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	<title>tato &#187; Gente em projeto</title>
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	<description>um sentido para o feminino</description>
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		<title>A velha questão do rosa para meninas</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 12:48:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gente em projeto]]></category>
		<category><![CDATA[brinquedos]]></category>
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		<category><![CDATA[segregação]]></category>

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		<description><![CDATA[Assista ao vídeo e saiba o que Riley, uma criança que, talvez, sintetize o pensamento de várias outras, têm a dizer sobre a segregação de brinquedos entre meninos e meninas por meio da cor. E não vamos culpar a indústria sozinha, ok?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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<p><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/01/pink_POST.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1598" title="pink_POST" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/01/pink_POST.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</p>
<p>Talvez você já tenha visto esse vídeo, mas se ainda não teve a oportunidade, se dê a chance de conhecer a visão de uma criança, Riley, que está indignada porque todos os &#8220;brinquedos para meninas&#8221; são rosa enquanto, na opinião dela, nem todas as garotinhas gostam de rosa e algumas meninas gostam de super-heróis. Ela questiona, brava, enquanto bate nas caixas da loja, por que os garotos têm opções de cores e elas não. E mais: por que elas têm que comprar princesas em vez de super-heróis.</p>
<p><strong>Na verdade, tanto princesas quanto super-heróis estão à venda para quem quer que seja, estão no mundo para comercialização sem regras.</strong> Basta que os adultos façam, digamos, uma melhor distribuição dos presentes. Em outras palavras: a indústria de brinquedos fabrica ambos, cabe aos pais, aos pais dos amigos, aos educadores e aos familiares sair do círculo vicioso de dar sempre o mesmo tipo de brinquedo para um sexo e outro tipo bem diferente para o outro.</p>
<p>Quem está viciado em dar &#8220;coisas rosa&#8221; para meninas e &#8220;coisas de qualquer outra cor menos rosa&#8221; para os meninos são os adultos, não é a indústria. É claro que ninguém é bobo e sabe que as próprias propagandas de cada produto mostram a quem ele é direcionado, mas nem sempre as crianças são induzidas, elas gostam é de brincar. Nesse caso, por que agir em consonância com o determinismo da propaganda?</p>
<p><strong>O importante é dar espaço para a criança desejar.</strong> Não adianta os pais se chocarem porque a filha não gosta de rosa e nem se frustrarem porque a filha gosta de rosa e isso é muito clichê e, &#8220;oh meu Deus, ela está sendo manipulada!&#8221;. Muitas meninas gostam de rosa mesmo e isso não significa nada, além do fato de ela gostar de rosa. E muitas não gostam. E os dois grupos vão crescer saudáveis e felizes &#8211; e se não crescerem, tenho certeza de que não será por causa da cor favorita.</p>
<p><strong>Os adultos precisam parar de problematizar o que é simples</strong>, como uma cor ou uma brincadeira. Os pais precisam deixar a criança livre para escolher entre a boneca ou o super-herói (ou os dois! Qual o problema?) e a indústria de brinquedos pode e deve, sim, dar mais opções de cor às meninas. Elas vão adorar ter o mundo mais colorido.</p>
<p><object width="560" height="315" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/JQT7uccY18o?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="560" height="315" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/JQT7uccY18o?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<p><strong>Leia também:</strong></p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/2009/12/01/coisa-de-menina-x-coisa-de-menino/" target="_blank">Coisa de menina x coisa de menino</a></p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/2010/06/17/alimentacao-criancas/" target="_blank">Bleeeeeeeh</a></p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/2010/04/13/sacola-plastica-criancas-sustentabilidade/" target="_blank">Educando sobre o uso de sacolas plásticas</a></p>

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		</item>
		<item>
		<title>Um novo circo de horrores</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2011/09/14/fotos-modelos-mirins-circo-de-horrores/</link>
		<comments>http://www.maistato.com.br/2011/09/14/fotos-modelos-mirins-circo-de-horrores/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 14 Sep 2011 14:03:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Elemento terra]]></category>
		<category><![CDATA[Gente em projeto]]></category>
		<category><![CDATA[adultização]]></category>
		<category><![CDATA[ensaio fotográfico]]></category>
		<category><![CDATA[erotização]]></category>
		<category><![CDATA[fotos]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[Thylane Lena-Rose Blondeau]]></category>
		<category><![CDATA[vogue]]></category>

