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	<title>tato</title>
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	<description>um sentido para o feminino</description>
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		<title>Deusas: Psique</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 02:09:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deusas]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
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		<description><![CDATA[É muito difícil falar de Psique sem falar de Eros. Juntos eles formam o casal perfeito e, portanto, a história dos dois é entrelaçada e bonita - o que não quer dizer que a vida deles foi fácil]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/05/deusas-psique_POST.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2046" title="deusas-psique_POST" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/05/deusas-psique_POST.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p><em>Imagem: <a href="http://nshrine.com/shrine/Psyche">nshire</a></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É muito difícil falar de Psique sem falar de Eros. Afinal, juntos eles formam o casal perfeito e, portanto, a história dos dois é entrelaçada e bonita &#8211; o que não quer dizer que a vida deles foi fácil.</p>
<p>Psique era a mais jovem e bonita de três irmãs, o que deixou Vênus (que corresponde a Afrodite, na cultura grega), a deusa romana do amor e da beleza, furiosa. Vênus ficou tão enciumada que pediu a Eros (Cupido), seu filho, fruto de sua união com Marte, que a fizesse se apaixonar por um homem fracassado qualquer. Obediente, Eros seguiu para cumprir a ordem, mas, ao avistar Psique, ficou encantado por sua beleza e pediu à brisa da primavera que a levasse para o seu palácio, onde ele ia todos os dias à noite. <strong>No entanto, havia uma condição para que ficassem juntos: ela não deveria conhecer a identidade dele</strong>, os encontros seriam no escuro ou ele a abandonaria.</p>
<p>E por muito tempo foi assim e por todo esse tempo estava indo tudo muito bem até que um dia, as irmãs de Psique, tão invejosas quanto Vênus, convenceram-na de que seu amado era um monstro terrível, uma besta que escondia a verdadeira identidade porque iria matá-la mais cedo ou mais tarde. Amedrontada, Psique esperou que Eros dormisse e com a ajuda de uma lamparina pôde enxergar o seu rosto, o rosto do mais bonito dos deuses. Surpresa e comovida, ela se atrapalha e uma gota de óleo quente queima a pele dele. Eros acorda e parte decepcionado e em silêncio.</p>
<p>Arrependida, Psique procura por ele em toda parte, no mundo todo, até chegar  ao palácio de Vênus que, depois de atormentá-la bastante, a submeteu a algumas provas. A primeira delas foi separar em montinhos distintos uma enorme pilha de grãos de lentilha, trigo, cevada, diferentes tipos de feijão, painço e papoula. Por sorte, uma formiga teve pena de Psique, que estava petrificada diante do desafio, e chamou todas as formigas das redondezas para fazer o trabalho.</p>
<p>Ainda mais furiosa, Vênus ordenou que ela trouxesse lã de carneiros ferozes, o que também foi feito. A terceira tarefa foi encher uma urna com a água de um rio que passava por uma região infernal. Feito. Finalmente, a última tarefa era entregar a Proserpina, a deusa do mundo inferior, uma urna em que ela deveria colocar um pouco de sua beleza. Psique escalou uma torre altíssima com a intenção de se jogar de lá e chegar ao mundo dos mortos o quanto antes, mas, de repente, a torre começou a falar e ensinou a ela maneiras mais adequadas de vencer esse e os outros desafios.</p>
<p>De volta, a caminho do palácio de Vênus, Psique fica muito curiosa e decide abrir a urna. De lá sai um vapor infernal que a faz cair em sono mortal e profundo. Pouco depois, Eros, que a havia perdoado e estava com saudade, a encontra, aprisiona a fumaça na urna e a acorda com uma de suas flechas.Com a ajuda de Júpiter, eles se casam, inclusive com a benção de Vênus, e <strong>da união dos dois nasce o Prazer.</strong></p>
<p>Dessa vez não vou colocar ritual de conexão com a deusa no final do post porque não conheço nenhum que seja leve e confiável &#8211; e esses rituais que têm a ver com amor não sei não, hein?! Acho que o mais legal de Psique, além de mostrar para a gente que nenhuma história de amor é tão linear, é a mensagem de fazer acontecer. Afinal, ela correu atrás daquilo que queria assim que descobriu qual era sua real vontade e parou de dar ouvidos aos outros, no caso, as irmãs. <strong>Ah, sim, tão importante quanto saber batalhar é entender também a hora de se entregar e cair em sono profundo</strong> porque ninguém precisa e nem merece passar por tanta coisa e dar conta de tudo isso sozinha. Seu amado que faça a parte dele, né?</p>
<p><strong>Leia também:</strong></p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/2012/01/31/deusas-o-que-sao-afinal/" target="_blank">Deusas: o que são, afinal?</a></p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/2012/02/28/deusas-isis/" target="_blank">Deusas: Ísis</a></p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/2012/03/28/deusas-venus-de-willendorf/" target="_blank">Deusas: Vênus de Willendorf</a></p>

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		<title>Sua mãe sabe ser mãe de gente grande?</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2012/05/10/sua-mae-sabe-ser-mae-de-gente-grande/</link>
		<comments>http://www.maistato.com.br/2012/05/10/sua-mae-sabe-ser-mae-de-gente-grande/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 May 2012 02:28:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Umbigo]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[filhos]]></category>
		<category><![CDATA[mãe]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta semana que antecede o Dia das Mães, colhemos algumas respostas para essa pergunta. Confira os depoimentos e deixe o seu também!]]></description>
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<p><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/05/maegente_POST.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2040" title="maegente_POST" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/05/maegente_POST.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a></p>
<p>Por Thays Prado e Manoella Oliveira</p>
<p>Imagem: <a title="portifolio" href="http://www.be.net/vanessasiqueira">Vanessa Siqueira</a> + <a href="http://www.cafepress.com/shirtsoflove.436101038">cafepress</a></p>
<p>Cada uma à sua maneira, as mães amam, cuidam, educam, ensinam, brigam e torcem por seus filhos. Querem vê-los crescer saudáveis e felizes. Querem que tenham tudo a que elas não tiveram acesso. Num exercício diário de doação, por anos a fio. Até o dia em que eles partem, por serem ou estarem em vias de se tornar &#8220;gente grande&#8221;. E elas são pegas de surpresa, por mais que sempre soubessem do velho clichê de que &#8220;filho a gente cria é pro mundo&#8221;.</p>
<p>Mulheres, esposas, amantes, amigas, profissionais, sonhadoras&#8230; Tantos outros papéis foram desempenhados por elas ao mesmo tempo! Mas <strong>suas identidades estão profundamente confundidas e misturadas com a função de mãe, que exerceram em tempo integral</strong>, e não sabem mais o que ser sem seus pequenos por perto. No entanto, mais cedo ou mais tarde, elas começam a se dar conta de que &#8220;ser mãe é pra sempre&#8221;. Por mais que a relação mude, que a distância geográfica seja grande e que haja tanta gente na vida daquele serzinho que, um dia, só sabia reconhecer um único rosto, um único tom de voz, um único cheiro, um único toque. E elas passam a ser &#8220;mães de gente grande&#8221;.</p>
<p>Nesta semana que antecede o Dia das Mães, colhemos algumas respostas para a seguinte pergunta: Sua mãe sabe ser mãe de gente grande?</p>
<p><strong>Confira os depoimentos abaixo e, se quiser participar, deixe seu comentário.</strong></p>
<p>&#8220;Se minha mãe sabe ser mãe de gente grande? Acho que sim, com uma pontinha de sofrimento no coração, mas sabe!<br />
Explico: fui embora muito cedo de casa, aos 16 anos, então nós duas fomos &#8220;forçadas&#8221;, digamos assim, a amadurecermos a relação. Eu não era mais uma criança e ela não era mais a mãezona que resolvia tudo. Ela teve que se acostumar com o meu jeito de ver as coisas e, em contrapartida, eu tive que aprender a ver as coisas do meu jeito.<br />
Acho que desde então, 11 anos depois, nós duas aprendemos muito.Creio que hoje chegamos ao ponto de equilíbrio: eu não tenho problemas com a participação dela na minha vida, mesmo quando é um assunto particular, assim como ela também está mais confortável para interferir, mesmo sabendo que posso resolver sozinha.<br />
Claro que tudo dentro das proporções, até porque ainda tem espaço para a eventual bronquinha, especialmente quando resolvo escovar os dentes caminhando pelo apartamento. Mas&#8230;faz parte! É assim que eu sinto a presença dela, mesmo na distância, e ela se sente parte da minha vida.&#8221;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Gabriela Ruic, 27, jornalista</strong></p>
