nessa cozinha interior</strong>.</p>
<p><strong>Comece fazendo uma lista de todas as coisas que são importantes para você num relacionamento e, uma a uma, vá as colocando em prática no seu relacionamento com você mesma.</strong> E quando você passar a se ouvir mais, a ser mais compreensiva, a ser mais gentil, a lhe dar mais atenção, a gostar mais de você, a se amar mais, a se presentear mais, a fazer mais programas que lhe dêem prazer, a ter mais tempo para você mesma, (coloque aqui o que mais estiver faltando na sua listinha), será muito mais fácil encontrar a pessoa certa com quem se relacionar, sem achar que ela é a responsável pela sua felicidade ou mesmo pela sua sobrevivência.</p>
<p>E depois de tantas descobertas em nossa cozinha interna, aí sim, pode ser uma ótima ideia encontrar outras pessoas que também estejam se dando conta de suas cozinhas mágicas para trocar algumas receitas, misturar ingredientes, descobrir pratos preferidos em comum ou mesmo fazer uma bela festa.</p>
<p>Bom apetite!</p>

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		<title>A decisão de perdoar</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2011/05/29/a-decisao-de-perdoar/</link>
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		<pubDate>Sun, 29 May 2011 03:03:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu-tu]]></category>
		<category><![CDATA[justica restaurativa]]></category>
		<category><![CDATA[passado]]></category>
		<category><![CDATA[perdao]]></category>
		<category><![CDATA[reconciliacao]]></category>
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		<description><![CDATA[O passado não pode definir nossas repostas de hoje, ou estaríamos para sempre presos ao que já aconteceu. Será que não está na hora de começar a deixar o passado passar?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/05/perdoar_POST.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1395" title="perdoar_POST" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/05/perdoar_POST.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Thays Prado</em></p>
<p><em>Imagem <a href="http://art-withoutwords.com/">d. yee</a> + Vanessa Siqueira</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p>Você, provavelmente, já foi profundamente ferida(o). Quase todo mundo foi&#8230; Por estranhos, por alguém conhecido ou mesmo por pessoas muito amadas. Nessas ocasiões, é totalmente humano não conseguir perdoar o que aconteceu. E é possível que muitos de nós passemos a vida toda recontando e revivendo a mesma história mentalmente, na tentativa de culpar o responsável, de mostrar a si mesmo e ao mundo que fomos vítimas de uma situação, ou mesmo para explicar porque somos de tal jeito, porque não fizemos isso ou não conseguimos aquilo.</p>
<p>No entanto, perdoar pode ser libertador para quem se sente vítima. Durante o 88o Fórum do Comitê da Cultura de Paz, promovido pela Palas Athena, neste mês, me deparei com uma afirmação muito forte inspirada na filósofa alemã, Hannah Arendt (1906 &#8211; 1975):</p>
<p>“Perdoar é uma possibilidade de liberar-se do que passou. A violência do passado não pode definir nossas repostas de hoje, ou estaríamos para sempre presos ao que já aconteceu. Significa dar a dimensão certa e justa para uma situação, e não ignorar, diminuir ou mesmo esquecer, mas ensinar a elaborar os acontecimentos a fim de curar a memória, libertar o passado, firmar-se no presente e ser capaz de imaginar e criar o futuro”.</p>
<p>No auditório do MASP, as educadoras Petronella Boonen e Joanne Blaney, idealizadoras do Programa Perdão e Justiça, contavam sobre a experiência que desenvolvem, baseadas nos conceitos da Justiça Restaurativa, no Centro de Direitos Humanos e Educação Popular de Campo Limpo, em São Paulo.</p>
<p>Ali, elas trabalham com adolescentes em conflito com a lei, pessoas que cometeram crimes os mais variados ou que foram, de algum modo, vítimas. Seu desafio é enxergar, nas duas pontas da mesma história, seres humanos. &#8220;Um homicida é mais do que um homicida&#8221;, diz Petronella. &#8220;Ele é filho de alguém, namorado de alguém, tem sonhos e também matou alguém. Mas se o reduzimos exclusivamente a isso &#8211; homicida -, fechamos qualquer possibilidade de futuro para essa pessoa&#8221;.</p>
<p>Nas Escola de Perdão e Reconciliação que coordenam, os jovens e familiares se encontram em um ambiente seguro, onde passam pelo que as educadoras chamam de &#8220;alfabetização emocional&#8221; e aprendem a ter uma comunicação assertiva, falando das próprias emoções, lidando com os sentimentos e se posicionando sobre o conflito em si.</p>
<p>A ideia é que se trate não apenas dos fatos (o que aconteceu), mas também dos sentidos (por que isso aconteceu) e das necessidades (para que isso aconteceu). Citando David Bohm, autor do livro O Diálogo, Petronella diz que necessidade se refere &#8220;àquilo que não cessa de clamar em mim, aquilo de que não consigo abrir mão&#8221;. E, nesse contexto, procura-se chegar ao entendimento das necessidades de todos os envolvidos no conflito.</p>
<p>O relato das educadoras é o de ver surgir um novo olhar em relação à situação e aos outros. Não se trata de esquecer o ocorrido ou de acobertar ou justificar o infrator, mas de trabalhar com responsabilização e reconciliação, reparar as lesões e recuperar as relações humanas. Um relato muito comum de se ouvir após o trabalho de Petronella e Joanne é &#8220;Eu descobri que nem sempre sou a vítima da história”. Empoderadas, as pessoas seguem em frente com suas vidas.</p>
