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	<title>tato &#187; Sentidos</title>
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	<description>um sentido para o feminino</description>
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		<title>Tomboy, sexo, identidade e cultura genderless</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2012/02/03/tomboy-sexo-identidade-e-cultura-genderless/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 16:41:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Daqui de dentro]]></category>
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		<description><![CDATA[O filme Tomboy nos faz imaginar como seria um mundo em que o sexo deixa de ser determinante das expectativas sociais sobre nossas escolhas estéticas, profissionais e afetivas.]]></description>
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<p><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/02/tomboy_post.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1653" title="tomboy_post" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/02/tomboy_post.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a><em>Por Thays Prado</em><br />
<em>Imagem: Divulgação</p>
<p></em>O que faz de uma mulher, uma mulher? E o que faz de um homem, um homem? <strong>Como podem os órgãos genitais com que nascemos determinar a maneira como seremos vistos pela sociedade e o tipo de expectativas que terão a nosso respeito?</strong> Se pudéssemos isolar um ser humano de qualquer contexto cultural e histórico e das influências do inconsciente coletivo &#8211; tarefa impossível, mas vamos imaginar -, será que esse ser agiria de forma diferente dependendo do sexo com o qual nasceu? E se agisse, o que exatamente seria o determinante dessas variações? A anatomia? Os hormônios? Por que será que algumas pessoas nascem com um corpo, mas sentem que deveriam ter nascido com outro órgão genital? O que será que essas pessoas buscam? Uma experiência sexual diferente? Ou seria uma vivência corporal diferente? Ou ainda um desejo de serem vistas de outra maneira, de ocuparem outro lugar no contexto social?</p>
<p>Essas perguntas sempre me rondaram e voltaram com força total recentemente, quando fui assistir ao filme <strong>Tomboy</strong>. A trama conta a história de Laure, uma garota francesa de 10 anos que se muda com os pais e a irmã Jeanne, de 6, para outro bairro e precisa fazer novos amigos. Seu cabelo curto, suas roupas e seu jeito de se comportar a fizeram ser confundida com um garoto e ela decide bancar essa nova identidade, sendo Mikael para a turma. Inclusive para Lisa, uma menina de sua idade que acaba se interessando por esse vizinho que parece tão diferente dos outros garotos: mais quieto, mais atencioso com ela e que topa fazer parte de todas as suas brincadeiras.</p>
<p>Laure tem ganhos ao se apresentar como Mikael. Conquistou um lugar no grupo e uma sensação de pertencimento, que talvez jamais atingisse como menina, justamente nessa fase pré-adolescente e complicada da vida. No entanto, seu segredo não poderia ser mantido para sempre e seria impossível revelá-lo sem sofrimento, especialmente diante do olhar reprovador dos amigos, que se sentiram traídos.</p>
<p>Em uma das sinopses que li sobre o filme &#8211; e que não era a oficial &#8211; estava escrito: &#8220;Laure é uma menina de 10 anos, mas ela sempre se sentiu um moleque&#8221;. Será? Me perguntei. Ou será que Laure apenas se sentia como ela realmente era? Não como uma garota ou como um garoto, mas como ela mesma, com suas características próprias?</p>
<p><strong>Se a imagem dos personagens do filme (e da maioria de nós, na vida real) sobre o que é ser menino e o que é ser menina não fosse demasiadamente engessada</strong>, talvez as crianças não tivessem achado, de forma tão definitiva, que Laure era um menino.</p>
<p><strong>E se o fato de ser um menino ou uma menina não determinasse tanto o olhar do outro</strong> e as possibilidades ou negações de acesso a certas brincadeiras e situações, quem sabe Laure teria desfeito o mal entendido logo no primeiro momento sem sofrer preconceito por conta de sua imagem e seu jeito de ser? <strong>E se ser um garoto ou uma garota não fosse tão importante para a maioria das culturas</strong>, é possível que a revolta dos amigos diante da revelação de Laure também não fosse tão expressiva.</p>
<p>E Lisa, se interessou por um garoto ou por uma garota? Me arriscaria a dizer que ela se apaixonou pela criança que conheceu e pelo que viveram juntas. Será que depois de descobrir que Mikael, na verdade, é Laure, ela deixaria de sentir tudo o que estava sentindo até então? E se não deixasse, isso a transformaria em homo ou bissexual?</p>
<p>Quem seria capaz de responder a essas perguntas? Uma espécie de &#8220;conselho representativo&#8221; da sociedade que resolveu dividir, artificialmente e por interesse de alguns grupos, as características humanas entre o que cabe melhor aos homens e o que é mais adequado às mulheres? Não creio que seria muito inteligente.</p>
<p>Também recentemente, em uma entrevista que demos sobre a Tato ao blog Negócio de Mulher*, nos foi perguntado o que achávamos sobre a cultura <em>genderless</em>. No site Habla*, da Editora Abril, eis a seguinte definição para esse movimento: &#8220;as diferenças sociais, visuais e atitudinais se fundem na medida em que ambos os sexos ocupam papéis igualmente relevantes no mercado de trabalho e na sociedade. As mulheres assumem características mais viris e agressivas, os homens se tornam mais afetivos e menos preocupados com o escudo do macho alfa. Na busca natural por igualdade, os dois gêneros aparecem como protagonistas na gestão da casa e também assumem a mesma postura no trabalho e no dia a dia. É natural que se tornem física e atitudinalmente mais semelhantes&#8221;.</p>
<p>Você pode conferir nossa resposta detalhada <strong><a href="http://negociodemulher.com.br/blog/2012/01/entrevista-com-a-tato-parte-ii/" target="_blank">aqui</a></strong>, mas o fato é que eu realmente acredito que <strong>haverá um dia em que o sexo com o qual nascemos, ou escolhemos ter, deixará de ser, do ponto de vista social, algo tão determinante de nossas escolhas estéticas, profissionais e afetivas.</strong></p>
<p>Nesse mundo, que talvez eu mesma não presencie, não haverá expectativas de que alguém se comporte de certa maneira, se vista de um jeito específico, construa ou não uma família segundo alguns moldes, realize um determinado trabalho, seja mais agressivo ou mais sensível, em função do sexo que possui. E <strong>cada pessoa, independente do sexo, vai ter que aprender a lidar com todas as suas características humanas, sem negar ou excluir uma parte de si</strong>.</p>
<p>Dividir o mundo entre &#8220;ser homem&#8221; e &#8220;ser mulher&#8221; é enxergar a vida de uma maneira muito limitada. Eu sonho, sim, com o dia em que o sexo será visto apenas como mais uma das inúmeras características humanas que compõem cada um de nós. E que diante de nossos olhos e de nossos corações, não vejamos um homem ou uma mulher, um menino ou uma menina, alguém que mudou de sexo, alguém que se relaciona com alguém do mesmo sexo ou prefere se relacionar com o sexo oposto, mas que nos reconheçamos como seres únicos, que merecem ser respeitados em sua singularidade e incluídos com suas semelhanças e diferenças.</p>