<p>&#8220;Nasci, e chorei. Chorei porque se chora naquela idade, e se não chorasse seria pior. Cresci chorando, pois chorões éramos todos em casa, vô, mãe, irmã, irmã e irmã. Quando me incomodei com as lágrimas, minha mãe me ensinou como fazer pra não chorar, eu passei a sentir raiva quando era acometido por sentimentos menores, como aqueles que eu, pré-pubere, tanto me envergonhava de sentir. Cresci, e quando resolvi sair de casa, foi minha mãe quem chorou muito. Pra sorte dela, eu havia ganhado, há pouco, um celular. Então, ela me ligou em demasia. Quando me mudei do país, minha mãe chorou um pouco mais. Não ligava tanto, pois o preço não se comparava, e, no começo, nós chorávamos juntos, cada um no seu hemisfério. Quando voltei, minha mãe chorou de alegria, mas logo eu saí de novo. Dessa vez ela já não gastava tantas lágrimas. A distância era curta, e ela se sentia segura. Hoje, eu voltei a chorar pra qualquer coisa. Choro em filme, choro de amores, choro de dor e despedidas. Ela não se furta a compartilhar minhas lágrimas, e nunca, em todos os momentos que decidi partir, me pediu pra ficar. Ver um filho chorar, e respeitar seu espaço, respeitar seu limite, seu desejo é a forma que ela soube dizer que sabia que eu crescia, e que, hoje, era grande. Grande, e sentimental&#8221;.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Hugo Paiva, 28, psicanalista.</strong></p>
<p>&#8220;Nunca tinha parado para pensar nisso. Primeiro achei que não. Talvez porque a relação que eu tenha com ela seja bem diferente da do estilinho &#8220;mãe=amiga&#8221;. Não acho que isso a torna melhor ou pior. É apenas uma relação de mãezona, que cuida, protege, se preocupa (até demais), com os filhos (somos três). Mas não é o perfil confidente, conselheira.<br />
Não sei se o natural, no amadurecimento de uma relação entre mãe e filhos crescidos, seria passar para esse modelo ou se as relações são apenas diferentes, principalmente, porque as pessoas são diferentes.<br />
Confesso que prefiro assim, &#8220;mãe=mãe&#8221;, do jeitinho que é hoje e sempre foi. Não me sentiria à vontade para conversar com ela sobre certos assuntos, por exemplo. Nem me faz falta, na verdade. A criação dela também foi na linha bem tradicional de laços maternais. Por outro lado, minha mãe consegue entender nossas individualidades. Não somos mais os filhinhos moldáveis. Ela orienta, se achar necessário, mas sabe e respeita que cada um tenha uma personalidade diferente, uma opinião, um estilo, um jeito de ser. Pensando bem, acho que do jeito dela (e do nosso jeito também, até porque relação é uma via de mão dupla mesmo), minha mãe sabe ser mãe de gente grande sim.&#8221;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Carla Alves, 34, jornalista.</strong></p>
<p>&#8220;Interessante coincidência. Ontem participei de uma apresentação social-antropológica em que descobri que nós, brasileiros, somos o povo que mais se relaciona com os pais depois de adultos. Ainda vi alguns dados: no Japão são 32 minutos por ano. Mais do que isso nem pensar. Nos Estados Unidos, em datas comemorativas, como vemos nos filmes. Vi também numa revista semanal que o povo da América Latina é mais espiritualizado que europeus e norte-americanos e que isso ajuda num melhor desenvolvimento social.<br />
Justamente o que para outros é motivo de distanciamento dos pais, protetores e controladores, independência, espiritualizar-se, encontrar motivos para viver, uma profissão, &#8220;ganhar a vida&#8221;; aqui fazemos tudo isso com facilidade e acompanhados pelos pais. Principalmente pela mãe.<br />
Quando escuto isso, me vem à mente aquela cena da mãe te levando pra escola e a criança pedindo pra não ir até a porta: &#8220;deixa eu ir sozinho mãe, os amigos vão ver!&#8221; E ela gentilmente aceitando, mesmo que olhando de longe. E não sei até onde esta imagem é uma referência da nossa realidade ou de algum seriado ou filme.<br />
Depois aprendemos que isso não tem nada a ver. A insegurança se torna segurança. E ter os pais por perto, em todos os momentos, é sinal de cumplicidade e orgulho. Neste ponto não posso reclamar. Meus pais sabem ser pais de adultos. Considerando que me tornei um, certo?<br />
Minha mãe, a quem me refiro carinhosamente por Dona Sonia, estava na hora do vestibular, na hora da mudança de cidade, nas desilusões, nos momentos ruins, nos bons também, nos conselhos, nos desabafos, nas férias, nas conquistas, nas derrotas. Até nos ensaios repetitivos da banda. Nos shows barulhentos e em locais insalubres. E até hoje, esperando um netinho, quem sabe.<br />
Até hoje, acho o almoço dos finais de semana, seguidos pelo clássico café da tarde, um dos momentos mais esperados da semana! O que posso dizer? Minha mama sabe ser mãe!&#8221;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Stefano Maglovsky, 33, designer gráfico.</strong></p>
<div>
<p>“Minha mãe sempre foi uma criança. Tão criança quanto eu e meus dois irmãos, quando éramos pequenos. Demandava muita atenção do meu pai e sentia ciúmes da gente com ele. Com isso, ela deixou de ser mãe. Acho que ela nunca vai crescer, então não sei de que forma ela nos vê como adultos. Quando saímos de casa, ela tentou recuperar o tempo perdido e nos tratava com cuidados excessivos. Queria ver como estava nossa casa, comprava coisas, fazia marmita quando íamos visitá-la nos finais de semana. Quis ser mãezona justamente na hora em que estávamos loucos por liberdade, mas aí foi a nossa vez de a podarmos, porque a gente não precisava mais daquilo. Acredito que ela ficou frustrada, porque não queríamos receber o que ela tinha para oferecer. Hoje, ela tem uma relação supermaternal com os netos, de abraçar, de apertar, de dar amor. Tudo o que ela não fez com a gente, tenta compensar com eles”.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Cibele Miranda (nome fictício, porque não quero que minha mãe fique triste), 29, atriz.</strong></p>
<p>&#8220;Minha mãe tem uma preocupação excessiva com minha segurança. Sempre alerta para eu tomar cuidado com motoristas embriagados e assaltantes. Por exemplo, quando saio à noite, ela pede que eu informe quando devo voltar. Ela jamais impõe horário, o que seria absolutamente esdrúxulo e inaceitável, mas, muitas vezes, se demoro, ela liga e pergunta se está tudo bem. É um resquício da época em que eu era criança (com algum traço de ciúme haha). Além disso, quando viajo, ela faz inúmeras recomendações e gosta de receber notícias todos os dias.<br />
Por outro lado, quando se trata de vida pessoal, minha mãe tem ciência da necessidade de respeitar a minha privacidade e o meu espaço. Portanto, não procura se envolver ou dar palpite, pois entende que não devo satisfações a ela e que já estou grandinho o suficiente para tomar decisões. É evidente que ela tem liberdade para fazer alguma brincadeira sobre o assunto, o que é normal e não me incomoda.Quanto à vida profissional, ela sabe que não deve interferir diretamente e sempre apóia minhas decisões, ao mesmo tempo em que procura saber qual o meu grau de satisfação no trabalho, comportamento que considero adequado.&#8221;</p>
</div>
<p style="text-align: right;"><strong>Rafael de Mendonça, 28, estudante (nem jornalista nem advogado).</strong></p>
<p>&#8220;A maior prova de que minha mãe me criou para o mundo e não para ela foi quando me deixou fazer intercâmbio para os Estados Unidos, quando eu tinha 16 anos e eu era muito, muito menina. Ela borrifou o perfume dela em um colar de cedro (para que seu cheiro ficasse impregnado na madeira) e pendurou no meu pescoço ao se despedir, no aeroporto, dizendo: &#8216;Eu não sabia que te dar asas ia doer tanto em mim&#8217;. Essa frase me marcou muito, tanto pela dor que ela estava sentindo, quanto pela coragem. Ela ficou com uma tosse crônica durante um ano, desde o dia em que eu viajei até o dia em que voltei pra casa.<br />
Logo me mudei de cidade para fazer cursinho e, depois, faculdade. Moro sozinha há seis anos e sei que o que mais &#8216;pega&#8217; para a minha mãe é ela não ter tanto controle sobre mim quanto já teve um dia. Às vezes, implica com algumas coisas sem a menor necessidade só para ter a sensação de que ainda está no controle. Mas, mesmo assim, acho que ela sempre conseguiu acompanhar minhas mudanças de fase.  Hoje, vejo minha mãe como uma superamiga, de um modo que meus amigos ainda não veem as suas. Eles ainda brigam com as mães. Eu e minha mãe, a gente sempre conversa e eu nunca consigo fazer nada de importante sem dividir com ela, mesmo quando sei que ela não vai aprovar minha decisão. E ela também se abre comigo, divide suas coisas. Existe uma troca&#8221;.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Camila Caligari, 23, designer gráfica.</strong></p>