<p>Para as duas, o perdão é uma necessidade profundamente humana e religiosa. Não no sentido de pertencer a uma religião específica, mas de religar, reconciliar, fazer inteiro aquilo que estava quebrado. Mais do que isso, suas experiências revelam que perdoar é uma questão de decisão e só será impossível enquanto não nos abrirmos para essa possibilidade.</p>
<p>Será que não está na hora de começar a deixar o passado passar?</p>

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		</item>
		<item>
		<title>Mereceu o fim que teve?</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2011/04/19/mereceu-o-fim-que-teve/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Apr 2011 13:11:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu-tu]]></category>
		<category><![CDATA[balé]]></category>
		<category><![CDATA[entrega]]></category>
		<category><![CDATA[Giselle]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Conheça a história de Giselle e conte para a gente! Afinal, nós não temos resposta para tudo.]]></description>
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			</a>
		</div>
<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/04/giselle_POST.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1355" title="giselle_POST" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/04/giselle_POST.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p><em>Imagem <a href="http://wp.clicrbs.com.br/anfestival/page/3/?topo=84%2C2%2C18%2C%2C%2C77" target="_blank"> AN Festival</a></em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p>Era uma vez, no século 19, uma garota muito bonita chamada Giselle. Ela morava numa vila, dançava maravilhosamente bem e tinha o coração bom. Aliás, o coração era seu maior problema: além de puro, era frágil. Giselle não podia passar por emoções fortes nem exagerar no bailado ou poderia sentir-se mal. Por isso, a mãe estava sempre por perto dizendo a ela que ficasse quieta, embora as amigas adorassem vê-la dançar.</p>
<p>Um dia, desses que deveriam ser apenas mais um dia, Giselle ouve alguém bater à sua porta e ao sair de casa, encontra um camponês, Albrecht, que faz de tudo para se aproximar dela. Tímida, Giselle tenta voltar para dentro de casa, mas o moço, muito insistente, não deixa que ela retorne. Para resolver seu dilema, ela resolve confiar no Universo e pega uma flor. Ao contar as pétalas, ela vê que o resultado vai ser mal me quer e abandona Albrecht. Ele sorrateiramente arranca uma pétala, diz a ela que contou errado e que o resultado correto seria bem me quer. Ela conta de novo (com a pétala a menos), confia no destino e eles começam a namorar. Albrecht fica muito feliz e promete a ela que eles vão se casar em breve.</p>
<p>Albrecht e Giselle se tornaram um desses casais melosos, que ficam se abraçando, mandando beijinhos e dançando juntos o tempo todo. Os beijinhos eram intermináveis, aliás. A mãe não ia muito com a cara do moço nem Hilarion, que era apaixonado pela jovem. Giselle estava cada dia mais feliz e tinha tanta sorte que a corte real que estava na cidade para a festa da colheita da uva foi justamente à casa dela provar o vinho da vila. Nesse dia, ela chegou a conversar com uma das mulheres da nobreza, Bathilde, contou que tinha um namorado, que sabia dançar e até ganhou uma joia.</p>
<p>No dia da festa da colheita, Giselle é coroada a rainha da vila e dança com Albrecht e todos os seus amigos. No meio da celebração, aparece Hilarion com uma espada, coisa cara, da nobreza, que diz ser de Albrecht. Não bastasse isso, ele atrai a corte para o centro da vila e Albrecht se dirige à Bathilde e a cumprimenta com um beijo. Assim, na frente de todo mundo.</p>
<p>Giselle, aquela do coração frágil, pede explicações e fica sabendo que Albrecht é um nobre disfarçado de camponês, que tem uma espada e, sim, tem uma esposa. É o suficiente para que ela enlouqueça, tenha um ataque do coração e morra. Giselle junta-se às Willis, espíritos de moças que morreram de desilusão amorosa, antes de se casar. Elas aparecem à noite e fazem os homens dançarem até a exaustão ou, em bom português, até a morte. Quando Albrecht vai visitar o túmulo de Giselle, elas aparecem, mas a camponesa o perdoa e impede as Willis o matem. FIM.</p>
<p><strong>Moral da história</strong></p>
<p>“Giselle” é uma história de amor e perdão, mas, para mim, e para quase a unanimidade das mulheres, Giselle é uma camponesa idiota que foi enganada desde o primeiro momento, quando Albrecht arrancou a pétala da flor. Ela foi enganada, morreu por causa de um homem que a fez de boba (aliás morreu pelo único homem que se propôs a conhecer) e terminou sem nada, inclusive foi banida do grupo das Willis já que enfrentou todas logo de cara para salvar a vida de Albrecht e passou o resto da eternidade sozinha.</p>
<p>Muitas dirão que ela teve o que mereceu tal qual disseram de Julieta outro dia, aquela que se apaixonou por Romeu, o único por quem não poderia se apaixonar. E apesar do blábláblá de “no coração não se manda”, são escolhas e elas fizeram as escolhas delas. Que paguem o preço. É?</p>