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		<description><![CDATA[E indústria da moda ataca novamente. E, novamente, as crianças, que passam pela adultização, pelos excessos (de penteado, de maquilagem) e chegam, finalmente, à bizarrice]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/09/horrores_post.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1509" title="horrores_post" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/09/horrores_post.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p>Outro dia, algumas pessoas estavam reclamando de que estamos conscientes de que precisamos criar um futuro melhor para os nossos filhos, mas estamos longe de criar filhos melhores para o mundo. De fato, apesar de eu ainda achar que a prática ainda está muito distante do discurso da economia verde, sustentabilidade já é um assunto do dia a dia das empresas, do governo e de muitas esferas da educação. Já a questão de fazer das futuras gerações pessoas melhores para interagir com essa nova realidade que respeita o meio ambiente e o outro é um tema que <strong>existe apenas nos devaneios de algumas pessoas que já provaram o gosto amargo do atrevimento de crianças sintonizadas com o freak show criado pelos adultos.</strong></p>
<p>O exemplo mais clássico são aquelas crianças que acham que podem falar o que e como quiserem com o professor, com o vendedor, com a recepcionista e com quem quer que seja “porque estão pagando”. Pronto! Dinheiro compra tudo até mesmo paga falta de respeito. Quem ensinou isso a elas? Ou alguém disse ou deu o exemplo. A criançada aprende por imitação e ensinamento, não acorda e decide uma coisa dessas nem que tenha herdado os piores genes de grosseria dos pais. E não venha me dizer que a internet, a mídia e blábláblá. Sinta-se à vontade para demonizar todos os computadores juntos e todas as modalidades de propaganda, mas não acredito que isso, isoladamente, seja capaz de tirar a referência de respeito, humanidade e educação que os pais, os familiares e os professores transmitiram ou representaram. Mas e quando os adultos surtam?</p>
<p><strong>Permitam-se dizer que os pais têm uma tendência natural de perder a noção quando se trata dos filhos.</strong> Permitam-me dizer também que as pessoas tendem a perder a noção quando o assunto é fama e dinheiro. Juntando tudo isso, ou seja, pais de crianças famosas ou rumo à fama, a coisa fica feia e feia demais.</p>
<p>Já escrevi aqui sobre <a href="http://www.maistato.com.br/2011/04/09/fashion-kids-reflexao-moda/" target="_blank">as declarações pra lá de infelizes das mães de algumas modelos mirins cujas filhas não usam Renner nem para dormir</a> e agora a polêmica são as fotos de moda feitas com crianças, em especial com meninas. Para ficar em um exemplo que resume tudo, vou citar a francesa Thylane Lena-Rose Blondeau que protagonizou um ensaio fotográfico para <em>Vogue</em> e causou polêmica por exibir poses sensuais, muita maquilagem e penteados exóticos. O alvoroço foi tamanho que pipocaram críticas em jornais, programas de tevê e sites em vários lugares do mundo e a mãe da garota de apenas 10 anos veio a público restringir o acesso à fanpage da modelo sob o argumento de que “pessoas más” estavam falando mal das fotografias e o barulho poderia respingar no Facebook, enquanto Thylane estava (e deveria continuar) completamente alheia ao burburinho. <strong>Esse é o conceito de proteção dessa mãe. Expor a filha como ela permitiu, eu não sei o que é.</strong> (<a href="http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/lifestyle/2011/08/04/281296-modelo-de-apenas-10-anos-causa-polemica-no-mundo-fashion-com-fotos-inapropriadas" target="_blank">Destaque para a foto dela sem blusa na cama com um garoto</a>).</p>
<p>Depois vem a sociedade do alto da sua hipocrisia falar de pedofilia, de erotização precoce, da miditiazação da infância e outras coisas que ela mesmo cria e vende e depois vem se fazer de desentendida e falar que é a internet. Poupe-me! O ensaio da <em>Vogue</em>, para muita gente, é um conceito estético, para mim, é só mais uma bizarrice.</p>

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		</item>
		<item>
		<title>Os bastidores do Fashion Kids</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2011/04/09/fashion-kids-reflexao-moda/</link>
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		<pubDate>Sat, 09 Apr 2011 04:04:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gente em projeto]]></category>
		<category><![CDATA[consumismo]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[fashion kids]]></category>
		<category><![CDATA[infantil]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>

