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	<description>um sentido para o feminino</description>
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		<title>Jornadas de heroínas</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 20:35:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A vida nos convida a sair do mundo conhecido e percorrer um caminho novo, que nos leva ao encontro de nós mesmas. Algumas de nós dizem "sim"!]]></description>
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<p><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/09/heroina1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-850" title="heroina1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/09/heroina1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a><br />
<em>Por Thays Prado</em></p>
<p><strong>Você provavelmente já admirou ou admira muito alguém</strong>. O modo como aquela pessoa fala, a sabedoria que tem, tudo o que leu, estudou, viu, viveu, o centramento, o equilíbrio, a alegria, o brilho, a leveza, a profundidade, a doçura, a capacidade de compreender os mais diversos acontecimentos, a maneira como lida com as dificuldades da vida &#8211; aliás, parece que nada sequer é difícil para ela! <strong>E a vontade que você tem é de ser exatamente como ela</strong>. Talvez já tenha mesmo se perguntado: como eu faço para ser assim?</p>
<p>Eu me pergunto sempre. Há mais de uma década, observo bem o currículo das pessoas que admiro e vou adicionando pontos ao meu currículo ideal &#8211; fazer tais e tais cursos, ler o livro x, assistir ao filme y, conhecer o estilo de música z, passar um tempo naquele lugar sagrado, estudar esses e aqueles assuntos, conversar com fulana, sicrano e beltrana. E a lista aumenta na mesma proporção que a minha ansiedade em cumpri-la e, finalmente, ser como uma dessas pessoas tão tão incríveis que conheço &#8211; ou das quais já ouvi falar.</p>
<p>Ingenuidade minha. Ganhei um insight de presente, há alguns dias, quando li o livro <strong>&#8220;O Feminino e o Sagrado &#8211; Mulheres na Jornada do Herói&#8221;, de Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro</strong>. Por meio da jornada de 15 mulheres sensacionais,  percebi que <strong>não é no currículo que se esconde o segredo dos seres notáveis &#8211; é na vida!</strong> E a vida é bem mais do que os cursos que fazemos, os livros que lemos, as viagens que nos permitimos &#8211; eu já deveria saber -, vai muito além do que apreendemos com nosso aparato intelectual.</p>
<p>A vida é feita de todos os dias, um após o outro, de todos os acontecimentos &#8211; principalmente daqueles que nos fazem olhar para cima e perguntar se alguém está zombando de nós ou se Deus (ou o nome que se quiser dar) resolveu nos abandonar ou mesmo nos sacanear. A vida é feita dos encontros, e também dos desencontros, de cada escolha, incluindo as mais tortas e, aparentemente, erradas, de pessoas que aparecem do nada e transformam quase tudo, dos pais, dos parceiros, dos filhos, da ausência deles, da dor, do alívio, da alegria, da depressão, dos sonhos, das perdas, dos ganhos, de absolutamente tudo o que há entre a primeira inspiração e a última expiração &#8211; e, por que não, do que veio antes e do que vem depois disso também &#8211; de cada um de nós. É de tudo isso que as pessoas fantásticas que você admira são feitas.</p>
<p>Acontece que, normalmente, desconhecemos um bom pedaço de suas histórias e nos atemos apenas ao brilho que elas carregam depois de terem traçado uma trajetória inteira e estarem, agora, na plena expressão de sua essência, no auge de sua contribuição para o mundo.</p>
<p>É isso o que nos mostram, com muita delicadeza, Beatriz e Cristina, ao relatarem, com base na teoria da “jornada do herói”, do filósofo Joseph Campbel, as jornadas que percorreram: Ana Figueiredo, Andrée Samuel, Bettina Jespersen, Maria Aparecida Martins, Heloísa Paternostro, Jerusha Chang, Mônica Jurado, Monika von Koss, Neiva Bohnenberger, Regina Figueiredo, Renata Ramos, Rosane Almeida, Sandra Sofiati, Solange Buonocore e Soninha Francine. Ao ler essas histórias, tive duas sensações principais. A primeira foi uma espécie de &#8220;Ah, agora sim! Depois de passar por tanta coisa, faz sentido que ela seja tudo isso que é hoje&#8221;. Ao mesmo tempo, a cada relato, especialmente os das mulheres que já conhecia pessoalmente, eu era tomada por uma admiração ainda maior: &#8220;E depois de passar por tanta coisa, ela ainda conseguiu ser tudo isso!&#8221;.</p>
<p>De algum modo, todo ser humano tem sua jornada nessa existência. <strong>O que diferencia então os heróis mitológicos e os heróis e heroínas que conhecemos do restante da humanidade? Eles aceitaram o que Joseph Campbel denomina de &#8220;chamado à aventura&#8221;</strong>. Tiveram a coragem de romper com o mundo cotidiano e seguir por uma nova trilha, guiados pelo coração, pela intuição, por um apelo maior, muitas vezes difícil de ser identificado, mas que convida aquele ser a experimentar o novo. &#8220;A experiência subjetiva do chamado traz a sensação de rompimento com o conhecido, de um corte da vida como sempre havia sido, de algo que se quebra e não pode mais voltar à forma original&#8221;.</p>
<p>Pode até ser que algumas das heroínas tenham se recusado, por algum tempo, a seguir esse chamado, se apegando ao antigo em suas vidas, afinal, não é mesmo fácil abrir mão do que nos é familiar, em nome de algo que sequer sabemos o que é, do que se trata e aonde pode nos levar. Felizmente, nos dizem as autoras, &#8220;<strong>se o chamado pode ser protelado, recusado e até distorcido, parece que a vida não desiste nunca</strong>. Ou a insatisfação, a sensação de vazio e de falta de sentido retornam ainda mais prementes, ou acontecem novas atribuições e eventos externos no mesmo sentido&#8221;.</p>
<p>Dito &#8220;sim&#8221;, a jornada propriamente dita começa. Nessa fase, a heroína passa por uma série de &#8220;provas&#8221; e situações difíceis e a busca por respostas é intensa. Por mais que haja desafios,<strong> o Universo parece sempre conspirar a favor dos seres que estão dispostos a se tornar, cada vez mais, quem verdadeiramente são</strong>. E uma série de pessoas e situações podem aparecer para ajudar o herói ou a heroína a seguirem esse novo rumo. Também é possível que alguns dons totalmente desconhecidos sejam despertados e mesmo que apareça um ou mais mestres para auxiliar e inspirar quem está apenas começando. Ao longo do caminho, quem o percorre vai se transformando, surgem novos aprendizados, muitos conceitos se modificam, pode-se adquirir outros valores e formas inovadoras de ver e experimentar o mundo.</p>
<p>E quando o caminhante pensa que já atravessou tudo o que podia, pode ser que surjam mais mudanças e novos desafios, verdadeiros convites para que se mergulhe cada vez mais fundo dentro de si mesmo. Algumas heroínas relatadas no livro passaram, inclusive, por uma &#8220;situação-limite&#8221;, uma espécie de prova final antes da recompensa.</p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/09/22056102.jpg"><img class="size-full wp-image-848 alignleft" title="22056102" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/09/22056102.jpg" alt="" width="200" height="285" /></a>E <strong>a recompensa</strong>, a que Joseph Campbel chama de &#8220;bliss&#8221;, pode ser explicada de várias maneiras, mas pode ser resumida a <strong>um encontro íntimo com o que há de mais verdadeiro em nós mesmas</strong>, com a nossa natureza mais profunda, com a nossa alma. &#8220;Existe um encantamento nesse encontro, a sensação de estar em um momento especial, cheio de significado. Vive-se a sensação de estar repleto de vida, de sentir-se emocionalmente muito envolvido. Por mais que a jornada tenha sido árdua, ela culmina com essa sensação de plenitude&#8221;.</p>
<p><strong>Alcançado esse estado, é hora de retornar, de levar ao mundo todo o aprendizado dessa jornada</strong>, de se expressar na vida social a partir de sua verdadeira essência. &#8220;O ciclo termina com o viajante trazendo ao mundo cotidiano o que descobriu em seu caminho, o tesouro, a dádiva encontrada no percurso. Apesar de toda jornada trazer uma grande transformação pessoal, ela tem de conter uma dimensão maior: é necessário que essa transformação seja, de alguma forma, &#8220;doada&#8221; para o coletivo”.</p>