<p>Quando vi o balé ontem vibrei, como sempre, com a cena em que as Willis matam Hilarion quando ele vai visitar o túmulo – pulei essa parte na hora de contar a história para não ficar muito grande. É minha parte favorita de ver e de dançar. Se dependesse de mim, as Willis obviamente teriam matado Albrecht também ou a Giselle até poderia ter evitado a morte dele para mostrar que ela é muito melhor do que a esposa oficial, desde que ele se sentisse tão culpado e com tanto remorso que ele se matasse depois.</p>
<p>Mas a única coisa que consegui sentir pela camponesa foi pena. Foi dó de ter sido tão ingênua, de ter se deixado levar pelo primeiro cara que conheceu (sem referencial fica difícil, né?), por ter ficado feliz pelos motivos errados, por uma história que só aconteceu na cabeça dela e, finalmente, de ter se entregado de verdade. Será que o preço da entrega precisa ser tão alto? Como dito no início do post, a gente não tem resposta para tudo, mas você pode deixar seu palpite aí embaixo.</p>
<p><strong>Leia também:</strong></p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/2011/03/02/ballet-dia-cisne-branco/">Meu dia de Cisne Branco</a></p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/2010/03/10/um-novo-sonho-de-cerquinha-branca/">Um novo sonho de cerquinha branca</a></p>

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		</item>
		<item>
		<title>Não deixe o amigo-oculto estragar seu final de ano</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2010/12/12/nao-deixe-o-amigo-oculto-estragar-seu-final-de-ano/</link>
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		<pubDate>Sun, 12 Dec 2010 21:35:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu-tu]]></category>
		<category><![CDATA[amigo oculto]]></category>
		<category><![CDATA[consumismo]]></category>
		<category><![CDATA[final de ano]]></category>
		<category><![CDATA[natal]]></category>
		<category><![CDATA[relações]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu proponho um movimento de reinvenção do amigo-oculto, que o torne realmente agradável, criativo e mesmo mais barato. Compartilhe suas ideias aqui]]></description>
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			</a>
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/12/oculto1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1102" title="oculto1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/12/oculto1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Thays Prado<br />
Imagem: Vanessa Siqueira</em><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Final de ano</strong>, pra mim, é sinônimo de festa, das nostálgicas luzinhas pela cidade, da abundância de comida e da esperança quase infantil de que dias melhores virão depois da meia-noite. Eu compartilho de tudo isso, ano após ano, sem me cansar. Mas tem um ponto nesta época do ano que me irrita de verdade: a <strong>dinâmica do amigo-oculto</strong>.</p>
<p>Tinha tudo para ser um ótimo momento. <strong>Um jeito incrível que alguém meio duro inventou para que todos ganhassem presentes sem que uma pessoa só tivesse que arcar com a despesa toda.</strong> A expectativa para saber quem saiu com o seu nome e como aquela pessoa vai lhe presentear, a escolha de algo diferente ou significativo para dar ao seu amigo, a imaginação sobre a melhor maneira de descrever quem você tirou, as coincidências engraçadas no momento da revelação.</p>
<p>Mas <strong>quase todos os amigos-ocultos de que venho participando ao longo dos anos embaçam um pouco essa imagem</strong>. O que vejo é gente fazendo cara feia quando tira alguém com quem não tem afinidade, trocando o papelzinho com outras pessoas, comprando um presente qualquer só para constar e, quase inevitavelmente, reclamando do que ganhou e dizendo que saiu no prejuízo. E quando pessoas com diferentes situações financeiras brincam juntas, quase sempre fica no ar uma inevitável comparação de presentes e algum (ou muito) constrangimento.</p>
<p>Me desculpe, mas <strong>se sua intenção em um amigo-oculto é ganhar um presente tão bom ou melhor do que o que você deu, você não entendeu a brincadeira</strong>. Nem participe e compre um presente para si mesmo.</p>
<p>Eu proponho um movimento de reinvenção do amigo-oculto, que o torne realmente agradável, criativo e mesmo mais barato (caso você, como eu, vá participar de, pelo menos, quatro este ano). E deixo aqui algumas ideias que podem servir de inspiração para as trocas de presentes deste mês.</p>
<p>* Algumas pessoas combinam que, em vez de comprar presentes, elas levarão para o dia da revelação, <strong>algo seu, que tenha sido importante em um determinado momento da vida, mas de que estejam dispostas a abrir mão neste momento</strong>. O sorteio pode ser feito dias antes ou mesmo na hora. Não vale levar coisas quebradas, estragadas ou que não tenham a menor importância para você.</p>
<p>* Também dá para escolher um único tema, como <strong>livros, discos, revistas antigas e procurar em sebos</strong> o que mais agradaria o seu amigo.</p>
<p>* Se o grupo é talentoso, é possível <strong>propor que todos façam os próprios presentes</strong>, nada de comprar pronto!</p>
<p>* Cada um pode <strong>escolher ser um personagem</strong> de filme, desenho animado ou história em quadrinho, de modo que ninguém saiba exatamente quem tirou. Que presente você daria para a Magali ou para o Poderoso Chefão? Nesse caso, o que conta é a criatividade.</p>