<p>&#8220;Já faz quase 10 anos que não moro com minhã mãe e, de certa forma, a distância a faz perceber que levo uma vida adulta fora de casa, tendo que me virar e resolver meus próprios problemas. Acho que ela se acostumou com a ideia, mas não perde a chance de me perguntar o que eu quero pra sobremesa e não entende quando não quero comer aquele doce, afinal, eu gostava tanto quando era pequeno!  Quando vou visitá-la ou conversamos por telefone, nunca escapo de perguntas como &#8216;já almoçou hoje?&#8217;, &#8216;vai sair? não fica até tarde na rua e leva uma blusa de frio porque vai esfriar à noite&#8217;. Quando conto meus problemas, ela sempre vem com a mesma reação de quando eu era criança, dizendo que aquilo não tem importância e que já já passa. E nesse sentido, talvez ela ainda esteja certa!&#8221;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Rodrigo Moreira, 28 (carinha de 23), designer gráfico.</strong></p>
<p>&#8220;Eu sempre recebi toda atenção e carinho da minha família, que é muito unida. Sempre estivemos juntos e sempre fui muito bem educada e paparicada, não apenas pela minha mãe, mas por todos os familiares por parte de mãe. No entanto, depois que me tornei adulta, percebi que existe um conceito bastante arraigado na minha família de que &#8216;filho não cresce&#8217;. Eu ainda recebo um tratamento especialmente carinhoso por ter sido a primeira neta e, por isso mesmo, vez ou outra  me tratam como se eu ainda tivesse cinco anos, o que me irrita pro-fun-da-men-te. Acredito que minha mãe cumpriu maravilhosamente bem a função de mãe enquanto eu era criança (e ela sabe disso) e ela ainda é muito atenciosa e companheira, mas não só ela como nenhuma das minhas tias entendeu que, hoje, eu sou uma mulher de quase 30 anos. Aí o tratamento oscila entre falar comigo como se eu fosse boba e a cobrança por marido e filho. É uma bizarrice e, dependendo do meu humor, soa como uma afronta.&#8221;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Manoella Oliveira, 27, jornalista.</strong></p>
<p>&#8220;Sabe que eu não sei? Por um lado, ela tem dentro dela esse tal amor de mãe que só elas dizem saber o que é. Mas também ficamos muito tempo sem nos ver e nos falar, me deixando livre pra conquistar meu espaço e fazer o que quiser. Será que ser mãe de gente grande é isso?<br />
No final, acho que mãe é mãe e pode ser de gente grande, de gente pequena, de gente boa, de gente má e de gente que nem devia ser chamada de gente. Quem sabe ser mãe sabe ser mãe e aquilo deixa uma marca eterna. Eu sei que a minha já soube ser mãe. O mais difícil mesmo é saber se sou filho gente grande.&#8221;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Raphael Martins, 24, operador de fotocopiadora (risos).</strong></p>
<p style="text-align: left;">&#8220;Minha mãe conta que sempre quis ser mãe. De uma menina, um menino e uma menina, nesta ordem. Exatamente como foi. Pediu a seu Deus católico que eles fossem inteligentes e perfeitos (leia-se: saudáveis). Como somos. Mas exigiu mesmo de nós &#8211; especialmente de mim, sua primeira experiência &#8211; uma espécie de perfeição. Assim, desde que me entendo por gente, me entendo por gente grande. Me lembro de brigar com meu pai aos 4 anos de idade, por ele afirmar que eu era criança. Vivi minha infância e adolescência levando tudo muito a sério, sendo responsável além da conta e não aprendi muito bem a brincar. Quando eu tinha 19 anos, escrevi uma carta bem brava para minha mãe, a culpei de muitas das minhas dores e ela sofreu. Mais tarde, quando eu me tornava adulta de verdade, percebi que só estava repetindo com ela o comportamento que ela tinha tido comigo: eu estava exigindo uma mãe perfeita. Amor, tempo e terapia vêm dando um jeito em tudo. Hoje, há centenas de quilômetros de distância, ela me chama de &#8220;bebê&#8221;, pergunta se estou comendo bem e brinca que é saudade dela o motivo de eu estar triste às vezes. Mas também se orgulha das minhas conquistas profissionais, me ouve com total acolhimento sobre minha relação homoafetiva, desabafa comigo, vê em mim uma amiga. A amiga que ela sempre quis ter, desde quando eu era pequena. Me diz que a vida é muito boa, que é leve, que o importante é a gente ser feliz. Aprendi com ela a ser gente grande, quando era criança. E agora, ao ouvir seus novos conselhos, tento aprender a relaxar e a me divertir com a minha pequenez diante desse mundo gigante. Para mim, essa é a lição mais difícil, mas nem eu e nem ela vamos me exigir perfeição desta vez&#8221;.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Thays Prado, 26, <del>terapeuta</del> jornalista.</strong></p>

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		<item>
		<title>A conexão das Danças Circulares Sagradas</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2012/04/24/dancas-circulares-sagradas/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 20:09:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papo bom]]></category>
		<category><![CDATA[conexão]]></category>
		<category><![CDATA[danças circulares sagradas]]></category>
		<category><![CDATA[espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[feminino]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando a psicóloga e psicoterapeuta Maria Helena Tedesco conheceu as Danças Circulares Sagradas achou a experiência tão marcante que resolveu incorporá-las de vez em sua vida. "Foi como se minha alma estivesse relembrando algo"]]></description>
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<p><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/04/circulares-POST.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1966" title="circulares-POST" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/04/circulares-POST.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a></p>
<p><em>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p>Imagem: <a title="portifólio" href="http://www.be.net/vanessasiqueira">Vanessa Siqueira</a> + <a title="Four Dancers in Flight, 1900s" href="http://firsttimeuser.tumblr.com/post/15339398185">Frederick Boissonnas</a> + arquivo pessoal</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A psicóloga e psicoterapeuta Maria Helena Tedesco conheceu as Danças Circulares Sagradas em 1997 e achou a experiência tão profunda que resolveu incorporá-las de vez em sua vida. &#8220;Conheci em em uma aula aberta com Renata Ramos, a pessoa que trouxe as Danças Circulares Sagradas para o Brasil, e fiquei mobilizada com a vivência. Lembro-me de que foi à noite e fiquei tão excitada que não consegui dormir. Foi como se minha alma estivesse relembrando algo&#8221;, diz.</p>
<p>Há 12 anos, Maria Helena, que também é pesquisadora das dimensões da consciência e da sabedoria de culturas ancestrais e assistente da Escola Dinâmica Energética do Psiquismo, se tornou focalizadora de Danças Circulares Sagradas. Nesta entrevista, ela conta um pouco da história e dos benefícios do Círculo.</p>
<p><strong>O que são as Danças Circulares Sagradas?</strong></p>
<p>O nome “Danças Circulares Sagradas” tem a ver com a história do movimento. Tudo começou com Bernhard Wosien, bailarino e coreógrafo alemão, que após os 60 anos resolveu procurar uma forma mais orgânica de se expressar. Viajando pela Europa e participando de grupos de danças folclóricas, percebeu que este era o caminho para vivenciar a alegria, a amizade e o amor para consigo e com os outros. Assim passou a fazer uma coletânea de danças pela Europa e teve a inspiração de trazer a formação circular para as danças folclóricas, adaptando-as. Passou, então, a dançar em Roda, o que favoreceu a conexão entre as pessoas.</p>
<p>Em 1976 a comunidade de Findhorn, no norte de Escócia, convidou Bernhard Wosien para apresentar as danças folclóricas que ele havia resgatado do folclore europeu. Aí nasceu o movimento Danças Circulares Sagradas, que logo se espalhou pela Europa e, depois, pelo mundo. Essas danças são realizadas em círculo, sem proposta técnica, mas com conexão a ritmos, símbolos e celebrações populares universais.</p>
<p><strong>Quando nos reunimos para dançar juntos o que estamos movimentando em nós e no Universo?</strong></p>
<p>Quando dançamos juntos com intenção e atenção focalizada em determinado tema estamos movimentando energias relacionadas a este tema. Por exemplo, reunimo-nos para celebrar a primavera então estamos evocando através do movimento, ritmos e símbolos a energia referente a este ciclo da natureza, que tem a ver com renascimento, com novo ciclo de vida. As danças circulares homenageiam a natureza, o Cosmo, os  ciclos nos quais estamos inseridos, promovendo o fluxo de movimento que acolhe e sustenta o impulso da energia em questão, nesse caso, a primavera.</p>
<p><strong>E por que essa dança é considerada sagrada?</strong></p>
<p><strong></strong> É considerada sagrada a partir da conjunção de alguns elementos: a inspiração de B. Wosien de usar o formato circular, em que existe o centro e a periferia, onde tudo está incluído;  a reverência ao centro do círculo, como centro de criação, de onde tudo nasce e para onde tudo retorna; a universalidade da linguagem da dança circular; o poder de aproximar pessoas; a motivação primordial de dançar para criar e circular energia.</p>
<p><strong>Esta prática nos conecta aos nossos ancestrais?</strong></p>