<p>O próprio Campbel diz que, na realidade, passamos por várias jornadas ao longo da vida. E é com a seguinte frase que as autoras terminam a introdução do livro e partem, então, para as histórias imperdíveis e extremamente inspiradodas das quinze heroínas escolhidas: “O que julgo ser uma boa vida é aquela com uma jornada do herói após a outra. Você é chamado diversas vezes para o domínio da aventura, para novos horizontes. Cada vez surge o mesmo problema: devo ser ousado? Se você ousar, os perigos estarão lá, assim como a ajuda e a realização ou o fiasco. Existe sempre a possibilidade do fiasco. Mas existe também a possibilidade da bliss”.</p>
<p>E você, já disse sim para a sua jornada?</p>
<p><strong>&#8220;O Feminino e o Sagrado &#8211; Mulheres na Jornada do Herói&#8221;<br />
Autoras: Beatriz Del Picchia e Cristina Balieiro</strong><br />
<strong>Editora: Ágora</strong></p>
<p>Confira o blog das autoras: <a rel="nofollow" href="http://ofemininoeosagrado.blogspot.com/" target="_blank">http://ofemininoeosagrado.blogspot.com/</a></p>

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		<title>Por que as canções de amor estragam seu relacionamento</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 18:04:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você já parou para prestar atenção na letra do que toca por aí (e você cantarola sem perceber)? Como isso afeta a sua vida? Eis minha teoria]]></description>
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/08/lovesong1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-834" title="lovesong1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/08/lovesong1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p>Pense rápido: quantas músicas você conhece que tenham, na letra, “preciso de você” (serve “I need you” também), “I can’t live without you” e afins? Confesso que não sou a pessoa mais romântica do mundo, aliás, não sou nem um pouco romântica. Meu gosto musical oscila entre Metallica e Tchaikovsky &#8211; parece pegadinha, eu sei, e tanto parece que <a href="http://oitudoemcima.com/2010/07/16/manoella-oliveira-fala-de-rock/" target="_blank">já escrevi sobre isso</a> para o <a href="http://oitudoemcima.com/" target="_blank">Oi tudo em cima?</a> no Dia Mundial do Rock – então, não vou enganar ninguém e já digo, de início, que “love songs” não estão mesmo entre as minhas favoritas.</p>
<p>Independente do gosto musical, vamos aos fatos. As letras de músicas de amor são assustadoras. Algumas falam que um está viciado no outro, que um não vive sem o parceiro, que não respira sem o dito cujo e que, sem ele, não quer mais viver (de Ke$ha a César Menotti e Fabiano é assim). Agora vamos pensar que as pessoas cantem isso repetidamente porque toca na rádio, porque gostam da música ou, simplesmente, porque ela grudou na cabeça. Não é preciso ser nenhuma universidade de Cambridge ou Harvard para imaginar que não é saudável ouvir e repetir (cantarolando) isso com frequência.</p>
<p>O motivo é óbvio. Esse tanto de eu-lírico que precisa dos outros e morre, esperneia, chora e dramatiza por qualquer coisa mostra o pior modelo de relacionamento, o que envolve dependência amorosa. E as pessoas ouvem, absorvem e, aos poucos, assimilam, acham normal, até chegar ao ponto de achar bonito e incorporar.<br />
Sinceramente, não sei por que os compositores gostam tanto de expressar justamente esse lado das coisas. O eu-lírico dessas músicas é dependente, não sabe lidar com seu poder pessoal, não tem lá muito amor-próprio e <strong>deve detestar a própria companhia, caso contrário, não precisaria do outro</strong>. Em vez disso, gostaria de ficar junto, de compartilhar mil coisas, de trocar, viver experiências, conhecer lugares, aprender junto&#8230; mas “precisar”? Verbo infeliz e muito diferente de “querer”, “gostar” ou “amar”. As pessoas precisam é de se manter centradas e aprender a respeitar a si e o outro.</p>
<p>Vamos agravar o quadro. Imagine que muitas pessoas associem músicas a pessoas e, também, que existem aqueles casais que querem ter a “nossa música”. Imagino a dor da separação de um casal que elegeu uma dessas “preciso desse amor” como trilha sonora. Ou que, ainda que não tenha música nenhuma, aceitou esse padrão difundido pelas músicas como real, como se fosse muito normal as pessoas dependerem uma das outras nesse nível. É muito sofrimento dar conta disso tudo! <strong>As pessoas não dão conta nem delas mesmas, como dar conta dela, do outro e de uma relação de dependência desse nível? </strong></p>
<p>Mas, apaixonados, existem canções de amor legais. <em>O meu amor</em>, do Chico Buarque é uma delas. Ok, para não ficar na elite da MPB, vamos dar um giro de 180º. Alguém já ouviu <em>Save me from myself</em>, da Christina Aguilera? Ou, novo giro de 180º, <em>Nothing Else Matters</em>, do Metallica?</p>
<p>Opções existem e recomendo, como boa fã de rock, que as pessoas optem por parar de ouvir esse povo que faz leilão com o coração e ouçam letras mais saudáveis. Mas, falando sério, <strong>o que recomendo de verdade é que cada um ouça o que quiser, no estilo que preferir, mas que saiba rir das letras de dependência amorosa e saiba, também, que elas não foram feitas para ser levadas a sério. </strong>Cante, se expresse, faça drama, desabafe, mas ria depois, por favor. Não gaste mais do que 30 minutos nessa brincadeira. Faz mal.</p>
<p>Para não parecer que eu sou de pedra e não ouço nada nhenhenhém informo que minha canção melosa favorita é <em>Space Dye Vest</em>, do Dream Theater. Ela é exagerada, dramática e ridícula tanto quanto várias outras (atenção para o fato de que eu tenho consciência do quão ridícula ela é), mas ela tem um trecho que diz muito do que deveria ter em outras letras: respeito ao outro enquanto indivíduo.</p>
<p>“He wants you for possession something to look at like a painting or an ivory box. He only wants you to own and to display. He doesn’t  want you to be real, to think or to live. He doesn’t love you, but I love you and I want you to have your thoughts, ideas and feelings even when I hold you in the arms”.</p>
<p>(em tradução livre: “Ele te quer como posse, algo para admirar como uma pintura ou uma caixa de marfim. Ele só te quer para possuir e ostentar. Ele não quer que você seja uma pessoa real, pense ou viva. Ele não te ama, mas eu te amo e quero que você tenha seus próprios pensamentos, ideias e sentimentos mesmo quando estiver em meus braços”).</p>
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<p class="MsoNormal">Por que as canções de amor estragam seu relacionamento</p>
<p class="MsoNormal">Você já parou para prestar atenção na letra do que toca por aí? Como isso afeta a sua vida? Eis minha teoria</p>
<p class="MsoNormal">Por Manoella Oliveira</p>
<p class="MsoNormal">Pense rápido: quantas músicas você conhece que tenham, na letra, “preciso de você” (serve “I need you” também), “I can’t live without you” e afins? Confesso que não sou a pessoa mais romântica do mundo, aliás, casais grudentos me dão náusea não sou nem um pouco romântica. Meu gosto musical oscila entre Metallica e Tchaikovsky &#8211; parece pegadinha, eu sei, e tanto parece que já escrevi sobre isso para o Oi tudo em cima? no Dia Mundial do Rock – então, não vou enganar ninguém e já digo, de início, que “love songs” não estão mesmo entre as minhas favoritas.</p>
<p class="MsoNormal">Independente do gosto musical, vamos aos fatos. As letras de músicas de amor são assustadoras. Algumas falam que um está viciado no outro, que um não vive sem o parceiro, que não respira sem o dito cujo e que, sem ele, não quer mais viver (de Kesha a César Menotti e Fabiano é assim). Agora vamos pensar que as pessoas cantem isso repetidamente porque toca na rádio, porque gostam da música ou, simplesmente, porque ela grudou na cabeça. Não é preciso ser nenhuma universidade de Cambridge ou Harvard para imaginar que não é saudável ouvir e repetir (cantarolando) isso com frequência.</p>