<p>* E que tal <strong>combinar ações em instituições sociais</strong>? Cada um define a boa ação que gostaria de ganhar. Por exemplo, quero que quem sair comigo passe um dia contando histórias para as crianças do Hospital do Câncer, ou que doe brinquedos para a ONG “x”, que cuida de crianças vítimas de violência doméstica.</p>
<p>Todas <strong>essas opções tiram um pouco o foco do consumismo</strong> que, quase inevitavelmente, toma conta da maioria de nós nesta época <strong>e o desloca para as relações entre as pessoas</strong>.</p>
<p>* Mesmo que você opte pela brincadeira convencional, combine com as pessoas que estão participando de escolherem presentes que se pareçam de verdade com o amigo sorteado. Não o conhece tão bem? Não custa nada dar uma pesquisada em seus perfis nas redes sociais e mesmo observá-lo durante alguns dias. Pode estar aí uma boa oportunidade de conhecer alguém mais de perto e descobrir coisas bem interessantes sobre o seu amigo secreto, talvez talentos ainda não revelados, algumas particularidades e até interesses comuns.</p>
<p>Se você já tiver experimentado algum outro modelo de amigo-oculto ou tenha outra ideia bacana, por favor, compartilhe com a gente em um comentário abaixo.</p>
<p>O espírito do Natal agradece.</p>

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		<title>Um casamento de verdade</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2010/10/09/um-casamento-de-verdade-pathwork-amor-sexo-ero/</link>
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		<pubDate>Sat, 09 Oct 2010 21:37:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eu-tu]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[eros]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[pathwork]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[A maioria dos casamentos atuais nos faz concluir que nada dura para sempre. Mas a teoria do Pathwork mostra que isso pode ser diferente. Você está pronta para o final feliz?]]></description>
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			</a>
		</div>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/10/casamento1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-968" title="casamento1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/10/casamento1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a><em><br />
Por Thays Prado<br />
Imagem: Vanessa Siqueira</em></p>
<p>Um casamento de verdade é constituído por três pilares: <strong>amor, sexo e eros</strong>. É o que escreve Eva Pierrakos, no livro Criando União (Ed. Cultrix). Já falecida, Eva ficou conhecida por canalizar e transmitir informações de um guia espiritual detentor dos conhecimentos do <strong>Pathwork</strong>, uma teoria que une Psicologia e Espiritualidade.</p>
<p>Os dois primeiros elementos não requerem explicação. Uma bela combinação de amor e sexo é o que motiva a maioria de nós à aventura do casamento. No entanto, se observarmos boa parte dos casais, especialmente os que já possuem um tempo maior de vida conjugal, dá para notar que pelo menos um dos dois fatores já não vai muito bem. E não é muito difícil de se chegar à conclusão de que nada dura para sempre. Nesse momento, há quem opte pela separação, mas muita gente prefere manter o compromisso instituído, em nome do que foi vivido no passado, dos filhos, da posse, do apego, do dinheiro e até da praticidade.</p>
<p>Esse é um dos caminhos &#8211; certamente não é mais curto e nem o mais doloroso, mas não deixa de ser um caminho &#8211; para o clichê dos casamentos infelizes que vemos por toda parte na vida real e na ficção. <strong>Mas será que não dá para ter um casamento feliz para sempre?</strong></p>
<p><strong>A resposta é: sim.</strong></p>
<p>E aí vem a explicação do terceiro pilar: eros.</p>
<p>Para o Pathwork, <strong>eros é a energia curiosa que nos estimula a querer conhecer uma outra alma profundamente</strong>. É essa a força que, às vezes, surpreende até mesmo as pessoas que mais têm medo e evitam amar. É o que nos move, que nos tira da rotina, dá um chega pra lá na preguiça e nos convida a fazer algumas transformações em nossas vidas que não estavam nos planos iniciais e agora parecem tão benvindas por conta de um desejo de se relacionar pra valer com aquela pessoa que mexe tanto e de uma maneira tão particular com a gente. Segundo a teoria, eros é a ponte para o amor e só pode continuar existindo entre um casal se as duas pessoas passarem a se amar verdadeiramente. Caso contrário, &#8220;a força erótica se consome em seu próprio fogo&#8221;.</p>
<p>O Guia do Pathwork diz que o problema dos casamentos é que, na maioria das vezes, os envolvidos não se dispõem a aprender sobre o amor e usam essa força de eros apenas para o próprio prazer. À medida que a familiaridade e o hábito crescem entre os parceiros, eros se esgota e pelo menos um dos companheiros decide buscá-lo em outros lugares. Ele ainda explica que, normalmente, o desejo sexual diminui, ou mesmo desaparece, somente depois que eros já se foi.</p>
<p>Quer dizer que, se conservarmos a força de Eros, transformando-a em amor verdadeiro, teremos uma vida sexual e amorosa extremamente interessante e profunda, em que há possibilidade de muitas trocas, crescimentos e aprendizados. E como se faz isso? &#8220;<strong>Enquanto houver algo de novo para descobrir na outra alma e enquanto você revelar a sua, eros viverá</strong>. No momento em que você acredita que já descobriu tudo o que há para descobrir e já revelou tudo que há para revelar, eros partirá&#8221;, responde o Guia. &#8220;Seu grande erro é que você crê que existe um limite para a revelação de qualquer alma, a sua ou a de outra pessoa. <strong>Quando é atingido um certo ponto de revelação, geralmente bastante superficial, você tem  a impressão de que isso é tudo e se acomoda em uma vida plácida, sem mais buscas</strong>&#8220;, complementa.</p>