<p>*<a href="http://habla.abril.com.br/materia/genderless" target="_blank">Habla &#8211; Ed. Abril</a><br />
* <a href="http://negociodemulher.com.br/blog/" target="_blank">Negócio de Mulher</a></p>

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		<title>O que seu corpo está tentando dizer?</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2011/06/14/linguagem-seu-corpo/</link>
		<comments>http://www.maistato.com.br/2011/06/14/linguagem-seu-corpo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Jun 2011 02:02:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curas]]></category>
		<category><![CDATA[Sentidos]]></category>
		<category><![CDATA[corpo]]></category>
		<category><![CDATA[emoção]]></category>
		<category><![CDATA[leitura corporal]]></category>
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		<category><![CDATA[nereida fontes vilela]]></category>

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		<description><![CDATA[A fundadora do Núcleo de Terapia Corporal, Nereira Vilela, traduz os sinais para você, em seu livro Leitura Corporal – A linguagem da emoção inscrita no corpo]]></description>
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/06/leituraCorporal_POST.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1428" title="leituraCorporal_POST" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/06/leituraCorporal_POST.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p><em>Imagem: Vanessa Siqueira + <a href="http://blamethecrane.tumblr.com/page/468">Peace.Love.Music</a></em></p>
<p>Nosso corpo fala o tempo todo. E o melhor: ele não mente. Dor de cabeça, por exemplo, é um alerta. Para alguns, o incômodo sinaliza apenas que é hora de tomar um comprimido; para outros, pode ser o resultado de uma noite mal dormida ou de fome. Todas essas possibilidades são legítimas, mas a raiz do problema pode estar onde você nem imagina.</p>
<p>O livro <em>Leitura Corporal – A linguagem da emoção inscrita no corpo</em> (Ed. Manuscritos), de Nereida Fontes Vilela e João Celso dos Santos, explica a origem do desconforto em cada partezinha do corpo, basicamente, a partir dos conceitos de energia e emoção. O corpo, assim como toda matéria concreta, é composto por concentrações de energia em baixa frequência. As ondas e as partículas interagem entre si e se influenciam. Com nossas atitudes, movimentamos a nossa energia e o todo, afinal, o universo também é energia.</p>
<p>A energia não se repete, embora não perca a memória do que fez, e seu objetivo é fluir. Quando estamos alinhados e coerentes com os nossos desejos de corpo e alma, isso acontece. Mas quando alguma coisa interfere nessa dinâmica, a bloqueia ou reprime, a energia encontra outras formas de vazão e os sintomas aparecem indicando os problemas, as obstruções e, o mais importante, que estamos enveredando por um caminho inadequado. O adoecimento é um estado decorrente de um fluxo “tortuoso” da energia e é no corpo físico, na matéria, que ele se revela, mostra como está sendo processado. Basta saber ler.</p>
<p>Mesmo quem nunca ouviu falar de leitura corporal pode se aventurar a por essas páginas. Embora o livro não se apresente como um texto fácil, seus capítulos engatinham e partem do conceito de energia para chegar a conclusões mais complexas, passando por cada chakra e suas funções e, ainda, pelos nossos corpos Físico, Emocional, Mental, Etérico, Causal, Austral e Celestial. Se isso soou muito teórico, a boa notícia é que os capítulos estão divididos por partes do corpo e explicam, de maneira bastante clara e detalhada, a quê cada segmento está relacionado.</p>
<p>A proposta do livro não é (exatamente) ser um “guia prático” para consultas quando os sintomas aparecerem, mas pode assumir essa função depois de feita a primeira leitura e entendidas ligações entre os corpos, os centros de força (chakras), a energia e a emoção, já que os detalhes são muitos. O pescoço, por exemplo, aparece dividido em várias partes e com inúmeras funções, mas os céticos e impacientes podem fazer a leitura mais simples que é entender que ele está diretamente ligado ao prazer, ao desejo. Seja qual for o seu grau de imersão, o fato é que vale a pena ler e refletir. Não custa nada aprender a falar o idioma do seu corpo que, ao contrário, da nossa mente, das pessoas e das nossas ilusões, não mente nunca, só mostra.</p>
<p><em>Leitura Corporal – A linguagem da emoção inscrita no corpo</em></p>
<p>Nereida Fontes Vilela e João Celso dos Santos</p>
<p>Ed. Manuscritos</p>
<p>336 p.</p>
<p><strong>Leia também:</strong></p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/2010/02/07/o-que-seus-hormonios-dizem-sobre-voce-2/" target="_blank">A linguagem dos hormônios</a></p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/2010/03/22/dia-mundial-da-agua-energia-chakra-masaru-emoto/" target="_blank">Água e energia</a></p>

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		<title>Poema da necessidade</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2011/01/25/drummond-poema-necessidade/</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Jan 2011 12:44:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sentidos]]></category>
		<category><![CDATA[carlos drummond]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[poema da necessidade]]></category>

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		<description><![CDATA[O texto é muito antigo, mas é tão atual que nos faz rir - embora com um pouquinho de vergonha. Você se reconhece nessas linhas? Leitura muito recomendada!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/01/poema1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1176" title="poema1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/01/poema1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p>Este é um dos melhores poemas do meu poeta favorito, Carlos Drummond de Andrade. Foi publicado em 1940, mas o conteúdo continua escandalosamente atual. Você identifica nossa sociedade que se diz tão moderna nesse poema de mais de 70 anos?</p>
<p><strong>Poema da Necessidade</strong></p>
<p><strong>É preciso casar</strong> <strong>João</strong>,<br />
<strong>é preciso suportar Antônio</strong>,<br />
é preciso odiar Melquíades<br />
é preciso substituir nós todos.</p>
<p><strong> É preciso salvar o país</strong>,<br />
é preciso crer em Deus,<br />
<strong> é preciso pagar as dívidas,</strong><br />
é preciso comprar um rádio,<br />
<strong>é preciso esquecer fulana. </strong></p>
<p>É preciso estudar volapuque,<br />
<strong>é preciso estar sempre bêbado</strong>,<br />
é preciso ler Baudelaire,<br />
<strong>é preciso colher as flores de que rezam velhos autores.</strong></p>
<p><strong> É preciso viver com os homens </strong><br />
<strong> é preciso não assassiná-los,</strong><br />
é preciso ter mãos pálidas<br />
e anunciar O FIM DO MUNDO.</p>
<p>Quer aumentar o constrangimento? Leia <a href="http://www.maistato.com.br/2010/04/09/enciclopedia-mulher-manual-comportament/" target="_blank">nosso post sobre a Enciclopédia da Mulher</a>, de 1958.</p>
<p>imagem: <a href="http://aurelique.tumblr.com/" target="_blank">que sera sera</a></p>

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		<title>Ensina-me a viver</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2011/01/19/ensina-me-a-viver/</link>