<p class="MsoNormal">O motivo é óbvio. Esse tanto de eu-lírico que precisa dos outros e morre, esperneia, chora e dramatiza por qualquer coisa mostra o pior modelo de relacionamento, o que envolve dependência amorosa. E as pessoas ouvem, absorvem e, aos poucos, assimilam, acham normal, até chegar ao ponto de achar bonito e incorporar.</p>
<p class="MsoNormal">Sinceramente, não sei por que os compositores gostam tanto de expressar justamente esse lado das coisas. O eu-lírico dessas músicas é dependente, não sabe lidar com seu poder pessoal, não tem lá muito amor-próprio e deve detestar a própria companhia, caso contrário, não precisaria do outro. Em vez disso, gostaria de ficar junto, de compartilhar mil coisas, de trocar, viver experiências, conhecer lugares, aprender junto&#8230; mas “precisar”? Verbo infeliz e muito diferente de “querer”, “gostar” ou “amar”. As pessoas precisam é de se manter centradas e aprender a respeitar a si e o outro.</p>
<p class="MsoNormal">Vamos agravar o quadro. Imagine que muitas pessoas associem músicas a pessoas e, também, que existem aqueles casais que querem ter a “nossa música”. Imagino a dor da separação de um casal que elegeu uma dessas “preciso desse amor” como trilha sonora. Ou que, ainda que não tenha música nenhuma, aceitou esse padrão difundido pelas músicas como real, como se fosse muito normal as pessoas dependerem uma das outras nesse nível. É muito sofrimento dar conta disso tudo! As pessoas não dão conta nem delas mesmas, como dar conta dela, do outro e de uma relação de dependência desse nível?</p>
<p class="MsoNormal">Mas, apaixonados, existem canções de amor legais. O meu amor, do Chico Buarque é uma delas. Ok, para não ficar na elite da MPB, vamos dar um giro de 180º. Alguém já ouviu Save me from myself, da Christina Aguilera? Ou, novo giro de 180º, Nothing Else Matters, do Metallica?</p>
<p class="MsoNormal">Opções existem e recomendo, como boa fã de rock, que as pessoas optem por parar de ouvir esse povo que faz leilão com o coração e ouçam letras mais saudáveis. Mas, falando sério, o que recomendo de verdade é que cada um ouça o que quiser, no estilo que preferir, mas que saiba rir das letras de dependência amorosa e saiba, também, que elas não foram feitas para ser levadas a sério. Cante, se expresse, faça drama, desabafe, mas ria depois, por favor. Não gaste mais do que 30 minutos nessa brincadeira. Faz mal.</p>
<p class="MsoNormal">Para não parecer que eu sou de pedra e não ouço nada nhenhenhém informo que minha canção melosa favorita é Space Dye Vest, do Dream Theater. Ela é exagerada, dramática e ridícula tanto quanto várias outras (atenção para o fato de que eu tenho consciência do quão ridícula ela é), mas ela tem um trecho que diz muito do que deveria ter em outras letras: respeito ao outro enquanto indivíduo.</p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">“He wants you for possession something to look at like a painting or an ivory box. He only wants you to own and to display. He doesn’t <span> </span>want you to be real, to think or to live. He doesn’t love you, but I love you and I want you to have your thoughts, ideas and feelings even when I hold you in the arms”.</span></p>
<p class="MsoNormal">(em tradução livre: “Ele te quer como posse, algo para admirar como uma pintura ou uma caixa de marfim. Ele só te quer para possuir e ostentar. Ele não quer que você seja uma pessoa real, pense ou viva. Ele não te ama, mas eu te amo e quero que você tenha seus próprios pensamentos, ideias e sentimentos mesmo quando estiver em meus braços”).</p>
</div>

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		<title>Pela real beleza</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 12:58:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Veja o vídeo da Campanha pela real beleza da Dove e relembre a proposta de valorizar o que tem de mais bonito: sua individualidade. E se você pensasse assim desde criança?]]></description>
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/08/dove1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-822" title="dove1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/08/dove1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p>Lembra da campanha da Dove estreladas por morenas, sardentas, negras, branquíssimas, gordinhas, magérrimas e uma infinidade de tipos com belezas que fogem do que é considerado &#8220;padrão desejável&#8221;? A proposta de valorizar o que cada mulher tem de melhor, e mais do que isso, de admirar, brincar e apreciar todo tipo de beleza foi uma ideia muito bem apresentada na Campanha pela real beleza, lançada pela Dove em 2004. Para chegar a esse resultado, a empresa fez uma megapesquisa global para investigar o conceito de beleza, como isso afeta a autoestima das mulheres e <strong>quantas delas se consideram belas: apenas 2%.</strong></p>
<p>A iniciativa fez muito sucesso na época em que a empresa levou ao ar seus comerciais que espelhavam essa proposta. Anos depois, um pouco sumida da mídia brasileira, mostramos um vídeo da Dove para lembrar do conceito &#8211; muito alinhado com a Tato &#8211; de valorizar a sua beleza, única, e provocar um debate: como essa obsessão pela juventude, pela vaidade e pelas novidades da indústria de cosméticos influencia uma criança?</p>
<p>No vídeo, aparece apenas uma garotinha, mas devemos nos lembrar que, apesar de a pressão ser maior sobre as meninas, os meninos sofrem também. <em>Sob Pressão</em>, mostra a exposição a uma infinidade de exigências e produtos e &#8220;dá uma chamada&#8221; nos pais. “Converse com sua filha, antes que a indústria da beleza o faça”.</p>
<p>O que você falaria para seus filhos (ou sobrinhos, alunos, vizinhos, afinal, dá para contribuir com todo mundo, né?) para que eles se sentissem bem, acima de qualquer creminho, gordurinha ou fio fora do lugar? <strong>Ou o que você gostaria que tivessem falado com você enquanto era criança?</strong> Comente!</p>
<p>Saiba mais sobre a campanha <a href="http://www.dove.us/#/cfrb/" target="_blank">no site</a> em inglês, ou se preferir, leia mais na <a href="http://www.campanhaporbelezareal.com.pt/" target="_blank">versão em português de Portugal</a>.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Ei6JvK0W60I?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/Ei6JvK0W60I?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>

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		<title>Deborah Colker: inspiração</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Aug 2010 19:36:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo bom]]></category>
		<category><![CDATA[Voz]]></category>
		<category><![CDATA[bailarina]]></category>
		<category><![CDATA[cirque du soleil]]></category>
		<category><![CDATA[contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[coreógrafa]]></category>
		<category><![CDATA[dança]]></category>
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		<description><![CDATA[Em entrevista ao blog Fatos e Dados, a coreógrafa e bailarina conta como tudo se transforma em fonte de inspiração e fala sobre as inseguranças de todo processo criativo]]></description>
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			</a>
		</div>
<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/08/colker1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-809" title="colker1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/08/colker1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a><br />
Por Thays Prado</em></p>
<p>Quem já assistiu a uma montagem da <strong>coreógrafa e bailarina carioca, Deborah Colker</strong>, sabe que ali tem coração, tem alma. Não é à toa que ela foi a primeira mulher e brasileira a ser convidada a criar um show do <a href="http://www.cirquedusoleil.com/en/welcome.aspx?change-country-language=true" target="_blank"><strong>Cirque du Soleil</strong></a>. Batizado de <a href="http://www.cirquedusoleil.com/en/shows/ovo/default.aspx" target="_blank"><strong>Ovo</strong></a>, o espetáculo que tem como tema a vida dos insetos estreou em abril do ano passado, no Canadá, e deve rodar o mundo pelos próximos 15 anos.</p>