<p><strong></strong>Essa prática nos conecta uns aos outros e isso inclui nosso ancestrais. Quando dançamos em Roda as mesmas danças e ritmos que nossos ancestrais dançavam, é como um ritual, onde todos os que costumavam participar se conectam em um nível energético ou espiritual. Tem o mesmo efeito de uma celebração repetida milhares de vezes. Como a dança é algo natural que existe desde os povos primitivos, e continuou ao longo do tempo, apesar de todas as transformações culturais, ela torna-se um canal para esta conexão.</p>
<p><strong>Quem pode participar das danças circulares? Quem é o público mais frequente?</strong></p>
<p><strong></strong>Qualquer pessoa pode participar de uma Roda de dança, uma vez que é uma dança de caráter universal. O público varia de acordo com a proposta do focalizador: é possível utilizar as danças para a saúde, para celebração, para crianças com jogos cooperativos, para integração de grupos de trabalho, etc.</p>
<p><strong>Existem datas ou ocasiões em que as danças são mais aconselháveis?</strong></p>
<p><strong></strong>As danças podem ser realizadas em qualquer data, sem restrições. É claro que em datas celebrativas a energia da Roda fica mais forte, sempre dependendo da intenção e atenção colocada, da conexão do focalizador e das pessoas que participam. Os motivos religiosos, folclóricos ou tradicionais  facilitam a conexão com a mesma força energética, pois já existe um campo energético  predisposto culturalmente estabelecido. Mas a qualquer tempo podemos nos conectar e dançar e, se o fizermos regularmente, criamos um campo energético próprio da dança estabelecendo uma frequência vibratória, cuja qualidade é de paz, harmonia, alegria e fundamentalmente saúde!</p>
<p><strong>É preciso dispor de algum objeto especial para realizá-las?</strong></p>
<p>Não é necessário nenhum objeto específico porém, é comum marcarmos o centro do Círculo com alguma coisa, como, por exemplo, velas e flores. É ao centro, ao altar a que nos dirigimos, entregamos nossas intenções, e é do Centro que irradia a energia da Unidade.</p>
<p><strong>Qual é a importância de reunir grupos para fazer isso em círculos, de mãos dadas?</strong></p>
<p>As danças podem ser feitas também de forma separada ou em outros formatos, como linhas, por exemplo. No movimento de Danças Circulares Sagradas o círculo ganhou importância fundamental por causa de seu caráter simbólico de união em torno de um centro comum a todos, ao qual todos se reverenciam. Em uma vivência na Roda fazemos danças sem as mãos dadas e danças em outros formatos, porém, a harmonização inicial e final é sempre em Círculo para caracterizar o início e fim do trabalho, como um ritual. Entre o início e o final cria-se um campo energético em que tudo pode ser experimentado de inúmeras formas!</p>
<p><strong>Além de reunir o grupo para dançar, o que mais pode/deve ser feito para tornar essa experiência mais completa?</strong></p>
<p>Tudo isso pode ser feito: meditamos, comemos, lemos poesias, contamos histórias&#8230;fizemos agora um e-group para partilharmos assuntos afins. Tudo se complementa nesse trabalho tipicamente feminino! O círculo, o compartilhar, o contato consigo, com seu corpo, com seu universo interno, com os demais, a conexão com o prazer, a alegria, a paz, a harmonia e a intenção de irradiar essa qualidade vibratória para todo o planeta.</p>
<p><strong>Leia também:</strong></p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/2010/04/27/milionesimo-circulo-feminino-sagrado/" target="_blank">O milionésimo círculo</a></p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/2010/05/04/coracao-emocao-racional-atracao/" target="_blank">Meu coração não manda nada</a></p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/2012/01/19/pelo-resgate-do-sagrado-feminino/" target="_blank">Pelo resgate do Sagrado Feminino</a></p>

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		<item>
		<title>Dia da Mãe Terra &#8211; e dos filhos dela também</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2012/04/22/dia-da-mae-terra-e-dos-filhos-dela-tambem/</link>
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		<pubDate>Sun, 22 Apr 2012 13:30:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecos]]></category>
		<category><![CDATA[carta da terra]]></category>
		<category><![CDATA[especies]]></category>
		<category><![CDATA[mãe terra]]></category>
		<category><![CDATA[povos]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 22 de abril, vale lembrar que todas as forma de vida que habitam o planeta têm tanto direito quanto nós de existirem da forma mais plena possível.]]></description>
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			</a>
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/04/diaTerra12-POST.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1955" title="diaTerra12-POST" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/04/diaTerra12-POST.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a></em></p>
<p><em>Por Thays Prado</em><br />
<em>Imagem: Vanessa Siqueira + <a href="http://thehappinessroad.tumblr.com/post/15881340834">mylittlemess</a></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No dia 22 de abril, comemora-se o <strong>Dia da Terra</strong>, ou <strong>Dia Internacional da Mãe Terra</strong> &#8211; como muitas pessoas (entre elas, nós e a ONU) preferem dizer. Em 2010, para marcar a data, fizemos um post sobre a deusa <strong><a href="http://www.maistato.com.br/2010/04/22/dia-da-mae-terra-deusapachamama-ritual/" target="_blank">Pacha Mama</a></strong>, a mãe dos mundos, dos homens e de tudo o que é vivo. Neste ano, eu gostaria de lembrar também os <strong>filhos da Terra</strong>. E, com essa expressão, não me refiro apenas aos seres humanos, mas a <strong>todas as formas de vida que habitam o planeta e que têm tanto direito quanto nós de existirem da forma mais plena possível</strong>.</p>
<p>Dois importantes documentos são dedicados exatamente a esse tema: a <strong><a href="http://www.cartadaterrabrasil.org/prt/text.html" target="_blank">Carta da Terra</a></strong>, resultado de 10 anos de trabalho e concluída no ano 2000; e a <strong><a href="http://rio20.net/pt-br/propuestas/declaracao-universal-dos-direitos-da-mae-terra" target="_blank">Declaração Universal dos Direitos da Mãe Terra</a></strong>, elaborada há dois anos, na Bolívia, durante a Conferência Mundial dos Povos sobre Mudanças Climáticas e os Direitos da Mãe Terra.</p>
<p>Os textos são lindos e valem a leitura completa, mas vou ressaltar alguns pontos aqui. Eles nos alertam sobre os <strong>padrões de produção e consumo excessivos</strong>, que têm causado danos ambientais e a massiva extinção de espécies, e nos convidam a despertar nosso senso de <strong>interdependência</strong> e de <strong>responsabilidade universal</strong>, formando uma grande comunidade, uma verdade aliança global &#8220;<strong>para cuidar da Terra e uns dos outros</strong>&#8220;.</p>
<p>A Declaração Universal dos Direitos da Mãe Terra evidencia que todas as formas de existência, independentemente da origem, da espécie, de serem orgânicas ou inorgânicas e de terem ou não utilidade para os seres humanos, têm direito ao bem-estar, a viver livres de tortura ou trato cruel, a ter um lugar e a desempenhar <strong>o seu papel no funcionamento harmônico da Mãe Terra</strong>.</p>
<p>A Carta da Terra ainda fala sobre a importância de reconhecermos e reverenciarmos &#8220;o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida e com humildade em relação ao lugar que o ser humano ocupa na natureza&#8221;. O texto ainda apresenta uma definição para paz: &#8220;<strong>paz é a plenitude criada por relações</strong> corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e <strong>com a totalidade maior da qual somos parte</strong>&#8220;.</p>
<p>Agora, se em vez de palavras, você preferir uma tradução em imagens, creio que o vídeo abaixo é uma bela síntese de tudo isso:</p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/B8WHKRzkCOY?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Leia também:<br />
</strong><a href=" http://www.maistato.com.br/2011/06/06/comecemos-pela-ecologia-interna/" target="_blank">Comecemos pela ecologia interna<br />
</a><a href="http://www.maistato.com.br/2012/03/22/economia-de-agua-em-5-iniciativas/" target="_blank">Economia de água em 5 iniciativas</a><a href="http://www.maistato.com.br/2012/03/16/voce-presta-atencao-no-que-come/" target="_blank"><br />
Você presta atenção no que come?</a><br />
<a href="http://www.maistato.com.br/2010/04/07/reutilize-seu-absorvente-ecologico-de-pano-biodegradavel/" target="_blank">Reutilize seu absorvente ecológico</a><br />
<a href="http://www.maistato.com.br/2010/04/13/sacola-plastica-criancas-sustentabilidade/" target="_blank">Educando sobre o uso da sacola plástica</a></p>

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		<item>
		<title>Inspiração: Como as mulheres estão redefinindo o futuro?</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2012/04/13/inspiracao-como-as-mulheres-estao-redefinindo-o-futuro/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 21:56:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inspiração]]></category>