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		<pubDate>Wed, 19 Jan 2011 11:50:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Daqui de dentro]]></category>
		<category><![CDATA[Sentidos]]></category>
		<category><![CDATA[arlindo lopes]]></category>
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		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[A peça interpretada por Glória Menezes e Arlindo Lopes nos lembra do quanto nos perdemos em questões pouco importantes e acabamos nos esquecendo de viver]]></description>
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			</a>
		</div>
<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/01/ensiname1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1164" title="ensiname1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2011/01/ensiname1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Thays Prado</em></p>
<p>Aos 19 anos, cheguei chorando ao consultório de um novo terapeuta, em Belo Horizonte, com uma queixa que já me acompanhava havia três anos: &#8220;eu só quero morrer&#8221;. Ao que ele me respondeu: <strong>eu não sinto que você queira morrer, Thays, eu sinto que você quer é viver!</strong> Porque morta, você já está.</p>
<p>Aquela frase dura me desconsertou. E sei que, na época, não fui capaz de compreender totalmente o seu significado. A verdade é que eu não tinha mesmo descoberto o gosto pela vida.</p>
<p>Na última sexta-feira, seis anos depois, me deparei praticamente com o mesmo recado. Desta vez, no teatro, diante da angústia de Harold, também com 19 anos, vivido por Arlindo Lopes, em uma atuação belíssima.</p>
<p><strong>Assim como eu, Harold também não tinha se dado conta do infinito potencial criador e transformador da vida.</strong> Por isso, seu passatempo favorito &#8211; praticamente o único, aliás &#8211; era pensar em novas formas de suicídio para impressionar a mãe, que não sabia ouvi-lo e muito menos demonstrar-lhe amor.</p>
<p>Até que Maude, uma senhora de quase 80 anos e um coração jovem e cheio de energia, traduzida com toda a sensibilidade por Glória Menezes, cruza seu caminho e lhe ensina a saborear os pequenos prazeres da vida. A plantar uma árvore, apreciar um quadro, reconhecer a beleza única de cada margarida do jardim, a inventar histórias, a tocar um instrumento mesmo sem saber, a cantar, ainda que desafinado, e a rir de um bando de regras sociais aprisionadoras e sem sentido.</p>
<p>Impossível não se apaixonar por Maude. Impossível não amá-la e desejá-la profundamente. Seu jeito radiante e livre desperta o amor do jovem Harold, que quer tê-la para sempre por perto. E quando lhe parecia não mais poder viver sem ela, Maude parte e lhe ensina uma última lição: a de desfrutar o momento presente sem se apegar a ele, a deixar que a vida aconteça e siga seu fluxo, sem medo do próximo passo. E assim, Harold permite que sua dor imensa se transforme em uma alegria ainda maior e se apaixona pela vida.</p>
<p>&#8220;Ensina-me a viver&#8221; é a voz do meu terapeuta, novamente, a me dizer: &#8220;eu sinto que você quer é viver, Thays!&#8221;. É um doce lembrete do Universo de que não importa o quanto eu me sacrifique pelo meu trabalho, jamais será o suficiente para a lógica do mercado (então, será que vale a pena gastar tanta energia com uma perfeição inatingível?). De todas as pessoas queridas, mais cedo ou mais tarde, por um motivo ou por outro, deixarão de existir em minha vida (melhor aproveitar o tempo que temos juntos agora, em vez de me consumir com medo de perdê-las). De que o amor já está dentro de nós, e senti-lo é o que nos preenche (então, em vez de apego, talvez seja mais livre e prazeroso sentir gratidão por quem nos desperta esse sentimento tão nobre). De que preciso de muito, muito pouco para ser feliz de verdade (e pra que tanto esforço para alcançar ilusões de felicidade?).</p>
<p><strong>Sim, eu quero mesmo é viver, e acho que já perdi tempo demais.</strong> Não vou desperdiçar mais um segundo sequer. Sabe o que vou fazer agora? Assistir a esse vídeo aí abaixo, que contém algumas cenas da peça e a trilha que eu achei lindíssima. Alguém me acompanha?</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/3ptgqVtJr1E?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/3ptgqVtJr1E?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Ah! <strong><a href="http://www.primeirapaginaproducoes.com.br/espetaculos/ensina_me/ensiname.html" target="_blank">Ensina-me a viver</a></strong> fica em cartaz, em São Paulo, até o dia 27 de fevereiro, a preços populares!</p>
<p>Teatro das Artes &#8211; Shopping Eldorado<br />
Avenida Rebouças, 3.970 3° Piso<br />
Informações: (11) 3034-0075<br />
sexta e sábado 21h30 e domingo 18h<br />
R$30 inteira, R$15 meia entrada.</p>

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		<title>Jornadas de heroínas</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 20:35:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A vida nos convida a sair do mundo conhecido e percorrer um caminho novo, que nos leva ao encontro de nós mesmas. Algumas de nós dizem "sim"!]]></description>
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<em>Por Thays Prado</em></p>
<p><strong>Você provavelmente já admirou ou admira muito alguém</strong>. O modo como aquela pessoa fala, a sabedoria que tem, tudo o que leu, estudou, viu, viveu, o centramento, o equilíbrio, a alegria, o brilho, a leveza, a profundidade, a doçura, a capacidade de compreender os mais diversos acontecimentos, a maneira como lida com as dificuldades da vida &#8211; aliás, parece que nada sequer é difícil para ela! <strong>E a vontade que você tem é de ser exatamente como ela</strong>. Talvez já tenha mesmo se perguntado: como eu faço para ser assim?</p>
<p>Eu me pergunto sempre. Há mais de uma década, observo bem o currículo das pessoas que admiro e vou adicionando pontos ao meu currículo ideal &#8211; fazer tais e tais cursos, ler o livro x, assistir ao filme y, conhecer o estilo de música z, passar um tempo naquele lugar sagrado, estudar esses e aqueles assuntos, conversar com fulana, sicrano e beltrana. E a lista aumenta na mesma proporção que a minha ansiedade em cumpri-la e, finalmente, ser como uma dessas pessoas tão tão incríveis que conheço &#8211; ou das quais já ouvi falar.</p>
<p>Ingenuidade minha. Ganhei um insight de presente, há alguns dias, quando li o livro <strong>&#8220;O Feminino e o Sagrado &#8211; Mulheres na Jornada do Herói&#8221;, de Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro</strong>. Por meio da jornada de 15 mulheres sensacionais,  percebi que <strong>não é no currículo que se esconde o segredo dos seres notáveis &#8211; é na vida!</strong> E a vida é bem mais do que os cursos que fazemos, os livros que lemos, as viagens que nos permitimos &#8211; eu já deveria saber -, vai muito além do que apreendemos com nosso aparato intelectual.</p>
<p>A vida é feita de todos os dias, um após o outro, de todos os acontecimentos &#8211; principalmente daqueles que nos fazem olhar para cima e perguntar se alguém está zombando de nós ou se Deus (ou o nome que se quiser dar) resolveu nos abandonar ou mesmo nos sacanear. A vida é feita dos encontros, e também dos desencontros, de cada escolha, incluindo as mais tortas e, aparentemente, erradas, de pessoas que aparecem do nada e transformam quase tudo, dos pais, dos parceiros, dos filhos, da ausência deles, da dor, do alívio, da alegria, da depressão, dos sonhos, das perdas, dos ganhos, de absolutamente tudo o que há entre a primeira inspiração e a última expiração &#8211; e, por que não, do que veio antes e do que vem depois disso também &#8211; de cada um de nós. É de tudo isso que as pessoas fantásticas que você admira são feitas.</p>