<p>Esta é uma ideia que me agrada: a de que<strong> as nuances da alma são infinitas. &#8220;Uma vida inteira não seria suficiente para conhecê-la. A alma é viva e nada do que tem vida permanece estático</strong>&#8220;, diz o Guia. Até porque estamos em constante transformação, a cada nova mínima experiência que vivemos. Partindo desse princípio, o propósito do casamento seria essa revelação honesta, despida de orgulhos e falsos papeis, de uma alma à outra. Para isso, até as máscaras mais ocultas precisam cair.</p>
<p>Segundo o Guia do Pathwork, um relacionamento assim será sempre novo e o amor permanecerá vivo. Mas ele mesmo adverte que viver esse nível de relação requer um estado de maturidade por parte das duas pessoas. &#8220;<strong>Apenas quando você encontra o amor, a vida  e o outro ser em tal estado de prontidão, você será capaz de entregar ao seu amado (ou amada) a maior das dádivas: o seu self verdadeiro</strong>&#8220;. E quando essa prontidão existir aí dentro de você, não se preocupe, o próprio Guia diz que, intuitivamente, você saberá escolher o parceiro ou parceira adequado(a), &#8220;alguém que tem, em essência, a mesma maturidade e prontidão para embarcar nessa jornada. A escolha de um parceiro que não está desejoso provém de um medo oculto que você mesmo tem de realizar a jornada&#8221;.</p>
<p>E você, acha que está pronta/pronto para o &#8220;felizes para sempre&#8221;?</p>

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		<title>Para quem não tem namorado</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2010/06/11/dia-dos-namorados-para-quem-nao-tem-namorado-12-junho/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 17:16:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Daqui de dentro]]></category>
		<category><![CDATA[Eu-tu]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[dia dos namorados]]></category>
		<category><![CDATA[namoro]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[As reclamações próximas ao Dia dos Namorados revelam que tem muita gente por aí louca para "arrumar alguém"]]></description>
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			</a>
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<p><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/06/namoro1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-643" title="namoro1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/06/namoro1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a></p>
<p><em>Por Thays Prado</em></p>
<p>O <strong>Dia dos Namorados</strong> está aí e desde que as campanhas publicitárias para a data começaram, ouço algumas amigas &#8211; sim, é horrível admitir, mas são, principalmente, as mulheres &#8211; reclamarem de que vão <strong>passar o dia 12 de junho (mais um) sem namorado(a)</strong>. Conheço quem não ligue a TV nesta data, para não se deparar com filmes e programas dedicados aos apaixonados, e até mesmo quem evite locais públicos na tentativa de não presenciar uma felicidade de que não compartilha.</p>
<p>É também em torno dessa época que mais chovem os comentários que levam os homens a duvidar da verdadeira amizade feminina: como aquela gorda (ou feia, pobre, metida, chata, sem graça) tem namorado(a) e eu não?</p>
<p>Um momento, minhas queridas! <strong>É fato que a data serve para alimentar o comércio</strong> &#8211; mais ou menos entre a safra do Dia das Mães, o Dia dos Pais e as férias escolares &#8211; e, provavelmente, não por acaso, seja véspera do Dia de Santo Antônio, o casamenteiro. Mas essa informação marquetológica não é novidade para ninguém e tem ajudado poucas pessoas a não se sentirem tão mal na ocasião. <strong>A verdade é que tem muita gente por aí louca para &#8220;arrumar alguém&#8221;. E é para isso que devemos olhar</strong>.</p>
<p>Talvez um bom ponto de partida seja fazer perguntas para si mesma: Para que eu quero um(a) namorado(a)? O que é que eu não tenho e que uma outra pessoa poderá me trazer? Que tipo de problema eu espero que seja resolvido pelo fato de eu namorar? Para quem eu desejo mostrar que estou namorando? O que eu ganho se essas pessoas me virem com alguém? Como eu vou me sentir ao mudar meu status de &#8220;solteira&#8221; para &#8220;namorando&#8221; nas redes sociais?</p>
<p>Preste atenção às respostas que surgem em seu coração. Elas podem dar algumas dicas sobre o que está acontecendo dentro de você. <strong>No momento em que </strong><a href="http://www.maistato.com.br/2010/05/27/e-wesak-em-nos-interdependencia-energia-fractologia-catherine-wilkings/" target="_self"><strong>a energia que chega ao planeta é a de interdependência</strong></a>, que nos convida a perceber que somos seres inteiros, completos, e que, ainda assim, desejamos compartilhar experiências com outros seres - também inteiros e completos &#8211; e construir algo juntos, <strong>boa parte de nós ainda está buscando tapar, com algo que vem de fora, os vácuos interiores</strong>.</p>