<p>No último dia 5, ela foi entrevistada pelo Blog Fatos e Dados, da Petrobras, que selecionou dez perguntas de leitores &#8211; inclusive uma minha. <strong>O que mais nos encanta é a paixão com que Deborah conduz todas as suas criações.</strong> Para ela, <strong>tudo se torna inspiração</strong>: a maneira como acordamos, como dormimos, o que comemos, o que sentimos, como nos divertimos e até a própria respiração são instrumentos de trabalho. &#8220;A arte é uma conexão com a vida, com a vida que a gente faz todo dia&#8221;. E o que poderia soar como <strong>a mesmice do cotidiano se transforma em experiências únicas no palco</strong>, compartilhadas com o público.</p>
<p>Mesmo com toda a sua experiência e sucesso, a coreógrafa confessa que, como todo mundo, a cada novo desafio, ela se depara com medo, insegurança e ansiedade. &#8220;Todos os trabalhos foram difíceis, intensos, apaixonados, sofridos. <strong>Cada vez que eu começo um processo de criação, parece que eu esqueci tudo o que eu fiz. Parece que eu não sei aonde é, como é, de que maneira fazer.</strong> É sempre difícil, e talvez cada vez até mais difícil, porque a gente não quer se repetir, a gente quer ser cada vez melhor, mais perfeito, mais harmônico, mais sensível, mais emocionado, mais delicado. Cada vez eu tenho mais palavras, e mais pensamentos e mais exigências&#8221;.</p>
<p>Ufa! Somos todas mais parecidas do que imaginamos&#8230;</p>
<p>Veja abaixo trechos da entrevista com Deborah Colker:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/fjc8asw270U?fs=1&amp;hl=en_US" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/fjc8asw270U?fs=1&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/mVvJoqMPo-o?fs=1&amp;hl=en_US" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/mVvJoqMPo-o?fs=1&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Você pode assistir à entrevista na íntegra do <a href="http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/fatosedados/?cc=1&amp;p=27064" target="_blank"><strong>Blog Fatos e Dados</strong></a>.</p>

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		<title>Um mundo de Verdade(s)</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Aug 2010 21:44:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Daqui de dentro]]></category>
		<category><![CDATA[Essências]]></category>
		<category><![CDATA[coração]]></category>
		<category><![CDATA[escolha]]></category>
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		<category><![CDATA[mentira]]></category>
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		<category><![CDATA[verdade]]></category>

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		<description><![CDATA[Em uma sociedade em que a mentira tem importante função social, um sonho sobre um mundo construído a partir da Verdade Maior de cada um de nós]]></description>
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			</a>
		</div>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/08/mundoverdade1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-797" title="mundoverdade1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/08/mundoverdade1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a><br />
<em>Por Thays Prado<br />
</em><br />
Na semana passada, <strong><a href="http://www.maistato.com.br/equipe/" target="_blank">Manu</a></strong>, minha grande amiga e parceira de Tato, deixou, em mais um de seus <strong><a href="http://www.maistato.com.br/2010/08/12/escolhas-verdade-reflexao/" target="_blank">posts inspiradores</a></strong>, a pergunta: &#8220;<strong>E você, sabe qual é a sua verdade?</strong>&#8220;. O assunto mexe muito comigo e, afirmo sem exageros, é um dos temas mais importantes em minha vida &#8211; coisa que meu mapa numerológico fez a gentileza de confirmar para que eu não me sentisse tão neurótica. Por esse motivo, em vez de ligar para a <strong><a href="http://www.maistato.com.br/2010/07/21/mudanca-saudade/" target="_blank">mais nova carioca do pedaço</a></strong> e responder apenas a ela, resolvi dividir com cada um(a) que lê essas linhas o meu conceito de <strong>Verdade</strong>.</p>
<p>E aqui vale fazer uma distinção entre verdade como contrário de mentira e o que eu poderia chamar de Verdade Interior ou Verdade Maior, que se oporia a tudo o que não faz parte da essência de uma pessoa. Nos dois casos, o que mais me encanta é o fato de que, <strong>enquanto a mentira ou as escolhas que não vêm do coração demandam um gasto enorme de energia para se manterem, a verdade se sustenta sozinha, ela é e ponto</strong>.<br />
<strong><br />
Verdade x mentira<br />
</strong>Desde muito cedo se aprende sobre o papel social da mentira. Somos ensinados, condicionados e, eu diria, adestrados a mentir. Porque, normalmente, nas famílias e nas escolas, não há muito espaço para se dizer a verdade. Diante de uma mãe ou um pai que esbraveja &#8220;quem quebrou isso aqui???&#8221;, são poucas as crianças que terão a coragem de dizer &#8220;fui eu&#8221;. E, em vez de esse ser um momento de ensinarmos a elas sobre se responsabilizar pelas próprias atitudes, leva menos tempo dar uma bronca ou botar de castigo. E o pensamento infantil aprende rápido que <strong>mentir pode ser uma boa maneira de se safar</strong> de grandes encrencas e punições.</p>
<p>Logo a criança percebe também que <strong>a mentira pode evitar o sofrimento de pessoas queridas</strong>. Se, na primeira vez em que responde sinceramente que gosta mais do papai do que da mamãe, ela ouvir ou vir uma feição de desaprovação, logo saberá que não se deve ser tão honesto sobre os próprios sentimentos.</p>
<p>Com o tempo, descobrimos que <strong>a mentira também tem a importante função de nos permitir fazer o que queremos sem ter que bancar nossas escolhas</strong>. É assim que muitas adolescentes vão dormir com os namorados sem que os pais saibam e mobilizam duas ou três amigas para contarem a mesma história quando alguém ligar para saber onde elas estão. Vai dizer que frases como &#8220;ela está no banho&#8221;, &#8220;já foi dormir&#8221;, &#8220;teve que ir à padaria&#8221; ou &#8220;acabou de sair com a fulana&#8221; não fazem o menor sentido para você?</p>
<p>E tem muita gente que prefere mesmo ouvir mentiras e até dá um empurrãozinho para que o outro não diga a verdade, porque &#8220;<strong>a verdade dói</strong>&#8220;. Acredito que a verdade só dói quando existem expectativas sobre as escolhas dos outros e pouca tolerância àquilo que foge do que esperávamos. Ouvir um &#8220;eu sou gay&#8221; de um(a) filho(a) só dói se você esperava que ele(a) fosse hétero e não está disposto a considerar que ele(a) está feliz com sua orientação sexual. Um &#8220;eu não te amo mais&#8221; só dói porque se esperava receber amor &#8211; e, de algum modo, todo ser humano espera &#8211; mas, certamente, não dói mais do que descobrir que alguém, que lhe dizia &#8220;eu te amo&#8221;, mentiu para você a vida toda por conveniência, ou para não te magoar &#8211; como se você fosse tão frágil assim.</p>
<p>A vida toda, não nos faltarão estímulos para mentir. Porque mentir traz muitos ganhos. E a <strong>nossa capacidade de fazer afirmações falsas ou inventar histórias inteiras vai se tornando cada vez mais refinada</strong>. E permite o enriquecimento desonesto de alguns políticos, perpetua casamentos falidos, facilita o fechamento de certos negócios, aumenta a popularidade entre amigos e até salva a vida de quem vive num sistema com o qual não concorda, mas não tem a menor possibilidade de se rebelar contra ele.</p>
<p><strong>A Verdade Maior<br />
</strong>O mais triste é que, <strong>de tanto mentir para os outros, acabamos nos desconectando de nosso interior, de nossa essência, da verdade íntima que faz de nós quem realmente somos</strong>. Perdemos nosso referencial interno. E vai ficando cada vez mais difícil perceber o que é que faz total sentido para nossa alma, o que é que nos alimenta, o que nos move &#8211; independentemente de haver a aceitação ou a aprovação de qualquer outra pessoa.</p>