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		<description><![CDATA[“Eu não imagino minha filha colocando uma roupa da Renner nem para dormir”, diz uma das mães na plateia. Saiba mais sobre a cultura fashion no universo infantil e receba nosso convite à reflexão
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/04/fashionKids_POST.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1345" title="fashionKids_POST" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/04/fashionKids_POST.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Imagem <a href="http://www.thecoolhunter.net/article/detail/1509/hipster-kids/">The Cool Hunter</a></em></p>
<p><em><a href="http://www.thecoolhunter.net/article/detail/1509/hipster-kids/"></a>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Fashion Wekeend Kids, evento de moda de São Paulo que reúne em sua passarela crianças e marcas famosas, foi tema de várias matérias na imprensa nacional e em blogs que mostravam a participação de globais e modelos mirins lindinhos em peças modernas na sua 12ª edição. Entre risinhos e fraldas, alguns diálogos mereciam ser registrados, como <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110403/not_imp701084,0.php">esse</a>, publicado pelo Estadão, no último domingo (3/04).</p>
<p>Ainda que eu não seja mãe nem compartilhe desse mundo de luxo, ainda arrisco perguntar: <strong>o que estamos fazendo com as crianças?</strong> Você pode responder: “Eu? Nada!”. Pode até soar dramático para quem, assim como eu, não colocou ninguém no mundo e vista roupinhas classe média para perambular pela cidade sem o menor peso na consciência, mas a verdade é que todos nós estamos rodeados delas o tempo todo. Pode ser seu irmão mais novo, como é o meu caso, seus sobrinhos, netos, primos mais novos, filhos de amigos, vizinhos ou quem quer que seja. Estamos interagindo com essa molecada, dando exemplos e estímulos, desde o “já tem namoradinha na escola?” até o “capim é pra cavalo”.</p>
<p>Quando você dá uma revista com a Britney musa-eterna-de-todos-os-tempos (da última semana) na capa para uma menina, em algum nível, você está elegendo a cantora como modelo; ou quando <a href="http://www.maistato.com.br/2009/12/01/coisa-de-menina-x-coisa-de-menino/">não dá roupa rosa para um garoto</a>; <a href="http://www.maistato.com.br/2010/06/17/alimentacao-criancas/">quando você faz cara feia para a comida</a>; diz que se a menina sair mal-vestida não vai arrumar namorado; que ela não pode falar alto; que o menino não pode abraçar o coleguinha nem brincar de boneca e por aí vai. São brincadeirinhas, ironiazinhas e bobagenzinhas que falamos com elas só porque não temos nada menos bobo para dizer e é o que todo mundo faz, mas nos esquecemos de que as crianças não entendem “ironiazinhas” e aprendem pela imitação, pelo que lhe é dito e mostrado. E muitas vezes o que é mostrado são esses clichês horríveis que impedem a nova geração de ver e crescer diferente ou, em outras situações, é o mundo dos adultos.</p>
<p>O universo Fashion Kids é uma amostra desse segundo exemplo. Luzes, fama e dinheiro, muito dinheiro. As crianças posam e consomem como adultas (ricas) e querem ser gente grande. E depois as pessoas vêm dizer que a infância acaba cada vez mais rápido, de uns tempos pra cá. É, acaba, mas é a meninada que já nasce fazendo panelaço reivindicando uma infância mais curta? Acho que não. De novo: o que nós estamos fazendo? E não me venha com “a era da informação e a internet” porque isso, isolado, não justifica nada. Tem garota para acessar a internet para ler sobre bichinhos fofos e fazer pesquisa escolar e outras para ver o último clipe da fulana seminua.</p>
<p>É uma questão de valores dos adultos ao redor e da criança. <strong>Se você pudesse comprar só Givenchy para sua filha compraria bolsa na feirinha da rua?</strong> As mães da matéria do Estadão não compram porque não faz parte da realidade delas. Eu não sei dizer se elas estão certas ou erradas, mas posso dizer que eu compraria. Ou pelo menos ia ensinar para a minha filha que o valor das roupas não está na marca, está no quanto combina com você e com as outras peças do seu armário, no quanto você gostou, na qualidade do material, na praticidade de comprar e trocar e na credibilidade do produto, entre mil outros aspectos. Se for da Givenchy ou se for da feirinha da esquina, ok. Tendo o dinheiro, compre o que for melhor. Ninguém é obrigado a usar C&amp;A, mas não pode ser saudável viver cultuando e legitimando apenas as compras mais absurdas de caras. Assim como ninguém é obrigado a ter na escola a polêmica “o que fazer com as crianças que não foram à Disney”. A professora faz o quê? Organiza uma reunião com os pais e pede a eles ur-gen-te que providenciem um alô à terra do Mickey?</p>
<p>Mas a pergunta importante mesmo é outra: que tipo de valores uma pirralhinha que mal deixou as fraldas vai construir se a única coisa que serve para ela é o mais caro, o mais bonito e o mais chique? Se desde tão cedo ela tem que ostentar o melhor do luxo? E, pior, como ela vai olhar para uma garota que usa as blusas da Renner? A mim, parece uma escola para moças neuróticas, mas espero estar errada.</p>
<p>Uma das mães lembrou que o presente favorito da filha no aniversário foi um forninho de plástico que custou R$ 20. Ufa! <strong>As crianças são sábias, mas é melhor não facilitar.</strong></p>
<p><strong>Leia também:</strong></p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/2009/12/01/coisa-de-menina-x-coisa-de-menino/" target="_blank">Universos diferentes?</a></p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/2010/06/17/alimentacao-criancas/" target="_blank">Bleeeeeeeh!</a></p>

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		<title>Amigo imaginário</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2010/11/14/amigo-imaginario-desenvolvimento-infantil/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Nov 2010 02:37:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gente em projeto]]></category>
		<category><![CDATA[amigo imaginário]]></category>
		<category><![CDATA[carência]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento infantil]]></category>
		<category><![CDATA[espiritismo]]></category>
		<category><![CDATA[pedagogia]]></category>