<p>Como seres sociais e amorosos que somos, é muito natural nosso desejo de nos relacionarmos intimamente com outras pessoas, mas <strong>está na hora de darmos um salto de qualidade no tipo de relacionamento que escolhemos para nossas vidas</strong>.</p>
<p>Mais uma vez, um outro grupo de perguntas pode nos ajudar: O que eu tenho de bom que quero muito compartilhar com alguém? Quais ideias e projetos meus eu desejo concretizar em parceria? Quais os sentimentos quero que façam parte da minha rotina? O que eu gostaria de aprender em uma relação amorosa? O que eu gostaria de ensinar? Quais os sonhos eu quero realizar com a pessoa que eu escolher?</p>
<p>Guarde as sensações dessas novas respostas. Observe como seu corpo reage a elas, como seu coração bate e quais as emoções surgem. Sempre que se pegar lamentando por não &#8220;ter alguém&#8221;, traga-as à tona. Pelo menos ficará bem claro para o universo o que você busca naquele momento. A chance de ele lhe devolver exatamente o que você deseja é muito grande. Esteja pronta para receber o que pediu!</p>
<p>Por aqui, eu continuo seguindo com o meu velho &#8220;<strong><a href="http://www.maistato.com.br/2010/03/10/um-novo-sonho-de-cerquinha-branca/" target="_self">novo sonho de cerquinha branca</a></strong>&#8220;.</p>
<p>Tendo namorada(o) ou não, que o seu 12 de junho seja um dia bem feliz.</p>

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		<title>Um pedido de silêncio</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2010/03/20/um-pedido-de-silencio/</link>
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		<pubDate>Sat, 20 Mar 2010 16:08:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Daqui de dentro]]></category>
		<category><![CDATA[Eu-tu]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos cheios de frases prontas para aconselhar nossos amigos que estão com problemas. Mas será que é isso o que eles querem? ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/03/silencio1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-418" title="silencio1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/03/silencio1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Thays Prado</em></p>
<p>&#8220;Eu acho que você deveria&#8230;&#8221;, &#8220;Mas você não pode pensar assim&#8221;, &#8220;Pense que tem gente em situação muito pior&#8221;, &#8220;Pelo menos você tem isso ou aquilo em que se apoiar. E eu, que&#8230;&#8221;, &#8220;Você cria sua própria realidade, se isso está acontecendo, você precisa mudar suas crenças&#8221;, &#8220;A responsabilidade por ele ter feito isso é sua, você dá abertura demais para certas pessoas&#8221;, &#8220;Ei, isso é bobagem, não fique assim&#8221;, &#8220;Não chore&#8221;, &#8220;Não fique triste&#8221;, &#8220;Faça alguma coisa!&#8221;, &#8220;Isso passa&#8221;, &#8220;Se eu fosse você&#8230;&#8221;</p>
<p>Eis aqui algumas das minhas mais frequentes falas a meus mais amados amigos em seus mais difíceis momentos. Qualquer que seja o problema, visto de fora, ele pode parecer simples, insignificante, bobo até. Mas de dentro, do ponto de vista de quem sente, sofre, chora, ele é muito importante e merece respeito, consideração e espaço. Eu, com minha insistente mania de psicologizar a vida e ser terapeuta dos que amo, passei boa parte do tempo, até agora, dando conselhos a qualquer um que me viesse com um problema. Um estranho que passasse por mim distraído e me ouvisse falar poderia ter a falsa impressão de que eu tinha a solução para todos os males do mundo &#8211; mas a sensação era minha. Apesar de me deparar diariamente com minhas próprias questões e, na maior parte das vezes, não ter qualquer ideia do que fazer com elas. Aí era a vez dos meus mais amados amigos &#8220;me darem o troco&#8221;, com a melhor das intenções, não tenho dúvidas.</p>
<p>Mas esta semana acho que o universo se encheu e resolveu me dar um &#8220;acorda, minha filha!&#8221;. Uma de minhas amigas mais queridas, a quem já dei os mais diversos conselhos, palpites, opiniões e pitacos; a quem já falei, falei, falei, muitas vezes sem me dar conta do impacto de minhas palavras; para quem já escrevi e-mails quilométricos com a pretensão de &#8220;manuais de como viver bem e feliz&#8221;, me escreveu um e-mail contando sua dor. Confesso que enquanto lia cada linha, viciosamente ia pensando no que diria a ela sobre todas as suas queixas. Até que me deparei com uma frase, lá no final, que dizia: &#8220;Não quero que se preocupe, nem mande e-mail me xingando pra me dar um &#8220;choque de realidade&#8221;. Dispenso. Já tem realidade demais por aqui&#8221;.</p>
<p>Parei.</p>
<p>Talvez tenha sido a primeira vez em anos que eu tenha realmente parado diante de uma pessoa que sofre. Voltei para o início e resolvi reler o e-mail &#8211; ou lê-lo de verdade pela primeira vez. E percebi que, em seu lugar, eu também não teria a menor ideia do que fazer. E talvez estivesse até mais triste, perdida e mesmo desesperada. Incomodamente, fiquei sem ação. Mas, por incrível que pareça, era tudo o que minha amiga precisava. Que eu não fizesse nada. Que eu apenas a lesse e soubesse o que estava acontecendo com ela.</p>