<p>Talvez esteja aí a fonte da infelicidade humana. <strong>Quantas escolhas fazemos todos os dias sem levar em conta o que verdadeiramente desejamos?</strong> Movidos pelo hábito, pela necessidade do amor do outro, pelas regras sociais não questionadas, por obediência a alguma hierarquia, pela pressa, pelo medo, pela inconsciência.</p>
<p><strong>Fico imaginando como seria um mundo em que todos estivéssemos conectados com nossa Verdade Maior &#8211; aquilo que nos individualiza, nos torna únicos.</strong> E agíssemos sempre segundo nosso coração, sempre de acordo com o que mais fizesse sentido para cada um. &#8220;O mundo seria um caos! É necessário haver regras&#8221;, pode ser que alguém argumente.</p>
<p>Não acho que seria caótico. <strong>Acho que seria belo, rico, diverso, complexo &#8211; como é mesmo a natureza humana.</strong> E, provavelmente, os diálogos precisariam ser mais frequentes, até que as pessoas entendessem que a escolha do outro é apenas a escolha do outro &#8211; não tem nada contra você! E talvez os ciclos fossem mais dinâmicos, talvez as pessoas ficassem por menos tempo em nossas vidas, mas, certamente, a qualidade de suas presenças seria infinitamente maior. O orgulho não seria necessário. E haveria mais respeito &#8211; afinal, se tenho o direito de fazer o melhor por mim mesma, e me permito fazer, será mais fácil aceitar que o outro também siga a sua verdade.</p>
<p>Aprendi, no curso de Campos Energéticos, que concluí, no mês passado, no <a href="http://www.monikavonkoss.com.br/site/" target="_blank"><strong>Espaço Caldeirão</strong></a>, que quando dizemos a nossa verdade, ninguém nos questiona. Desconfiei um pouco dessa afirmação, mas resolvi fazer um teste em minha própria vida e também andei observando algumas pessoas. É fato: <strong>as escolhas feitas a partir da nossa verdade não deixam dúvidas quando as comunicamos.</strong></p>
<p>É a partir desse lugar de verdade e transparência que frases como &#8220;quero viajar sem você desta vez, mas isso não significa que eu não te ame, só preciso de um tempo para mim&#8221; não gerem desconfiança &#8211; porque são legítimas. Do mesmo modo, é quando dizemos com a certeza que há no fundo da nossa alma &#8220;acabou&#8221; &#8211; sem sinais trocados, sem que nosso ego sinta pena ou culpa &#8211; que o outro consegue se desligar também e ir embora de vez. <strong>É por meio de nossa verdade que nos percebemos íntegros e enxergamos a integridade de cada ser.<br />
</strong><br />
Eu sonho com um mundo construído a partir da Verdade Maior de cada um de nós. Eis a verdade de uma leonina, com mania de grandeza coletiva. Eis a minha verdade sobre a verdade.</p>

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		<title>Qual é a sua verdade?</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2010/08/12/escolhas-verdade-reflexao/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Aug 2010 13:16:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Elemento terra]]></category>
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		<description><![CDATA[Resolvemos compartilhar um assunto delicado que não poderia ser abordado com entrevistas tradicionais. Por isso, decidimos falar, apenas]]></description>
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			</a>
		</div>
<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/08/verdade1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-786" title="verdade1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/08/verdade1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p>O mundo está cheio de verdades. Se todas elas fossem tão verdadeiras como se propõem, não seriam um problema, mas uma grande (e bem-vinda) solução. Não seria preciso ter dúvidas, inseguranças nem dilemas. Afinal, as verdades estão postas, as respostas estão dadas. &#8220;Político é corrupto&#8221;, &#8220;O proibido é mais gostoso&#8221;, &#8220;(escreva aqui seu clichê)&#8221;. Nós sabemos que não é bem assim. Vou poupá-los da enfadonha discussão sobre a existência ou não da verdade e se ela é ou não alcançável. Além de chatésimo, seria absurdo racionalizar um assunto que não é acadêmico, mas interno.</p>
<p>“Por que você não come carne?”. Essa é a principal pergunta que sugiro não me fazer. Vem cá, eu te pergunto por que você come carne?! Eu não como porque acredito que seja melhor para mim dessa forma. Ponto. Nessa hora, aparecem milhares de pessoas segurando plaquinhas de deboche porque plantas são seres vivos tanto quanto os animais, porque somos o topo da cadeia alimentar, porque pesquisas provam que blábláblá e porque o especialista em qualquer coisa disse x. Tá. <strong>Independente da chuva de argumentos que virão, a minha pergunta é: por que alguém está questionando a minha escolha? </strong>Minhas escolhas, meu caminho, minha evolução, minha consciência, minha vida e o palpite dos outros. Dá para perceber qual elemento está sobrando nesse conjunto?</p>
<p>Não se trata de ser inquestionável. Claro que não. Eu sou <span style="text-decoration: line-through;">cabeça-dura</span> taurina, mas quem me conhece sabe que valorizo a troca e a reflexão acima de qualquer coisa &#8211; minha grande amiga Thays Prado, leonina, com quem converso sobre qualquer assunto durante horas, que o diga &#8211; se for para todos concordarem com todos, a discussão se resume a uníssonos “aham” e a gente não sai do lugar. É preciso haver interação entre as partes opostas, mas com o cuidado de saber como compartilhar e de não invadir o outro. Chama-se tato.</p>
<p>Outro cuidado necessário são aquelas interrogações que colocam na sua cabeça. “Ele é fiel?”. A quê? Ao que ele diz que sente? Ao contrato de exclusividade? Aos reais sentimentos dele?  “Você gosta do seu trabalho?” Trabalhar pode ser bom? Eu preciso gostar da minha atividade ou do ela me proporciona com a renda que me fornece? Gosto em relação a quê? “Qual foi a melhor fase da sua vida?” Como você sabe quando começa e quando termina uma fase? Com o que comparar uma coisa que só se viveu uma vez e de uma única forma? Devo comparar minha alegria de criança aos sete anos com a do meu vizinho de porta? Como se mede alegria?</p>
<p>O mundo faz questionamentos muito íntimos e quer respostas pontuais sobre conceitos que construiu fora de nós. Nesse caso, todo e <strong>qualquer senso comum se transforma na ditadura da maioria</strong>: as pessoas enlouquecem tentando achar respostas que já seriam difíceis de ser encontradas ainda que as pessoas se encaixassem nesses conceitos &#8211; que nem sempre fazem sentido para elas. “Traição online é traição real?” A pergunta é essa mesmo? É esse o ponto? É isso que te toca?</p>
<p>O mundo precisa mudar as perguntas. Mas levou tanto tempo para que esses rótulos e definições fossem criados que levaremos mais um tempão para que caiam em desuso. Ou vão cair de uma vez, com um chute de algum grupo que vai falar justamente o contrário e pobre de quem entrar nesse vai-e-vem. Afinal, os conceitos são frouxos. Há milênios que as pessoas se matam em nome de Deus e elas nem sabem o que é isso. Tem gente que acredita no Deus da Igreja Católica, tem quem chame de Universo, tem quem chame de Luz, de deusas e tem gente que não acredita em nada, mas reza quando o filho pequeno adoece. Sim, as pessoas se matam por um conceito que nem elas conseguiram entender. Talvez, no fundo, seja tudo a mesma coisa com nomes diferentes. Até lá, elas vão discursar e se agredir. Você vai entrar nessa mesmo?</p>
<p>Para responder todas as perguntas pessoais, sugiro fazer uma outra que sempre aparece nas minhas conversas sobre a Tato: isso faz sentido para você, te move, te toca? Nem sempre é fácil responder isso racionalmente, mas, no fundo, a gente sempre sabe.</p>
<p>Uma interrogação que sempre colocaram na minha cabeça é o dilema entre dança e jornalismo. E já que é para falar de verdades internas, posso dizer que nesta semana tive que fazer um esforço real para não começar a dançar balé moderno ao som de uma música bacana no supermercado. Música e dança me movem. É a minha verdade se manifestando no meu corpo, embora isso não responda a clássica “você gosta mais de jornalismo ou de dança?”. Tudo bem. <strong>Mais uma vez, a pergunta não é essa. </strong></p>