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		<description><![CDATA[O que aconteceu com o seu? Como tratar o das crianças? Quem eles realmente são? Veja a opinião de quem entende do assunto e conheça a visão da Pedagogia e do Espiritismo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<h6 style="text-align: left;"><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/11/imaginario1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1025" title="imaginario1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/11/imaginario1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por: Manoella Oliveira</h6>
<h6 style="text-align: left;">Imagem: Gustavo Gomes e João Vitor Magalhães</h6>
<p>A simplicidade das crianças é admirável. Muitas competições são resolvidas com um “cheguei primeiro” e ninguém discute. Para as questões emocionais, inventa-se (literalmente) um outro remédio, um amigo imaginário. E reina a praticidade: eles aparecem para fazer companhia quando os pequenos querem, vão embora quando não são mais necessários, e na falta de um serzinho amigo, serve um objeto qualquer. Há os que conversam com borrachas, lápis, plantinhas e até palitos de fósforos. Os processos são bem parecidos, embora este último seja menos comum. “Esses seres surgem frequentemente de uma necessidade interior das crianças de suprir  uma  questão emocional que pode se estabelecer a partir de um  sentimento de falta ou insegurança. Os amigos imaginários  funcionam para algumas crianças, como um apoio ou uma preparação para  entrarem no mundo da realidade”, explica a pedagoga especialista em Psicopedagogia e em Educação Especial, Maria Irene Maluf.</p>
<p>Criar amigos imaginários é supercomum. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, 30% das crianças na idade pré-escolar (entre três e sete anos) são adeptas desse processo. <strong>Então, se você conversava com algum ser de nome engraçado que só você enxergava ou se seus filhos ou sobrinhos têm esse hábito, não se preocupe, porque isso faz parte do desenvolvimento infantil. </strong>A história começa a ser preocupante quando a criança cresce e o amigo imaginário continua por perto. Estima-se que a despedida deve acontecer por volta dos sete anos.</p>
<p>Na verdade, quem decide a hora de abandonar o amiguinho é quem o criou, por isso, não cabe a ninguém dar palpite, nem mandar o dito cujo ir embora e nem tentar ser amigo dele também. Segundo a pedagoga, os pais devem aceitar com naturalidade, sem enfatizar exageradamente e sem interferir. “Aos familiares e professores, cabe ouvir com respeito as conversas ente os ‘amigos’, pois podem encontrar uma resposta para muitas atitudes da criança e assim  acharem o caminho para ajudá-la a crescer de modo saudável”, aconselha Maria Irene. “Recomendo que os pais não interrompam o processo de criação dos pequenos e, ao  contrário, utilizem  os amigos imaginários como facilitadores para conhecer melhor seus filhos. <strong>Ouvindo suas conversas com o amigo, é possível descobrir quais são seus medos e suas carências</strong>”, completa.</p>
<p>Apesar de os amigos terem nome, forma e serem o foco da atenção muitas vezes, o fato é que a criançada é mais esperta do que supomos. “As crianças saudáveis sabem realmente que seus amigos imaginários assim o são, mas isso não muda a  importância e a relação que têm com eles. É mais ou menos como nós adultos, quando acompanhamos o desenrolar de uma novela ou um seriado na TV: sabemos que aquelas pessoas não existem, mas nem por isso deixamos de falar ou pensar sobre elas”, explica.</p>
<p><strong>Devemos nos preocupar apenas quando:</strong><br />
- a criança cresce e o amigo imaginário permanece;<br />
- a personalidade do amigo “influencia” o comportamento da criança;<br />
- ela substitui o mundo real pelo que criou;<br />
- o pequeno prefere a companhia do amigo a brincar com pessoas reais.</p>
<p><strong>A visão espírita</strong></p>
<p>A abordagem da Pedagogia não é unânime. Segundo a doutrina espírita, existe uma outra explicação para a existência dos amigos imaginários. &#8220;Diz respeito a alguém que não pode ser visto pelas pessoas que estão no entorno da criança, o que, no entendimento espírita, não significa dizer que o amiguinho não exista. Embora a capacidade de criação nas crianças seja grande, algo que faz parte do seu próprio desenvolvimento, o amigo imaginário na maioria das vezes é algum espírito próximo à criança e que a ela se apresenta como o companheiro de conversas em boa parte dos dias da tenra infância&#8221;, explica o historiador espírita Meynardo Rocha.</p>
<p><strong>Os pequenos estão mais propensos a enxergar essas presenças</strong> porque, nessa fase, os canais com o plano espiritual estão abertos. &#8220;A sensibilidade presente nas crianças faz parte de um processo de incompletude, qual seja o da sua reencarnação. Segundo o conhecimento espírita, a volta de um espírito à experiência terrena acontece de forma gradativa e processual. A vinculação total do espírito da criança à natureza física só se completa por volta dos sete anos de idade. Momento em que, na maioria das vezes, o seu grau de sensibilidade diminui pelo fato dos canais com o plano espiritual serem cerrados. Ou, por ter completado a reencarnação&#8221;, esclarece.</p>
<p><strong>Os amigos imaginários costumam ser um espírito familiar</strong> &#8211; no âmbito da família universal -, um companheiro de outras experiências que mantenha o contato afetivo para auxiliar ou muitas vezes também o amigo imaginário nem está perto da criança, não é um espírito ali presente, mas uma lembrança de um passado próximo que ainda não foi completamente apagado. Dificilmente essas relações tem um lado negativo. De acordo com o historiador, casos que chegam a &#8220;agredir&#8221; alguém no entorno devem ser classificados como outra forma de relação que são um outro debate sobre realidade espírita. &#8220;Não conheço nenhum caso de amigo imaginário boca ruim (risos)&#8221;.</p>
<p>Meynardo aconselha que o evento seja tratado com naturalidade pelos pais por não se tratar de um episódio extraordinário. &#8220;Esse convívio não deve ser levado nem para o espaço do maravilhoso, quanto menos para o da indiferença. Essas presenças tendem a desaparecer com o crescimento da criança e a crença que exista alguma carência nem sempre é verdadeira, pelo entendimento em que me baseio. Cada indivíduo, criança ou adulto, é um espírito encarnado numa experiência de progresso na longa jornada da imortalidade da alma&#8221;.</p>