		<category><![CDATA[gênero]]></category>
		<category><![CDATA[inspiração]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>
		<category><![CDATA[transformação]]></category>

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		<description><![CDATA[As mulheres são consideradas os grandes agentes de transformação da realidade atual. Conheça algumas delas na plataforma do TEDxWomen.]]></description>
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			</a>
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<p><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/04/texwomen-POST.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1938" title="texwomen-POST" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/04/texwomen-POST.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Thays Prado</p>
<p><em>Imagem: divulgação</em></p>
<p>Há pouco mais de um mês, no Dia Internacional da Mulher, levantei aqui no blog um questionamento: &#8220;Afinal, o que querem as mulheres?&#8221;. Além dos comentários que recebemos no próprio <a href="http://www.maistato.com.br/2012/03/07/o-que-querem-as-mulheres/" target="_blank">post</a>, o assunto também rendeu algumas conversas com amigas neste meio tempo.</p>
<p>Ainda enfrentamos <strong>dificuldades no ambiente de trabalho</strong>, como bem disse a Laura, que sente que sua aparência física vem antes de suas qualidades profissionais ao olhar dos clientes e, por isso, ela precisa se impor para mudar a atitude deles. Por outro lado, ela acredita que essa necessidade de as mulheres se esforçarem para provar sua eficiência as tem levado cada vez mais longe.</p>
<p>A Julia Bello também questionou a postura de algumas mulheres que, <strong>na tentativa de conquistar ou sustentar um poder adquirido, se masculinizam</strong> na aparência e em alguns comportamentos. Como se ser feminina não fosse compatível com algumas posições sociais. Ela ainda lembrou que algumas mães acabam perpetuando a desigualdade entre os sexos ao educar seus filhos de maneira machista.</p>
<p>No post, o Gabriel também reclamou do <strong>machismo</strong>, que ainda impõe muitas <strong>restrições aos homens</strong> e lhes tira o direito de entrar em contato com o universo feminino e impedindo-os de simplesmente ser como quiserem.</p>
<p>Num almoço de domingo, ainda acompanhei uma conversa entre duas amigas sobre a necessidade que sentem de se relacionar com homens que possam lhes dar alguma<strong> segurança financeira</strong>. E sobre o incômodo diante da constatação delas de que as <strong>mulheres desejam se envolver de maneira mais profunda e duradoura</strong> do que os homens e ficam frustradas diante da instabilidade deles.</p>
<p>É claro que não era nossa intenção chegar a nenhuma resposta definitiva. Pelo contrário. As opiniões, sempre tão diversas, revelam que estamos diante de um universo de questões &#8211; novas, ou nem tanto assim &#8211; sobre o papel que as mulheres querem, podem e/ou devem assumir daqui em diante e deixam claro que ainda há uma infinidade de contradições com as quais teremos que lidar.</p>
<p>Por isso, a inspiração do mês de abril é o <strong><a href="http://tedxwomen.org/" target="_blank">TEDxWomen</a></strong>, uma plataforma online criada para compilar histórias e ideias de <strong>mulheres que têm mudado a realidade da ciência, das artes, dos negócios ou dos locais onde vivem ou atuam</strong>. O objetivo é disseminar o modo como essas mulheres pensam, sentem, trabalham, se comunicam, colaboram, aprendem e lideram.</p>
<p>As palestras do TEDxWomen foram realizadas durante 2 dias, em um evento no formato do <a href="http://www.ted.com/" target="_blank">TED</a>, nos Estados Unidos, em dezembro do ano passado, e têm sido lançadas, aos poucos, como é de praxe, no site <a href="http://tedxwomen.org" target="_blank">http://tedxwomen.org</a>.</p>
<p>Depois da iniciativa norteamericana, vários outros grupos, em diferentes países, realizaram suas versões do evento também focadas na constatação de que as mulheres são os grandes agentes de transformação do momento e é cada vez mais impossível pensar no desenvolvimento do planeta sem incluí-las. Essa visão tem sido compartilhada dentro e fora das palestras por diversos pensadores, ONGs, governos e instituições internacionais.</p>
<p>Vale conferir cada palestra e refletir: que agente de transformação você tem sido na sua realidade?</p>

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		</item>
		<item>
		<title>Meu conceito de Páscoa</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2012/04/06/pascoa-celebrar-renascer/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Apr 2012 10:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Elemento terra]]></category>
		<category><![CDATA[celebração]]></category>
		<category><![CDATA[chocolate]]></category>
		<category><![CDATA[Páscoa]]></category>
		<category><![CDATA[renascimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde criança, o domingo de Páscoa é um dia especial para mim. E tanto é, que depois que cresci, decidi que essa data seria necessariamente um dia feliz na minha vida]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/04/pascoa_POST.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1929" title="pascoa_POST" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/04/pascoa_POST.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p>Imagem: <a href="http://www.facebook.com/photo.php?fbid=10150653204098067&amp;set=a.410012748066.193879.648453066&amp;type=1&amp;theater" target="_blank">July Malo Quintanilla</a> + <a href="http://www.be.net/vanessasiqueira" target="_blank">Vanessa Siqueira</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Desde criança, o domingo de Páscoa é um dia especial para mim. E tanto é, que depois que cresci, decidi que essa data seria necessariamente um dia feliz na minha vida. Às vezes passo com a família, às vezes viajo, às vezes vou à igreja, às vezes passeio. Muitas vezes escolhi que o almoço seria maravilhoso; em outras oportunidades, optei por um jantar diferente. O ovo de chocolate está sempre ali. Acho bacana o símbolo do ovo que, para mim, representa vida nova, renascimento, início de ciclo. E como ele é de chocolate, claro, fica ainda melhor. <strong>Outros elementos que estão sempre ali são reflexão e o &#8220;ritual&#8221;. Assim como o aniversário e réveillon, esse dia, para mim, tem gosto de recomeço e de celebração.</strong></p>
<p>A primeira Páscoa de que tenho memória é uma em que ganhei do meu padrinho um ovo tão grande que eu não aguentava carregar. Era um ovão, de verdade, do meu tamanho, que levamos me-ses pra comer. Daí em diante, lembro que nessas ocasiões havia sempre um coelhinho de verdade que minha avó providenciava, trocas de ovos, brincadeiras para adivinhar onde eles estavam, almoço caprichado preparado também pela minha avó, família reunida e um bolo de chocolate decorado de coelhinhos que minha mãe fazia. Todo mundo parecia gostar bastante porque tinha um clima de confraternização muito presente &#8211; e é muito difícil falar disso sem sorrir.</p>
<p>Como o tempo passou, infelizmente já não tenho minha avó para fazer almoço gostoso nem meu avô para me dar coelhinho de chocolate ou de pelúcia, então, escolhi continuar essa sequência de lembranças concretizando, do meu jeito, outras coisas que estejam à altura.</p>
<p><strong>A </strong><strong>quem gosta de Páscoa</strong>, desejo que ganhe ou compre um ovo bem gostoso e morda cada pedacinho saboreando o gosto docinho do chocolate, da vida, do domingo. Que seja um dia de celebração da vida, de leveza e de confraternização. A quem não gosta, não sei o que dizer porque hoje em dia as pessoas se ofendem com tudo. Se eu não desejar nada, vão dizer que é &#8220;preconceito&#8221; e &#8220;exclusão&#8221;, se eu desejar, vai parecer que estou &#8220;impondo minhas ideias e desrespeitando as escolhas de cada um&#8221;. Então&#8230;.fica ao critério de vocês (mas, por favor, sejam razoáveis e levem para o lado bom, ok?).</p>
<p>Eu estarei viajando e certamente terei um dia delicioso, com pessoas queridas, comida gostosa e agradecimento pela vida. Feliz Páscoa!</p>
<p><strong>Leia também:</strong></p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/2012/03/20/o-roteiro-de-um-filme-chamado-vida/" target="_blank">O roteiro de um filme chamado Vida</a></p>

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		<item>
		<title>Autoeducação, liberdade e polêmica</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2012/04/03/autoeducacao-liberdade-polemica/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Apr 2012 10:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gente em projeto]]></category>
		<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
		<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[pedagogia waldorf]]></category>
		<category><![CDATA[rudolf steiner]]></category>