<p>Dança é expressão corporal, jornalismo é expressão verbal. Não importa de qual eu gosto mais. Ambos me emocionam, me ensinam e fazem parte da minha vida. Minha verdade, claramente, é a identidade, a expressão.</p>
<p>E você, sabe qual é a sua verdade?</p>

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		<title>Deixe seu bebê mamar</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2010/08/04/deixe-seu-bebe-mamar-semana-mundial-aleitamento-materno-oms/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 13:55:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curas]]></category>
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		<description><![CDATA[A OMS comemora a Semana Mundial de Aleitamento Materno em mais de 170 países. Amamentar pode evitar a morte de 1,5 milhão de crianças por ano. Defenda essa causa! ]]></description>
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			</a>
		</div>
<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/08/mamar1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-765" title="mamar1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/08/mamar1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Thays Prado<br />
</em><br />
De 1 a 7 de agosto, a <strong>Organização Mundial de Saúde (OMS) comemora a Semana Mundial de Aleitamento Materno</strong> em mais de 170 países. A orientação do órgão é que o bebê comece a mamar no peito logo após o nascimento, tenha o leite materno como seu alimento exclusivo até os seis meses de idade e continue a ser amamentado até os dois anos, recebendo também alimentos sólidos. Isso porque uma nutrição adequada nos primeiros dois anos de vida de uma criança é particularmente importante para evitar a mortalidade, reduzir o risco de doenças crônicas e melhorar seu desenvolvimento geral.</p>
<p>Amamentar é muito saudável tanto para o bebê quanto para a mãe. A própria OMS diz que <strong>o leite materno poderia evitar, anualmente, a morte de 1 milhão e meio de crianças de até 5 anos de idade</strong>, pois contém todos os nutrientes de que elas precisam e os antibióticos naturais que protegem o recém-nascido de infecções, alergias, pneumonia e diarreia &#8211; <strong>a subnutrição infantil pode ser a causa de 35% das doenças que acometem os pequenos</strong>. Nas mamães, a amamentação ajuda a combater diabetes tipo 2 e pressão alta e previne câncer de mama e de ovário.</p>
<p>Ainda assim, <strong>apenas 35% dos bebês que nascem hoje, no mundo, são amamentados exclusivamente no peito até os seis meses</strong>. Por isso, a OMS e o Unicef têm os &#8220;Dez passos para uma amamentação bem sucedida&#8221; que já são utilizados em maternidades de mais de 150 países e incluem:</p>
<p>- Ter uma política de aleitamento escrita que seja comunicada a todo os profissionais de saúde;<br />
- Treinar todos os funcionários para implementar essa política;<br />
- Informar todas as mulheres grávidas sobre os benefícios e o processo de amamentação;<br />
- Ajudar as mães a iniciar o aleitamento dentro de até meia hora após o nascimento;<br />
- Mostrar às mães como amamentar e como manter a produção de leite mesmo se forem separadas de seus bebês;<br />
- Não dar alimento ou bebida ao recém-nascido que não seja o leite materno, a menos que haja indicação médica para isso;<br />
- Permitir que mães e bebês permaneçam juntos 24 horas por dia;<br />
- Encorajar a amamentação sempre que o bebê estiver com fome;<br />
- Não oferecer bicos artificiais ou chupetas para os lactentes;<br />
- Promover a criação de grupos de apoio à amamentação e encaminhar as mães a eles após a alta do hospital ou da clínica.</p>
<p><strong>Mesmo sob circunstâncias críticas, o aleitamento é, quase sempre, a opção mais recomendada para alimentar as crianças</strong> &#8211; ainda que elas estejam sob os cuidados de assistência social ou mesmo que suas mães possuam deficiências físicas e mentais, estejam na prisão, tenham abusado de álcool e drogas ou sejam portadoras de HIV. Com as intervenções de drogas antiretrovirais em mães soropositivas e em seus bebês, o risco de transmissão do vírus para os pequenos pelo leite materno é de 1% a 2%, e pode ser muito inferior ao risco de mortalidade pela falta de amamentação.</p>
<p>Amamente seu bebê, esse é um direito seu e dele. E defenda essa causa.</p>

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		<title>Os desafios da liderança feminina</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2010/08/02/os-desafios-da-lideranca-feminina/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 12:37:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo bom]]></category>
		<category><![CDATA[cientista]]></category>
		<category><![CDATA[feminino]]></category>
		<category><![CDATA[liderança]]></category>
		<category><![CDATA[maria lucia ghirardi]]></category>
		<category><![CDATA[masculino]]></category>
		<category><![CDATA[mãe]]></category>

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		<description><![CDATA[A cientista-chefe da Escola do Colorado (EUA), Maria Lúcia Ghirardi, fala sobre os desafios femininos de conciliar vida pessoal e carreira e assumir posições de poder ]]></description>
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			</a>
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<p><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/08/ghirardi1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-742" title="ghirardi1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/08/ghirardi1.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a><br />
<em>Por Thays Prado</em></p>
<p>Maria Lúcia Ghirardi, 57 anos, é cientista-chefe do Laboratório Nacional de Energias Renováveis, da Escola do Colorado, nos Estados Unidos. Filha de brasileiros, nasceu, por acaso, em Nova York, nos últimos dias de um longo estágio que seu pai fazia por lá.</p>
<p>Mais tarde, o acaso lhe foi útil. Quando cursava o quarto ano de Medicina, na USP, seu namorado decidiu fazer mestrado no Instituto Tecnológico de Massachussets (MIT). Na época, sentindo-se perdida quanto ao que fazer de sua vida profissional e tendo como única certeza o fato de que, embora gostasse muito da ciência, não levava jeito para cuidar de pacientes &#8211; porque sentia pena de suas dores -, casou-se e acompanhou o marido.</p>
<p>Estudou várias línguas, História, teve um filho, mudou-se para a Califórnia e decidiu focar seus estudos novamente na área de ciências. Percebeu um gosto especial pela fotossíntese, fez mestrado e doutorado.</p>
<p>Quando se separou, o ex-marido voltou ao Brasil e ela decidiu ficar nos Estados Unidos com o filho. Fez pós-doutorado em Washington, na área de Agricultura,  e um segundo pós-doutorado na Escola do Colorado. Lá se encantou pelos processos de conservação de energia e, desde 1995, trabalha com a produção de hidrogênio a partir de microalgas. Muita gente tem apostado em seu trabalho, afinal, pode estar aí a saída para um combustível não poluente no futuro.</p>
<p>Há um ano, foi nomeada cientista-chefe do Laboratório de Energias Renováveis e lidera um grupo de 25 pessoas. Maria Lúcia esteve no Brasil, recentemente, para falar sobre seu trabalho &#8211; era a sua terceira palestra em português. Aproveitamos para conversar com ela sobre sua vida pessoal e perguntar o que se pergunta a quase toda mulher bem sucedida: como é que você conseguiu chegar onde chegou, dando conta de tudo? Ela mostra que, de algum jeito, é possível.</p>
<p><strong>Você encontra algum tipo de preconceito no meio científico pelo fato de ser mulher?</strong></p>
<p><strong> </strong>Não sinto discriminação, mas, em geral, as cientistas, nos Estados Unidos, se dedicam mais à Biologia. Eu fui para a Biofísica, a Bioquímica e, nessas áreas exatas, há muito menos mulheres. É bom porque me sobressaio. Em outras áreas, em que há muitas mulheres, talvez eu fosse apenas mais uma. Mesmo no Brasil, na minha classe de Medicina, apenas 10% da turma eram mulheres e nós nunca nos sentimos diminuídas por isso.</p>