<p>Acontece que, normalmente, desconhecemos um bom pedaço de suas histórias e nos atemos apenas ao brilho que elas carregam depois de terem traçado uma trajetória inteira e estarem, agora, na plena expressão de sua essência, no auge de sua contribuição para o mundo.</p>
<p>É isso o que nos mostram, com muita delicadeza, Beatriz e Cristina, ao relatarem, com base na teoria da “jornada do herói”, do filósofo Joseph Campbel, as jornadas que percorreram: Ana Figueiredo, Andrée Samuel, Bettina Jespersen, Maria Aparecida Martins, Heloísa Paternostro, Jerusha Chang, Mônica Jurado, Monika von Koss, Neiva Bohnenberger, Regina Figueiredo, Renata Ramos, Rosane Almeida, Sandra Sofiati, Solange Buonocore e Soninha Francine. Ao ler essas histórias, tive duas sensações principais. A primeira foi uma espécie de &#8220;Ah, agora sim! Depois de passar por tanta coisa, faz sentido que ela seja tudo isso que é hoje&#8221;. Ao mesmo tempo, a cada relato, especialmente os das mulheres que já conhecia pessoalmente, eu era tomada por uma admiração ainda maior: &#8220;E depois de passar por tanta coisa, ela ainda conseguiu ser tudo isso!&#8221;.</p>
<p>De algum modo, todo ser humano tem sua jornada nessa existência. <strong>O que diferencia então os heróis mitológicos e os heróis e heroínas que conhecemos do restante da humanidade? Eles aceitaram o que Joseph Campbel denomina de &#8220;chamado à aventura&#8221;</strong>. Tiveram a coragem de romper com o mundo cotidiano e seguir por uma nova trilha, guiados pelo coração, pela intuição, por um apelo maior, muitas vezes difícil de ser identificado, mas que convida aquele ser a experimentar o novo. &#8220;A experiência subjetiva do chamado traz a sensação de rompimento com o conhecido, de um corte da vida como sempre havia sido, de algo que se quebra e não pode mais voltar à forma original&#8221;.</p>
<p>Pode até ser que algumas das heroínas tenham se recusado, por algum tempo, a seguir esse chamado, se apegando ao antigo em suas vidas, afinal, não é mesmo fácil abrir mão do que nos é familiar, em nome de algo que sequer sabemos o que é, do que se trata e aonde pode nos levar. Felizmente, nos dizem as autoras, &#8220;<strong>se o chamado pode ser protelado, recusado e até distorcido, parece que a vida não desiste nunca</strong>. Ou a insatisfação, a sensação de vazio e de falta de sentido retornam ainda mais prementes, ou acontecem novas atribuições e eventos externos no mesmo sentido&#8221;.</p>
<p>Dito &#8220;sim&#8221;, a jornada propriamente dita começa. Nessa fase, a heroína passa por uma série de &#8220;provas&#8221; e situações difíceis e a busca por respostas é intensa. Por mais que haja desafios,<strong> o Universo parece sempre conspirar a favor dos seres que estão dispostos a se tornar, cada vez mais, quem verdadeiramente são</strong>. E uma série de pessoas e situações podem aparecer para ajudar o herói ou a heroína a seguirem esse novo rumo. Também é possível que alguns dons totalmente desconhecidos sejam despertados e mesmo que apareça um ou mais mestres para auxiliar e inspirar quem está apenas começando. Ao longo do caminho, quem o percorre vai se transformando, surgem novos aprendizados, muitos conceitos se modificam, pode-se adquirir outros valores e formas inovadoras de ver e experimentar o mundo.</p>
<p>E quando o caminhante pensa que já atravessou tudo o que podia, pode ser que surjam mais mudanças e novos desafios, verdadeiros convites para que se mergulhe cada vez mais fundo dentro de si mesmo. Algumas heroínas relatadas no livro passaram, inclusive, por uma &#8220;situação-limite&#8221;, uma espécie de prova final antes da recompensa.</p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/09/22056102.jpg"><img class="size-full wp-image-848 alignleft" title="22056102" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/09/22056102.jpg" alt="" width="200" height="285" /></a>E <strong>a recompensa</strong>, a que Joseph Campbel chama de &#8220;bliss&#8221;, pode ser explicada de várias maneiras, mas pode ser resumida a <strong>um encontro íntimo com o que há de mais verdadeiro em nós mesmas</strong>, com a nossa natureza mais profunda, com a nossa alma. &#8220;Existe um encantamento nesse encontro, a sensação de estar em um momento especial, cheio de significado. Vive-se a sensação de estar repleto de vida, de sentir-se emocionalmente muito envolvido. Por mais que a jornada tenha sido árdua, ela culmina com essa sensação de plenitude&#8221;.</p>
<p><strong>Alcançado esse estado, é hora de retornar, de levar ao mundo todo o aprendizado dessa jornada</strong>, de se expressar na vida social a partir de sua verdadeira essência. &#8220;O ciclo termina com o viajante trazendo ao mundo cotidiano o que descobriu em seu caminho, o tesouro, a dádiva encontrada no percurso. Apesar de toda jornada trazer uma grande transformação pessoal, ela tem de conter uma dimensão maior: é necessário que essa transformação seja, de alguma forma, &#8220;doada&#8221; para o coletivo”.</p>
<p>O próprio Campbel diz que, na realidade, passamos por várias jornadas ao longo da vida. E é com a seguinte frase que as autoras terminam a introdução do livro e partem, então, para as histórias imperdíveis e extremamente inspiradodas das quinze heroínas escolhidas: “O que julgo ser uma boa vida é aquela com uma jornada do herói após a outra. Você é chamado diversas vezes para o domínio da aventura, para novos horizontes. Cada vez surge o mesmo problema: devo ser ousado? Se você ousar, os perigos estarão lá, assim como a ajuda e a realização ou o fiasco. Existe sempre a possibilidade do fiasco. Mas existe também a possibilidade da bliss”.</p>
<p>E você, já disse sim para a sua jornada?</p>
<p><strong>&#8220;O Feminino e o Sagrado &#8211; Mulheres na Jornada do Herói&#8221;<br />
Autoras: Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro</strong><br />
<strong>Editora: Ágora</strong></p>
<p>Confira o blog das autoras: <a rel="nofollow" href="http://ofemininoeosagrado.blogspot.com/" target="_blank">http://ofemininoeosagrado.blogspot.com/</a></p>

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		<title>Por que as canções de amor estragam seu relacionamento</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 18:04:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você já parou para prestar atenção na letra do que toca por aí (e você cantarola sem perceber)? Como isso afeta a sua vida? Eis minha teoria]]></description>
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			</a>
		</div>
<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/08/lovesong1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-834" title="lovesong1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/08/lovesong1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p>Pense rápido: quantas músicas você conhece que tenham, na letra, “preciso de você” (serve “I need you” também), “I can’t live without you” e afins? Confesso que não sou a pessoa mais romântica do mundo, aliás, não sou nem um pouco romântica. Meu gosto musical oscila entre Metallica e Tchaikovsky &#8211; parece pegadinha, eu sei, e tanto parece que <a href="http://oitudoemcima.com/2010/07/16/manoella-oliveira-fala-de-rock/" target="_blank">já escrevi sobre isso</a> para o <a href="http://oitudoemcima.com/" target="_blank">Oi tudo em cima?</a> no Dia Mundial do Rock – então, não vou enganar ninguém e já digo, de início, que “love songs” não estão mesmo entre as minhas favoritas.</p>