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		<title>Como as coisas (não) funcionam</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2010/10/30/loop-scoops-sustentabilidade/</link>
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		<pubDate>Sat, 30 Oct 2010 17:45:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gente em projeto]]></category>
		<category><![CDATA[annie leonard]]></category>
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		<description><![CDATA[O projeto The Story of Stuff ganhou uma versão para crianças que mostra que nossas atitudes podem ser repensadas de maneira divertida e para o bem do planeta]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
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<p><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/10/loop1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1013" title="loop1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/10/loop1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>The Story of Stuff (A História das Coisas) poderia ser o nome de um programa de televisão para crianças. Afinal, antes mesmo da “fase dos porquês”, elas já estão descobrindo o mundo. Claro, elas acabaram de chegar e querem mesmo explorar, aprender e mexer em tu-di-nho. Não é à toa que elas adoram Ciências quando chegam na escola. Mas The Story of Stuff é um projeto de Annie Leonard de que<a href="http://www.maistato.com.br/2010/07/27/historia-cosmeticos-saude/" target="_blank"> já falamos aqui</a>. Trata-se de uma série de vídeos bem-humorados feitos para adultos para mostrar a <strong>crise do nosso sistema de produção e os prejuízos desse “atraso” na saúde das pessoas e do planeta.</strong></p>
<p>Agora, a ativista resolver expandir seu público um pouco mais e, em parceria com a PBS Kids e com a WGBH, está produzindo o <a href="http://pbskids.org/loopscoops/" target="_blank">Loop Scoops</a>, animações que levam mensagens para os pequenos sobre sustentabilidade em diversos aspectos, desde o consumo exagerado (que não leva à felicidade) até as montanhas de lixo (que devem ser devidamente separadas por material e encaminhadas para reciclagem), passando pela biodiversidade.</p>
<p>A ideia é que a criançada se reconheça na história, veja no desenho situações que vive diariamente e entenda que as atitudes de cada um influencia o meio. Mais do que isso: a intenção é  mostrar às crianças que <strong>cuidar do planeta tem mais a ver com suas atitudes diárias, com fazer diferente, do que com a onça pintada da floresta distante que ela dificilmente verá longe dos livros didáticos.</strong></p>
<p>Como são recentes, os vídeos, infelizmente para nós, brasileiros, são todos em inglês e não têm legendas &#8211; mas em breve algum internauta deve tomar essa providência. De toda maneira,vale a pena dar uma espiada para se inspirar, conhecer ou mostrar ao seu filho (ou aluno, sobrinho, neto, irmão mais novo&#8230;).</p>
<p>O formato é de uma gincana chamada O Enigma da Esfinge em que um grupo de crianças é convidado a brincar de acordo com as regras da animada a efinge falante que propõe jogos como &#8220;tentar diminuir uma pilha de lixo com a ajuda da reciclagem&#8221; ou &#8220;comprar o quanto quiser numa loja de brinquedos para, depois, medir quem é o mais feliz consumidor&#8221;. Um dos aspectos mais legais das animações é que, <strong>apesar de alguns jogos serem competitivos, todas as crianças participantes torcem por si e pelos outros e toda conquista é comemorada</strong>. Abaixo, um dos vídeos mais bacanas, que fala sobre a relação entre felicidade e consumo.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="640" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/t-otqBgCYyc?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="385" src="http://www.youtube.com/v/t-otqBgCYyc?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>

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		<title>Pela real beleza</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2010/08/27/beleza-autoestima-dove/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 12:58:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
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		<category><![CDATA[indústria]]></category>

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		<description><![CDATA[Veja o vídeo da Campanha pela real beleza da Dove e relembre a proposta de valorizar o que tem de mais bonito: sua individualidade. E se você pensasse assim desde criança?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/08/dove1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-822" title="dove1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/08/dove1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p>Lembra da campanha da Dove estreladas por morenas, sardentas, negras, branquíssimas, gordinhas, magérrimas e uma infinidade de tipos com belezas que fogem do que é considerado &#8220;padrão desejável&#8221;? A proposta de valorizar o que cada mulher tem de melhor, e mais do que isso, de admirar, brincar e apreciar todo tipo de beleza foi uma ideia muito bem apresentada na Campanha pela real beleza, lançada pela Dove em 2004. Para chegar a esse resultado, a empresa fez uma megapesquisa global para investigar o conceito de beleza, como isso afeta a autoestima das mulheres e <strong>quantas delas se consideram belas: apenas 2%.</strong></p>
<p>A iniciativa fez muito sucesso na época em que a empresa levou ao ar seus comerciais que espelhavam essa proposta. Anos depois, um pouco sumida da mídia brasileira, mostramos um vídeo da Dove para lembrar do conceito &#8211; muito alinhado com a Tato &#8211; de valorizar a sua beleza, única, e provocar um debate: como essa obsessão pela juventude, pela vaidade e pelas novidades da indústria de cosméticos influencia uma criança?</p>
<p>No vídeo, aparece apenas uma garotinha, mas devemos nos lembrar que, apesar de a pressão ser maior sobre as meninas, os meninos sofrem também. <em>Sob Pressão</em>, mostra a exposição a uma infinidade de exigências e produtos e &#8220;dá uma chamada&#8221; nos pais. “Converse com sua filha, antes que a indústria da beleza o faça”.</p>
<p>O que você falaria para seus filhos (ou sobrinhos, alunos, vizinhos, afinal, dá para contribuir com todo mundo, né?) para que eles se sentissem bem, acima de qualquer creminho, gordurinha ou fio fora do lugar? <strong>Ou o que você gostaria que tivessem falado com você enquanto era criança?</strong> Comente!</p>
<p>Saiba mais sobre a campanha <a href="http://www.dove.us/#/cfrb/" target="_blank">no site</a> em inglês, ou se preferir, leia mais na <a href="http://www.campanhaporbelezareal.com.pt/" target="_blank">versão em português de Portugal</a>.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Ei6JvK0W60I?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/Ei6JvK0W60I?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>