<p><strong>Como você conciliou a tarefa de ser mãe e cientista ao mesmo tempo?</strong></p>
<p>Tive muito suporte do meu marido, cuidávamos juntos do nosso filho. Em minha faculdade, também havia serviço de babás para os filhos dos alunos que já eram pais. Depois que me separei  - meu filho estava com 9 anos, ainda precisava muito de mim -, as coisas ficaram mais complicadas, apesar de que, nos Estados Unidos, há muito apoio para pais sozinhos. Este, para mim, foi o maior desafio: o balanço entre a vida pessoal e a profissional. É muito difícil fazer as duas coisas bem. E sozinha, tive várias conquistas a fazer.</p>
<p><strong>Acha que conseguiu encontrar esse equilíbrio?</strong></p>
<p>Acredito que nem sempre as escolhas que fiz foram as melhores. Meu filho passou muito tempo sozinho. Eu gostaria de ter tido mais tempo com ele, mas estava em começo de carreira e achava que precisava correr atrás de uma oportunidade de emprego permanente, de um pós-doutorado&#8230; Se pudesse voltar atrás, faria diferente.</p>
<p><strong>E você vê isso como um fato totalmente real ou tem aí aquela culpa de quase toda mãe?</strong></p>
<p><strong> </strong>A gente quer fazer tudo perfeitamente (risos). O lado bom é que ele se tornou independente muito cedo e logo já sabia tomar conta de si mesmo. Hoje, a gente conversa e ele diz que, realmente, eu poderia ter lhe dado mais atenção, mas que ele entende a situação. Boa parte do que eu sinto é culpa de mãe mesmo.</p>
<div id="_mcePaste">
<p><strong>O que poderia ser feito para aliviar essa carga materna?</strong></p>
</div>
<p>Eu não vejo melhoria possível sem repensar a divisão de trabalho e sem que haja o apoio da sociedade. A mulher acumulou muitas funções, mas vejo que os maridos têm mudado de atitude e assumido parte da responsabilidade, não tanto sobre a casa, mas, pelo menos, sobre os filhos. Conheço algumas famílias em que a mulher trabalha fora e o marido, em casa, para cuidar das crianças. Hoje também há muitas empresas que oferecem a possibilidade de a mulher trabalhar de casa. E tem várias creches com muita qualidade, com a vantagem de que as crianças aprendem a se socializar.</p>
<p><strong>Como é para você liderar um grupo de cientistas? Sente alguma diferença entre a maneira como as mulheres e os homens lideram?</strong></p>
<div id="_mcePaste">
<p>Estou gostando muito de ser mentora de cientistas mais jovens do que eu. É uma fase diferente da minha vida e está dando certo. Não sinto tanta diferença entre homens e mulheres quanto à ciência em si, mas em relação ao estilo de administração. Como mulher, tenho características mais femininas, trato os membros de minha equipe de um jeito mais pessoal e, até, mais emocional, e não acho ruim. Meu grupo tem muita mulher e várias delas já me disseram que se sentiram atraídas a trabalhar ali pelo fato de eu ser a chefe do grupo. Mas tenho tido que aprender a lidar de modo mais firme quando necessário, especialmente em relação aos homens. Isso me exigiu treinamento.</p>
</div>
<div id="_mcePaste">
<p><strong>Nessa tentativa de ser mais firme, muitas mulheres acabam se masculinizando quando assumem posições de poder. Como evitar isso?</strong></p>
</div>
<p>É verdade. As mulheres que ocupam cargos mais altos são, quase todas, mulheres bem firmes, não costumam demonstrar emoções. É claro que pode ser que elas ajam diferente nas relações individuais, mas, em público, assumem uma postura mais dura. Não é fácil, mas acredito que seja possível conciliar nossos aspectos yin e yang. E isso também depende muito da instituição, do grupo. Meu chefe anterior, por exemplo, não tinha esse toque pessoal no trato com a equipe, então, eles estão reagindo bem à minha liderança e me apoiam muito. Meus colegas sabem que sou humana, que tenho meus problemas pessoais, mas também não deixo que isso domine a conversa. Estou tentando.</p>

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		<title>Foi bom pra você?</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2010/07/30/foi-bom-pra-voce-dia-mundial-orgasmo/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 08:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Na pele]]></category>
		<category><![CDATA[orgasmo]]></category>
		<category><![CDATA[prazer]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>

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		<description><![CDATA[No Dia Mundial do Orgasmo, uma reflexão sobre a obrigação de gozar e a dificuldade que temos em ser honestos sobre nossa (in)satisfação na cama]]></description>
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<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; font: 13.0px Arial;"><img class="aligncenter size-full wp-image-108" title="foibom_text1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/01/foibom_text1.jpg" alt="foibom_text1" width="680" height="272" /></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; font: 13.0px Arial;">
<p><em>Por Thays Prado</em></p>
<p>Quantas vezes você já disse ou ouviu de uma amiga algum comentário do tipo: <strong>eu nunca tive um orgasmo</strong>, eu tenho dificuldades de chegar ao orgasmo, <strong>eu finjo</strong> quando sei que meu parceiro está com pressa para ejacular, eu sinto prazer no sexo mas <strong>não chego lá</strong>? Posso responder: uma. Até hoje, apenas uma amiga foi capaz de me contar algo assim. E confesso: eu mesma preferi manter uma &#8220;distância de segurança&#8221; nas entrevistas que fiz com especialistas sobre esse assunto. Comecei a maior parte das perguntas com o confortável &#8220;as pessoas&#8221;, mesmo quando as questões eram mais da mulher do que da jornalista que sou. No terreno ainda obscuro do sexo, pouca gente é completamente honesta quando o papo &#8211; seja numa mesa de bar, numa conversa íntima ou mesmo num divã psicanalítico &#8211; envolve a sua (in)satisfação na cama.<strong> A pose de bem resolvida sempre cai melhor. </strong>O fato é que, ao longo da história da humanidade, seja por falta de autoconhecimento, por excesso de repressão e até por rebeldia, fizemos uma verdadeira confusão com nossa sexualidade. E pelo constante medo de sermos mal julgados, a imagem que passamos aos outros pouco tem a ver com o que realmente estamos vivendo na intimidade. No momento em que nossa sociedade se baseia na tentativa de viver uma felicidade eterna, um êxtase sem interrupções, no sexo, <strong>a ordem não poderia ser outra a não ser: gozar</strong>. Para a psicanalista Miriam Moreira,  o fenômeno tem até nome, &#8220;cultura do gozo&#8221;, e essa exigência é a base de relações adoecidas.</p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/01/foibom_text2.jpg"><img class="size-full wp-image-110 alignleft" title="foibom_text2" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/01/foibom_text2.jpg" alt="" width="171" height="706" /></a>O terapeuta corporal especializado em sexualidade, Fábio Oliveira, diz que, por conta de uma superidealização de como o sexo deveria ser, muita gente tem se sentido na obrigação de sempre chegar ao orgasmo, como essa fosse a garantia de que o ato sexual foi “ma-ra-vi-lho-so”. O grande equívoco é que, com esse comportamento, ficamos muito mais focados no resultado &#8211; eu tenho que gozar, quando é que vai ser? &#8211; do que em curtir todo o processo. &#8220;Isso gera tensão. <strong>Orgasmo é uma consequência, uma explosão de prazer, não um lugar a ser atingido</strong>”.</p>