<p>Independente do gosto musical, vamos aos fatos. As letras de músicas de amor são assustadoras. Algumas falam que um está viciado no outro, que um não vive sem o parceiro, que não respira sem o dito cujo e que, sem ele, não quer mais viver (de Ke$ha a César Menotti e Fabiano é assim). Agora vamos pensar que as pessoas cantem isso repetidamente porque toca na rádio, porque gostam da música ou, simplesmente, porque ela grudou na cabeça. Não é preciso ser nenhuma universidade de Cambridge ou Harvard para imaginar que não é saudável ouvir e repetir (cantarolando) isso com frequência.</p>
<p>O motivo é óbvio. Esse tanto de eu-lírico que precisa dos outros e morre, esperneia, chora e dramatiza por qualquer coisa mostra o pior modelo de relacionamento, o que envolve dependência amorosa. E as pessoas ouvem, absorvem e, aos poucos, assimilam, acham normal, até chegar ao ponto de achar bonito e incorporar.<br />
Sinceramente, não sei por que os compositores gostam tanto de expressar justamente esse lado das coisas. O eu-lírico dessas músicas é dependente, não sabe lidar com seu poder pessoal, não tem lá muito amor-próprio e <strong>deve detestar a própria companhia, caso contrário, não precisaria do outro</strong>. Em vez disso, gostaria de ficar junto, de compartilhar mil coisas, de trocar, viver experiências, conhecer lugares, aprender junto&#8230; mas “precisar”? Verbo infeliz e muito diferente de “querer”, “gostar” ou “amar”. As pessoas precisam é de se manter centradas e aprender a respeitar a si e o outro.</p>
<p>Vamos agravar o quadro. Imagine que muitas pessoas associem músicas a pessoas e, também, que existem aqueles casais que querem ter a “nossa música”. Imagino a dor da separação de um casal que elegeu uma dessas “preciso desse amor” como trilha sonora. Ou que, ainda que não tenha música nenhuma, aceitou esse padrão difundido pelas músicas como real, como se fosse muito normal as pessoas dependerem uma das outras nesse nível. É muito sofrimento dar conta disso tudo! <strong>As pessoas não dão conta nem delas mesmas, como dar conta dela, do outro e de uma relação de dependência desse nível? </strong></p>
<p>Mas, apaixonados, existem canções de amor legais. <em>O meu amor</em>, do Chico Buarque é uma delas. Ok, para não ficar na elite da MPB, vamos dar um giro de 180º. Alguém já ouviu <em>Save me from myself</em>, da Christina Aguilera? Ou, novo giro de 180º, <em>Nothing Else Matters</em>, do Metallica?</p>
<p>Opções existem e recomendo, como boa fã de rock, que as pessoas optem por parar de ouvir esse povo que faz leilão com o coração e ouçam letras mais saudáveis. Mas, falando sério, <strong>o que recomendo de verdade é que cada um ouça o que quiser, no estilo que preferir, mas que saiba rir das letras de dependência amorosa e saiba, também, que elas não foram feitas para ser levadas a sério. </strong>Cante, se expresse, faça drama, desabafe, mas ria depois, por favor. Não gaste mais do que 30 minutos nessa brincadeira. Faz mal.</p>
<p>Para não parecer que eu sou de pedra e não ouço nada nhenhenhém informo que minha canção melosa favorita é <em>Space Dye Vest</em>, do Dream Theater. Ela é exagerada, dramática e ridícula tanto quanto várias outras (atenção para o fato de que eu tenho consciência do quão ridícula ela é), mas ela tem um trecho que diz muito do que deveria ter em outras letras: respeito ao outro enquanto indivíduo.</p>
<p>“He wants you for possession something to look at like a painting or an ivory box. He only wants you to own and to display. He doesn’t  want you to be real, to think or to live. He doesn’t love you, but I love you and I want you to have your thoughts, ideas and feelings even when I hold you in the arms”.</p>
<p>(em tradução livre: “Ele te quer como posse, algo para admirar como uma pintura ou uma caixa de marfim. Ele só te quer para possuir e ostentar. Ele não quer que você seja uma pessoa real, pense ou viva. Ele não te ama, mas eu te amo e quero que você tenha seus próprios pensamentos, ideias e sentimentos mesmo quando estiver em meus braços”).</p>
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<p class="MsoNormal">Por que as canções de amor estragam seu relacionamento</p>
<p class="MsoNormal">Você já parou para prestar atenção na letra do que toca por aí? Como isso afeta a sua vida? Eis minha teoria</p>
<p class="MsoNormal">Por Manoella Oliveira</p>
<p class="MsoNormal">Pense rápido: quantas músicas você conhece que tenham, na letra, “preciso de você” (serve “I need you” também), “I can’t live without you” e afins? Confesso que não sou a pessoa mais romântica do mundo, aliás, casais grudentos me dão náusea não sou nem um pouco romântica. Meu gosto musical oscila entre Metallica e Tchaikovsky &#8211; parece pegadinha, eu sei, e tanto parece que já escrevi sobre isso para o Oi tudo em cima? no Dia Mundial do Rock – então, não vou enganar ninguém e já digo, de início, que “love songs” não estão mesmo entre as minhas favoritas.</p>
<p class="MsoNormal">Independente do gosto musical, vamos aos fatos. As letras de músicas de amor são assustadoras. Algumas falam que um está viciado no outro, que um não vive sem o parceiro, que não respira sem o dito cujo e que, sem ele, não quer mais viver (de Kesha a César Menotti e Fabiano é assim). Agora vamos pensar que as pessoas cantem isso repetidamente porque toca na rádio, porque gostam da música ou, simplesmente, porque ela grudou na cabeça. Não é preciso ser nenhuma universidade de Cambridge ou Harvard para imaginar que não é saudável ouvir e repetir (cantarolando) isso com frequência.</p>
<p class="MsoNormal">O motivo é óbvio. Esse tanto de eu-lírico que precisa dos outros e morre, esperneia, chora e dramatiza por qualquer coisa mostra o pior modelo de relacionamento, o que envolve dependência amorosa. E as pessoas ouvem, absorvem e, aos poucos, assimilam, acham normal, até chegar ao ponto de achar bonito e incorporar.</p>
<p class="MsoNormal">Sinceramente, não sei por que os compositores gostam tanto de expressar justamente esse lado das coisas. O eu-lírico dessas músicas é dependente, não sabe lidar com seu poder pessoal, não tem lá muito amor-próprio e deve detestar a própria companhia, caso contrário, não precisaria do outro. Em vez disso, gostaria de ficar junto, de compartilhar mil coisas, de trocar, viver experiências, conhecer lugares, aprender junto&#8230; mas “precisar”? Verbo infeliz e muito diferente de “querer”, “gostar” ou “amar”. As pessoas precisam é de se manter centradas e aprender a respeitar a si e o outro.</p>
<p class="MsoNormal">Vamos agravar o quadro. Imagine que muitas pessoas associem músicas a pessoas e, também, que existem aqueles casais que querem ter a “nossa música”. Imagino a dor da separação de um casal que elegeu uma dessas “preciso desse amor” como trilha sonora. Ou que, ainda que não tenha música nenhuma, aceitou esse padrão difundido pelas músicas como real, como se fosse muito normal as pessoas dependerem uma das outras nesse nível. É muito sofrimento dar conta disso tudo! As pessoas não dão conta nem delas mesmas, como dar conta dela, do outro e de uma relação de dependência desse nível?</p>