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		<title>Bleeeeeeeh</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2010/06/17/alimentacao-criancas/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 17:05:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
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		<category><![CDATA[educação alimentar]]></category>
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		<category><![CDATA[saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Capim é para cavalo? Está na hora de mudar de ideia, de atitude e salvar as próximas gerações -e, com um pouco de sorte, seu próprio prato]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/06/bleh1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-660" title="bleh1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/06/bleh1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a><br />
<em>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p>Você é uma pessoa enjoada para comer? A vida não seria mais fácil se você gostasse mais de saladas em geral, fibras e frutas em vez de optar por refeições gordinhas na maior parte do tempo? O ideal seria que esse fosse um costume de longa data, mas sempre é tempo de rever hábitos e, o melhor, fazer com que as novas gerações não caiam nessa. Ainda que você não tenha filhos ou trabalhe com crianças, elas sempre estão por perto e não custa nada dar uma dica.</p>
<p>Em tempos de lanchinhos tentadoramente coloridos e aromatizados, com embalagens enfeitadas por personagens de desenho, qual é a mágica para fazer os pequenos ingerirem o que o corpo realmente precisa? Abaixo, algumas boas dicas que, talvez, adaptadas, sirvam para você. Quem sabe?</p>
<p>- <strong>Dê nome engraçados para os alimentos.</strong> Uma pesquisa da <a href="http://www.cornell.edu/" target="_blank">Universidade Cornell</a>, nos Estados Unidos, apontou que as crianças se sentem mais estimuladas a comer uma Maçã da Força Cósmica, por exemplo, do que uma maçã, daquelas comuns e sem graça que a Branca de Neve mordeu e se deu mal.</p>
<p>-<strong> Coma com os olhos.</strong> De acordo com a <a href="http://www.schoolfoodtrust.org.uk/" target="_blank">School Food Trust</a>, um programa do governo do Reino Unidos que reuniu arquitetos e nutricionistas num time capaz de inspirar os estudantes a se alimentarem melhor no horário escolar, silêncio, bem-estar e a beleza do ambiente fazem toda diferença na hora das refeições. Não custa nada colocar uma toalhinha, guardanapo ou jogo americano bonitinho para dar um ar mais interessante ao momento.</p>
<p>- <strong>Faça arte com o lanche.</strong> Tudo bem que brincar com a comida não é legal, afinal, ela esfria e vira uma massaroca incomível depois, mas quem foi que disse que não dá para brincar com ela antes? &#8220;Bolinhas&#8221; de ervilhas, milho, molhos coloridos, frutas picadas em formas de corte que deixam os alimentos em formato de estrela (ou carambolas que, picadas, formam estrelinhas naturais) são um convite à interação, descontrução e, claro, ingestão de tudo que estiver no prato. Os japoneses são mestres nisso!</p>
<p>- <strong>Não diga besteiras.</strong> &#8220;Milho é comida de galinha&#8221;, &#8220;capim é para cavalo&#8221; e bobagens afins não encorajam ninguém a garfadas saudáveis. Se você realmente pensa assim, não repita na frente de qualquer criança. E, dica, quanto mais você reforçar isso para si, mais difícil vai ser simpatizar com os verdinhos, amarelinhos e outros excluídos do seu prato.</p>
<p>- <strong>Não encare (e não divulgue) os vegetais como castigo.</strong> Nada de &#8220;só vai brincar depois que comer toda a salada&#8221;. Por acaso, salada é castigo? Existem maneiras mais criativas de estimular alguém a comer.</p>
<p>- <strong>Motive pelo exemplo.</strong> Se você for comer perto de alguma criança, sirva-se de alimentos saudáveis, elogie a comida e encoraje-a a provar também. Não é novidade que elas aprendem pela imitação, né? Especialmente até os 7 anos. Ainda que não seja amor à primeira vista, já é um começo.</p>
<p>Boa sorte!</p>

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		<title>Educando sobre o uso da sacola plástica</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2010/04/13/sacola-plastica-criancas-sustentabilidade/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Apr 2010 01:59:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecos]]></category>
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		<category><![CDATA[lixo]]></category>
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		<description><![CDATA[Educadores, responsáveis e familiares, mostrem aos pequenos por que não devemos usar sacolas plásticas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/04/sacola1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-539" title="sacola1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/04/sacola1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a><br />
<em>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p>As crianças de hoje em dia, felizmente, recebem uma educação voltada para a sustentabilidade, na sala de aula, muito mais séria e rica em informações do que eu recebi. Na minha época, essa palavra nem passava perto do vocabulário dos professores e &#8220;ecologia&#8221; era um assunto meio poético e pouco prático.</p>
<p style="text-align: left;">Ainda que o tema esteja sendo melhor trabalhado em classe, não é legal deixar tudo a cargo da escola. É bom não apenas dar o exemplo em casa e durante os passeios, como também explicar sobre os danos que causamos à natureza. Mas como falar disso sem soar enfadonho e fazer a criançada bocejar? Eis, aqui, um vídeo mais do que apropriado e curtinho, feito por três supermercado argentinos, sobre o impacto das sacolas plásticas. Vale a pena ver junto dos pequenos e compartilhar os resultados depois. Nós adoramos a sabedoria das crianças!</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/RUaHG_Iil-k&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/RUaHG_Iil-k&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>

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		<title>Universos diferentes?</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2009/12/01/coisa-de-menina-x-coisa-de-menino/</link>
		<comments>http://www.maistato.com.br/2009/12/01/coisa-de-menina-x-coisa-de-menino/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 17:42:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gente em projeto]]></category>
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		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[machismo]]></category>
		<category><![CDATA[segregação]]></category>