<p>É aí que está a diferença entre viver uma relação de genitalidade, quando é gerada uma tensão corporal, que precisa ser aliviada o quanto antes por meio de um orgasmo, e sexualidade, em que o casal pode ficar namorando sem querer chegar a lugar nenhum. A qualidade do sexo no segundo caso é infinitamente maior. “A pergunta é: <strong>você quer gozar várias vezes numa noite ou gozar uma vez durante a noite inteira?</strong>”, provoca Fábio. Aliás, é possível ter uma bela dose de prazer mesmo sem atingir um orgasmo e até sem fazer sexo. “Abraçar, beijar, trocar confidências, ficar junto, fazer brincadeiras, tudo isso pode ser muito gostoso. O orgasmo em si é apenas a resposta reflexa que o corpo dá e dura segundos &#8211; uma transa demora muito mais que isso. Quanto mais tempo e entrosamento existir entre o casal, quanto mais a pessoa se conhecer e mais clara ela for para o outro, mais ela se permite e maiores são as chances de ter uma boa relação sexual”, diz a sexóloga Cida Lopes. Parece fácil na teoria, mas, na prática, nem sempre conseguimos desfrutar de cada momento livres de performances e do <strong>medo da opinião de quem está no travesseiro ao lado. </strong>Cida reconhece que a maioria das pessoas prefere criar uma imagem do que gostaria de ser, em vez de vivenciar uma relação sem máscaras. Até porque, há sempre o risco de o outro não dar conta de se relacionar com tanta intimidade e ir embora.<br />
<strong><br />
Por que tanta dificuldade?</strong></p>
<p>&#8220;Porque a gente não se sente no direito. É pecado, engorda, dá neném, só pode depois de casar, só pode um homem com uma mulher e vice-versa”, responde Fábio Oliveira. Para o terapeuta, os condicionamentos sociais que sofremos durante toda a vida vão nos afastando de uma permissão interna de viver prazer. “Para muita gente ainda é assustador falar sobre sexo e orgasmo. Quando olhamos para essas pessoas, vemos <strong>histórias de vida construídas sobre uma base de não-prazer</strong>&#8220;. A educação que recebemos, ainda hoje, contribui muito para isso. Cida Lopes se depara o tempo todo com pais que demonstram uma <strong>dificuldade enorme de falar com seus filhos sobre sexo</strong>. “No momento em que eles mais perguntam e estão livres de preconceitos, não obtêm respostas. Quando sentem vergonha já não perguntam. E quando o adolescente chega à relação sexual, ele já se cobra saber e não se permite errar”.</p>
<p>E haja fantasias em torno do <strong>imaginário do que seria uma </strong><strong>relação sexual ideal</strong>. O pior é que elas levam a inevitáveis comparações, duras cobranças e muitos conflitos internos. A começar pela ideia que fazemos de orgasmo. Estamos cansados de assistir a filmes e novelas em que os personagens gemem, gritam, contorcem o corpo, gozam juntos e terminam a cena abraçados, com um super sorriso no rosto. Não que isso não possa realmente acontecer. <strong>O problema é começar a achar que tem que ser sempre assim</strong> e só vai ser bom se for desse jeito. “Se nos apegamos demais a esse padrão que é veiculado, acabamos não validando o que vivemos”, orienta a sexóloga. Para ela, o fato de um dos parceiros, eventualmente, não chegar ao orgasmo não deveria ter tanto peso. Segundo a especialista, é raríssimo o casal gozar ao mesmo tempo, e ficar focado nesse tipo de objetivo só gera frustração. “Temos a ilusão de que na relação sexual deveríamos estar mais juntos, mas é a hora em que estamos mais separados. O orgasmo é individual, normalmente as pessoas estão de olhos fechados, acontece no momento em que você se cala”.</p>
<p>Outra crença muito frequente é a de que o parceiro ou a parceira são responsáveis pelo fato de chegarmos ou não ao orgasmo. No entanto, “o grande orgasmo é aquele que eu posso viver comigo.<strong> Eu sou o responsável pelo meu prazer</strong> e preciso aprender a me proporcionar isso, a descobrir onde ele está inserido no meu corpo. Se posso partilhar isso com o outro, ótimo, mas se eu não puder, está perfeito também”, define o terapeuta corporal. Fábio assegura que a <strong>energia de prazer é inerente ao ser humano e pulsa dentro de nós o tempo todo, por toda a vida</strong>. &#8220;Se nos permitirmos, temos potencial para viver prazeres que nos levam a níveis superiores de consciência&#8221;.</p>
<p>No final das contas, todas as receitas de sexo que compramos nas capas das revistas, em milhares de livros e mesmo da boca de amigos podem ser substituídas por uma dica simples: entregar-se, de verdade, ao momento presente. Que tal experimentar?</p>

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		<item>
		<title>A História dos Cosméticos</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2010/07/27/historia-cosmeticos-saude/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 16:41:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curas]]></category>
		<category><![CDATA[Toques]]></category>
		<category><![CDATA[annie leonard]]></category>
		<category><![CDATA[beleza]]></category>
		<category><![CDATA[cosméticos]]></category>
		<category><![CDATA[estética]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[química]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Story of Stuff Project]]></category>

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		<description><![CDATA[Assista ao novo (e ótimo) vídeo de Annie Leonard sobre a lógica da indústria de cosméticos e a quais riscos essa dinâmica nos expõe]]></description>
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			</a>
		</div>
<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/07/cosmeticos11.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-702" title="cosmeticos1" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2010/07/cosmeticos11.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p>Depois de A História das Coisas e A História da Água Engarrafada, The Story of Stuff Project (o Projeto da História das Coisas, numa tradução livre) traz mais uma produção muito interessante. A animação fala de um assunto extenso que começa no banheiro de qualquer casa e chega à mentalidade da indústria de cosméticos que, segundo Annie Leonard, é a mesma de 1950 &#8211; quando a ideia de usar química no dia-a-dia era trazer praticidade, mas sem a preocupação de saber quais impactos isso traria para a saúde.</p>
<p>Criados para facilitar a vida, a higiene pessoal e o bem-estar , esses produtos também causam asma, dificuldade de aprendizagem, câncer e problemas reprodutivos nos homens. Todos aqueles nomes complicados inscritos nas embalagens que para a maioria dos consumidores não significam nada foram entregues a cientistas capazes de ler, compreender e traduzir os compostos e, assim, dizer o que acontece com o corpo que entra em contato com isso, diariamente. O resultado é que nem os produtos destinados aos bebês estão livres de substâncias agressivas.</p>
<p>Segundo a autora, <strong>menos de 20% dos químicos usados na fabricação de xampus, protetores solares e cremes, entre outros, passam por testes de segurança, o que significa que não sabemos quais danos eles podem trazer</strong>. A indústria justifica dizendo que o chumbo dos batons, por exemplo, está presente em tão pouca e insignificante quantidade que não irá afetar o organismo. Será que uma mulher que usa (e retoca) batom todos os dias está livre dos problemas que esse ingrediente pode causar? Estatísticas mostram que uma norte-americana usa, por dia, 12 produtos e um homem, seis. Será o suficente para acumular toxinas?</p>
<p>O problema começa na nomenclatura. Não existe definição legal que conceitue “herbal”, “orgânico” e “natural”. Ou seja, qualquer produto pode colocar essas palavrinhas atraentes em seus rótulos porque, legalmente, elas não dizem nada.</p>
<p>Annie acredita que a solução está nas leis. Já existe pressão da sociedade para fazer o Congresso norte-americano aprovar uma nova lei que dê força ao FDA (Food and Drug Administration), órgão regulador dos Estados Unidos, para garantir que o que está nas prateleiras é realmente seguro.  Na Europa, a mudança veio mais cedo: os governantes proibiram vários componentes tóxicos e os fabricantes acataram.</p>
<p>Desde que foi lançada, a campanha Safe Cosmetics está recebendo apoio de muitas organizações e consumidores. O vídeo, com áudio e legendas em inglês, conta a história e o <a href="http://www.safecosmetics.org/ " target="_blank">site</a>, como participar. Vale a pena peder 8 minutinhos e saber mais sobre o assunto.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="640" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/pfq000AF1i8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="385" src="http://www.youtube.com/v/pfq000AF1i8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>

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