<p class="MsoNormal">Mas, apaixonados, existem canções de amor legais. O meu amor, do Chico Buarque é uma delas. Ok, para não ficar na elite da MPB, vamos dar um giro de 180º. Alguém já ouviu Save me from myself, da Christina Aguilera? Ou, novo giro de 180º, Nothing Else Matters, do Metallica?</p>
<p class="MsoNormal">Opções existem e recomendo, como boa fã de rock, que as pessoas optem por parar de ouvir esse povo que faz leilão com o coração e ouçam letras mais saudáveis. Mas, falando sério, o que recomendo de verdade é que cada um ouça o que quiser, no estilo que preferir, mas que saiba rir das letras de dependência amorosa e saiba, também, que elas não foram feitas para ser levadas a sério. Cante, se expresse, faça drama, desabafe, mas ria depois, por favor. Não gaste mais do que 30 minutos nessa brincadeira. Faz mal.</p>
<p class="MsoNormal">Para não parecer que eu sou de pedra e não ouço nada nhenhenhém informo que minha canção melosa favorita é Space Dye Vest, do Dream Theater. Ela é exagerada, dramática e ridícula tanto quanto várias outras (atenção para o fato de que eu tenho consciência do quão ridícula ela é), mas ela tem um trecho que diz muito do que deveria ter em outras letras: respeito ao outro enquanto indivíduo.</p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">“He wants you for possession something to look at like a painting or an ivory box. He only wants you to own and to display. He doesn’t <span> </span>want you to be real, to think or to live. He doesn’t love you, but I love you and I want you to have your thoughts, ideas and feelings even when I hold you in the arms”.</span></p>
<p class="MsoNormal">(em tradução livre: “Ele te quer como posse, algo para admirar como uma pintura ou uma caixa de marfim. Ele só te quer para possuir e ostentar. Ele não quer que você seja uma pessoa real, pense ou viva. Ele não te ama, mas eu te amo e quero que você tenha seus próprios pensamentos, ideias e sentimentos mesmo quando estiver em meus braços”).</p>
</div>

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		<title>Como descondicionar seu olhar</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 13:12:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sentidos]]></category>
		<category><![CDATA[como treinar seu dragão]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
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		<category><![CDATA[resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[O filme "Como treinar seu Dragão" nos ensina que olhar para a conhecida realidade como se fosse a primeira vez pode nos revelar belas surpresas]]></description>
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/04/dragao1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-585" title="dragao1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/04/dragao1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Thays Prado</em></p>
<p>No bruto e violento mundo dos vikings, os dragões são considerados as mais terríveis pragas e exterminá-los é o que se pode fazer de mais importante na vida. É ali que vive Soluço, um jovem diferente de todos os outros: magro, inteligente e sensível, completamente inábil com martelos, machados, catapultas e as tantas outras ferramentas de massacre utilizadas pelo seu povo. Por isso mesmo, seu pai Stoico, líder dos vikings, procura mantê-lo bem afastado dos embates com as feras, afinal, ele sempre se mete em confusões e só atrapalha. Mas o sonho de Soluço é matar um dragão e, finalmente, ser reconhecido como um legítimo integrante de sua tribo.</p>
<p>Nessa busca desesperada por se tornar um verdadeiro viking, o garoto acaba ficando frente a frente com o Fúria da Noite, o mais temido dos dragões, ferido, e descobre que, no fundo, não deseja matá-lo. Enquanto vive <strong>um conflito interno entre o que sempre ouviu sobre aqueles animais e o que vê, com clareza, diante de si,</strong> Soluço constrói uma amizade profunda com quem deveria ser seu pior inimigo e se dá conta de que tudo o que os vikings sabiam sobre os dragões estava errado.</p>
<p>Essa é a trama do filme &#8220;<strong>Como treinar seu dragão</strong>&#8220;, em cartaz desde o dia 26 de março. Em uma história simpática e envolvente, Soluço nos mostra que <strong>olhar para a realidade como se fosse a primeira vez, livre dos &#8220;pré-conceitos&#8221;, dos condicionamentos e de tudo o que julgamos ser a única verdade sobre aquilo, pode nos revelar um mundo novo</strong>, mais amplo, mais cheio de detalhes, mais complexo e muito mais interessante. Um mundo que não perceberíamos se estivéssemos fixados em uma crença e com o qual jamais conseguiremos lidar com facilidade, se nos apegarmos às nossas certezas e mantivermos a rigidez.</p>
<p>Não é fácil desviciar o olhar, mas podemos começar a praticar com coisas muito simples &#8211; como observar um objeto que sempre esteve em sua mesa de trabalho ou em sua casa e enxergá-lo como se nunca o tivesse visto antes &#8211; e ir evoluindo para questões mais delicadas. Também <strong>vale prestar atenção nas frases que repetimos com frequência</strong> como: &#8220;eu nunca &#8230;&#8221;; &#8220;isso sempre acontece comigo&#8230;&#8221;; &#8220;é assim mesmo&#8230;&#8221; etc. Normalmente, elas revelam crenças que estão tão enraizadas em nós que acabamos nos esquecendo de que <strong>tudo pode ser diferente, se mudarmos um pouquinho o ângulo</strong>. Aliás, é o teólogo Leonardo Boff quem costuma dizer: &#8220;um ponto de vista é apenas a vista de um ponto&#8221;.</p>
<p>Esse pode ser um bom ponto de partida para <strong>encarar nossos dragões internos de outro jeito e descobrir coisas novas sobre eles</strong>. Se olhar bem, pode ser até que você perceba que eles nem são tão grandes assim, ou que com um leve toque, dá para usá-los a seu favor. Não custa tentar.</p>

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		<title>O Milionésimo Círculo</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2010/04/27/milionesimo-circulo-feminino-sagrado/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 12:40:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando um número crítico de pessoas transforma sua maneira de pensar e agir, uma grande mudança cultural acontece]]></description>
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<p><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/04/circulo1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-568" title="circulo1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/04/circulo1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a></p>
<p><em>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p>Há cerca de 30 anos, cientistas observavam macaquinhos em ilhas do Japão. A ideia era atraí-los com batata-doce para que descessem das árvores e se posicionassem em locais onde pudesse ser melhor analisados. Um dia, uma macaquinha chamada Imo resolveu lavar o alimento no mar antes de comê-lo. Como a experiência foi bem sucedida, ela ensinou aos outros como fazer. E a prática foi se difundindo até que todos os macacos daquela ilha passaram a lavar suas batatas antes de comê-las.</p>