<p>Para garantir que eu aprenderia bem a lição, o universo resolveu completar seu sacolejo. Nesta mesma semana, eu também fiquei triste. Não importa muito o motivo. Apenas digo que, hoje, eu não quero conselhos. Quero um abraço, um colo, um olhar atento, um lenço, um sorriso, um suspiro junto com o meu. Quero um silêncio que me diga, mais do que qualquer palavra, que não estou sozinha e seja lá o que for que aconteça, que ainda haverá alguém do meu lado &#8211; para qualquer coisa e, principalmente, para nada.</p>

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		<title>Ligo ou não ligo?</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 01:03:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Elemento terra]]></category>
		<category><![CDATA[Eu-tu]]></category>
		<category><![CDATA[encontro]]></category>
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		<description><![CDATA[Parece uma bobagem e, na verdade, é mesmo. Mas, ainda assim, muitas mulheres ficam nesse dilema. Por que, para algumas, é tão difícil fazer uma ligação? ]]></description>
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<em>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p>Parece uma bobagem e, na verdade, é mesmo. Mas, ainda assim, muitas mulheres ficam nesse dilema. Por que, para algumas, é tão difícil fazer uma ligação? No meu caso, a situação é um pouco diferente. Aquele velho clichê da moça ao lado (e por conta) do telefone, esperando que ele toque não combina comigo. Quando conheço alguém interessante, não gosto de passar meu número e correr o risco de me tornar vítima de um telefonema que pode não acontecer. Faço o mais prático: além de passar meu telefone, pego o dele também e faço questão de &#8220;dar sinal de vida&#8221;, se eu realmente quiser revê-lo. Viva a praticidade!</p>
<p>Normalmente, faço bom uso dos números que pego, mas chamar para sair na primeira vez é outra conversa. Ligo, mando mensagem, demonstro interesse e dou o sinal verde <strong>para ele tomar alguma atitude.</strong> Aham, ele. Ok, isso vai soar <em>old school </em>e década de 1960, eu sei, mas não tenho coragem de marcar o primeiro encontro. Faço vários outros convites posteriores, sem qualquer constrangimento, mas esse não. Por quê? Em algum lugar, lá dentro, surgem milhares de perguntas. &#8220;E se eu chamar e, quando chegar lá, perceber que o cara serve é para ser amigo mesmo? É contraditório eu tomar a iniciativa e depois falar que só quero ser amiga? Mas quem disse que o cara vai inferir que quero alguma coisa com ele só porque liguei? E se ele pensar alguma coisa, qual é o problema?&#8221;. Todos os questionamentos são tão ridículos que eu mesma paro e começo a rir de mim.</p>
<p>Apesar de bobos, porém, eles sinalizam uma questão muito importante: minhas crenças. Se eu acho problemático fazer o primeiro movimento, embora não tenha qualquer problema em pegar telefone, demonstrar interesse e agendar todas as futuras saídas, é porque existe algum pensamento enraizado em mim que me bloqueia nesse sentido. E isso acontece com todo mundo. Pela história de vida de cada um, aprendemos a ser quem nos tornamos, mas, nesse processo, algumas crenças são solidificadas e ficam escondidas, conduzindo processos que não entendemos muito bem.</p>
<p>Até hoje, eu me sinto culpada por não comer toda a comida do prato porque me disseram a vida inteira que &#8220;tenho de comer tudo&#8221;. Provavelmente, eu trabalho tanto e praticamente sem descanso porque ouvi desde criancinhas que &#8220;preguiça é doença, é pecado, é muito feio&#8221;.  Por aí vai.</p>
<p>Aí entra um joguinho interessante que gosto de fazer comigo, o dos porquês, como fazem as crianças fazem, naturalmente. A cada &#8220;porque&#8221;, sinto que entro um pouquinho mais em contato comigo e vou desvendando por camadas, como se fosse uma cebola, até chegar na crença que, pelo menos comigo, costuma ser infundada e merece deixar o cargo para uma crença mais positiva ocupar e deixar espaço para boas surpresas acontecerem. Ex: Por que não ligo no primeiro encontro? &#8220;Porque tenho receio de ele achar que &#8216;ajoelhou tem que rezar&#8217;&#8221;. Por que ele acharia isso? &#8220;Porque&#8230;&#8221;. Ok, o jogo dos porquês é muito pessoal, por isso, paro por aqui, mas vale a pena experimentar. Há crenças que não devem nos acompanhar e o primeiro passo para a transformação é identificá-las.</p>

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		<title>Um novo sonho de cerquinha branca</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2010/03/10/um-novo-sonho-de-cerquinha-branca/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 17:47:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Daqui de dentro]]></category>
		<category><![CDATA[Eu-tu]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[sonho]]></category>

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		<description><![CDATA[Algo além do sonho da casinha com cerquinha branca, uma família de comercial de margarina e um cenário interiorano americanizado]]></description>
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/03/cerquinha1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-377" title="cerquinha1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/03/cerquinha1.jpg" alt="" width="680" height="250" /></a></em></p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;"><em><span style="color: #333333;">Por Thays Prado</p>
<p>Aniversário de 25 anos de casamento. </span></em></p>