		<category><![CDATA[valdemar setzer]]></category>

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		<description><![CDATA[A Pedagogia Waldorf, criada por Rudolf Steiner, propõe uma maneira alternativa de ensinar, lidar com o aluno e avaliar conhecimento. A ideia é formar adultos mais livres.]]></description>
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/04/autoeduca_POST.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1904" title="autoeduca_POST" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/04/autoeduca_POST.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira</em></p>
<p><em>Imagem: <a href="http://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151031604325078&amp;set=a.10150740719890078.727820.806960077&amp;type=3&amp;theater">Emily Perry</a> + <a href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=167971789990423&amp;set=a.146429678811301.28454.100003328082710&amp;type=3&amp;theater">Fotografia Significascrivereconlaluce</a> + <a href="http://www.be.net/vanessasiqueira" target="_blank">Vanessa Siqueira</a></em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Na concepção do filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), criador da pedagogia Waldorf, toda educação é autoeducação.  Aos professores e educadores, cabe o papel de criar um ambiente propício para que a criança se desenvolva, guiada por seu próprio interior, e de aprender com ela. &#8220;A pedagogia Waldorf quer formar adultos livres, que possam achar seu caminho por iniciativa própria&#8221;, explica Valdemar W. Setzer, professor titular (aposentado, mas ainda ativo) do Departamento de Ciência da Computação da USP.</p>
<p>O processo educacional acompanha as etapas do próprio desenvolvimento do ser humano: como as faixas etárias são acompanhadas de determinadas características, é com base nelas que o ensino é pensado. &#8220;<strong>Até seis anos e meio ou sete anos, por exemplo, o mais importante é ter um ambiente sadio para brincar, que incentive a imaginação.</strong> Esse ambiente deve proporcionar impulsos sadios para uma criança de até aquela idade aprender por imitação, pois essa é a ferramenta educacional mais importante. Dos sete aos 14 anos, é importante ter um ambiente escolar artístico, amoroso e caloroso, em todas as matérias&#8221;, diz Setzer. Segundo o professor, uma atitude essencial de um educador Waldorf é o profundo amor altruísta devotado a cada um de seus alunos, &#8220;algo que provavelmente não é ensinado em nenhum curso de licenciatura ou pedagogia&#8221;, afirma.</p>
<p>Idealmente, um mesmo professor ensina as disciplinas principais a uma turma, durante todos os anos do Ensino Fundamental. Essa é uma maneira de ele acompanhar o desenvolvimento dos alunos por anos e de evoluir com eles. A proposta é coerente com o método de avaliação das escolas Waldorf, que <strong>não atribui nota aos alunos no sentido tradicional nem força repetições de ano.</strong> A avaliação é subjetiva e os boletins mostram qualitativamente as falhas e sucessos do aluno em cada matéria, sugerindo o que pode ser feito para melhorar.</p>
<p>&#8220;A avaliação em uma escola deve ser permanente e não só feita durante uma prova. É pelo conhecimento de cada aluno que um professor pode dar um ensino individual mesmo em uma classe com muitos estudantes. Algumas escolas Waldorf dão provas no Ensino Médio, para preparar o aluno para enfrentá-las quando terminarem a escola. <strong>É muito importante reconhecer que uma prova não mede absolutamente nada, pois o conhecimento, a maturidade, o esforço e o interesse não são mensuráveis</strong>. A única coisa que uma prova mostra é a capacidade de o aluno responder as questões da mesma naquele momento&#8221;, defende o professor da USP.</p>
<p><strong>Alfabetização e uso de eletrônicos</strong></p>
<p>Outro diferencial da pedagogia Waldorf é que não é exigido da criança um pensamento abstrato, intelectual, muito cedo. Por isso, as crianças aprendem a ler apenas a partir dos sete anos. Setzer esclarece que Steiner constatou que antes dos seis anos e meio ou sete anos a criança está dedicando suas forças interiores ao desenvolvimento físico, à coordenação motora e aprendendo a controlar as manifestações de sua vontade. &#8220;Assim, ele disse que nessa fase não se deve solicitar a memória abstrata da criança, por exemplo, fazendo-a aprender a ler, pois as letras são hoje em dia símbolos puramente abstratos. Esse aprendizado prejudica o desenvolvimento sadio da base que a criança deve construir para ter uma vida posterior sadia, tanto física como psicologicamente&#8221;. <strong>O professor acrescenta que a alfabetização é feita de maneira lenta, lúdica e imaginativa e leva três anos para se completar</strong>: no primeiro ano são aprendidas letras de forma, no segundo as letras de imprensa e só no terceiro as letras cursivas.</p>
<p>Seguindo a mesma linha, Setzer afirma que, como <strong>o computador força um pensamento lógico-simbólico, ele também não deve ser usado antes do Ensino Médio.</strong> &#8220;O computador é uma máquina matemática e sempre força um raciocínio matemático e uma linguagem formal nos seus usuários. Antes da puberdade, parece-me que é prejudicial à criança ser forçada a pensar e se expressar dessa maneira, pois tanto o pensar como o falar não são bem delimitados e precisos&#8221;. O estudioso enumera quatro competências que o usuário da máquina deve ter para usá-la de maneira dequada: muito conhecimento e discernimento para reconhecer o que é bom e o que é mau, o que é belo e o que é feio, e o que é verdadeiro e o que é falso; muita autoconsciência para analisar como os aparelhos estão sendo usados, por exemplo, é necessário saber se estão sendo usados por períodos longos demais, se outras coisas importantes não sendo feitas em função disso, se a própria maturidade é adequada para o que se faz com os aparelhos e, finalmente, é preciso ter muito autocontrole para haver domínio sobre si próprio e não ser dominado pelas máquinas.</p>
<p>&#8220;Ora, muitos adultos não têm essas capacidades, às vezes, não se controlam e viciam no uso do computador e da Internet. O que esperar de uma criança ou adolescente que justamente estão desenvolvendo essas capacidades? Se já as tiverem, são crianças ou adolescentes degenerados, pois comportam-se como adultos em miniatura, tendo perdido pelo menos parte de sua necessária infância ou juventude&#8221;, conclui.</p>
<p><strong>Expansão e perseguição</strong></p>
<p>A pedagogia Waldorf, introduzida por Steiner, em 1919, em Stuttgart (Alemanha) se expandiu pelo mundo todo, inclusive no Brasil, e hoje conta com mais de mil escolas espalhadas pelo globo, mas seus métodos alternativos chegaram a incomodar governos durante a II Guerra Mundial, por incentivarem a liberdade individual. &#8220;Elas foram fechadas pelo nazismo e muitos de seus professores foram presos. Elas foram proibidas na União Soviética, onde era também proibida a entrada dos livros de Steiner. Nessa última, houve ainda um outro fator: como a base da pedagogia Waldorf é a Antroposofia, que é uma cosmovisão espiritualista. Isso ia contra a materialismo dialético propugnado pelo comunismo&#8221;, conta Setzer.</p>
<p>A Antroposofia, que vem <strong></strong>do grego &#8220;conhecimento do ser humano&#8221;, foi fundada também por Rudolf Steiner no século 20 e  pode ser caracterizada, segundo Valdemar Setzer, como um método de conhecimento da natureza do ser humano e do universo, que amplia o conhecimento obtido pelo método científico convencional e suas aplicações. Por &#8220;cosmovisão espiritualista&#8221;, entende-se que ela não é materialista no sentido de achar que o ser humano e o universo são constituídos exclusivamente de matéria e energia físicas. &#8220;A Antroposofia admite a existência de membros não físicos no ser humano e, com isso, consegue explicar vários fenômenos como a vida e a morte, os estados de vigília e de sono, o destino (carma), o livre arbítrio, a consciência etc&#8221;, diz.</p>
<p>As aplicações práticas são possíveisem todas as atividades humanas, sendo as mais famosas a pedagogia Waldorf, a medicina antroposófica e a agricultura biodinâmica. Setzer reforça que &#8220;ela se dirige à compreensão de qualquer pessoa, e não à crença&#8221;, que &#8220;ela propõe um caminho de desenvolvimento interior e dá importância fundamental à preservação e incentivo da liberdade individual&#8221;.</p>

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		<title>Deusas: Vênus de Willendorf</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2012/03/28/deusas-venus-de-willendorf/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Mar 2012 14:03:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Deusas]]></category>
		<category><![CDATA[deusas]]></category>
		<category><![CDATA[feminino]]></category>
		<category><![CDATA[fertilidade]]></category>
		<category><![CDATA[vênus de willendorf]]></category>