<p>O mais interessante, porém, é que os cientistas observaram que, depois de algum tempo, todos os macacados das ilhas do Japão adotaram o hábito, ainda que não houvesse nenhuma comunicação entre as colônias.</p>
<p>A alegoria do “Centésimo Macaco” escrita por Ken Keynes Junior e baseada na Teoria do Campo Mórfico, do biólogo <a href="http://www.sheldrake.org/homepage.html" target="_blank">Rupert Sheldrake</a>, infere que quando um comportamento atinge seu número crítico, ele se torna um padrão para a espécie. Assim como funcionou com os macacos, nossa cultura pode mudar com a existência de um “centésimo macaco”.</p>
<p>É a partir daí que Jean Shinoda Bolen, M. D., analista junguiana, palestrante internacional e autora de <em>best sellers</em> como <em>A Sincronicidade e o Tao</em>, apresenta o tema em seu livro <em>O Milionésimo Círculo</em>, que descreve o potencial das mulheres (e homens interessados) em mudar nosso rumo ao criar um novo padrão para uma era pós-patriarcal. Para a autora, a guinada já começou.</p>
<p>A chave de transformação seriam os Círculos de Mulheres, encontros que fazem emergir a sabedoria coletiva de que precisamos agora, para que haja uma integração entre o <em>yin</em> que evoca a conexão com o sagrado feminino e a deusa e o <em>yang</em> (masculino) que tem dominado e desequilibrado as relações no patriarcado. De círculo em círculo, alcançaríamos um número específico (o milionésimo círculo) responsável pela mudança de padrão. Para o patriarcado mudar, precisamos unir essa sabedoria, que é materializada no Círculo de Mulheres.</p>
<p><strong>O Círculo pode ser de dança, de cura, de irmandades, de costuras, de discussões temáticas, enfim, existem infinitas possibilidades da criação desse espaço de troca, confiança e conexão.</strong> Jean Shinoda afirma que “cada círculo é uma recuperação da forma arquetípica que emerge de cada Círculo de Mulheres que já existiu e cada Círculo, por sua vez, agrega energia ao campo arquetípico que tornará mais fácil a criação do próximo”.</p>
<p>É este o objetivo do livro: facilitar a multiplicação, acelerar o processo. Pequeno, quadrado e inspirado em livros de poesia &#8211; formato descoberto pela autora como mais eficiente para comunicar com a psique do leitor com que quer falar -<em> O Milionésimo Círculo</em> ensina passo a passo como criar e manter um Círculo e conta muito de suas possibilidades e contribuições. A escrita é deliciosamente fluida e o conteúdo é altamente recomendável.</p>
<p><strong><em>O Milionésimo Círculo (The Millionth Circle)</em></strong><br />
Jean Shinoda Bolen, M.D.<br />
Editoras Triom e Taygeta<br />
118 p.</p>
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<p class="MsoNormal">O Milionésimo Círculo</p>
<p class="MsoNormal">Quando um número crítico de pessoas transforma sua maneira de pensar e agir, uma grande mudança cultural acontece</p>
<p class="MsoNormal">Há cerca de 30 anos, cientistas observavam macaquinhos em ilhas do Japão. A ideia era atraí-los com batata-doce para que descessem das árvores e se posicionassem em locais onde pudesse ser melhor analisados. Um dia, uma macaquinha chamada Imo resolveu lavar o alimento no mar antes de comê-lo. Como a experiência foi bem sucedida, ela ensinou aos outros como fazer. E a prática foi se difundindo até que todos os macacos daquela ilha passaram a lavar sua batata antes de comê-la.</p>
<p class="MsoNormal">O mais interessante, porém, é que os cientistas observaram que, depois de algum tempo, todos os macacados das ilhas do Japão adotaram o hábito, ainda que não houvesse nenhuma comunicação entre as colônias.</p>
<p class="MsoNormal">A alegoria do “Centésimo Macaco” escrita por Ken Keynes Junior e baseada na Teoria do Campo Mórfico, do biólogo Rupert Sheldrake, infere que quando um comportamento atinge seu número crítico, ele se torna um padrão para a espécie. Assim como funcionou com os macacos, nossa cultura pode mudar com a existência de um “centésimo macaco”.</p>
<p class="MsoNormal">É a partir daí que Jean Shinoda Bolen, M. D., analista junguiana, palestrante internacional e autora de best sellers como A Sincronicidade e o Tao, apresenta o tema em seu livro O Milionésimo Círculo, que descreve o potencial das mulheres (e homens interessados) em mudar nosso rumo ao criar um novo padrão para uma era pós-patriarcal. Para a autora, a guinada já começou.</p>
<p class="MsoNormal">A chave de transformação seriam os Círculos de Mulheres, encontros que fazem emergir a sabedoria coletiva de que o precisamos agora, para que haja uma integração entre o yin que evoca a conexão com o sagrado feminino e a deusa e o yang (masculino) que domina e desequilibra as relações no patriarcado. De círculo em círculo, alcançaríamos um número específico (o milionésimo círculo) responsável pela mudança de padrão. Para o patriarcado mudar, precisamos unir essa sabedoria que é materializada no Círculo de Mulheres.</p>
<p class="MsoNormal">O Círculo pode ser de dança, de cura, de irmandades, de costuras, de discussões temáticos, enfim, existem infinitas possibilidades da criação desse espaço de troca, confiança e conexão. Jean Shinoda afirma que “cada círculo é uma recuperação da forma arquetípica que emerge de cada Círculo de Mulheres que já existiu e cada Círculo, por sua vez, agrega energia ao campo arquetípico que tornará mais fácil a criação do próximo”.</p>
<p class="MsoNormal">É este o objetivo do livro: facilitar a multiplicação, acelerar o processo. Pequeno e inspirado em livros de poesia – formato descoberto pela autora como mais eficiente para O Milionésimo Círculo ensina passo a passo como criar e manter um Círculo e conta muito de suas possibilidades e contribuições. A escrita é deliciosamente fluida e o conteúdo é altamente recomendável.</p>
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<p class="MsoNormal"><b>O Milionésimo Círculo (The Millionth Circle)</b></p>
<p class="MsoNormal">Jean Shinoda Bolen, M.D.</p>
<p class="MsoNormal">Editoras Triom e Taygeta</p>
<p class="MsoNormal">118 p.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">http://www.sheldrake.org/homepage.html</p>
<p></d >< ><--></p>

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		<title>A vibração da dança</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 13:57:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Repetir passos é algo que qualquer um pode fazer. Por que, então, algumas pessoas de um grupo que faz a mesma movimentação, se destacam?]]></description>
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			</a>
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<p><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/03/dance1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-494" title="dance1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/03/dance1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a><br />
<em>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p>A movimentação de uma aula de dança é a mesma para todos os bailarinos. Serão o mesmo professor, música e trabalho corporal. Ainda que a turma seja desnivelada, em algum momento, todos os alunos vão conseguir executar todos os passos e apresentar a mesma coreografia em cena. Em outras palavras, vão conseguir acompanhar a matéria. Repetir sequências de passos é algo que qualquer ser humano pode fazer, basta imitar.</p>