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		<description><![CDATA[O que as crianças pensam e como assimilam a mania dos adultos de separar brinquedos, atividades e cores entre meninos e meninas.]]></description>
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<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-67 aligncenter" title="coisa_text1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2009/12/coisa_text1.jpg" alt="coisa_text1" width="680" height="272" /></p>
<p style="text-align: left;"><em>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p>O burburinho da sala de dança podia ser ouvido de qualquer lugar da escola. Entre as várias meninas de <em>collant</em> e seus risinhos, estava um garoto um pouco constrangido, de <em>short</em>, à espera da professora. Essa bem podia ser uma cena do filme <em>Billy Elliot*</em> – em que o menino pratica balé escondido do pai, que sonha com um filho boxeador -, mas era apenas Dia do Amigo em uma academia de Belo Horizonte. Nessa data, as alunas de dança podem levar colegas para experimentar as movimentações artísticas do corpo. Daniel, 10 anos, foi convidado por sua amiga Maria Clara, 9, a participar da aula que  ela frequenta há um mês. Ele topou.</p>
<p>Mal a professora entra na sala, ele se apressa em avisar: <strong>“Vim fazer aula de dança, mas sou levado”.</strong> A pose não colou. Sem se intimidar pelo garoto assentado no chão, ela aponta para as alunas que corriam e penduravam em tudo quanto podiam, e lembra: “Bailarinas, parem de correr! Vocês são meninas!”. A aula é de jazz, estilo mais dinâmico que o balé clássico e que pode ser dançado com enorme variedade de músicas.</p>
<p>Do outro lado da cidade, em outra escola, não há meninos em sala, mas é consenso entre as pequenas bailarinas que “seria legal” ter um garoto por ali. <strong>“E menino pode dançar?”</strong>, provoco. Ana Luíza, 8 anos, que até então se divertia com pulinhos e estrelinhas, sossega e me diz com ar precoce e mão na cintura: “Claro. Todo mundo tem os mesmos direitos”.  Ana fala com a firmeza de quem sabe o que diz, mas será que os meninos concordam?</p>
<p>Hugo, uma criança de 6 anos que vive a pular de um lado para o outro, parecia forte candidato a se juntar às bailarinas iniciantes, mas ele diz que balé está fora de seus planos. Só gosta de futebol e basquete. &#8221;Já dancei uma vez na escola, sozinho, escondido das pessoas grandes e das pessoas pequenas. Foi quando eu estava no 2º período&#8230;Não gostei&#8221; diz. &#8220;E se eu te chamar para dançar comigo agora?&#8221;.</p>
<p>Hugo ensaia uma cara de impaciência de quem já havia contado que está mais para Buffon do que para Barishnikov*, mas se diverte ao levantar do sofá e dançar comigo algo desengonçado que ele acredita ser balé.</p>
<p><strong><img class="alignleft size-full wp-image-66" title="coisa_text2" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2009/12/coisa_text2.jpg" alt="coisa_text2" width="230" height="706" />ROSA OU AZUL?<br />
</strong>O senso comum ensina que os meninos devem correr pela rua, gritar e brincar de socar uns aos outros. As meninas, que gostem de boneca, falem baixo e apresentem modos à mesa. É assim que as crianças desenvolvem a segregação entre os sexos. A primeira delas começa antes mesmo do nascimento, com a preparação do enxoval e do quarto do bebê.</p>
<p>Se há algumas décadas rosa e azul eram regra, ultimamente, os enfeites infantis estão mais diversificados, mas ainda são raros os que compram peça de roupa rosa para um menino ou arriscam um quadro de carrinho num quarto de menina. Ângela Resende faz parte dessa minoria. Mãe dos gêmeos Bárbara e Daniel, de 5 anos, ela diz que não se preocupa em separar o que é de menino e de menina. O quarto dos filhos é todo pintado de azul e as paredes são enfeitadas com flores, carrinhos e bonecas. Os brinquedos ficam num cômodo à parte, que mistura fadinhas, navios pirata, casinha de bonecas e super-heróis que parecem conviver bem. Assim como os irmãos.</p>
<p>“<strong>Apesar de os pais, agora, se permitirem mesclar mais cores, mais elementos, outras questões avançaram menos.</strong> As famílias ficam preocupadas se uma menina se integra a um grupo de meninos ou vice-versa. Essa não é uma questão para ser levada a sério”, explica a orientadora educacional e psicopedagoga Mônica de Souza. Segundo a especialista, à medida que a criança cresce, fica cada vez mais claro que a sociedade segrega: homens devem fazer determinadas coisas e mulheres, outras. A partir dos sete anos, a própria criança internaliza essas construções sociais e começa a reproduzir esses conceitos.<strong> </strong></p>
<p>“É aí que um menino passa a chamar um colega que é mais sensível, por exemplo, de ‘bebê chorão’. Isso pode até acontecer mais cedo, caso as crianças cresçam perto de pessoas que têm visões deformadas da realidade, que não enxergam o masculino e o feminino em cada um de nós”, completa.</p>
<p><strong>RANGERS VERSUS PRINCESAS<br />