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		<description><![CDATA[A deusa do mês é Vênus de Willendorf, uma das representações mais antigas da Grande Mãe e que amplia nosso conceito sobre fertilidade]]></description>
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<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/03/deusas-Willendorf_POST.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1833" title="deusas-Willendorf_POST" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/03/deusas-Willendorf_POST.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a></em></p>
<p><em>Por Thays Prado</em></p>
<p><em>Imagem: <a href="http://www.eternalsymbols.com/venus-of-willendorf/" target="_blank">eternalsymbols</a></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em tempos contraditórios de culto à magreza e ao silicone, ouso evocar <strong>Vênus de Willendorf</strong>, com seus seios, barriga, quadril, vulva e nádegas avantajados e os sete círculos concêntricos na cabeça. Uma representação paleolítica (data de algo entre 24 mil e 22 mil anos a.C) da <strong>Grande Mãe</strong>.</p>
<p>De acordo com pesquisadores, a estatueta de 11 cm de altura nunca teve pés &#8211; era feita para ser levada na palma das mãos, como uma espécie de amuleto. Foi descoberta no início do século 20, a 30 metros do rio Danúbio, no vilarejo austríaco de Willendorf. O fato de ser talhada em uma pedra vermelha incomum na região, conhecida como oolítico, pode ser um indício de que povos nômades, caçadores e coletores, a carregavam consigo. Atualmente, a Vênus de Willendorf original se encontra no Museu de História Natural de Viena.</p>
<p>É interessante observar que, por mais que o estilo de vida da Idade da Pedra Lascada devesse levar homens e mulheres a serem magros e a terem a musculatura bem desenvolvida, a Grande Deusa tem seus <strong>contornos femininos salientados, uma forma de demonstrar a prosperidade, a abundância e a fertilidade atribuídas a Ela</strong>.</p>
<p>Segundo &#8220;<a href="http://publifolha.folha.com.br/catalogo/livros/135910/" target="_blank">O Livro das Deusas</a>&#8221; (Ed. Publifolha), do grupo Rodas da Lua, a deusa é a representação de &#8220;uma sociedade equilibrada, centrada na Terra, livre de disputas, com notável criatividade e que se maravilhava com os eventos deste mundo&#8221;. Em seu corpo abundante, a deusa soberana cria e sustenta o Universo, guardando &#8220;a força inseparável da vida, da morte, da regeneração e da renovação&#8221;.</p>
<p>Talvez, o maior aprendizado que Vênus de Willendorf traga para nossa sociedade contemporânea seja a possibilidade de <strong>ampliar nosso conceito de fertilidade</strong> e de nos reconectar de maneira mais forte a esse poder feminino.</p>
<p>Por fertilidade, não devemos entender apenas a possibilidade de gestação de filhos. Somos um terreno fértil para a geração e o desenvolvimento de ideias, projetos e sonhos. Somos capazes, inclusive, de dar à luz a nós mesmas, por meio das constantes transmutações e metamorfoses que se passam conosco durante a vida.</p>
<p>Também é preciso se lembrar de que uma terra fértil não fica fazendo alarde a qualquer hora. É, às vezes, bastante silenciosa, escura e até mesmo enigmática. Quem olha sem prestar muita atenção pode achar que nada está acontecendo ali, mas é só esperar o tempo certo para presenciar, a partir do mistério da terra e da semente, o desabrochar do novo. Ainda é de admirar a incrível capacidade de transformação de tudo aquilo que não a serve mais na forma atual em um adubo riquíssimo para uma nova geração.</p>
<p>Com a fertilidade, aprendemos as sabedorias do oculto, do profundo, do íntimo, da espera consciente e da sustentação de algo que por hora nos é desconhecido, mas em que já confiamos.</p>
<p>Para estimular todas essas qualidades, O Livro das Deusas ensina um ritual que é uma delícia de fazer!</p>
<p><strong>Ritual para o ventre<br />
</strong><em>Em um recipiente de cerâmica, faça uma pasta de argila medicinal e água. Espalhe pelo abdômem até formar uma grossa camada. Deite-se confortavelmente por meia hora e concentre a atenção em seu ventre. Retire a argila com uma toalha úmida e coloque uma pedra ligeiramente aquecida em seu lugar.</em></p>
<p>Conte pra gente o que você sentiu!</p>
<p><strong>Leia também:</strong></p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/2012/02/28/deusas-isis/" target="_blank">Deusas: Ísis</a></p>
<p><a href="http://www.maistato.com.br/2012/01/31/deusas-o-que-sao-afinal/" target="_blank">Deusas: o que são, afinal?</a></p>

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		</item>
		<item>
		<title>Economia de água em 5 iniciativas</title>
		<link>http://www.maistato.com.br/2012/03/22/economia-de-agua-em-5-iniciativas/</link>
		<comments>http://www.maistato.com.br/2012/03/22/economia-de-agua-em-5-iniciativas/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 11:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ecos]]></category>
		<category><![CDATA[desperdício]]></category>
		<category><![CDATA[dia mundial da água]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[No Dia Mundial da Água, comemorado hoje, 22 de março, elegemos cinco iniciativas que merecem ser divulgadas. Saiba o que tem sido feito pelo mundo em nome de preservar este recurso precioso e finito.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p><em><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/03/diaAgua2012_POST.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1825" title="diaAgua2012_POST" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/03/diaAgua2012_POST.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Manoella Oliveira e Thays Prado</em></p>
<p><em> Imgem: <a href="http://www.flickr.com/photos/85213597@N00/6317659431/in/faves-otherb_/" target="_blank">Sayaka Minemura</a></em></p>
<p>No Dia Mundial da Água, comemorado hoje, 22 de março, elegemos cinco iniciativas que merecem ser divulgadas. Saiba o que tem sido feito pelo mundo em nome de preservar este recurso precioso e finito</p>
<p><strong>1- Parem os chuveiros!<br />
</strong></p>
<p>Como já <a href="http://www.maistato.com.br/2010/07/27/historia-cosmeticos-saude-beleza/" target="_blank">comentamos anteriormente</a>, os cosméticos que nós tanto gostamos nem sempre são tão legais quanto deveriam e podem trazer sérios danos à nossa saúde. Mas dessa vez vamos falar de uma linha germânica muito bacana que, além de cuidar da gente como merecemos, traz uma mensagem muito clara de conscientização: pare a água! A linha <a href="http://stop-the-water-while-using-me.com/" target="_blank">Stop the Water While Using Me</a> (o que seria, em português, &#8220;Pare a Água Enquanto Estiver Me Usando&#8221;) traz seu recado no nome, no rótulo e na maneira como é desenvolvida.</p>
<p>A ideia é lembrar aos consumidores de fechar a torneira enquanto estiverem usando o xampu, o sabonete, a loção corporal ou o gel para banho. Os produtos têm aromas exóticos, são naturais, tem certificação orgânica e são vendidos em embalagens de 200 ml até 5 litros. Todo o conteúdo é biodegradável, os produtos não são testados em animais e a embalagem é reciclável. E o melhor: eles entregam no Brasil! O site oficial é em alemão, mas dá para ler em inglês ao clicar nas bandeirinhas no fim da página. Para quem não fala nenhum desses idiomas, <strong>vale conferir o</strong> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=LmczTx7hsSk&amp;feature=related" target="_blank">vídeo que explica a filosofia da linha</a>, fácil de entender e com pouquíssimo uso de palavras.</p>
<p><strong>2- Água Virtual</strong><br />
Você sabia que a maior parte da água potável do mundo não é usada diretamente para beber, cozinhar ou lavar? Segundo o <a href="http://www.unesco-ihe.org/" target="_blank">Institute for Water Education</a>, da UNESCO, é a produção de bens de consumo físicos (como comida, roupas e objetos em geral) o que mais demanda água. Para se ter uma noção de números, ao comer um bife de boi de 300g, você está utilizando 4.500 litros de água &#8211; se formos contabilizar o que foi utilizado para a irrigação do pasto que serviu de alimento para o animal, a própria água que ele consumiu e a água utilizada em toda a cadeia (abate, processamento, transporte, comércio) até o bife chegar ao seu prato. E para cada 750 ml de café que você toma, 840 litros de água são consumidos durante o processo produtivo. Essa informação faz parte de um conceito conhecido como <a href="http://www.waterfootprint.org/" target="_blank">Pegada de Água</a>, um cálculo que se faz para definir o volume total de água potável utilizada na produção de mercadorias, bens e serviços consumidos por pessoas, por empresas ou mesmo por país. Com o objetivo de facilitar a visualização e a divulgação dessa ideia, o projeto <a href="http://virtualwater.eu/" target="_blank">Virtual Water</a> (Água Virtual) criou uma série de infográficos superbonitos que nos fazem repensar as escolhas que fazemos em nosso dia a dia. Chá ou café? Boi ou Frango? Que tal uma dieta vegetariana, pelo menos de vez em quando? Seu poder de decisão na hora de colocar certos itens no carrinho de supermercado podem contribuir para que menos água seja consumida sem necessidade.</p>