<p style="text-align: left;"><em></em><span style="color: #333333;">O casal faz uma espécie de balanço da trajetória.</span><em><span style="color: #333333;"> </span></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><span style="color: #808080;"><span style="color: #333333;">Ela:</span><strong><span style="color: #333333;"> </span></strong></span></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><span style="color: #333333;"> &#8211; Em todo esse tempo, do que você se arrepende?<br />
</span><span style="color: #333333;"> </span></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><span style="color: #808080;"><span style="color: #333333;">Ele,</span><span style="color: #333333;"> refletindo: </span></span></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><span style="color: #333333;">- De muitas coisas. Se pudesse voltar no tempo, faria muitas coisas diferentes. </span></em></p>
<p style="text-align: left;"><em><span style="color: #333333;">- Mas de uma coisa tenho certeza: eu teria me casado com você.</span></em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: left;"><em><span style="color: #333333;"><span id="more-365"></span></span></em></p>
<p>Essa cena não pertence a nenhum filme, novela ou peça de teatro romântica. Tampouco havia espectadores, para quem se pudesse exibir algum tipo de felicidade fabricada. Tratava-se de  uma conversa íntima, só entre os dois, que eu tive o privilégio de saber por eles próprios, também em uma conversa íntima. Me fez pensar&#8230; Adoraria poder ouvir e poder dizer a mesma frase sincera a alguém com quem tivesse escolhido partilhar a vida.</p>
<p>Será que todo o sonho da casinha com cerquinha branca, um casal de comercial de margarina, filhos alegres e educados, cachorro, jardim e um cenário interiorano americanizado &#8211; vendido aos montes em qualquer esquina com qualidades de produção que vão do grotesco ao refinado &#8211; poderia ser substituído por essas poucas palavras trocadas entre ela e ele?</p>
<p>Já me respondi que sim e que não, o amor deveria ser mais do que isso. Mas, nesse exato momento, vejo o diálogo como uma espécie de síntese do que poderia ser uma relação amorosa saudável. Mas resolvi destrinchá-la. Qual será o meu sonho de cerquinha branca?</p>
<p>Não ligo que o quintal e o jardim se resumam a algumas flores regadas pelo porteiro do prédio e uma garagem. E tudo bem se o muro for alto e houver a triste cerca elétrica que nos separa de nossos iguais. &#8211; Parêntese: não estou tentando resolver os problemas do mundo nessa descrição, apenas falar de uma relação amorosa entre um casal. &#8211; O carro do ano, um taxi, ônibus ou metrô fazem pouca diferença em uma capital cheia de tráfego. E não me importa que você seja um homem ou uma mulher. Dispenso os bichos de estimação, que sofrem em apartamento, mas aceito, se você os quiser muito. E abro mão da tranquilidade das ruas para viver em uma cidade que nos dê mais oportunidades profissionais de fazermos o que gostamos.</p>
<p>Mas não abro mão do amor, do brilho entre nossos olhares, da liberdade inquestionável de ir ou ficar e da vontade muito sincera de ficar. Desejo cumplicidade &#8211; sua em meus projetos, minha nos seus &#8211; e entrega de corpo e alma nos nossos. Respeito e aceitação das nossas diferenças são um pré-requisito que nem será preciso ser cobrado quando nos acharmos pelo mundo. Que sempre haja abertura para ensinarmos um(a) para o(a) outro(a) e aprendermos juntas(os). Que a competição não seja necessária. E que um desejo incontestável de compartilhar cada momento vivido longe ou perto pulse em nossas palavras &#8211; ou no nosso silêncio. Que reconheçamos a beleza de nossos corpos, por mais distantes que eles estejam dos modelos sociais estabelecidos. E que estejamos sempre conectadas(os) pelo coração. Que o sexo não precise de palavras ou performances, mas seja um encontro verdadeiro, muito íntimo e prazeroso entre dois seres que se amam e se querem. Que o ciúme não faça sentido, porque sabemos do nosso laço e do comprometimento que está muito além da obrigação de não trair. Que haja espaço para amigos. Que haja espaço para cada um(a). Que nossa companhia nos impulsione a crescer e nos aproxime cada vez mais da nossa individualidade, da nossa real essência. Se um dia escolhermos filhos &#8211; biológicos, adotivos, meus, seus e, em qualquer caso, nossos &#8211; que saibamos ensinar a eles o que aprendemos com esse amor. E ainda que ele não dure para sempre, que saiamos melhores do que chegamos e encontremos novas pessoas que estejam na mesma sintonia.</p>
<p>Por mais que esse sonho tenha alguns elementos às avessas, um sonho de cerquinha branca é sempre um sonho de cerquinha branca. E para não correr o risco de me fixar nesse cenário ideal e passar pelas mesmas frustrações que gerações inteiras, especialmente de mulheres, enfrentaram diante da vida muitas vezes bem mais real do que gostariam, aqueço meu coração com o que ainda acredito ser bem, bem possível de acontecer e elevo minhas intenções e minha vibração energética para que eu possa ser reconhecida em todo o cosmos por aquelas e aqueles que compartilham do mesmo sonho. Mas mantenho meu peito aberto e meu olhar livre para o novo. Porque o mundo está se transformando, as pessoas passam por transmutações diárias e é preciso que haja espaço para que os sonhos também acompanhem o fluxo de evolução. Que a cerquinha branca seja cada vez mais original.</p>

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