<p>Por que, então, percebemos que algumas pessoas, no meio de um grupo fazendo exatamente a mesma movimentação, se destacam? Você pode imaginar motivos como flexibilidade, curvatura do pé e facilidade para se equilibrar. Até ajuda, mas não se trata disso, afinal, cada bailarino tem pelo menos uma habilidade na dança e não existe uma que chame mais a atenção do que outra: uma abertura de 180º no ar não é melhor nem pior do que um giro triplo. <strong>Num grupo, se destaca, necessariamente, quem produz o movimento de dentro para fora.</strong></p>
<p>Não adianta olhar o colega e tentar copiar. Pode ser um bom auxílio para aprender a dinâmica, mas a vivacidade de um bailarino que se destaca entre muitos é uma luz própria, que não vem de estímulo externo nenhum. Isso tem muito a ver com a personalidade de cada um e, claro, com entrega.</p>
<p>Quando um bailarino dança uma música de que gosta, interpreta papéis que admira ou simplesmente está ali sentindo e transpirando cada acorde e transmitindo com um traço de interpretação pessoal, ele vibra diferente. Muito diferente de quem está ali de olho no espelho, inseguro da coreografia que faz. Insegurança trava e quem trava não flui. Cadê a dança?</p>
<p>E é aí que me lembro o quanto <strong>as professoras, principalmente de balé, erram feio quando obrigam as crianças a sorrir no palco.</strong> É a transmissão de uma emoção totalmente artificial, tensa, por ser obrigatória e por ser a que o outro exige que elas sintam. Eu, enquanto dei aula, procurei fazer com que minhas alunas curtissem o que estavam fazendo para que a expressão corporal como um todo &#8211; sim, isso inclui o rosto -  mostrasse prazer, satisfação, alegria, empolgação, vida. E é tão mais fácil quando o sorriso brota em vez de ser criado&#8230;</p>
<p>Dançar é uma expressão corporal completa, fala absolutamente tudo de uma pessoa. Quando a coreografia e o ritmo encontram similaridade com a personalidade de quem dança, ela dança feliz, extravasa e se destaca de uma maneira aparentemente indecifrável. Quando existe conflito, a pessoa não fica muito à vontade no próprio corpo e é diferente. Se for um bailarino tecnicamente bom, ok, ele vai dançar tecnicamente bem e só. Pode ficar na primeira fila e ainda assim vai sumir no grupo.</p>
<p>Pessoas tímidas não dançam ocupando muito espaço da sala, pessoas rígidas vão  mostrar linhas do corpo bastante acadêmicas, pessoas extrovertidas tendem a se soltar em sequências “mais circulares”. Não, não são conclusões de pesquisa, mas de mais de 20 anos de observação.</p>
<p>Dançar é uma maneira de se abrir para o mundo e se conhecer melhor. Acredito que os tímidos que começam a dançar ocupando mais espaço na sala, fisicamente falando mesmo, iniciam o processo de derrubar uma fichinha dentro de si que altera seu padrão de comportamento para melhor. <strong>Vale a pena colocar no corpo o que queremos alterar no mental porque nós sabemos que o mental altera o nosso corpo.</strong></p>
<p>Você dança? Que tal experimentar alguma movimentação e ver o que o seu corpo tem a dizer sobre você? Além de ser uma das melhores maneiras de aproveitar seu tempo de vida, pode ser um novo caminho para descobrir o que te toca e eleva sua vibração.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Uz2Gp7a38DM&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/Uz2Gp7a38DM&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
Polina Seminova, uma das minhas bailarinas favoritas ( ao lado de Fernanda Diniz e Svetlana Zakharova) em uma coreografia com uma expressão sincera, sem figurino ou personagem. Por isso mesmo, emocionante.</p>

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		<title>Avatar: estamos desconectados</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 13:27:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[consciência]]></category>
		<category><![CDATA[matriacardo]]></category>
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		<description><![CDATA[O sucesso de bilheteria se deve não somente aos efeitos especiais, mas às relações tão humanas relatadas na terra de Pandora]]></description>
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			</a>
		</div>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/03/avatar1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-328" title="avatar1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/03/avatar1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a><br />
<em>Por Thays Prado</em></p>
<p>Avatar, em cartaz desde o dia 18 de dezembro, ainda encontra salas cheias e filas de espera para a compra de ingressos nos melhores cinemas. O filme tem a maior bilheteria mundial da história e encanta os espectadores não apenas pelos efeitos visuais, mas também pela trama. Ao retratar com tantos detalhes e sutilezas a maneira como vive o povo Na&#8217;vi, na terra de Pandora, Avatar nos lembra de quanta qualidade pode haver nas relações humanas, na interação com o coletivo e na maneira como lidamos com o meio ambiente. E vai além. Em Pandora, os habitantes se sentem parte da natureza, pertencem ao todo, não se consideram superiores a nenhuma outra forma de vida e matam apenas para defender a própria vida ou para se alimentar. Ainda assim, ao abaterem um animal, demonstram respeito e rezam para que seu espírito volte para Eiwa, a &#8220;Mãe Divina&#8221;.</p>
<p>Dentro de um clã, a hierarquia é constituída com base na sabedoria e no grau de consciência dos líderes e cada integrante ocupa no grupo a função que melhor exerce, exatamente por ser algo que pulsa a partir de sua essência mais íntima e transborda. O amor é o sentimento que os conecta e é expresso em uma frase muito profunda: &#8220;Eu vejo você&#8221;. A quantas pessoas dizemos &#8220;Eu te amo&#8221; com sinceridade, mas não seríamos totalmente honestos se disséssemos &#8220;Eu vejo você&#8221;, tão voltados que estamos para nós mesmos? Quantas vezes nos relacionamos muito mais com as projeções que criamos sobre outras pessoas do que com o que elas são de verdade?</p>
<p>É bem provável que o segredo da felicidade e da plenitude experimentadas pelos Na&#8217;vi esteja nos fios que os conectam a tudo e a todos com que se relacionam. No momento em que ocorre a conexão, os dois seres conseguem acessar um ao outro, e um se sente como o outro se sente &#8211; ora, não é esse o legítimo significado da palavra compaixão? A metáfora não é ficção. Todos nós, seres humanos, temos também nossos fios &#8211; não físicos, mas energéticos &#8211; que têm o poder de nos ligar a pessoas, plantas, animais, ambientes, situações e memórias. No entanto, temos o hábito de nos prender a mágoas, tristezas e dores ou a nos apegar possessivamente a pessoas ou a momentos felizes que já aconteceram, em vez de usarmos nossos cordões para trocar fluxos de energia, de consciência e de amor no presente.</p>
<p>As relações na terra de Pandora são possíveis, são humanas e ressoam em nossos corações. Por que nos afastamos tanto disso depois que sobem os créditos, as luzes se acendem e tomamos o caminho de casa? Arrisco-me a dizer que não foram apenas os belíssimos efeitos especiais em 3D que fizeram de Avatar o maior sucesso da história do cinema. Quem sabe não são nossas essências, muitas vezes sufocadas pelo mundo externo, se reconhecendo na telona?</p>

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