<p><strong>3- Para não faltar comida<br />
</strong>Este ano, a campanha da ONU para o <a href="http://www.unwater.org/worldwaterday/" target="_blank">Dia Mundial da Água</a> também está focada na relação direta entre esse recurso e segurança alimentar. A organização alerta que existem no mundo 1 bilhão de pessoas em situação de extrema miséria e que os recursos hídricos estão cada vez mais escassos. Eles ainda lembram que, em menos de 40 anos, seremos 9 bilhões de pessoas no planeta, o que significa mais consumo de alimentos e de água (direta e indiretamente). Por isso, a campanha nos convida a:</p>
<p>- ter uma dieta mais sustentável e saudável;<br />
- consumir menos produtos que utilizem grande quantidade de água em sua cadeia;<br />
- reduzir o desperdício de comida, afinal, atualmente, cerca de 30% dos alimentos produzidos no mundo vão diretamente para o lixo sem nunca terem sido aproveitados;<br />
- encontrar maneiras de produzir mais comida, de melhor qualidade, com processos produtivos que demandem cada vez menos água.</p>
<p>Assista <a href="http://www.youtube.com/watch?v=akmlrr3XyOo&amp;feature=youtu.be" target="_blank">ao vídeo</a> e veja como suas atitudes podem impactar diretamente na situação que vivemos hoje na Terra.</p>
<p><strong>4- Assunto mundial</strong><br />
O <a href="http://www.worldwaterforum6.org/en/" target="_blank">Fórum Mundial da Água</a>, que aconteceu de 12 a 17 de março deste ano, contou com a presença de secretários, ministros e chefes de estado de 140 países, agências da ONU e organizações da sociedade civil e tinha como mote &#8220;É hora de soluções&#8221;. Infelizmente, as previsões para o futuro do planeta não são nada boas. Entre os principais assuntos debatidos no evento estavam a falta de acesso à água por boa parte dos habitantes do mundo, a migração de populações por esse motivo e o aumento dos conflitos entre regiões e até mesmo entre países por disputa de água.</p>
<p>O Fórum chegou ao fim, mas as reflexões e, principalmente, a busca por soluções continuam aquecidas. No site <a href="http://www.solutionsforwater.org/" target="_blank">Solutions for Water</a>, qualquer pessoa, organização ou governo pode dar as suas sugestões e até mesmo os seus exemplos já colocados em prática para inspirar a comunidade global a lidar com o assunto com a seriedade que merece.</p>
<p><strong>5- Mova-se</strong></p>
<p>Não é que tenha pouca água no mundo, mas a quantidade disponível para o consumo não chega a 1%, por isso, <strong>a quinta iniciativa mais legal que escolhemos é a sua.</strong> Se você ainda não assumiu uma postura consciente em relação ao uso da água, essa é a hora de se transformar. Por favor, não conte com o milagre da tecnologia que irá salvar todos nós e fazer com que a água salgada de repente fique doce, que a água congelada derreta e que a água poluída fique potável. A tecnologia disponível hoje no planeta é aquela que te faz sofrer até hoje na hora de ir ao dentista. Se não conseguimos uma boa solução nem para amenizar esse nosso sofrimento, imagine para a água potável!</p>
<p>Pode até ser que um dia exista uma tecnologia viável para esse problema, mas isso vai demorar tantas centenas de anos que é melhor economizarmos muita água para podermos esperar até lá. Faça a sua parte!</p>
<p><strong>Leia também:</strong><br />
<a href="http://www.maistato.com.br/2011/06/06/comecemos-pela-ecologia-interna/">Comecemos pela ecologia interna<br />
</a><a href="http://www.maistato.com.br/2010/03/22/dia-mundial-da-agua-energia-chakra-masaru-emoto/">Água e Energia</a><br />
<a href="http://www.maistato.com.br/2010/02/12/bifasicos-nao-por-acaso/">Bifásicos, não por acaso</a></p>

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		<title>O roteiro de um filme chamado Vida</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 21:44:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thays Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Daqui de dentro]]></category>
		<category><![CDATA[celebração]]></category>
		<category><![CDATA[festa]]></category>
		<category><![CDATA[obrigações]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Se minha vida fosse um objeto, ela seria uma lista. Com muitos, muitos tópicos. E se eu precisasse escrever a cena do meu último dia de vida, ela aconteceria em um salão de festas vazio.]]></description>
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<p><a href="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/03/roteiroVida_POST.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1815" title="roteiroVida_POST" src="http://www.maistato.com.br/wp-content/uploads/2012/03/roteiroVida_POST.jpg" alt="" width="680" height="346" /></a>Por Thays Prado</p>
<p><em>Imagem: Vanessa Siqueira + (desconhecido)</em></p>
<p><strong>Se eu pudesse usar um objeto para simbolizar a minha vida, esse objeto seria uma lista.</strong> Com muitos, muitos tópicos. À medida que o tempo passa, alguns desses tópicos caducam, perdem totalmente o sentido e são eliminados mesmo sem serem cumpridos. Outros não saem nunca dali, porque mesmo que eu não tenha quase nenhuma vontade de ticá-los, eles fazem parte do grupo das coisas que meu imaginário diz que eu deveria ser ou fazer. Há também os itens que são praticamente a minha razão de viver e continuam sem um check, porque, para mim, as obrigações sempre vêm antes do que aquilo que realmente preenche meu coração. E não há tempo para tudo, não é mesmo?</p>
<p>Se eu fosse uma criança e tivesse que chutar o que as <strong>bonecas</strong> fazem à noite, enquanto estamos adormecidos, eu diria que elas <strong>escrevem novas coisas na minha lista mágica sem fim.</strong> Pegam todas as características das pessoas que admiro, todas as memórias com conteúdos que me dizem o que é correto fazer, todas as negações disso, todas as informações que tenho sobre o que o mercado espera de uma boa profissional, todos os elogios que me fizeram e dos quais não me senti digna, todos os defeitos que me apontaram, mesmo que eu não concordasse, todas as receitas de cada linha espiritual com a qual me deparei e transformam tudo em tópicos.</p>
<p>Se eu escolhesse um personagem para simbolizar a minha mente, ele seria <strong>o coelho de Alice, irritantemente a me dizer que é tarde</strong>. É tarde e eu nem comecei a ser a pessoa em quem gostaria de me transformar. É tarde e meu corpo envelhece sem nunca ter estado em sua melhor fase. É tarde e eu ainda não sei tantas coisas tão básicas. É tarde e mesmo assim eu sigo a passos lentos. É tarde e por mais que eu corra, não chego. É tarde e eu só fico a repetir que é tarde.</p>
<p><strong>E se esse fosse um filme e eu precisasse escrever a cena do meu último dia de vida, ela aconteceria em um salão de festas vazio.</strong> Eu estaria em um canto, obcecada pela minha lista, com as costas rígidas e os olhos fixos. Um segurança mal humorado viria em minha direção me dizendo para ir embora, porque a festa acabou e já não há mais ninguém. Olho em volta e tudo o que vejo são alguns balões flutuando no teto e sujeira pelo chão. Não há música. Como não me movo, ele tenta me levantar à força e me tirar dali. Deseperada, tento argumentar: &#8220;Não pode ser! Mas eu não vi que estava tendo uma festa! Eu não dancei. Eu ainda não comi e não bebi. Eu não me diverti. Eu não senti a leveza e o frescor que estava esperando ao terminar essa lista aqui. E eu ainda nem terminei o que era preciso fazer. Veja bem, senhor, ainda faltam os itens mais importantes! Há algum engano&#8221;. E enquanto ele me arrasta para fora, vejo bonecas na decoração. E elas estão sem vida, como sempre estiveram, me revelando que jamais escreveram qualquer tópico. Mas a festa não volta. E tudo o que posso ouvir é a voz do coelho a ecoar: é tarde, é tarde, é tarde. E pela primeira vez ele tem razão.</p>
<p>Se você, assim como eu, não deseja que isso se transforme em vida real, <strong>preste atenção! A festa começou exatamente no momento em que você inspirou pela primeira vez.</strong> Não espere as luzes se apagarem para perceber que, todos os dias, há uma música diferente tocando, outros convidados chegando, novos sabores sendo servidos e muitos tópicos sendo realizados, mesmo que não sejam exatamente aqueles que estão na sua lista cruel ou megalomaníaca, como a minha.</p>
<p>Celebre a vida. Há sempre um bom motivo para isso. Mesmo que, por hora, não te pareça tão óbvio. E se não houver, crie. Você é a (o) dona (o) da festa e merece aproveitar.</p>
<p><strong>Leia também:<br />
<a href="http://www.maistato.com.br/2012/02/07/tempo-encenacao/">De tempo e de encenação</a></strong><br />
<strong><a href="http://www.maistato.com.br/2011/07/05/criadores-de-nossa-propria-vida/">Criadores de nossa própria vida</a></strong><br />
<strong><a href="http://www.maistato.com.br/2010/11/18/sobre-como-o-universo-deixou-de-acreditar-em-mim/">Sobre como o universo deixou de acreditar em mim</a></strong></p>

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