</strong>Essa falta de percepção, mais comum do que se pensa, induz até mesmo pais que compreendem essa dualidade a tomar atitudes sexistas no intuito de evitar problemas para os filhos. Com Bárbara, o conflito apareceu na festa de aniversário. Ela queria Princesas, o irmão queria Power Rangers e o tema escolhido pelos pais foi circo.</p>
<p>Alguma conversa depois, os gêmeos querem definitivamente Power Rangers, mas a festa vai ser mesmo de palhaços.<br />
Ângela diz que quando os gêmeos eram mais novos, já tiveram festa de Cinderela e de Branca de Neve, mas agora que estão “maiorzinhos” o tema de Power Rangers poderia instigar falatório. Além disso, os enfeites de circo eram mais bonitos.</p>
<p>Com Daniel, foi o Dia do Brinquedo. <strong>Na ocasião,</strong> <strong>ele escolheu uma <em>Barbie</em> da irmã</strong> <strong>para levar para a escola</strong>, <strong>mas Roberto convenceu o menino a mudar de idéia</strong>, preocupado com o que os coleguinhas poderiam dizer. “Dentro de casa não tem problema ele brincar de boneca, ele até tem algumas, mas criança é muito cruel. Se algum menino o vir brincando, pode rir da cara dele. Acho que é nosso papel preservar os filhos”, explica o pai. Já Ângela, pensa diferente. “Eu deixei ele levar, acho que as crianças têm que dar conta das escolhas que fazem e têm seus recursos para se defender, se for preciso. Meu marido é mais protetor, prefere direcionar para evitar que os meninos sofram, afinal, os colegas são importantes para eles. Nem sei o que ele disse para o Daniel, porque não existe uma justificativa. Não pode levar a boneca por quê?”, ri.</p>
<p><strong>APENAS BRINQUEDOS<br />
</strong>Ao escolher um jogo ou brinquedo, a criança está moldando sua personalidade, mas quem coloca contexto de sexualidade são os adultos. É o que diz a psicóloga Maria de Fátima Campos “É responsabilidade dos pais, educadores e familiares encaminhar a criança cultural e moralmente, apenas, no mais têm que aceitar suas escolhas. O brincar não abre espaço para repressão”.</p>
<p>É assim que funciona a escola onde a professora de educação infantil Bruna D´Carlo trabalha. Nas sextas-feiras, o Dia do Brinquedo funciona como um dia de troca. “Fazemos uma roda para colocar os brinquedos e eles podem emprestar se quiserem. <strong>Algumas meninas gostam de brincar de carrinho, alguns meninos gostam de brincar de panelinha.</strong> É natural, é apenas um brinquedo”, conta Bruna.</p>
<p>Aos sete anos, as crianças percebem as diferenças no mundo como um todo; a menina se vê diferente do menino e vice-versa e a escola muitas vezes reforça essa tendência. As rodas de brinquedo, por exemplo, começam a ser separadas a partir dessa idade. “Acredito que o papel da escola é atuar na formação de caráter, ajudar a formar o cidadão de bem e não encher a criança de preconceitos. Se o professor não tiver consciência critica na formação da criança ele acaba reproduzindo a segregação”, opina a professora.</p>
<p><strong>INTEGRAÇÃO<br />
</strong>Raquel Coelho, mãe do outro Daniel, enxerga os lados masculino e feminino, mas ainda assim não gostaria que o filho dançasse. Por ser divorciada, ela teme que o filho perca a referência masculina. “Deixei ele decidir se iria ou não no Dia do Amigo, mas se ele quisesse se matricular na aula de jazz eu ficaria estressadíssima. Em casa ele convive só comigo e com a minha empregada, por isso fico com medo dessa constante de mulheres transformá-lo em uma mocinha”, brinca.</p>
<p>De acordo com especialistas, o estresse de Raquel seria infundado. <strong>O estímulo ao lado feminino não impede que o masculino se desenvolva.</strong> Daniel já fez xadrez, tênis, natação e judô, por sugestão da mãe, do tio, e da tia, mas largou tudo e ultimamente passa as manhãs em casa. “Ele ama futebol, mas eu não deixo fazer porque falam muito palavrão durante o jogo, então o deixei fazer outras atividades, mas ele sai de tudo”.</p>
<p>Já Cláudia Andrade e Antônio Brandão incentivaram a filha Laura, 8 anos, a experimentar esportes tidos como coisa de menino &#8211; no mundo fantasioso dos adultos, claro &#8211; porque a menina não se adaptou às aulas de dança. Logo na aula experimental de judô, ela decidiu que praticaria artes marciais. As meninas da sala são apenas duas: ela e a professora, Renata, mas isso não faz com que ela se sinta diferente. Laura garante que os meninos a tratam de igual para igual. Ponto para a sabedoria das crianças.</p>
<p>Mônica de Souza explica: “Quem vê problemas em abrir as possibilidades de esporte para ambos os sexos são pessoas de visão deformada, o problema está com os pais, não com a criança. Uma menina não vai se tornar mais masculina porque faz judô. Se ela se tornar, é porque é importante para ela naquele momento. <strong>Se a criança não tiver essa oportunidade para experimentar, ela vai fazer isso quando?</strong>”, questiona.</p>
<p><em>*Gianluigi Buffon é goleiro de futebol italiano, eleito melhor do mundo em 2006 e novo ídolo da criançada. *Mikhail Barishnikov é bailarino e coreógrafo consagrado como um dos maiores nomes do balé. </em></p>
<p><em>*Billy Elliot (2000), de Stephen Daldry, é um filme tocante, divertido e altamente recomendável.</em></p>

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